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16 de maio de 2015

Pomar no Campo Grande


Sabe bem passear no campo e apreciar esta andorinha.
Mas não é uma andorinha que faz um belo painel de azulejo.
Aconselho que façam uma pausa para a bica na esplanada do lago.

22 de julho de 2013

Croché e as boas ideias

Há terras que nos surpreendem pela simplicidade dos processos de construção da qualidade de vida das suas populações.
Este projecto, com o qual alegremente nos confrontamos em Constância, resulta tão bem, que aqui o quero partilhar, ressalvando que para além do bonito resultado visual, a execução passou pela união do fazer e saber fazer de variados intervenientes, formações e idades. Não gostando quase nada de croché, gostei muito de passear no Jardim Ribeirinho de Constância.



















8 de novembro de 2012

Giotto ou quando a Idade Média invade o século XXI

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Parecem ser comuns pequenas evasões à nem sempre interessante realidade, por isso tantas vezes nos revemos em personagens do grande ecrã , ou em trechos ficcionados passados ao papel que, espera-se, não venha a ser totalmente substituído pela leitura nos monitores. Decerto os cinéfilos guardarão, no espaço mais grato da memória, algumas cenas de películas ou pequenos diálogos da sétima arte . Seria interessante (digo eu, com a mania de dizer coisas), o exercício (com os nossos botões e com os alheios) que nos permitisse enumerar o que mais terá marcado cada um, em matéria de cinema. Das cenas significativas retém-se – já aqui referida – uma breve imagem de Roma de Fellini: a desintegração de um fresco romano, aquando das obras para o metro da cidade. Quanto a trechos ficcionados, poder-se-iam indicar passagens de um livro destinado à juventude e intitulado O Cavaleiro da Dinamarca, no qual – leitura pessoal – o maior atrativo será o de aguçar, junto dos mais novos, o interesse por obras intemporais, como a Divina Comédia, ou viajar por espaços míticos, como a Veneza medieval e renascentista, despertando ainda a curiosidade pelo enorme génio da pintura, de seu nome Giotto. Tentando poupar quem ainda tiver conseguido chegar a este ponto das divagações, passa-se à explicação das mesmas: o facto de se ter divulgado, há menos de uma semana, a fantástica descoberta, numa capela quase esquecida, na cidade de Assis, um conjunto de frescos da autoria deste artista medieval. Tal revelação surge após dois anos de trabalho de restauro na Capela de S. Nicolau (Basílica de S. Francisco), danificada pelo sismo de 1997. As pinturas encontram-se assinadas com as iniciais GB, Giotto di Bondone, segundo se pensa. A figuração medieval deste precursor da arte renascentista apresenta o universo fantástico da Idade Média, incluindo uma representação demoníaca a surgir por detrás de um céu pleno de nuvens, numa ilustração sobre a morte de S. Francisco. Motivos para tamanha preciosidade ter ficado escondida ao longo de séculos? De acordo com o responsável pela equipa de restauro, Sergio Fusetti, a explicação reside no facto de se ter encontrado a capela encerrada por muito tempo, sendo raramente utilizada pelos monges.

Imagem: Pietro Crocchioni/EPA

10 de outubro de 2011

A cigarra e a formiga na cidade



Fica a divulgação deste espetáculo de marionetas que, sem dúvida, fará as delícias de um público de todas as idades, sendo sobretudo recomendado a quem tenha crianças e goste de passear em Sintra ao fim de semana, neste Outono ainda estival.

Posso assegurar que os «bonecos» são muito criativos, como todas as marionetas da autoria de Jorge Cerqueira que tem participado em muitos espetáculos e exposições. O texto teatral parece encontrar-se à altura do elenco , o que irá ser brevemente confirmado.

1 de agosto de 2011

Um outro Miró em ano fértil para as artes



Um outro Miró premiado, mas menos publicitado do que o seu homónimo surrealista: o catalão Joan Ferrer Miró pintou a montra de uma loja de gravuras e reprodução de quadros. Este trabalho premiado com a medalha de ouro da exposição universal data de 1888, ano memorável também para este lado da Península Ibérica, sobretudo no que toca às letras: publicação de Os Maias e nascimento de Fernando Pessoa.

