Mostrar mensagens com a etiqueta Economia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Economia. Mostrar todas as mensagens

15 de janeiro de 2013

A República das Piiiiiiiiiiiiiii


























Sexta-feira li no Público um artigo de que gostei bastante, intitulado ‘A República das Piiiiiis’ de João Magueijo , o 12º da série ‘Que Valores para 2013?’.
O artigo fez-me pensar.
É uma visão da situação portuguesa/europeia quase coincidente com a minha. Vejamos:
“Como Skvorecky notava, as "piiiiiis" que tinham antes vendido o seu país aos nazis eram as mesmas que agora acolhiam os soviéticos (e mais tarde, muito depois de o livro [A República das Piiiiiis] ser publicado, acolheriam o capitalismo selvagem, sem que ele o soubesse). O mesmo se passa no nosso caso: não tenham dúvidas de que em tempos de fascismo os nossos primeiros-ministros teriam sido rapazes de sucesso. Mas de certa forma estamos a bater no ceguinho. Se eles (e nós, por extensão) fizeram figuras tristes e agora estamos a pagar por isso, houve quem fez pior e se está agora a rir. Os usurários mundiais nem sequer construíram túneis inúteis: construíram castelos de valores inexistentes, que continuam a crescer e a alimentar a sua ganância. Até isto se resolver falemos de tourada, porque não faz muito sentido discutir o estado da nossa sociedade, e o demais, em 2013.”
E continua:
“Sim, éramos um país de pobres que passou temporariamente a um país de novos-ricos. Mas agora somos um país de novos-pobres: miúdos cheios de talento desempregados há dois anos, pessoal de ponta a emigrar para o estrangeiro, médicos educados cá a colmatarem as faltas de sistema de saúde inglês... um desperdício óbvio de uma geração. Em vez de usarmos estas fontes de rendimento, deixámos os tanques financeiros entrar pelo país, para aumentar os impostos e baixar os salários, já de si entre os mais baixos da Europa.”
E conclui:
“Muita da nossa dívida, e consequente austeridade, não é legítima, em perfeita analogia com as dívidas contraídas pelas prostitutas, e que as mantêm nas malhas dos seus donos. Se a nível mundial algo tem de ser feito para refrear os chulos financeiros, a nível nacional um corte com o passado seria um primeiro passo. Ou então que se dê o Prémio Nobel da Economia à Dona Branca. E viva a República das Piiiis.”
Infelizmente a versão online do artigo está reservada a assinante.

23 de março de 2012

Decrescimento






















Há chavões que caem em desuso. O desenvolvimento sustentável parece que foi trocado por crescimento econónico.
Sempre que os vejo a serem utilizados lembro-me, incondicionalmente, de outra frase  "Vou deixar crescer a barba".
Ora, não está na nossa vontade a barba crescer ou não, ela cresce pela sua natureza. A nossa actuação só recai sobre a visibilidade do crescimento, aparando-a, cortando-a ou escanoando a cara.
Ou seja, tomamos medidas sobre o crescimento, incrementando-o, moderando-o ou cortando-o pura e simplesmente. E a isto uns chamam desenvolvimento sustentável, outros crescimento económico. Eu faço a barba todos os dias.         
Acabo de ler um novo termo ‘decrescimento’ numa interessante entrevista a Serge Latouche, no Público de 19/03/2012. 
O economista afirma: -  É estupido trabalhar cada vez mais, para produzir cada vez mais, para desperdiçar mais. É preciso acabar com este massacre.    




foto  emprestada por  http://colunistas.ig.com.br                                                                                                                                                                                                                                         

18 de março de 2012

Deficit tarifário


















Os gajos de História são uns chatos, eu que o diga que sou de História. Têm a mania de remexer no passado para explicar o presente.
Há já algum tempo que esta coisa do ‘deficit tarifário’ me anda a provocar comichão.
Ora bem, a EDP não surgiu do nada, foi criada com a transferência de património de diversas sociedades e dos antigos serviços municipais de electricidade, ficando por isso, com a incumbência entre outras, de distribuição da energia eléctrica de baixa tensão a nível nacional  (Decreto-Lei n.º 502/76, de 30 de Junho).
Anda agora a EDP a querer acertar contas com os portugueses que lhe cederam o património e lhe deram o encargo de prestar um serviço público, afirmando que existe um deficit tarifário.
Pois bem, reavalie-se o património transferido e acertem-se as contas, mas desde o início, para que fiquem de uma vez por todas acertadas. 

