27 de agosto de 2009

são joão d'arga

ou a grande festa do minho está de volta !!!!!


a noite de amanhã, dia 28 de agosto, vai ser seguramente a grande noite do minho.
já aqui vos tinha falado daquela que eu considero ser a verdadeira festa popular minhota: o são joão d'arga.

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para quem estiver por aqui, deverá obrigatoriamente juntar-se aos que sobem desde vila praia de âncora até ao cimo da serra d'arga numa romaria genuinamente popular com centenas de tocadores e cantadores e com paragem obrigatória em muitas 'capelinhas' do caminho para lubrificar as gargantas.
e chegar ao cimo bem embebido no espírito da festa:
preparado para uma desbunda frenética de música regada a copos de aguardente com mel.
mesmo que não tenham verrugas, não estejam encalhados ou a potência não vos falte, esta é uma daquelas festas em que devemos participar obrigatoriamente. a thing to do before you die, como diriam os algófonos.
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se gostam de vocês, não se esqueçam do são joão d'arga:
é na noite de 28 de agosto (saida da a28, arga (s.joão)/dem).

não se perdoem se a perderem!!!!

Um retrato...

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Aqui retratada por Inês Guerreiro, conseguem descobrir quem se encontra nesta imagem?

Pista: escritora

Trata-se de Maria Archer e acertou a T.

Sugestões de adereços...

... para estes Dias que voam

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O baton

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Engraçada esta tira de publicidade muito comida pelo tempo. O papel da Revista Modas e Bordados em 1953 não era grande coisa. Mas mesmo assim vale a pena recordar o Baton Pond´s mantém-se horas e horas...

Graças à Vaqueiro.

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Na Modas e Bordados de 22 de Abril de 1953, dirigida por Etelvina Lopes de Almeida, este belo anúncio da Vaqueiro., oferecendo uma receita de mexilhões recheados.

Imprevistos

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Aqui a temos com os seus dois filhos, apanhada pelo fotógrafo da Crónica Feminina De Fevereiro de 1968.
Quem era?

Maria Helena Fialho de Gouveia e filhos.

Se vai emigrar

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Vá volte com a Tap : a casa portuguesa do ar.
Anúncio de 1968

Adivinhai

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Este é o verso e o reverso dum objecto dos anos 30. O seu tamanho?
Talvez uns 2cm, ou mesmo 2,5cm de comprimento:)

A teresa acertou: eram umas nails de pedras preciosas. Aqui está a foto sem censura.

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UM LIVRO DE QUANDO EM VEZ

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Viciado que é em livros, não necessita de outros motivos para os comprar. Mas tudo lhe serve: capas, começos, finais, títulos. É o caso deste “Greguerías” uma edição da Assírio & Alvim para a colecção “Gato Maltês”, que encontrou numa dessas feiras de livros manuseados que, ao longo do ano, vão acontecendo pela cidade.
O autor do livro é Ramón Gómez De La Serna (1888-1963), de que nem sequer ouvira falar e greguerías não lhe dizia nada.
Pela leitura do prefácio de Jorge Silva Melo, que também fez a selecção e a tradução dos textos, fica-se a saber que greguerías é uma palavra que não significa nada: nem em Castelhano nem em qualquer outra língua. É um género literário inventado pelo próprio autor. São lançadas pistas de que possam ser aforismos, adágios, refrões, mas não se chega a nenhuma conclusão. Pouco importa.
A leitura do livro deu-lhe um gozo de tal ordem que não resistiu à tentação de trazer até aqui algumas destas greguerías.
Divirtam-se!

Como dava beijos lentos, duravam-lhe mais os amores.

Onde o tempo e a poeira mais se unem é nas bibliotecas.

Sofá-cama: os sonhos ficam em baixo, a conversa em cima.

A gaivota rema ao voar.

O capitalista é um senhor que, quando fala connosco, nos fica com os fósforos.

O gato olha para as visitas como se a conversa lhe desse sono.

É na maneira de esmagar a beata no cinzeiro que se reconhecem as mulheres cruéis.

O arco-íris é a fita que a natureza põe depois de ter lavado a cabeça.

O cinema nasceu quando as nuvens paradas das fotografias se puseram a mexer.

A civilização terá atingido um alto grau quando os gatos estiveram a ler revistas infantis nos portais.

O mar só vê viajar: ele nunca viajou.

Só ao morrer nos lembramos que já estivemos mortos antes de nascer.

O gato só admira o homem quando este mete mais lenha na chaminé.

Os móveis com bicho ganham ouvido e até ouvem o que diz o silêncio.

O ideal do amador de fotografia é possuir a melhor máquina para tirar retratos a miseráveis.

O que há de mais aristocrático na garrafa de champanhe é que não deixa que lhe ponham de novo a rolha.

Os que não querem que se fume no vagão não compreendem que, se a locomotiva não fumasse, o comboio não se movia.

Os bebés com chupeta olham para o fumador de cachimbo como para um companheiro de carrinho.

No primeiro eléctrico da manhã ainda há sonhos do dia anterior

Na noite dos vagões solitários vamos com duas mulheres: a nossa e a que é re-
flectida no vidro.

Nos fios dos telégrafos ficam, quando chove, umas lágrimas que tornam tristes os telegramas.

A vida é dizer-se adeus a um espelho.

As cinzas de cigarro que ficam entre as páginas dos velhos livros são a melhor imagem do que neles ficou da vida de quem os leu.

