31 de agosto de 2007

O perfume



E a linguagem do perfume? Quem descodifica? Existem uns melhores que outros. Mais finos e puros. Outros a peso. Os inferiores. Por detrás um homem ronda. Que essência comprará a coquette senhora? Sem amuos. No alvo.
Óbviamente clicar na imagem para ampliar e perceber o enredo.

As prateleiras que faltavam da estante da luar..

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Os encantos da Luar



Eu se me encontrasse com este armário, teria que mexer em todas as peças e fazer mil perguntas. A Luar enviou-nos gentilissimamente esta fotografia a propósito de leques e eu não resisto a partilhá-la com todos.
É clicar, aumentar a foto e escolher o que vamos gamar. Eu quero o abanico central e os bonecos de barro e...

Temos blogue novo a registar, o nova loja de produtos biológicos do Ângelo e da Manuela.
A Miosótis.
É favor irem visitar :)

A importância do leque



Andei eu à procura dum leque masculino para o nosso amigo Réprobo.

Achei que este adereço coreano dos anos 20 lhe ficaria a matar.
Evita assim uma chapelada e refresca a fronte.
Sem lata, sem laca, com um ventinho agradável, em harmonia com os dias esvoaçantes.
Bonito, não é?


30 de agosto de 2007

Para um cavalheiro de fino trato




Este anúncio apela ao verdadeiro cavalheiro bem penteado, com os cabelos lustrosos e discretamente perfumados, como exige a sua condição social. Vai direitinho para o amigo Réprobo! Se lhe sobrarem caixinhas litografadas, ofereça-mas.
Clicar na imagem para ampliar:)

Usavam-se

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E compravam-se nas lojas boas de utilidades.
Os equipamentos de cozinha já foram assim.

A Adega Mesquita

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A fama que vem de longe.
Desenho de Pargana
REvista Plateia, 1960

Os serviçais

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Este anúncio diz tudo sobre o mundo de trabalho dos anos 40: patrões, operários e serviçais.

A cozinha moderna

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Da Fábrica de Portugal, em 1942. Muito moderna não é?

Presentes de Agosto




A CML/ Hemeroteca trouxe uma prendinha nova para a gente.

É consultar aqui.

28 de agosto de 2007

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Para peles sensiveis:)
Está ressalvada a masculinidade, afinal é um artigo Albert Simon. E tanto rei!

Na casa de Laura à sombra do Hermegildo


Ou deverei dizer, chez Laura? Mas o que faz então o Hermenegildo nesta história?

O anúncio é de 1943 e da Panorama.
Nota:
Adiciono o bonito comentário da Luar:
"Sempre "adorei" esta casa "ai se fosse minha.... Bem azarada como sou já me tinha caído o tecto em cima! O Hermenegildo era um gato amarelo que sempre andava na cozinha e que adorava sentar-se junto ao fogão de lenha. No Verão o dito cujo era visto na praia (onde se fazia a lota) a escolher o melhor peixe para o jantar da D. Laura e ao serão ficavam os dois a ver o céu estrelado sobre a baía de Cascais..."

(clicar na imagem para aumentar)

Em três meses...

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Quem não desejaria ser guarda-livros? Ora bem, em apenas três meses esse sonho pode ser realidade.
E esta de ir a Paris comer baratos petiscos portugueses ...maravilhosa!
Guarda-livros, coroas chics e um rendez vous da colónia portuguesa. Estranha compilação.
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Quem não ama este conceito de preços sem competência!

Mundiais de Osaka 2007

Nélson Évora
Image Hosted by ImageShack.us "Ainda não acredito que fui campeão do Mundo.”

Este jovem de 23anos ganhou a medalha de ouro no triplo salto dos Mundiais de atletismo com a marca de 17,74 metros, conseguindo ainda um novo recorde nacional que aliás já lhe pertencia. E fê-lo parecendo que era o mesmo que comer uma bolacha maria... fácil.
Gostei do sorriso de menino, meio tímido, feliz e emocionado com que no pódio recebeu a medalha e viu subir a bandeira ao som do hino. Deve ser um momento mágico...





