7 de setembro de 2009

COISAS & LOISAS

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MILLÔR Fernandes, jornalista, dramaturgo, outras coisas mais, disse ao “Diário de Notícias”: “O acordo ortográfico é uma merda. A Academia é uma excrescência de velhos tempos.”
Polemista inveterado viu, em 1959, um seu programa de TV ser extinto, a pedido do Presidente da República, Juscelino Kubitschek, após o seguinte comentário sobre a primeira dama: "Dona Sarah Kubitschek chegou ontem ao Brasil depois de 5 meses de viagem à Europa e foi condecorada com a Ordem do Mérito do Trabalho."
Durante alguns anos o seu “Pif-Paf” publicou-se, semanalmente, no extinto “Diário Popular”.

NA CONDIÇÃO de cidadã atenta e preocupada" com o seu país, a mandatária do PS para a juventude, a apresentadora de televisão Carolina Patrocínio, participou na rentrée do partido e centrou o seu discurso no elogio de duas notícias que atribuiu às medidas do actual Governo: o "fim da recessão técnica" e a "redução do insucesso escolar".
Segundo o “Público” a apresentadora foi aconselhada a não dar entrevistas, depois de declarações a uma televisão em que dizia que é a sua empregada que lhe tira os caroços das cerejas e que prefere fazer batota a perder.

MANUELA Ferreira Leite aposta em pequenas sessões para esclarecer os portugueses. Não fará comícios e está mais preocupada com os custos da campanha do que com a gripe A. A participação dos barões do partido não lhe tira o sono: «Em funerais, missas de sétimo dia e acções de campanha vai quem quer», disse.

MARIA de Lurdes Rodrigues, ministra da Educação, disse numa entrevista que a oposição erra ao tentar comprar a paz com os professores e avisa: "Estão a comprar a paz com os professores por um preço que o país não pode pagar".
Numa entrevista ao Canal 1 da RTP, José Sócrates prometeu ser mais delicado com os professores.
Edmundo Pedro, histórico militante do Partido Socialista, disse ao jornal “i” que o maior erro de Sócrates foi não ter afastado a ministra da Educação:
“Sócrates convenceu-se de que poderia, impunemente, humilhar os professores. Como irá perceber no dia 27 de Setembro, enganou-se. Há 4 anos, quando a ministra da educação começava a maltratar os professores, eu avisei-a, como os colegas que estavam na reunião, certamente, se lembrarão. Não quis saber: persistiu e agravou a ofensa. Irá ter, nas urnas, a recompensa que merece. Ela, Sócrates e o PS. A estupidez e a arrogância, em democracia, nunca vencem."

DE UMA crónica de Alice Vieira no “Jornal de Notícias”:
“Porque amigo é assim mesmo: conhece-nos por dentro, adivinha aquilo de que necessitamos, sabe o que nos alegra, entende os nossos silêncios, tem a capacidade de nos surpreender dando-nos aquilo de que estamos mesmo a precisar-- mas sem termos de o pedir. Porque se o pedimos…qualquer estafeta serve.”

Back to school - take 2

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Com os devidos agradecimentos à referência feita pelo P.G.:)

Filmes e desenhos animados...

