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18 de outubro de 2012
17 de outubro de 2012
Gatitos
Outra bela fotografia do Almanach photo Prisma de 1947. O autor é J. Zaoser. Usou Rollei 6*6.F; 3,5. 1/100. Para mim esta parte é chinês.
16 de outubro de 2012
Como se fotografa
Hoje recolhi num lugar onde vendem de tudo, restos de casas e de vidas, este Photo-Almanach de 1947. Publica as fotos enviadas pelos seus leitores, ensina a fotografar e inclui um calendário que indica as possibilidades de fotografar em cada mês. Eu não resisti a este ensinamento.
16 de julho de 2012
9 de julho de 2012
«Varinas de Lisboa» - fotografias de Joshua Benoliel
25 de fevereiro de 2012
Como numa orquestra sem dissonâncias
A infância é um lugar revisitado. Em busca da idade da inocência, em fotografias a preto e branco, as marcas do passado enquanto convite à divagação - o fotógrafo captava os fotografados com o rigor de um maestro em regência de uma orquestra síncrona, sem permissão para dissonâncias. Pensamento recorrente ao olhar a fotografada que, decerto, reconhecerão.
7 de fevereiro de 2012
17 de novembro de 2010
A caminho do Inverno e a pensar em dias longos
Ou isto ou aquilo, título do poema de Cecília Meirelles. Associação a uma imagem a trazer a nostalgia dos dias longos e ensolarados. A praia fluvial fez pensar em férias na vizinha Sanabria ou ainda junto às barragens do nordeste português. Quanto ao conceito de estética na época em que o instantâneo foi captado, não se pode deixar de pensar, sorrindo : como tudo mudou! Observação isenta de nostalgias exclusivamente divulgada por documentar o tempo dos antepassados...
Fica ainda o poema. Apesar de se tentar definir nitidamente no quotidiano os «istos» e os «aquilos» - é bom saber optar crítica e ponderadamente -, veio o mesmo à memória por já se começar a sentir certa ausência do luminoso horário de Verão, mesmo quando se torna apelativo o lume da lareira ou o sabor das castanhas assadas, apressadamente saboreadas de regresso a casa e a tentar enganar o frio:
Ou se tem chuva e não se tem sol
ou se tem sol e não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa estar
ao mesmo tempo nos dois lugares!
Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.
Ou isto ou aquilo, ou isto ou aquilo...
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinque, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranquilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.
17 de outubro de 2010
Viajar entre colunas
No renovado Terreiro do Paço, bem perto do enigmático Cais das Colunas, no Torreão Nascente, está uma exposição a ver; “Viajar, Viajantes e turistas à descoberta de Portugal, no tempo da I República”, que em si traz pouco que ainda não tenha sido visto.
Contudo, a concepção da mesma naquele espaço está conseguida com êxito. Quem a percorre esquece-se de que está num espaço de planta quadrada, com pés direitos altíssimos e os elementos pré-existentes são muito bem integrados no discurso expositivo, como, por exemplo, as colunas de mármore. O mesmo já não achei dos nichos das janelas.
De realçar o belo efeito cenográfico do navio de passageiros, muito bem conseguido e integrado no resto da exposição. Talvez o melhor efeito, a par da engraçada vitrina do comboio em movimento. É pena o mergulhador na prancha de saltos passar despercebido ao visitante pela maior chamada de atenção à aplicação multimédia projectada no chão.

Esta mostra tem um sintoma que outras, ultimamente, insistem em apresentar: O excesso e a elevada concentração de informação gráfica. Falta-nos o ar para respirar a informação! Desiste-se à segunda tentativa. Tanta imagem, tanto texto, tanta colagem, tanta legenda, só pode interessar à gráfica que as produz.
Outra questão, relacionada com esta, é a colocação de informação visual a uma altura exagerada, provocando uma postura incómoda a quem a tentar ler/ver. Para aquele espaço, onde a hipótese de afastamento do visitante é quase nula e de forma a não causar torcicolos aos visitantes, a colocação da informação não deveria ultrapassar, em altura, a linha dos dois metros, dois metros e pouco.
São de bom efeito e interessantes as grandes malas de viagem que indicam e ponteiam o caminho para a exposição.
Não apreciei, muito sinceramente, não poder comprar ou consultar o folheto ou o catálogo da exposição no próprio espaço. A sua aquisição é feita em instalações apartadas, onde existe um ponto de venda, tipo ‘loja de museu’, com diversos produtos de aspecto interessante que, a meu entender, pouco têm a ver com a exposição, a República ou com o espaço.
Comece ou acabe com uma visita ao Cais das Colunas.
10 de outubro de 2010
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