Espero que o Francis Obikwelu consiga o mesmo nos 200metros.

27 de agosto de 2007

Jorge Palma

Nunca gostei muito dele. E o mais engraçado é que nem sei porquê.
Mas esta última música dele... contrariou-me.
"Encosta-te a mim"... gosto e pronto!

E...

...estive de férias!
...aturei quatro filhos!
...fui pouco à praia!
...mudei de casa!
...carreguei caixotes!
...fiquei sem saber onde tinha tudo!
...lá descobri algumas coisas no meio de um monte delas!
...voltei a trabalhar!
...já tinha férias outra vez!

25 de agosto de 2007

Vai um copo de sake?

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Beber sorrateiramente com todos os rituais, como manda o preceito.
Sabe bem depois de uma orgia chocolateira!
(não é a máquina do tempo, mas tudo se resolve)

orquideas

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O pó de talco deve estar já esgotado, mas é de tentar.
Vento e chuvinha em Agosto é do melhor.

Borda d´ Água

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Uma menina de uns doze anos e grandes olhos pretos estende-me o Borda d´Água de 2008. E eu compro e deixo-lhe os pensos adesivos que complementavam os dois euros pedidos.
E li já a previsão para 2008. Brrrrr!

24 de agosto de 2007

a night at shopping

ontem à noite, no terraço do 'vasco da gama', com uma temperatura a pedir rua, um excelente concerto do zé salgueiro, carlos barreto e miguel martins.

sim.
de borla

24 Agosto

"Aos 24 de Agosto, na povoação chamada Cavez, cuja ponte, sobre o Tâmega, extrema pelo norte as duas províncias do Minho e Trás-os-Montes, celebra-se a festa de São Bartolomeu, o santo gravemente infesto a satanás. Vêm aqui, de muitas léguas em volta, dezenas de criaturas obsessas. É para notar que raro homem ali vá incubado do demônio. As mulheres é que, por cima de muitas outras penas, sofrem o dissabor de serem visitadas pelos espíritos infernais, caso único, a meu ver, em que os sobreditos espíritos se mostram espirituosos."

Noites de Lamego de Camilo Castelo Branco
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De férias no Crato e de uma revista duma familiar, o VV manda esta MMS. Quem se lembra?
Desculpem a fraca qualidade, mas mms é assim..

23 de agosto de 2007

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Uns ricos chocolates! Um luxo de Dias, diria alguém.
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Para o querido amigo réprobo , uma caneta de confiança e um aristocrata sabonete. Excelentes predicados.
De brinde as duas senhoras e um pó de arroz para ofertar-lhes!
Sou generosa, não sou?
Caneta Haro e Sabonete Phebo

22 de agosto de 2007

O cavalinho

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A minha mãe dizia-me vai ao correio e compra um cavalinho. E eu ia.
Este encontrei-o dentro do livro que comprei outro dia num alfarrabista.
Devia ser sinal de alguém para falar nele. Tento nunca ignorar estas coincidências.
E prompto.

Para desinflamar ideias!