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Às vezes fica-se a pensar que isto de nos terem educado desta maneira ou daquela acaba por trazer juros elevados (podendo encontrar-se na origem de algumas úlceras gástricas)…
Vem a reflexão a propósito da fúria ciclista dos domingos ensolarados aqui pela zona saloia e arredores . É que muitos destes ‘desportistas-de-domingo’ ocupam a via em duos ou trios ( tríades?) em amena cavaqueira, causando situações de risco num total desrespeito pelo código da estrada .
Num destes dias, a poucos quilómetros de casa, parei junto a uma passadeira a fim de deixar atravessar um idoso com problemas de locomoção.
O ciclista atrás de mim, homem de idade ‘para ter juízo’ (pobres filhos e netos do espécime em velocípede), de vistoso equipamento de lycra rosa- choque (e capacete ‘ton sur ton’), tendo de travar repentinamente , pois vinha a velocidade considerável dentro da localidade, com o domingueiro movimento de gente a sair da igreja, deslocou-se para o meu lado e começou a esbracejar e a insultar toda a minha parentela (que nem sequer conhece), não se esquecendo igualmente de me tentar lançar alguns enxovalhos pessoais, tudo isto acompanhado de uma estranha linguagem gestual em que parecia querer acenar-me (estranhamente só com um dedo )...
No preciso momento, lembrei-me do provérbio «o calado (neste caso ‘a calada’) é o(a) melhor», embora só depois me ocorresse que poderia ter respondido: «o que é que foi, ó pantera cor-de-rosa! Desenho animado! És um desenho animadoooo!!!...» (e aí, uns segundos após o episódio, ainda me ri sozinha desta ideia súbita, se bem que extemporânea que, a ter sido posta em prática, provavelmente se teria convertido numa piada unicamente ao gosto da própria…).
Apesar deste ‘fait divers’, garanto que continuarei – embora avessa à generalidade dos sermões, ainda existem alguns (pouquitos) dos quais não abro mão - a repreender os meus alunos, caso os volte a surpreender no pátio a ouvir um tema execrável e de fazer corar um legionário que eles me explicaram (depois de terem , sem reclamações -, posto a música no ‘off’) ser de uns tais ‘punk’ (ou será pink?) designados – sempre a aprender – por Comme Restus (fui espreitar a grafia) tratando-se de uma coisa (e aqui vou citar os meus jovens discípulos) ‘tipo hino’ destinado a condutores de velocípedes de trazer por casa. Talvez estes rapazes (os da tal banda) já tenham vivido idêntica situação (encontros imediatos com os ‘pinkmen on wheels’) e os pais os não tenham repreendido em pequeninos… pode ser que nunca venham a sofrer de úlceras, quem sabe?
E, para ser justa, aqui fica um sincero pedido de desculpas à legítima Pantera-cor-de-rosa, é que bem vistas as coisas, ela não merece ser apoucada…

Um lindo objecto...

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Há cerca de 200 anos serviu para...

Trata-se de um queimador de incenso e acertou a Ana Pereira.

6 de setembro de 2009

E HOJE É DOMINGO

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"Traduzir-se"

Uma parte de mim
é todo mundo;
outra parte é ninguém;
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão;
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera;
outra parte
delira.

Uma parte de mim
almoça e janta;
outra parte
se espanta.
Uma parte de mim
é permanente;
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem;
outra parte
linguagem.

Traduzir uma parte
na outra parte,
que é uma questão
de vida ou morte,
será arte?

O poema de hoje não é retirado de um livro.”Traduzir-se”, do poeta brasileiro Ferreira Gullar, deu em canção pelo Raimundo Fagner e está incluído no álbum “Traduzir-se”, no qual Fagner também fez músicas para poemas de Florbela Espanca, Pablo Milanês, Federico Garcia Lorca, António Machado e Rafael Alberti. Participações especiaus de Mercedes Soza, Joan Manuel Serrat, Camaron de la Isla e Manzanita.

Adivinhar ao domingo - II

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Que repousante esta paisagem aquática: onde se encontra?

Makangsi acertou: "Vila do Conde" (há quase um século, acrescento eu).

Adivinhar ao domingo - I

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Que brancura! Onde se pode avistar? Identificam o local?

Acertou o ABS: Arraiolos.

5 de setembro de 2009

PORQUE HOJE É SÁBADO

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"Carta a Angela"

Para ti, meu amor, é cada sonho
de todas as palavras que escrever,
cada imagem de luz e futuro,
cada dia dos dias que viver.

Os abismos das coisas , quem os nega,
se em nós abertos inda em nós persistem?
Quantas vezes os versos que te dei
na água dos teus olhos é que existem!

Quantas vezes chorando te alcancei
e em lágrimas de sombra nos perdemos!
As mesmas que contigo regressei
ao ritmo da vida que escolhemos!

Mais humana da terra dos caminhos
e mais certa, dos erros cometidos,
foste , de novo, e de sempre, a mão da esperança
nos meus versos errantes e perdidos.

Transpondo os versos vieste à minha vida
e um rio abriu-se onde era areia e dor.
Porque chegaste à hora prometida
aqui te deixo tudo, meu amor!

Carlos de Oliveira "Poesias"

Um filme português...

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Fragmento de um cartaz a publicitar um filme com mais de 5 décadas: conseguem identificá-lo?

Está certo, Vee. É mesmo "O Tarzan do 5º esquerdo":)

Uma adivinha com divagações sobre passarada...

