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19 de julho de 2010
22 de abril de 2010
"Ínclita"...sem dúvida.
Uma geração de artistas, extraordinária e irrepetível, formada, entre outros, por Stuart de Carvalhais, Emmerico Nunes, Carlos Botelho, Jorge Barradas e Bernardo Marques, teve o triste condão de nascer e viver num país que não os soube aproveitar ou apreciar.
Pintores, desenhadores, caricaturistas, o génio neles existente permitia-lhes a distinção em tudo o que assinavam, dispersando as obras por jornais e revistas, capas de livros, cartazes, enfim, trabalhos que lhes davam escudos com que sobreviver.
Julgo que hoje em dia sabemos bem o lugar de destaque que ocupam, talvez saibamos até honrar as suas memórias, mas coloco a mim próprio, amiúde, a questão:
Se eles vivessem agora, Portugal dar-lhes-ia o destaque merecido?
A resposta parece-me óbvia.
E pouco tranquilizadora.
Pintores, desenhadores, caricaturistas, o génio neles existente permitia-lhes a distinção em tudo o que assinavam, dispersando as obras por jornais e revistas, capas de livros, cartazes, enfim, trabalhos que lhes davam escudos com que sobreviver.
Julgo que hoje em dia sabemos bem o lugar de destaque que ocupam, talvez saibamos até honrar as suas memórias, mas coloco a mim próprio, amiúde, a questão:
Se eles vivessem agora, Portugal dar-lhes-ia o destaque merecido?
A resposta parece-me óbvia.
E pouco tranquilizadora.
(Cartaz de Carlos Botelho, feito em 1927).
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