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3 de junho de 2016

do sensacionalismo como substituto do jornalismo



o jornal the guardian (não exactamente o the sun) titulou 'em grande' que os especialistas italianos e egípcios que analisaram, com espectrómetro de raios-x, as lâminas dos punhais encontrados no túmulo do tutankhamon, encontraram uma concentração de níqul e carbono que provavam a origem daquelas peças como sendo extra-terrestre.
isto é o título em caixa alta e destaque devido para apanhar papalvos.
a verdade, mais detalhada e mais simples, e provada pelos mesmos especialistas, por comparação com dezenas de meteoritos encontrados na costa do mar vermelho, e que se trata, de facto, de origem extra-terrestre, mas feito com alguns desses meteoritos que caíram ao longo de milhões de anos por toda a terra.
claro que a segunda parte dá notícia, mas não primeiras páginas.
por isso se opta pela primeira.
vende sempre mais


8 de outubro de 2013

Mentes criativas, rituais diários


Rotinas quotidianas de grandes vultos da Literatura: café de Balzac, madrugadas de Hemingway.

Um recente artigo do The Guardian revela rituais de personagens da História e da Literatura. Nele podemos conhecer algumas «estórias da História», tais como as seguintes:
- Hemingway levantava-se, todos os dias, às 5.30 da madrugada mesmo, quando na véspera, o consumo de álcool tinha ultrapassado os limites da sobriedade;
- Marcel Proust despertava entre as 3h e as 6h da manhã, começando o dia com uma dose de ópio para aliviar a asma, seguindo-se um croissant e uma chávena de café (que também é broncodilatador e, como tal, minimiza dificuldades respiratórias);
- Beethoven também consumia o café matinal, só que excessivamente forte : ele próprio contava 60 grãos para moagem, sendo essa a quantidade a seu gosto;
- Balzac ingeria 50 cafés diários;
- Flaubert mergulhava em banhos de imersão a elevada temperatura.

Informação detalhada em Rituais diários, mentes criativas The Guardian, 5 de outubro de 2013

Fonte: Gallimard, tradução livre para este blogue

20 de dezembro de 2012

Apocalipse a modos que doméstico



Sabemos que o que faz história na comunicação social é, em grande parte, «o homem que morde o cão»… frase gasta, com validade no quotidiano dos leitores. Certos acontecimentos são levados às últimas consequências, em detrimento de informações cruciais a que qualquer cidadão tem direito. Apesar das reflexões, fica-se a pensar no que se terá passado na «vida real» (?), quando é notícia o facto de um cliente de determinada instituição bancária ser atendido na rua por – segundo o jornal – se encontrar «mal vestido»… É passada em revista uma discussão memorável, no interior de um autocarro da cidade, entre um passageiro que, de fato macaco embebido em óleo, insiste em ocupar um assento deste transporte e o motorista, informando-o que o não pode fazer, sob risco de estragar o vestuário de passageiros quando vagar o banco onde se sentou… a memória surge, nítida, mesmo que nada tenha a ver com o cliente da instituição bancária com exigências de rigor do figurino (terá sido mesmo assim?). Também se fica de olhos arregalados com este apocalipse now, já programado para o dia de amanhã… Parece que na cidade de Tomsk foi comercializado um kit de sobrevivência para o evento, contendo o mesmo – passa-se a citar: «cereais, uma barra de sabão, um canivete, pastilhas purificadoras de água, um estojo de primeiros-socorros, velas, uma caixa de fósforos e - como não podia deixar de ser - uma garrafa de vodka». Fica-se a pensar se por aqui não haverá influência do antigo Egipto, caso contrário para que serviria o conteúdo desta caixinha comercializada pelo equivalente a 25 aéreos? Cada vez com maior dificuldade em destrinçar realidade de ficção, prepara-se uma evasão rumo ao sol sem que, num relâmpago, surja a memória da quadra que – opinião pessoal e discutível – deve ser festejada em qualquer altura do ano, desde que não se sinta a agitação e algum azedume (a evitar) destes dias que atravessam as chamadas «festas».

Have yourself a merry... whenever.

P.S: continuamos a encontrar relatos mais verosímeis em Orwell com o seu 1984.

31 de maio de 2012

União Europeia





















Sou um indelével leitor de jornais. Prefiro mil vez o papel ao online. Com muita pena minha, nos últimos tempos, tal defeito pessoal pouco me tem trazido de gozo. O conteúdo das notícias é rotineiro, chato e monótono. Preocupa-me o futuro dos leitores de jornais se o assunto invasor de todas as notícias não se alterar. A única coisa que muda é o nome das moscas.
No meio de tão pouca substância houve uma frase que me deu algum entusiasmo:
“A união faz a força excepto a Europeia.”

