Estas eram algumas das casas da moda portuguesa em 1972. Estais recordados?
21 de agosto de 2012
20 de agosto de 2012
A casa misteriosa
Sempre a imaginei, desde a infância, como cenário de um filme de mistério. Há pouco tempo, voltei ao local e continuo a encontrar-lhe traços de uma casa misteriosa que, a título pessoal, me continua a impressionar´: quem a habita? O que terá levado a imprimir-lhe traços tão distintos? «curiosity killed the cat»...
Natureza morta
Uma ideia original, talvez um espanta-espíritos com prazo de validade. Todos os elementos se destinam ao consumo, tirando a curgete que, quando não colhida no momento certo, se aproxima de um fenómeno do Entroncamento...
O que ainda não se usava
Este anúncio sobre os aparelhos mais usados pelos consumidores portugueses entre 1930 e 1933 é muito interessante. O Ferro aparece como o mais usado...Mas entre a panóplia de outros equipamentos que hoje consideramos básicos, notamos que a maioria da população portuguesa não os tinha.
Companhias Reunidas de Gás e Electricidade, 1934.
Companhias Reunidas de Gás e Electricidade, 1934.
19 de agosto de 2012
17 de agosto de 2012
Lindas abóboras
Comprei um caixote de abóboras em formato pequeno. A cozinha ficou animada. Por cinco euros na Feira da Malveira.
16 de agosto de 2012
Hospitaleiro apesar da ortografia...
Uma mensagem hospitaleira, apesar do deslize ortográfico... Talvez consigam identificar o letreiro que saúda quem por aqui passa.
14 de agosto de 2012
A vida é boa se nós a fizermos!
Assim dizia Almada Negreiros no Zip-Zip em presença que ficou célebre e é um dos grandes momentos da televisão portuguesa. Esta foto de Augusto Cabrita documenta o encontro de Almada com o pequeno marçano que lhe admira a obra. Ele sorri e conversam. Era o ano de 1969. e a simplicidade acompanha o génio. Que será feito deste rapaz e lembrar-se-à ele deste encontro?
13 de agosto de 2012
Um catavento
Detalhes que apetece fotografar, atendendo a que se afastam do comum catavento do galo com os pontos cardeais. Não longe da capital, aqui pelo concelho, ainda há locais que não são conhecidos da generalidade, pois encontram-se isolados e o acesso só se torna possível a quem vive por cá e, através de caminhadas, vai cada dia descobrindo os pormenores.
Ter uma cidade
Ter uma cidade , experiência renovada em cada verão, quando alguns lugares parecem estar ali para os caminhantes ocasionais. O cheiro a café começa a sair dos estabelecimentos de bairro, uma gaivota esvoaça, perdida, afastando-se do rio, somos menos a subir os degraus que conduzem a bairros antigos, com marcas de séculos. Em ocasiões assim, os pensamentos ficam suspensos e podemos conversar com o espaço, agora desabitado. ... E porque não quero Lisboa só para mim, ficará livre para outros, durante alguns dias.
12 de agosto de 2012
Profissões esquecidas
"Mas o leitor sabe em que se ocupavam as cristaleiras, qual o seu mester, o seu ganha-pão? Sabe o que elas representavam no dia-a-dia da cidade, no alívio e boa disposição das famílias, na conservação da saúde pública? Ah! não sabe não! Percebemo-lo perfeitamente. O lindo nome por que eram qualificadas nada lhe diz, e se teimosamente se puser a cogitar na sua significação, ao considerar a sua musicalidade, a sua composição de jeito poético, será enganosamente levado, sem querer e sem chegar a qualquer resultado, por caminhos bem diversos daqueles que calcetados pela vil materialidade, o conduziriam prosaicamente e de metro no bolso, a alcançar a verdadeira acepção do formoso vocábulo. Cristaleiras—vamos dizê-lo sem mais aquelas — eram as mulheres que tinham por modo de vida dar os clistéis aos enfermos, ou, como hoje dizemos, dar os clisteres. Aí tem. Eram, por outras palavras, as mulherinhas que deitavam as ajudas, as mezinheiras que ainda se arrastaram até ao século passado, mas com o ofício ampliado e sem serem oficialmente reconhecidas. Que as outras, as de outros séculos, eram-no. Tinham até regimento aprovado pela Câmara, como qualquer outro ofício"
Assim explicam Pastor de Macedo e Gustavo Matos Sequeira no seu saboroso livro "Anossa Lisboa" o ofício de Cristaleiras. Não conhecia esta obra e ando sorridente a lê-la. Comprada ontem na Anchieta à Telma e ao Paulo,
E não resisto a mostrar-vos a capa do mesmo, autoria de Valença. O desenho da cristaleira esse é de Rocha Vieira.