27 de julho de 2011

Bujados

Desfolho uma Blanco Y Negro de 1927, que ainda cheira bem. Parece talco ou sabonete ou talvez pó de arroz. E dou com uma pequena peça sobre Manuel Bujados, um artista galego. Gosto do desenho e aqui o deixo.

5 de janeiro de 2011

Malangatana (1936-2011)

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(imagem 'Juízo final': brown.edu)

Um pintor e uma obra memorável a eternizar-se para os vindouros. Evoco  amizades a leccionar na Escola Portuguesa de Maputo onde figuram obras do artista. Será uma festa para a comunidade educativa local poder apreciá-las diariamente... Ainda existem espaços escolares cujo colorido se torna motivação diária para o estudo…
Sobre o desaparecimento físico de Malangatana, nada como dar a palavra a quem o sabe fazer com «um saber de experiência feito».

5 de setembro de 2010

À procura de um lugar ou como explicar gostos...

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(imagem:blogs.inlandslocal)

O que nos leva a eleger um romance, um poema, um filme, um tema musical? Tentamos sempre argumentar e certamente alguns conseguirão aprofundar motivos para as preferências, com toda a subjectividade inerente.
Será difícil encontrar explicações. Há dias uma amiga, a propósito de um importante marco, encomendou uma peça alusiva, a marcar pela diversidade de cores e de texturas… pediu aos próximos que a visitassem e escrevessem sobre as impressões causadas. Lá o fiz, a temer que a conhecida autora venha a ler o que algum improviso e as primeiras sensações me ditaram, tendo o cuidado de justificar, quase como desculpa e antes da pessoal interpretação, as associações estabelecidas…
Quanto à escrita, podemos alegar lugares-comuns como o despertar a sociedade de um entorpecimento, a reflexão, a erudição do escritor (sobretudo no denominado romance histórico) a gerar, no leitor, a curiosidade de aprofundamento sobre épocas e personalidades, a magia do universo construído (em alguns romancistas da América latina) o impulso criativo que leva à junção de palavras ou à construção de expressões até então impensáveis (pensando-se aqui nos eleitos escritores africanos de expressão portuguesa)…
Surgiu o pensamento ao ter revisto há dias o filme Beleza Americana de Sam Mendes, caricatura perturbadora de uma sociedade não muito distante da nossa …
Subitamente, desfilaram pensamentos e associações, tendo evocado uma experiência em sala de aula: no tempo restante e como motivação à leitura os jovens, perto do final de uma meta escolar , contactaram com escritores da nossa actualidade, através de momentos de leitura partilhada. O romance era como que um safanão (à semelhança do filme de Mendes) e, no final de uma das sessões, fui discretamente interpelada por uma jovem «sei que muitos estão a apreciar, mas a vida já é tão difícil, fico deprimida sempre que se avança neste enredo»…
Muito se tem escrito sobre a arte, se terá a mesma alguma função e, não querendo entrar em terrenos movediços, fui ontem surpreendida por um outro filme do mesmo realizador de ascendência madeirense, este datado de 2009 e que , a título pessoal, tinha passado despercebido. Refiro-me a Away we go ("Um lugar para viver", no título traduzido). A aparente simplicidade de uma história bem contada, a escolha de personagens com observações mais ou menos embaraçosas, algumas algo estereotipadas a fazerem-nos lembrar conhecidos e, notória, a banda sonora do filme, a revelar pessoalmente o compositor Alexi Murdoch.
Sendo uma história aparentemente simples e com um final de reconciliação com um passado de perdas a marcar, ao longo dos tempos, o percurso da protagonista, acaba-se ainda a concluir que é apelativo num realizador a sua capacidade de nos surpreender pela positiva, pois vai para além do contar a mesma história de modos diversos.

