Estreava-se assim no Monumental a peça A Severa, a mulher que tem o sol no coração e a navalha na liga. A sua protagonista, Amália Rodrigues , era festejada com flores. Corria o ano de 1952. Século Ilustrado.
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30 de abril de 2015
25 de abril de 2015
Esta é uma das peças duma reportagem sobre o Nordeste, publicada em 1968 no Século Ilustrado. Roby Amorim conta-nos a história da emigrante no Canadá que regressou a Fonte de Aldeia. " Novos hábitos, novas maneiras de vestir, mas a mãe apesar do dinheiro que vem de fora, mantém-se fiel às tradições". Eduardo Gageiro fotografa.
Maravilhosos jornalistas que por palavras e por imagens, apesar da censura vigente, resistiam e mostravam o país real.
Maravilhosos jornalistas que por palavras e por imagens, apesar da censura vigente, resistiam e mostravam o país real.
21 de outubro de 2012
Vou pensar nisso
"Não estou de acordo nem em desacordo. E você? Olhe...vou pensar nisso. Espere...Acho bem dar o Samuel Beckett ao prémio Nobel" (dizia assim Mário Cesariny)
Em 1969 , Samuel Beckett recebia o prémio Nobel da Literatura.
Alguns escritores portugueses pronunciavam-se sobre o assunto no Século Ilustrado.

Em 1969 , Samuel Beckett recebia o prémio Nobel da Literatura.
Alguns escritores portugueses pronunciavam-se sobre o assunto no Século Ilustrado.

17 de julho de 2012
Tanto calor
Era um dia de calor em Sacavém. Alguém tirou estas fotos.Pode ser qualquer um deles: Eduardo Gageiro, Beatriz Ferreira, Fernando Baião, Abel Fonseca, Salvador Ribeiro ou Augusto Cabrita. Todos eles da equipa de Reportagem Fotográfica. O ano esse era o de 1968.
21 de junho de 2012
29 de abril de 2012
Um português na Suíça - impressões de viagem
Há cerca de vinte anos viajei pela Suíça. Passando por uma cidade onde viviam amigos dos tempos de liceu, decidi visitá-los. Soube que uma delas, a poucas semanas de dar à luz gémeos, se encontrava internada numa pequena unidade hospitalar. Perguntei então o porquê da medida. Informaram-me que era unicamente para prevenir complicações – um parto gemelar era considerado como uma situação a necessitar de um especial acompanhamento. Fui visitar a S, ao quarto de hospital. No local, o chão parecia um espelho. Encontrei-a saturada por se encontrar há algumas semanas confinada ao espaço. Confidenciou-me que (na idade que tínhamos então, a criatividade era imparável), cansada da imobilidade, se tinha queixado de uma sensação num dente, a sonhar que a deixariam percorrer os corredores. Qual não foi o seu espanto, quando o médico dentista, com equipamento móvel, se deslocou ao leito hospitalar para que ela não fizesse movimentos. Também soube que os serviços municipais lhe estavam a tratar de uma casa maior: um agregado que passa de dois a quatro elementos, não pode ocupar a mesma área de habitação. Como curiosidade, deixo as impressões de viagem de um lisboeta de passagem por este país na década de 50, com o título «Os homens discretos»:
É talvez devido a esse órgão novo, o civismo, que os suíços são os homens mais discretos do Mundo. Temem perturbar ou ofender a intimidade dos outros. Por isso, quando entramos num lugar público, impressiona-nos imediatamente o silêncio extraordinário que ali reina. Todos falam em segredo ou estão calados. Movem-se lentamente. Não gesticulam. Que contraste com os nossos cafés ou as nossas casas de chá! O mesmo se passa com o vestuário, sempre discreto, sempre sem obedecer demasiadamente às modas de cores vivas ou de talhes extravagantes. Cada um quer passar o mais despercebido possível. Nunca chegámos a perceber se tudo isto é feito com esforço, numa auto-repressão constante, se, pelo contrário, é feito naturalmente…
«Um Lisboeta na Suíça», O Século Ilustrado, 2 de Março de 1957 Imagem: switcardcow.com
24 de janeiro de 2012
Cais do Sodré: «Café Royal»
O afamado «Royal» frequentado por uma certa elite intelectual, ali almoçava com regularidade o pintor Columbano Bordalo Pinheiro, praticamente até ao fim da sua vida (1920), são algumas memórias de um antiquíssimo lugar outrora à beira-mar plantado.