4 de janeiro de 2012

Pingo Amargo

















Do cabaz de família PSI 20 já só falta um ‘patriota’  radicar a sua SGPS na Holanda.
De Janeiro a Janeiro, o que importa é guardar bem o seu dinheiro.

24 de outubro de 2011

Subsídios, subvenções, ética e bom senso.


















Penso que toda a gente considera que o orçamento de 2012 é de austeridade necessária, havendo maioritária aprovação dos aspectos quantitativos das medidas propostas, mas não se verifica o mesmo sobre os aspectos qualitativos das mesmas.
 A coerência exige a qualquer pessoa que considere que é necessário impor cortes de subsídios constitucionalmente regimentados, decida, sobretudo se for governante, aplicar o mesmo princípio e raciocínio a todos os subsídios (só) por lei ordinária previstos.
Ora, o nosso Ministro Miguel Macedo afirma que abdica do subsídio de alojamento, apesar de legalmente lhe ser devido, deixando no ar que os subsídios que estão legalmente previstos devem ser pagos. Então porque votou favoravelmente a medida de corte dos subsídios de Natal e de Férias aos que exercem funções públicas?
Diria que a ética não impera nos nossos governantes. Faça-se o que eu determino desde de que não se aplique a mim.
O bom senso determinaria que se começasse a cortar nos subsídios e subvenções atribuídos aos que exercem ou exerceram funções políticas e, progressivamente, aplicá-los aos que exercem funções públicas, na inversa medida dos seus rendimentos.
Este raciocínio de existe ‘o eu e os outros’ parece transversal aos actuais ministros. O Ministro Miguel Relvas afirmou há dias: Está na altura das autarquias começarem a colaborar no combate à crise, não podem ser só os portugueses a fazê-lo!
Serão os funcionários autárquicos mouros, galegos, castelhanos, andaluzes?

Foto de http://diasquevoam.blogspot.com/2006/11/raul-lino-para-sobrinha-de-coimbra.html

20 de outubro de 2011

Gosto de ser português





















Um país, um estado, uma nação é, acima de tudo, uma estrutura social.
Desde há muitas épocas que essas estruturas sociais têm, entre outros, um sistema económico com o qual organizam a exploração dos seus recursos e a produção de solução para as suas necessidades de vivência comum. Modernamente esses sistemas económicos passaram a englobar um sistema financeiro que, contemporaneamente, se internacionalizou.
Hoje, quando ouvimos, vemos ou lemos as notícias sobre a situação em Portugal, não conseguimos perceber plenamente o que se passa, porque nos querem fazer querer que o sistema financeiro global é que define a exploração dos nossos recursos e ‘standariza’ as soluções para as nossas necessidades sociais comuns.
Portugal é uma república democrática e não uma parte do sistema financeiro global.
Gostaria que importássemos o Presidente da República da Islândia.

13 de outubro de 2011

Orçamento de Estado 2012



Estava a pensar fazer um post sobre as casas de banho públicas em Portugal. Sobre como evoluímos nos últimos anos, e é tão fácil encontrar uma que não cheire à distância o pésimo odor da falta de limpeza. Mas dada a emergência nacional, altero o tema do post para a comunicação ao país do senhor Primeiro-Ministro sobre o Orçamento de Estado para 2012.
O Presidente, Dr. Cavaco Silva, disse há poucos dias que a austeridade imposta aos portugueses tinha limites. Ora, hoje foram anunciadas decisões que já não se enquadram na austeridade mas sim na brutalidade. O que irá fazer o Dr. Cavaco Silva?
Deixo aqui outra questão: Sendo a actual situação de Portugal uma questão económica porque razão o Orçamento é elaborado pelo Ministro das Finanças e não pelo Ministro da Economia?
Contudo, sinceramente, espero que as casas de banho públicas não voltem a cheirar mal.

Fotograma do filme ‘Fantasma da Liberdade’ de Luis Buñuel

18 de julho de 2011

Schengen e os maladrecos




O acordo de Schenghen criou coordenação e cooperação entre as polícias e autoridasdes judiciais dos país europeus, em especial na luta contra a criminalidade organizada.
Assim os maus, os ladrões, os criminosos, os terroristas e os maladrecos ficaram limitados na sua acção.
Contudo estes, malandrecos como são, deslocalizaram a sua actividade para fora da Europa e dedicam-se agora à especulação financeira.

Imagem do filme Les Dalton, 2004