6 de agosto de 2010

orlando worm


(foto retirada do cartaz do espectáculo de homenagem dos 50 anos de carreira, em abril deste ano, no olga cadaval)

orlando worm introduziu em portugal o conceito de 'desenhador de luz'.
a luz num espectáculo serve para muito mais que iluminar os seus intervenientes, humanos ou adereços.
a luz realça, destaca, oculta, conta.
todos percebemos a diferença entre um espectáculo realizado de dia ou à noite; entre uma iluminação total e um 'desenho' de luzes que o acompanhe e o ajude a contar a história.
orlando worm foi o primeiro em portugal e desenvolver essa arte de ajudar a contar com as luzes.
seguramente, sem darmos conta disso, todos já assistimos a muitos trabalhos em que ele nos ajudou a perceber a história. na gulbenkian, na expo 98, no s. carlos, no s. joão, em inúmeros projectos de teatro, música ou bailado, desde que acreditasse, dava o contributo do seu imenso saber.
durante a longínqua 17ª exposição europeia de arte ciência e cultura, realizada em lisboa nos idos de 83, o grupo onde eu cantava realizou alguns concertos.
num deles, numa capela no alto do restelo, contámos com o saber de orlando worm. um homem que já era o maior nome da iluminação em portugal, acedeu a trabalhar de borla para um grupo de amadores. talvez porque o amor dele pelo canto fosse imenso e aquela música da época dos descobrimentos também lhe diziam muito.
para ele o fundamental era o resultado final. que a obra de arte final fosse um todo homogéneo e forte.
e ninguém melhor que ele para o conseguir.
as artes portuguesas perderam um homem mas não perderam o seu exemplo.

2 de junho de 2010

O gesto e o olhar: exposição de marionetas

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Jorge Cerqueira é um original construtor de marionetas. Do seu trabalho, destacam-se as míticas figuras construídas para o Festival dos Oceanos e expostas no Atrium Saldanha (sereias, divindades aquáticas e outras mitológicas representações), bem como a criação de personagens idealizadas a partir do imaginário infantil dos contos de fadas, há cerca de três anos divulgadas em Sintra.
Criativo autor de figuras que nos transportam ao sonho e à infância com seus medos e «maravilhamentos», o artista inaugura amanhã ao fim do dia, na Fábrica do Braço de Prata (sala Virginia Woolf), uma mostra intitulada: «O Gesto e o Olhar» em exibição até dia 30 de Junho. Para os apreciadores de marionetas fica a divulgação, acreditando-se ainda que as fantásticas criações do autor conquistarão, decerto, novos adeptos.

aqui o blog do artista

26 de maio de 2010

1945

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Quem pintou, em 1945 ?

Vespeira.
"Anónimo" acertou.

("Portugal Contemporâneo", vol. 4).

19 de maio de 2010

Polémico

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Este quadro é curioso, e a propósito dele faço duas perguntas.
E é curioso porque a "Senhora" foi inspirada numa famosa actriz de Cinema.
Quem foi o pintor?
Que actriz?

Henrique Medina e Linda Darnell.
Excelente resolução das adivinhas por T!
Parabéns.

("O Mundo que os Portugueses Criaram", de Armando de Aguiar).

16 de maio de 2010

Norman Rockwell

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il méme...
(para divulgar o ilustrador/pintor e melhor ilustrar a resposta correcta de Gio, 2 posts abaixo deste ;) )

12 de maio de 2010

Anos 50

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A propósito de um filme português, um grande artista plástico fez este desenho.
Quem?
E qual o filme?

É sempre gratificante recordar Stuart de Carvalhais, Bernardo Marques, Almada Negreiros, Carlos Botelho, Maria Keil, Lima de Freitas ou mesmo Frederico George e José Vilhena.
Ou até Álvaro Cunhal, na sua qualidade de excelente artista plástico.
Mas depois de todos estes nomes…Júlios…Resende, Saúl Dias…e ninguém se lembrou de POMAR?????

Júlio Pomar!


Margarida acertou no filme, “Saltimbancos”, e Felicidade no artista.
Muitos e muitos Parabéns a ambas.
E um “obrigado” às tentativas de teresa, Anónimo, e" …disse".

Não era nada fácil, convenhamos.
Mas foi uma “maratona” engraçada.

(Publicado no livro "Do Animatógrafo Lusitano ao Cinema Português").