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A saga do 16

Apanho o 16, arranjo um lugar e tiro o livro. Mal li uma página e eu leio depressa, a senhora da frente toca-me na mão. "Desculpe, gostava de saber onde é a Igreja onde aceitam roupa para os pobres". Eu evento-lhe várias hipóteses e falo na que existe em S Domingues de Benfica onde recebem tudo o que queiramos oferecer para vender e assim obter fundos para ajudar quem precisa.
A senhora agarra-se ao blusão que traz no colo. E diz-me "Queria oferecer este blusão. É do meu filho". Pela expressão dela antevi o que ia acontecer. Fechei o livro, olhei-a e ouvi
"Ele morreu em Abril, só agora consigo mexer nas roupas dele". Falamos, ela conta-me o seu Alzheimer, coisa de pouco interesse segundo ela, do sozinha que se sente, do outro filho que mora em Paço de Arcos. Eu tento encaminhá-la para as instituições de apoio que existem na sua freguesia e que conheço razoavelmente. Conta-me da vizinha que lhe deixa o manjerico, quando vai de férias, para ela o regar e da alegria que isso lhe dá. Tem 84 anos. Lúcida e tão simpática.
Diz-me baixinho " Aquela senhora dali está a mandar-me um beijinho". E era mesmo verdade.
Saí duas paragens depois do que costumo e questionei-me se devia ir levá-la à loja. Antes de me despedir disse-lhe para se sentar ao pé da senhora do beijinho, para seguir acompanhada
Ela sorriu e disse" As pessoas são tão simpáticas comigo no autocarro e no metro. Sabe-me mesmo bem, fico menos sozinha"

E mal dito,



Logo o fez. Ao passarmos pelo quintal do nosso trabalho, a E vê a bananeira cheia de cachos e ataca-a.

Fico a saber que é banana pão e que há que a cozinhar no forno.

Está aqui imortalizada.

Nota: E mal eu acabava de publicar este post, o blogger estragou-se e houve banana split. É a vida.



Citizen Pete disse...

Outra forma de cozinhar o "patacón" é à moda Sul-Americana (Colômbia, Equador, etc.), fritando-o(s):

O "molho": depende de quantos patacones vai cozinhar. Vou dar-lhe as quantidades para quando frita 3 ou 4 patacones.

Prepare uma tijela pequena com a seguinte mistura: aprox. 2/3 de um copo (galão) de água, 3 ou 4 pitadas de sal grosso e picam-se uns 2 dentes de alho (eu gosto muito de alho, pelo que pico uns 4). Este líquido misturado e bem mexido.

Descasque a banana-pão com uma faca, pois elas são naturalmente verdes e a casca está muito pegada ao fruto (é mais grossa que a de uma banana normal).

Corte cada banana-pão em rodelas de aproximadamente 5 cm. Meta óleo na frigideira e é banhar os pedaços até mudarem ligeiramente a cor.

Assim que isso acontecer, e um por um, espete um garfo e banhe-o no "molho" que fez inicialmente.

Arranje algo como papel de alumínio (às vezes lavo um saco de plástico pequeno, daqueles do pão!), onde vai colocar cada fatia, dobrar o papel sobre a mesma, e com um copo/caneca/etc., vai esmagá-lo até ficar como uma mini-tortilha, em forma de disco (se alguns não saem perfeitos... acontece!).

Banhado e esmagado, é atirá-lo novamente para a frigideira até fritar completamente. E é fazer este processo fatia por fatia.

Pode ser prato principal (cuidado, é pesado!) ou como complemento de outros pratos. Um bom almoço onde incluir patacones é (veja no Google) o "pabellon criollo" ou a "bandeja paisa" - formidáveis!

Ainda há coisa de 2 semanas comprei banana-pão (patacón) no Mercado da Figueira.

Bom apetite e saudações cordiais.

O feijão da terra

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Sempre tive um bocado inveja das pessoas que vão à terra e regressam de sacos e sacolas repletos de produtos. Volta e meia recebo oferendas desses felizardos,azeite, morcelas, paio e outras mais. Este feijão com manchas roxas é a oferta de ontem trazido pela amiga E.
São tenrinhos e deliciosos e nunca tinha visto feijão verde igual.