A tempo
Quer estar a horas no clube, no teatro, no banquete? Assim desenhava Emmerico Nunes em 1925 este anúncio à Gillette.
11 de agosto de 2012
Uma questão de maridos
E ainda Stuart de Carvalhais...
A sátira : revista humorística de caricaturas, 1911. .Retirado da Hemeroteca Digital da CML:)
Diz assim a legenda:
A Matilde, que se divorciou há seis meses, acaba de ser apanhada em flagrante adultério pelo segundo marido.
E com quem?
Com o primeiro!
A sátira : revista humorística de caricaturas, 1911. .Retirado da Hemeroteca Digital da CML:)
Diz assim a legenda:
A Matilde, que se divorciou há seis meses, acaba de ser apanhada em flagrante adultério pelo segundo marido.
E com quem?
Com o primeiro!
Made in Germany
Made in Germany por Leal da Câmara na revista Miau! N.º 4, 1916.
Muito modernos estes antigos...Retirado da Hemeroteca Digital da CML:)
Muito modernos estes antigos...Retirado da Hemeroteca Digital da CML:)
Sempre despreocupada
Sempre achei que o Tampax era coisa das décadas de 60/70...Até que descobri os anúncios de 1947 em revistas portuguesas. Que jeito dava jogar golfe nos dias incómodos do mês...:)
Fado
Assim era a capa da revista Voga em 1947. Uma capa de luxo: Amália e Virgílio Teixeira no filme o Fado.
10 de agosto de 2012
A vapor
Assim se apanhava o vapor para o Algarve.
O Branco e Negro : semanário illustrado, Ano I, n.º 4, 29 Abr. 1899. Hemeroteca Municipal de Lisboa.
Ava
Ainda não era o animal mais belo do mundo. Parecia uma normal rapariga americana vestida desportivamente. Assim era Ava Gardner em 1948.
Queimou a roupa?
Opte pelo ferro eléctrico: limpo, cómodo e higiénico.
Assim o proclamavam as Companhias Reunidas de Gás e Electricidade em 1948.
Carlos Rocha, quem desenhou?
Esta era a personagem Faísca, símbolo das Companhias Reunidas de Gás e Electricidade desde o pós-guerra e até aos anos 70
Assim o proclamavam as Companhias Reunidas de Gás e Electricidade em 1948.
Carlos Rocha, quem desenhou?
Esta era a personagem Faísca, símbolo das Companhias Reunidas de Gás e Electricidade desde o pós-guerra e até aos anos 70
9 de agosto de 2012
Relâmpago
Em 1948 os tempos eram de contenção económica e apelava-se ao sentido de poupança da dona de casa. Por isso deveria preferir um esquentador Relâmpago da Fábrica Portugal. Acho que ainda conheci muitos exemplares deste tipo.
Um bebé
Qualquer coisa há nesta foto que me fez reter a atenção. Os olhos negros deste bebé Nestlé fotografado pelo grande San-Payo. Estávamos em 1944 e este anúncio aparecia na revista Voga.
Uma língua única?
(Imagem:blogue Clube de Leitores)
Gera inquietações diversas o artigo de opinião intitulado «Crise europeia das línguas», apresentado ontem no jornal Público. Assenta a construção da peça em situações incómodas, há mais ou menos tempo constatadas, consoante a autonomia financeira dos estados:
- «um país cresce com a cultura, não com a economia»;
- «mesmo em países sem passado imperial, mas com uma longa tradição migratória, como a Irlanda, a fuga de cérebros para a Austrália e para a América do Norte está a acelerar.».