As gaivotas nasceram dos lenços que dizem adeus.

O gato faz-se de morto para que o deixem dormir a sesta.

O livro é o salva vidas da solidão.

26 de agosto de 2009

A felicidade familiar

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Como o Ovomaltine pode ajudar à felicidade familiar dando forças à dona de casa. Dela depende e cito, a prosperidade dos filhos e a capacidade de trabalho do marido. Poupe-se pois o marido e sustente-se a mulher a Ovomaltine. Ese post é dedicado ao Júlio Amorim! Risos.

A moda deste Verão de 1933

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A moda feminina dos anos 30: o fato de banho, o vestido da manhã e o fato de sol.
Apreciais?

O professor Roxroy

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O astrólogo que vive e trabalha há mais de 20 anos no mesmo lugar: o eminente professor Roxroy. Consultas astrológicas gratuitas! Deixai-me vo-lo dizer GRATUITAMENTE!

o mundo visto de fajão

ou
marante, o grande génio da música portuguesa

o fim de semana passado, enquanto via o 'querido mês de agosto' no 'bed-in' de fajão, com o som da festa no ribeiro a entrar pelas janelas para fazer estereofonia com a banda sonora do filme, reparei mais a sério nesta canção do marante (que faz parte obrigatória da banda sonora do filme).
é uma canção ao mais puro estilo daquelas que os cegos cantavam com música de fado menor e vendiam umas folhas a2 com um largo título e dezenas de letras de canções.
é o mais profundo da música popular urbana portuguesa.
o misto de literatura de cordel com a mais popular música do fado português.
o marante é um génio.





a casa nocturna
se mantém à noite
em clima de festa
de longe se ouvem
vários instrumentos
de cordas e metais
boémios bebendo
cantando e dançando
ao som da orquestra
um som estridente
que lhe deu o nome
de 'som de cristal'

a casa nocturna
boite falada
lugar de má fama
com as portas abertas
durante a noite
entra quem quiser
porém nessa noite
sem que eu esperasse
entrou uma dama
fiquei abismado
porque se tratava
de minha mulher

ela se cansou
de dormir sozinha
esperando por mim
e nessa noite
resolveu dar fim
na sua longa e maldita espera
ela não quis mais
levar a vida de mulher honrada
se na verdade
não adiantou nada
ser mulher direita
conforme ela era
ela decidiu
abandonar o papel de esposa
para viver entre as mariposas
que fazem ponto
naquele lugar
a minha vida
muito mais errante
agora continua
transformei a esposa
em mulher da rua
na mais nova dama
do 'som de cristal'

Uma bela praia

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Praia da Oura

Curiosidades

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Adivnhais?
O Julio Amorim acertou: é a Figueira da Foz, nos anos 70. Datação da Casa do Brigadeiro.

Dos adivinhares

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Onde é?
Makangsi disse...

S. Gonçalo em Amarante? Parece. E é.

Das altitudes ultramarinas...

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Em que país e local se pode apreciar esta paisagem magnífica? Alguém o conseguirá identificar?

Casa do Brigadeiro identificou o local: «fenda da Tundawala na Huíla, Angola».

Uma adivinha com memórias...

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Não ficando dentro de fronteiras, o local está ligado à nossa História. Conseguem identificá-lo?

Trata-se de Tânger e adivinhou a Luísa Moreira:)

EM VIAS DE EXTINÇÃO

como prometido aqui fica esta fotografia para o gin que gosta de citröen 2cv... de cor invejavel, esta sempre estacionado no mesmo lugar, embora a matricula diga que não pertence a este departamento francês... talvez também o aluguem apenas para ocasiões especiais...

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MIKE SEEGER

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Tem com o “Expresso” um sentimento de quase ódio.
Por vezes o vizinho de cima, depois de lido, deixa-o aqui à porta. Mas não lhe pega logo. Vai para o monte do que, não sendo urgente, está para ser lido.
Como também andou afastado da blogosfera, da leitura de jornais, só agora viu que João Lisboa no “Expresso” de 15 de Agosto faz o obituário de Mike Segger. (07.08.2009).
Ficou sem ponta de sangue.
Tinha-o visto, ainda este ano, na noite de 3 de Fevereiro, num concerto que teve tanto de extraordinário como de simplicidade, qualquer coisa que julgamos ser único. Na véspera do concerto apresentara o filme “Appalachian Journey” do etnomusicólogo e seu amigo Alan Lomax.
Mike Seeger esteve em Lisboa, no âmbito do ciclo de uma semana dedicado a alguma da música popular norte-americana - "hootenanny" – e da responsabilidade de Ruben de Carvalho

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Meio irmão de Pete Seeger e de Peggy Seeger , fundou o grupo de música tradicional “The New Lost City Ramblers”, e deixou gravados mais de 40 álbuns, a solo e em grupo.
Mike Seeger foi uma das referências de Bob Dylan. Escreve Dylan, citado por João Lisboa, nas suas “Chronicles":
“Por vezes, há quem nos obrigue a olhar para o espelho. Ele tocava o índice completo de todos os estilos “old time” e fazia-o tão bem quanto seria humanamente possível. Aquilo em que eu me devia ainda aplicar muito transportava-o ele nos genes.”
Foi tudo isto, algo mais, que ele viu naquela noite chuvosa de 3 de Fevereiro. De como, então ficou feliz.
É esse espanto, maravilhado, que agora recorda.
E mais não sabe que dizer.