21 de agosto de 2007

paredes de coura em jeito de balanço


vamos dividir a coisa assim:
1. deixem lá não era necessário estarem a incomodar-se.
2. mas afinal era isto?
3. tiveram azar no alinhamento, para a próxima a gente vai dar mais atenção
4. ainda se vão fazer gente
5. os grandes concertos

deixem lá não era necessário estarem a incomodar-se.

os primeiros que não havia necessidade nenhuma de se terem incomodado foram os babyshambles.
está bem que a coisa não lhes correu bem. os rapazes acharam que podiam viajar sem passaporte e lá ficou um em casa a apanhar mais cadelas.
como já nem a 4 a coisa é muito decente, a 3 a coisa foi verdadeiramente dispensável.
no mesmo dia, outra dispensável: a dona m.i.a.
eu sei que nisto sou imparcial e que tenho um bocado de urticária com a música de dança e mais ainda com a electrónica. mas as duas coisas juntas e ainda por cima com uma gaja com vestes de boxer tailandês aos saltos e mais a estrela tamil em jeito de visita á terra dos burghers e dos mec'nicos (nome porque os portugueses são conhecidos lá na terra dela) convencida que é a rainha de sabá... a coisa era verdadeiramente dispensável.
os terceiros verdadeiramente dispensáveis só não estão na categoria dos 'afinal era isto?' porque ainda está para nascer uma banda decente que seja aproveitada para um anuncio de telemóveis.
os peter, bjorn & john não foram bem isso porque o john (acho eu) teve que ficar lá na terra a trabalhar que a vida dele não é a música. mandaram outro em substituição. mas não acredito que a coisa tivesse sido melhor se assim não fosse: um punhado de canções pop trauteáveis qb mas que não nos adiantam nada de novo.

mas afinal era isto?

bom, esta secção é quase exclusivamente dedicada ás 'cansei de ser sexy'.
a aura com que se apresentaram em paredes de coura fazia prever o concerto do ano.
pela minha parte, e se comparar com os bonde do polé, ouvistos há bem pouco tempo mais a sul... ficam a muitas léguas de distãncia.
e aquele ar de festa de aniversário das crianças do atl de curitiba... enfim, não havia necessidade.
nesta secção poderiam estar os dinossaur jr.
não porque o concerto tenha sido mau. até podemos dizer que foi um bom concerto. mas o alinhamento a fechar a noite onde já tinhamos tido spoon, gogol bordelo, mão morta e os new york dolls também não ajudava muito à festa.
esperava-se um memorável concerto.. e não foi. foi um desfiar de canções tocadas como as conhecemos. mas é para isso que existem os discos.

tiveram azar no alinhamento, para a próxima a gente vai dar mais atenção.

os primeiros desta lista são seguramente os architecture in helsinki: entalados entre dois dos melhores concertos de paredes de coura, pareciam aqueles pobres jogadores que são contratados para jogar contra os globetrotters... noutro dia, a outra hora, talvez os tivesse escutado.
os segundos são as electrelane.
mesmo não sendo grande admirador dos grupos que fazem das teclas e da electrónica a base da sua música, estas electrelane mostraram ser muito mais que isso (a versão de 'i'm on fire' do bruce, é um cover poderosíssimo !!!). o facto de terem tocando entre a surpresa 'linda martini' e os excelentes 'sunshine underground' retirou-lhes muito do brilho. a escutar muito melhor em próximas oportunidades.

ainda se vão fazer gente
aqui é o que costuma ser a grande arma de paredes de coura e a prova de quão excelentes são os seus organizadores.
conseguem ir buscar bandas que, ou nunca por cá tocaram, ou estão num começo de carreira que rapidamente as torna incontornáveis.
nisso, paredes de coura continua a ser imbatível (e um excelente serviço púbico para os organizadores de eventos mais ricos e que são perguiçosos para irem á procura de bandas prometedoras: basta-lhes ir ao cartaz de paredes de coura dos anos anteriores e fazem um brilharete).
nestes que ainda se vão fazer gente estão os mundo cão.
um concerto poderoso num palco difícil a uma hora tramada.
abrir os festival ás 4 e meia, no palco secundário e mesmo assim galvanizar o público, só com muita qualidade. a música portuguesa presisava de rock com esta garra.
os linda martini, tirando aquele pormenor caricato de dedicar canções à namorada que não podia estar presente (alguém lhes explica que é para isso que existem as sms?), no que não são pioneiros em paredes de coura: vincent gallo passou metade dum concerto a fazer isso à 'sua' teresa (a outra metade passou-a a dizer que estava ansioso para ouvir o nick cave), mostraram, tal como os mundo cão, que se pode ter esperança no futuro do rock de guitarras em portugal. longe vão os tempos dos 'onion basement' na preparatória de massamá...
os sparta foram daqueles que quase entraram no capítulo seguinte, o dos grandes concertos. lá chegarão se continuarem assim. um excelente concerto, uma excelente banda e, como diria o folheto do festival: 'a não perder vista'.
outros que quase iam para a secção seguinte são os sunshine underground. uma grande prestação e um som poderoso. uma energia em palco a não dar descanso a ninguém.
mais uns para aperecerem por aí brevemente noutros festivais covers....