11 de maio de 2010

ainda estão a tempo...

para ver 'local geographic' no ccb





por vezes, ir ao engano é uma sorte.
fui ao ccb ver a última produção de rui horta, local geographic e, ao contrário do que esperava, assisti a um monólogo coreografado sobre a perda e a importância de nos perdermos para, por vezes, nos encontrarmos.
sair do quadrado em que vivemos e contarmos connosco próprios para descobrir os caminhos de regresso aos locais de partida, mais ricos e mais completos.
aprender a descobrir os sinais e conhecer o caminho enquanto caminhamos.
descobrir-nos a nós próprios quando estamos apenas nós.

até ao final da semana, local geographic vai estar na sala de ensaios do ccb.
se puderem não deixem de se perderem por lá.
seguramente sairão de lá mais encontrados.

10 de maio de 2010

Feiras saloias - I

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(Leal da Câmara, óleo sobre madeira, 1940)

A feira aqui representada ainda hoje se realiza. Para além das especialidades próprias que por lá continuam a ser servidas, ganhou (ou perdeu) com o barulho dos altifalantes e com diversões comuns que a vão tornando menos típica... que o diga quem mora perto do local... Na infância já tinha carrosséis, hoje terá crescido em barulho e distracções próprias deste locais. De que acontecimento se trata?

Feira das Mercês, acertou o Mário Clipper e o que se mantém típico é a «carne de porco às Mercês» e as pêras pardas cozidas (também às Mercês).

9 de maio de 2010

Descobriu que era europeia

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Quem é a senhora?

Natália Correia, adivinhou o José Quintella Soares.

E a tela, quem a pintou?

Artur Bual, idem.

30 de abril de 2010

marcel do campo e andré sardet

pergunta o guia à plateia de putos:
era o marcel...?
docampo, diz aqui..
e andré...?
...sardet !



gosto de museus cheios de vida.
cheios de putos e menos putos
de gente que faz comentários mais ou menos enviesados
gosto de sentir que o que ali está não é um museu, mas um manancial de informações úteis.
é indispensável para o crescimento e a formação de qualquer mortal a familiaridade com as mais diversas formas de expressão da arte.
abre-nos a cabeça, torna-nos melhores porque mais abertos, tolerantes, mais capazes de discernir, mais capazes de resistir ao que nos impõem.
mais capazes de escolher pela nossa cabeça.
ver um museu cheio de crianças e adolescentes e de reformados dá-me uma alegria imensa.



ontem andei pela excelente e extensa exposição da joana vasconcelos e pela nova abordagem da colecção berardo ao período dos anos 20 à quase actualidade, sob a lema da frase de klossowsky 'je me trouve sous la dictée de l'image'.
se por um lado a joana vasconcelos nos subverte a imagem que temos da realidade quotidiana com a composição de trabalahos que, pela sua dimensão ou repetição nos levam a repensar sobre muitas dessas coisas e desses símbolos, a exposição da colecção berardo leva-nos à transfiguração da realidade pela imagem tornando-nos prisioneiros da vontade de a compreender daquela forma.

gosto de museus cheios de vida e de ideias...

31 de março de 2010

ilustrarte 09, uma exposição e ver

obrigatoriamente !!!

a ilustração de livros para as crianças é um assunto sério.
um assunto cada vez mais sério e com trabalhos cada vez mais complexos e diversificados, quer na forma, quer nos materiais e ferramentas utilizados.
ver a ilustrarte é uma espécie de verificar o 'estado da arte' no mundo da ilustração infantil.
e ver com a dupla forma de 'obra de arte' isolada ou integrada no contexto da escrita.
alguns trabalhos verdadeiramente apaixonantes e completamente capazes de 'viver' sozinhos; outros curiosos na forma de ilustrar as histórias; outros ainda a mostrar novos caminhos e novas ferramentas de trabalho.
(ver com a joaninha, que olha com olhos de ver livros, ajuda a complementar a minha tendência para olhar descontextualizado do fim a que se destinam)






(ilustrações de kaatje vermeire, isabelle vandenabeele, ana sofia gonçalves, christian voltze klaas verplancke, sendo óbvias as minhas escolhas e as da joaninha... )

15 de fevereiro de 2010

Era 1964

E uma bela artista moçambicana expunha em Lisboa. Quem reconheceis na foto?
Bertina Lopes e Urbano Tavares Rodrigues, acertaram a Teresa e o J A Aldeia:)