28 de março de 2011

Mazinger Z: viagem da ficção à realidade

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Sempre gostei dos desenhos animados de robôs japoneses de seu nome Mazinger Z. […] . A série entusiasmou provavelmente muitas crianças nascidas na década de 70. O argumento de Mazinger Z era o de o professor Kabuto, auxiliado pelo seu conselheiro científico Dr. Inferno, ter descoberto na ilha de Rodas uns autómatos ancestrais. Inferno guardou segredo da descoberta tendo, mais tarde, informado os restantes investigadores de que iria utilizar os robôs, já recuperados, para dominar o mundo.
O conselho de cientistas recusou tornar-se cúmplice do louco exterminador tendo decidido, este último, programar os robôs para uma destruição em massa. O único sobrevivente foi o professor Kabuto que acabou por se evadir para o Japão onde, com o auxílio dos últimos avanços tecnológicos e da energia foto-atómica […] fabricou um robô denominado Mazinger Z, a fim de aniquilar os planos de Inferno. Posteriormente, Kabuto foi assassinado pelo Barão Ashler, um aliado do maléfico cientista, tendo conseguido, antes da morte, revelar ao seu neto Koji Kabuto os planos de destruição e todos os segredos do Mazinger Z .
Mazinger Z passou a ser comandado por Koji, combatendo os robôs enviados pelo terrível Dr. Inferno[…].
Cruzando ficção com realidade, surpreende o sucedido com o acidente nuclear de Fukushima. No país das bombas atómicas (Fukushima e Hiroshima têm os mesmos sufixos), dos terramotos e dos tsunamis, constroem-se centrais nucleares à beira-mar, indo os humanos -não os robôs- apagar focos de incêndio de baldes e mangueiras […]…
Mazinger Z traz-nos a lição de ter a tecnologia robótica vencido a ilimitada ambição representada pelo Dr. Inferno embora, na época  e ainda em início da juventude, se fosse mais ingénuo ...
Hoje ninguém envia aviões anticontaminação nuclear ou hidroaviões telecomandados para ajudar o Japão. As guerras do petróleo e a defesa do nosso nível de vida encontram-se no posto de comando.

José Ramon Pichel Campos, «Medo dos aviões» em Galicia Hoxe (tradução livre e com supressões, sem utilização das regras do novo acordo ortográfico)

aqui o artigo original

6 de outubro de 2010

Como perpetuar memórias: o jornal "A Capital"

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Ao chegar à escola fui surpreendida por um jovem que, vestido com a modéstia de um trabalhador rural de início do século passado, distribuía à comunidade o exemplar de A Capital de 5 de Outubro de 1910. É gratificante verificar as formas hoje possíveis de perpetuar memórias através das gerações. Ao olhar para o editorial deste diário, não pude deixar de sorrir ao verificar como um texto jornalístico da época - independentemente do impacto da notícia - obedece a fórmulas que hoje, nas aulas, se aprende serem contrárias às das peças a publicar na imprensa (obviamente com excepção para a crónica). Será decerto um tema a explorar em sala de aulas. Referirei unicamente a actual contra indicação no uso e abuso de  adjectivos, bem como  a emotividade expressa, contrária à objectividade pretendida, passando a transcrever algumas linhas comprovativas com  respeito pela grafia da época:
«Que escrever quando os olhos ainda se enublam de lágrimas de emoção, e o peito ainda palpita com a vibração da anciedade enorme que o agitou durante estes dias de gloria e de tragedia? Quem viveu esses dias inolvidaveis, unicos da vida, não julga possivel traduzil-os ainda na expressão mais bella e mais sentida da palavra humana.».

A Capital, 5 de Outubro de 1910

4 de outubro de 2010

Uma exposição a visitar


 

Apreendidos, assaltados, suspensos, empastelados, proibidos e censurados.

 

 No Palácio da Independência, entre os dias 4 e 15 de Outubro, a exposição “A Repressão da Imprensa na 1ª República” A entrada é gratuita, sendo ainda oferecido o catálogo da exposição.

18 de agosto de 2010

O jornal guardado


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Em 15 de Agosto de 1945 o Japão rendia-se. Eis a capa do DN que alguém guardou numa caixa que me ofereceu com papelada vária. Disseram, "acho que vais gostar". 
Obrigada irmãs Gouveia:)

14 de agosto de 2010

Versos Bonitos

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Mais uma vez o Dias foi citado pelo Público. Desta vez um comentário do Miguel.

11 de maio de 2010

10 de maio de 2010

Em 1968




Voltava-se a publicar o jornal A Capital. Estas são as imagens da redacção. Mais iconografia, desta vez jornalistica.
Clicar para ampliar a imagem

O homem

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Dirigia uma publicação que reaparecia em 1968.
Identificais ?
E que interessantes os objectos da época.

27 de abril de 2010

Bye bye green...

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Neste espaço foi construida uma "zona industrial".
De que cidade?

Bragança.
(Jornal "Expresso", 1973)