os grandes concertos
aqui estão os que já esperávamos que fossem e que não nos enganaram e ainda uma surpresa (para mim que não estive em sines).
e os grandes concertos de paredes de coura foram: sonic youth, mão morta, gogol bordelo e new york dolls.
só por estes teria valido a pena a deslocação ao minho.

os gogol bordelo foram a desbunda total a merecer uma entrada a outras horas e foi seguramente o melhor concerto 'diurno' a que já assisti em paredes de coura.
quanto aos outros, nunca desapontam ninguém: rock puro e duro tocado com a sabedoria que muitos anos de palco lhes dão.
e uma particularidade: em todos estes concertos as bandas pareciam que não se queriam ir embora, tal a comunhão com público.
é muito raro assistir a uma tal comunhão de vontades de público e músicos, com ambos a saberem que estavam a agradar ao outro e a não quererem perder esse momento.
a quase hora extra dos sonic youth é disso um exemplo elucidativo.
e a célebre declaração de adolfo luxúria, acho que deve ser entendida no seu sentido metafórico (tal como a do milagre da lama transformada em pó levantado pela assistência em delírio):
o 'último concerto' dos mão morta é mais uma espécie de aviso ao estilo de: 'gozem este como se fosse o último !!!', porque o caso não era para menos.
o semblante sorridente de adolfo luxuria no final, estava longe de ser o que quem tinha dado o adeus fosse ao que fosse (nem mesmo o joelho esfolado no slide de palco transparecia no seu sorriso, que como sabem é comedido)

feitas as contas, um dos melhores 'paredes de coura' a juntar ao lote que, desde 2005, não tem parado de nos surpreender e a garantir este festival como o festival de referência em termos que qualidade musical.
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Outro dia alguém falou neste produto. Aqui está. Prompto Allivio Radway.
Não serve para dores de alma.

óleo de fígado de bacalhau

Mais outro anúncio de óleo de fígado de bacalhau (emulsão de scott), de origem brasileira e da Revista Carioca de 1936. Deve dar muito vigor carregar assim o bacalhau às costas:)

20 de agosto de 2007

19 de agosto de 2007

Dois anúncios de 1919

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O Incómodo. Era mesmo assim que lhe chamavam as avós e as mães. Que tinha existia o Incomodine é que eu não sabia. Aprecio a noção do energicamente.

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Outro anúncio, outro poderoso conceito. O En-che-dor crescente! Acabados estão os antiquados conta-gotas. Da Conklin, claro está.

18 de agosto de 2007

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Dedicado ao Batangas, o nosso amigo espanhol que ouvia a Rádio Tirana

Uma festa elegante no Porto


Um garden-party, que me fez lembrar a Mansfield. Bonita a roda e o espaço. Horrendas as toilettes. Aprecio a cena 1(tomando refrescos à sombra). Mas é de ampliar a imagem e ler o artigo.
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Dois anúncios da Plateia de Agosto de 1961. Gosto da menina da lambreta. Irá levar o lanche ao namorado? E a senhora com o langoroso ombro à mostra será a próxima vítima de um policial?