As expressões transcritas decorrem do êxodo de “massa cinzenta”, fuga potenciadora de declínio do velho continente. A inquietação maior, após leitura do artigo, prende-se com a sugestão apresentada por Edoardo Campanella para fazer face à situação: a criação de uma língua comum, à semelhança da moeda comum que partilhamos. Intérprete suspeita por tanto valorizar as palavras, os idiomas, os regionalismos surge, a título pessoal, o conceito de língua a anos-luz do de moeda , suspeitando-se da panaceia . Partindo do raciocínio de que o problema europeu reside na fragmentação linguística – 13 línguas oficiais e muitos mais “dialectos” – termo de autor - regionais (a designação traz mal-estar a linguistas, para quem “dialecto” tem carga pejorativa), propõe-se a normalização linguística que aparece como ovo de Colombo ignorado por um coletivo europeu. Recordo um curso de verão frequentado, há dois anos, em Lisboa. No grupo encontrava-se uma estudante vinda de Barcelona, que fez questão em se apresentar à turma na sua língua natal. A docente responsável ficou atrapalhada, pedindo-lhe que traduzisse a comunicação em castelhano, em ritmo moderado. Sorri ao entender que a catalã tinha plena noção, desde o primeiro momento, de não a estarmos a entender na quase totalidade. As frases na bonita sonoridade de que se revestiam , eram demonstração de um orgulho saudável no seu código materno. Apreciemos, pois, a realidade linguística com que nascemos. Encantemo-nos com o legado literário , cultural e com tudo aquilo que as culturas da lusofonia ainda têm para nos oferecer. Quando, no currículo nacional dos diversos níveis de ensino, se começa a dedicar menos tempo ao ensino-aprendizagem de línguas estrangeiras, permanecem sérias reservas (o tal ácido corrosivo da economia versus cultura) . O chavão «o rei vai nu» aponta-nos que o caminho – ao invés da tal língua comum ontem sugerida no artigo– deveria ser o da aprendizagem da diversidade de línguas, acesso inequívoco a uma visão do mundo cada vez mais ampla : não perder identidade, conseguindo compreender a alteridade, parece ser algo de útil sensatez , redundâncias à parte . Se fosse eficaz uma língua comum, o esperanto teria vingado e evoluído– pergunte-se em inquérito de rua em que consiste este código de comunicação e retirem-se conclusões.
Pequena
Em 1973 chamavam-lhe Sagres Pequena. Muito mais bonito de que o nome que a veio popularizar"Mini". Que deu por sdua vez origem a muitas outras jocosas variações. Mas era mais engraçado chamar-lhe só pequena.
7 de agosto de 2012
Do 203 ao 403 ou porque nos desperta um anúncio
Era assim que a marca Peugeot e o seu revendedor lisboeta eram publicitados na «Eva de Natal», corria o ano de 1955. Motivos para ter digitalizado a imagem? Despertou-me de imediato a atenção pelo facto de, na infância, terem sido estes os dois modelos – em sequência temporal e adquiridos em segunda mão – os escolhidos para os meus pais visitarem regularmente familiares e amigos durante o fim de semana. O 403, de boa memória e da cor do da foto, ficou entre nós até alcançar o estatuto de peça de museu, tendo chegado a transportar um barco de cerca de 100 quilos no tejadilho, rumo à Lagoa de Óbidos. Ao fim da quinta ou sexta tentativa (içar barquito a motor até ao topo e proceder ao movimento contrário), lá chegámos à conclusão que navegar em tais condições era um esforço comparável à subida ao Everest (exageros à parte).
O primeiro bólide desde que vim ao mundo foi o 203, foi nele que fiz – não a conduzi-lo, convém esclarecer – as chamadas “voltinhas dos tristes” pela Marginal, sendo essa a legenda da segunda imagem, retirada de um álbum de infância.
6 de agosto de 2012
O rei Momo
A folhear um volume de selecções do reader´s digest de 1957, divertem-me sobretudo os anúncios. Este do rei Momo e da Coca cola faz-me sorrir:) Bom dia:)
5 de agosto de 2012
Barraca da política
Por diversas vezes se tem aqui mencionado Leal da Câmara, morador no concelho de Sintra durante significativa parte da sua vida. Fica um dos desenhos do autor, intitulado «Barraca da política», datado de 1895, quando tinha dezanove anos. Três anos mais tarde, experimentou o exílio entre Madrid e Paris, onde colaborou em diversas publicações satíricas. O ilustrador e caricaturista regressou a Portugal em 1913.
