19 de outubro de 2009

Dias que começam mal...

Hoje acordei às 8.50h. Que raiva, acordar a essa hora quando devia estar no trabalho às 9h. Ainda por cima o túnel da João XXI estava completamente entupido e passei lá dentro 20 minutos, não contanto com o resto do percurso. Cheguei ao trabalho tardíssimo e com uma valente pilha de nervos.
Liguei o computador, abri a caixa de correio electrónico e deparei-me com o seguinte: um mail recebido de um tal de Mário com o assunto: "Carteira: urgente". O senhor explicava que achou uma carteira no chão quando estava ontem a estacionar, na rua tantos de tal que eu não reconheci o nome, com um cartão de visita meu e com alguns documentos, entre eles o BI, o passe e um cartão multibanco. Supondo que os documentos fariam falta, resolveu enviar um mail a informar que tinha a carteira em sua posse e que vivia em tal rua, dando todos os seus contactos e referindo as horas em que estaria em casa.
"E agora, sei lá eu quem é que perdeu a carteira com o meu cartão de visita dentro?!", pensei eu... Pensei, ao mesmo tempo que revolvia a mala, onde é que andaria a minha carteira. Não a tinha, claro! Tinha-a o sr. Mário, meu vizinho por sinal, que ontem estacionou o carro ao lado do meu. A carteira caiu-me sem eu dar conta.
Liguei ao sr. Mário, que estava à minha espera à varanda quando fui buscar a dita. Ela lá estava, com todos os documentos, incluíndo também os meus 10 euros e um bilhete premiado do euromilhões.
Obrigada sr. Mário, é muito bom ter vizinhos assim! É muito bom haver gente assim!

9 comentários:

T disse...

Boa Lulu:)

teresa disse...

Pelos vistos o dia começou mal, mas acabou bem. Há 2 anos também me aconteceu algo de semelhante, e tinha mais dinheiro na carteira, bem como os documentos e cartão multibanco... às vezes ainda há surpresas assim agradáveis:)

Anónimo disse...

Lulu, a m/ solidariedade...já me aconteceu o mesmo, mas o final não foi nada feliz...os documentos apareceram e não foram todos... e o dinheiro que ainda era algum desapareceu!!! Foi para mim uma manhã também muito turbulenta e negativa que se prolongou pelo resto do dia. Quem me dera ter tido um e-mail assim...de um Mário qualquer!!! Não sou o vizinho, mas também sou o Mário ( e ainda dizem que não há coincidências...)Abraço e cuidados redobrados :)

erre disse...

A prova de que o que mal começa pode acabar bem!

É reconfortante saber que ainda há pessoas assim:)

ps: e ainda bem que não fizeste delete a um e-mail de remetente desconhecido…

César Ramos disse...

REPÓRTER X ,
Faria ainda mais sucesso, se naqueles tempos houvesse E-mails, e outros apetrechos tecnológicos!

A imaginação é fértil!...

Foi graças a ele que Sidónio Pais ficou 'bem visto' perante o País e a História, ao 'dizer' depois de varado... pelas balas do Rossio:

" Morro bem!...cuidem da Pátria! "

Já depois de 1755,... todos pensam que o Marquês de Pombal arregaçou as mangas [ou as rendas!] e disse:

(...) "Enterrar os mortos e cuidar dos vivos!" (...)

Tal, foi dito por outra pessoa de facto!...
Mas, não foi o Marquês!
'Adivinhai':
- « Quem foi? »

[O repórter ainda não estava lá!]

almariada disse...

é caso para lembrar que "os ciganos não gostam de ver bons princípios aos filhos" ;)

teresa disse...

A frase referida pelo César terá sido proferida pelo general Pedro d'Almeida, 3º Marquês de Alorna?

T disse...

Segundo opinião abalizada foi o Duque de Lafões, meio irmão do rei, um dos meninos de Palhavã.
A ele se deve a boa graça régia em relação ao Marquês.

César Ramos disse...

A frase referida após o terramoto de 1755, definitivamente não foi de Sebastião Carvalho e Melo, na hora do drama.
Não era ainda muito ouvido!... a partir do desastre é que cresceu na hierárquia ao ponto de, lhe 'dar jeito' locupletar-se c/ a ideia de dinâmica implícita na expressão "enterrar os mortos e..."!

D.José I, reunido c/Eugénio dos Santos, Manuel da Maia e o Marquês de Alorna, terá desabafado perguntando o que se havia de fazer!?

Mais do que engenheiros, arquitectos ou eventuais Duques ali presentes, uma decisão à altura e c/ legítimidade para responder ao Rei, terá cabido ao General Pedro d'Almeida, 3º Marquês de Alorna que [embora diálogo apócrifo]disse:

«Sepultar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos"!

(isto tem carga simbólica)

Sepultar os mortos - não adianta ficar reclamando e chorando o passado.

Cuidar dos vivos - depois de enterrar o passado, temos de cuidar do presente. Cuidar de quem ficou vivo; cuidar de quem sobrou.

Fechar os portos - concentrar-se na reconstrução, no novo, prevenir-se do futuro.

Sem desvalorizar a inteligência de ninguém, quem tinha autoridade para falar era Alorna, pela hierárquia e a inerente responsabilidade no Reino.

Há quem goste de dizer até, que foi Eugénio dos Santos! Mas não; ele foi teimoso sim, com Pombal!... que ficou c/ a fama do reconstrutor, mas enchia-se de inércia e do deixa andar...

Nota curiosa: Camilo Castelo Branco que odiava a figura de Pombal, também alvitrou um duque: o Duque de Aveiro que, coitado, foi uma das vítimas dos ódios de Sebastião Carvalho e Melo ao ponto de mandar salgar-lhe terrenos...

A DISTINGUIR:
Há registos abalizados de que o Duque de Lafões fez parte do rol dos que tiveram grande mérito nas medidas dos primeiros socorros.


A resposta indicada pertence à Teresa - por extenso- que alvitrou o Marquês de Alorna!

Peço desculpa se demorei a 'despachar' o assunto, ou se 'julguei' mal esta causa!
[não me devia ter metido em adivinhas]

Afinal, nos Tribunais os Juízes erram e em assuntos de muito maior responsabilidade!! (...)

[Peço o obséqio de alguém entregar a «sentença» à Teresa, visto o post ser da LULU]

César Ramos
cesar.st.ramos@gmail.com