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17 de agosto de 2007

Seis razões para ir amanhã à Miosótis

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Comprar comida pode ser um acto enriquecedor e na Miosótis aprende-se. Quer a conhecer produtos novos, quer a saber cozinhá-los.
Estes são os produtos mais bonitos da semana. Riem-se para nós reluzentes. Eu ainda comprei alfaces, desde que como as biológicas desgostei das outras, e muitas outras coisas mais. Recomendo umas pevides de abóbora secas misturadas com soja, que têm a dupla vantagem de saberem muito bem e não fazerem mal a nada.Raro...
Contava o Ângelo, que umas senhoras, que ali foram estrear-se na loja, disseram na primeira vez que era caro. Mas que voltaram logo a seguir , porque segundo elas valia a pena a diferença. Percebo-as perfeitamente. Este novo tipo de lojas, como a Biocoop e a recém nascida Miosótis valem a nossa aposta. E asseguro-vos que não sou accionista da companhia.

(amanhã fecha às 17 e funciona na Rua Oscar Monteiro Torres, nº 15)
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Está a modorra instalada apesar do vento. Uma estranha misturada de gentes invadiu a cidade e enroscaram-se entre a gente. No feriado, enquanto estava com as sobrinhas na Bénard, entretivemo-nos como é hábito a ver os passantes. Portugueses mesmo, acho que éramos só nós as três. Mas entre o rodopio da Rua Garrett, ainda conseguimos distinguir conhecidos. Menos mal. Lisboa é mesmo assim.
Não há notícias, não há nada de empolgante, reservem-se as novidades para a rentrée. Céus, que maçada.
Nos hipermercados perfila-se o regresso às aulas e recordo a minha intensa alergia infantil ao fim anunciado das férias. Enfadonho consumismo regrado.
Li algures, no Abrigo da Pastora, uma pergunta que me fez sentido. O "Confesso que vivi" equivale a declararmo-nos prontos para partir?
Faz-me sentido esta pergunta, mas não no senso da despedida. Talvez uma justificação expedita da inércia que nos permite a idade. Um pensar que já experimentámos tanto, embora tenha sido tão pouco, que nos torna legal a preguiça. Eu confesso que me envolvi numa teia de aranha, recheada de recordações e de aconchegos. Agarro-me a ela. Ao prazer de ver a pequena M a crescer, inteligente e viva e de saber que em breve o rapaz dos três nomes nascerá. À necessidade de tranquilidade e de algum isolamento para me sentir totalmente bem. Uso muito o verbo confessar,não para regularizar contas passadas, mas porque me apetece fazê-lo. E estava a pensar que já não se usa beber um refresco. Mas, em última análise, o acto de confessar-me é refrescante. Porque admito que há muito para viver. Ou começo a fazê-lo. Sem pecado e sem inocência. Grande Natália Correia.
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Acho que esta crónica de LB me veio à cabeça depois de ler o post da Lulu. E por estar a pensar em férias. Sim, já me apetece paz e sossego, mar e livros num terracinho com sombra e uma bebida. O anúncio refere-se a uma pensão na Curia. mas não faz mal. è asseada e serve cozinha portuguesa. Tem até energia eléctrica!
E cito:

"A pequena pensão agradável, com o conforto da sua braseira no Inverno, o fresco parreiral para as tardes de Verão, onde se come carne tenra e peixe fresco, fruta ainda com sabor a fruta, queijo das vacas da terra, manteiga e leite puros (sem pastos de adubos do Nitrato do Chile) onde as galinhas ainda poêm ovos amarelos porque comem milho, onde o presunto não precisa de lata e o vinho não precisa de selo - eis a velha Hospedaria que seria necessário ressuscitar num país da Europa que ainda tem recursos para dar de comer bem( e sobretudo de beber) a quem lhe faz uma visita.
São principalmente os pequenos hotéis do género dos que se encontram às centenas nas estradas da Suiça e do Sul de França, que nos fazem falta - pregamos nós há trinta anos!"

Leitão de Barros, "Os Corvos"