Casa-museu Leal da Câmara
Pão da rua
E do forno na rua saí um delicioso pão com chouriço com um aroma de fazer salivar:) Caldas de Monchique, pois claro.
Recados
Existem nestes recados urbanos aos ditos amigos do alheio subentendidos que poucos saberão descodificar. Mas regista-se o insólito. Acrescido duma réplica do aqueduto caseira no quintal.
3 de agosto de 2012
Memórias da revista à portuguesa "Fonte Luminosa"
A minha avó, a viver na juventude na vizinhança de alguns teatros contava-me, na infância, os quadros satíricos da época, sabia de cor o refrão de cantigas tornadas populares por esta via e, muitos anos mais tarde, ainda entoava de memória algumas melodias. Não sendo apreciadora do género, foi com curiosidade que encontrei referência a uma peça de revista, intitulada “ Fonte Luminosa” em cena no Coliseu dos Recreios, corria o ano de 1956. São simples versos que transcrevo:
«Fonte Luminosa»
A Água – espantosa artista!
Que vedeta de revista,
que bailarina de truz!
Bisa o número e não cansa.
E como ela canta e dança com a cor e com a luz!
António Silva, depois,
E a Irene Isidro, os dois
não há ninguém que os não louve.
E a Tai-Lan tão pequenina,
cantando o fado em surdina
que o microfone nem ouve.
A Anita Guerreiro e os mais,
bailes com saltos, mortais,
nuvens de “girls” que vêm
em visitas à plateia…
Enfim, uma noite cheia
e a casa cheia também.
Já não bastava o repuxo,
inda nos deslumbra o luxo
de cenários-pirilampos
que faíscam como lume,
conforme o gosto e o costume
que tem o Pinto de Campos.
As roupas (Casa Saraiva!),
obra do Pinto e do Paiva,
põe a peça no pináculo.
Fiquem todos prevenidos:
- Deixem em casa os ouvidos,
mas vão ver este espectáculo.
Texto assinado por Poeta Caldas, na rubrica “Noites de Primeira” in Século Ilustrado, Abril, 1956 Imagem do quadro “marinheiro açoriano” interpretado por Max, doada por Eugénio Salvador ao Museu do Teatro
2 de agosto de 2012
1 de agosto de 2012
Assim eram os anos 70
Gosto muito deste esboço de moda feminina para 1971. E dos momentos que celebra, do museu, às compras. à boite e ao casino entre outros...Revista Modas e Bordados.
Descontraída
Ler este anúncio de 1971 faz-me sorrir. Também eu adorava a palavra descontraída e sempre gostei de a exercer. E também a minha mãe brincava comigo por causa deste termo. Bem anos 70. Inteligente esta mensagem.
Suplício de Tântalo com as devidas distâncias
A contagem decrescente para as tão aguardadas férias, parece obedecer a um ritmo lento e irregular. Em tempos de conjuntura troikiana, não se pretende valorizar o supérfluo enquanto ostensivo lazer, quando tantos se encontram sem perspetiva de exercerem uma profissão. Não fechando os olhos à realidade circundante, entenda-se como férias um período de descanso, sem se sonhar com o supérfluo. Após onze meses (e alguns dias) de tarefas, acena a miragem de não se ter de saltar, pela manhã, para exigências do quotidiano, o que se resume na ideia de se ter tempo para fruir o tempo. A praia aqui tão perto – mesmo com águas gélidas – acena como provocação ao gesto diário da correria para a cidade, agora desertificada nos espaços que não figuram nos folhetos turísticos. Alguns adeptos do exagero, ao passar de fugida por paisagens tão apelativas e sem tempo para as apreciar, poderiam fazer a ponte com Tântalo ou Prometeu…
P.S: isto de fotografar o pôr do sol pode parecer lugar comum, mas o horário não permite outros momentos do dia para captar a Praia Grande.
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