(legenda e imagem: blogue ruas de Lisboa com história)
Estou sentado a uma mesa do «Café Royal» no Cais do Sodré. O comboio de Cascais chegou há pouco e os seus passageiros já se repartiram pelos «eléctricos», autocarros, táxis, que convergem para esta praça, bem vistas as coisas, de fisionomia um pouco estranha. Ficam os que por aqui costumam parar. O Cais do Sodré é a capital de um mundo que os lisboetas conhecem mal. O mundo dos marinheiros, do embarcadiço, dos navegadores que restaram da época. Bandos de emigrantes sorridentes, nervosos, gestos e vozes com uma nota de precipitação e ansiedade, circulam, de vez em quando, como pombos a esvoaçar, perdidos num remoinho que os leva, não sabem bem para onde. Os polos deste mundo, cuja alma está no mar, são as agências de navegação que, de um e do outro lado da praça, lhes vão resolver ou propiciar o destino incerto.
O Cais do Sodré é o lugar de Lisboa onde as raças se encontram e dialogam. Negros e loiros, morenos e amarelos encostam-se às esquinas e sonham. Uma camisa berrante, americana, uma gabardina fora de série, um chapéu desusado, dão-lhes a nota extravagante…
[…] Tenho vontade, às vezes, de juntar-me a esses grupos de homens de várias raças mas com um olhar parecido, um olhar de sal e maresia e distância e saudade e rudeza ingénua e aventura frustrada: para ouvir falar de cargueiros, de mulheres de outros continentes, de «bars» longínquos, de pequenas questões de bordo. Porque não o faço? Tantas inibições a contrariar a solidariedade entre os homens! Tantas barreiras, tantas portas fechadas! Sabemos ser solitários, não sabemos ser solidários.
A.G., Um lisboeta em Lisboa, Século Ilustrado, 16 de março de 1957
8 de novembro de 2011
2 de novembro de 2011
Era
Há tempos triste que marcam o interregno entre o que foi arrasado e o que vai ser edificado. E mesmo o futuro não promete grandes alegrias para os lisboetas. Relembre-se o belo cheiro a sardinha assada e a frango no churrasco. Feira Popular em 1970 por Eduardo Gageiro.
31 de outubro de 2011
5 de setembro de 2011
3 de setembro de 2011
8 de maio de 2011
Bank
Eu apaixonei-me pela fotografia de Eduardo Gageiro, pela forma como ele lê a realidade. Tudo o que se torna visível é essencial. Enriquece. Faz pensar. Esta era a Avenida da Liberdade, os seus pedintes cegos e um serviço nocturno bancário. Era em 1969, mas podia ser hoje. Está tudo ali.
29 de abril de 2011
Ciganos
Quantos quilómetros percorre um cigano na sua vida?Distância, distância.Aqui se nasce, ali se morre, ora adaptados ora inadaptados. Texto de Pedro Alvim, Foto de Eduardo Gageiro, Século Ilustrado nº 1472, 1966
28 de abril de 2011
O piquenique versão anos setenta
5 de março de 2011
15 de fevereiro de 2011
A Casa da Laura
Foi há uns anos que por acaso tropecei na Casa da Laura através dum anúncio inserido na revista Panorama.. Restaurante conhecido de Cascais, onde jantou Leslie Howard durante a sua estadia em Portugal e pouco antes da sua última viagem. Hoje descubro estas imagens dos interiores, terraço e clientes deste estabelecimento . E é com todo o prazer, que dedico estas imagens ao José António Barreiros, amigo e excelente escritor, que me contou esta história dos tempos de guerra .
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