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Ficou decidido: cá em casa não entram mais aves de capoeira.
A primeira oferta veio do meu pai – um casal galináceo de reduzidas dimensões, logo baptizados como o Pascoal e a Januária. Eram de uma raça cujo nome desconheço, daquelas aves que, junto às patas, têm as penas em caracol como se tivessem vindo de um moderno salão de cabeleireiro… a Januária deixava diariamente, onde bem entendia, um pequeno ovo que eu me encarregava de descobrir (qual ‘caça ao tesouro’) e guardar de imediato a temperatura aconselhável. O malogrado casal desapareceu no espaço de uma semana sem deixar rasto. Penso que levados por aves de rapina que sobrevoam o espaço aéreo...
Há cerca de 3 anos chegou o Duque, um patinho com dias de existência, comprado no mercado de S. Pedro. Logo ao fim de 2 dias, a M. lembrou-se de o atirar à água, tendo o infeliz entrado em hipotermia. Lá o salvei com zelo, utilizando o secador do cabelo e embrulhando-o num pequeno cobertor de lã até completa reanimação.
Três dias depois, quebrou-se-lhe uma pata, presa nas pedras da calçada. Lá preparei uma tala e, ao fim de 15 dias, retirada a porção de madeira com origem num desses pauzinhos de gelado Olá, corria feliz pela relva. Passados dias teve fim trágico, idêntico ao casal dos galináceos anões…
E porque desejo que as aves sejam felizes (voto extensivo a qualquer ser à face da Terra) , acabou-se em definitivo a passarada doméstica (vou poupar-vos a detalhes ocorridos com os coelhos ‘Roger’ e ‘ Sir Távora’, pois pertencem a outro departamento, o dos mamíferos…).
Tudo isto me veio à memória depois de ter fotografado este conhecido local onde os patos nadam em liberdade (há uns meses, com um grupo de amigos, alguém tentou beatificar a A. como ‘santa padroeira dos palmípedes’ – após referência ao Condestável e a criatividade de uns e outros é colectivamente ilimitada) - por termos parado neste local após longa caminhada e a nossa amiga ter lançado a este mesmo lago um pacote quase inteiro de bolachas ‘crackers’ que transportava na mochila, fazendo a alegria da passarada que se deslocava em meio aquático.

Que local é este aqui fotografado (caso tenham conseguido chegar a este ponto do texto)? Fácil…

E acertou a Ana Domingos: a fotografia foi tirada na Várzea de Colares.

4 de setembro de 2009

A comissão de Massamá

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Era assim esta comissão em Fevereiro de 1945. Solicitavam um apeadeiro para Massamá.
Segundo os censos de 2001, Massamá conta agora com 30.000 habitantes. Que no ano que correm devem ser muitos mais.
Século Ilustrado

Almoço no Senhor

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Restaurante  Tudo no Prato, Rua Cavaleiro de Oliveira, Lisboa.

Ementa: joaquinzinhos e arroz de tomate, espantosamente cozinhados pela Dona Gina.

Há coisas boas na vida:)

Coimbra

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A etiqueta da Residência Almedina em Coimbra. Bonita não é?

A estrear

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Reconhecem este edifício? Foi-lhe reconhecido mérito no ano de 1945, mas o prémio reporta-se a outro ano. Já agora sabeis indicar o nome desta artéria à época?

Século Ilustrado, Fevereiro de 1945
Av. Sidónio Pais, 6. Prémio Valmor em 43, risco de Raul Rodrigues Lima e Fernando Silva, salvo erro(....) rua oriental do Parque

A gaiatada

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Em Fevereiro de 1945 cem ardinas eram servidos numa festa em sua honra  na Adega Mesquita por dois grandes artistas portugueses.

Adivinham quem?

Século Ilustrado, Fevereiro,3

Vasco Santana e Mirita Casimiro  acertou a Carlota Joaquina

A entrada no Céu

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Por Bernardo Marques

ejaculação precoce

declaração de interesses:
1.
acho que o jornal da manuela moura guedes nao cumpria nenhuma das regras da deontologia jornalistica (as da estética não serão para aqui chamadas) e acho que o jornalismo fica mais rico com algo que não seja exactamente 'aquilo'.
2.
jamais votei no ps (nacional ou localmente) e não conto inaugurar esse departamento nos próximos anos


o assunto da tvi podia inserir-se, globalmente, naquilo a que poderíamos chamar, por uma questão de simplificação de imagem, ejaculação precoce (espero agora não receber nenhum mail a dizer que não estou a respeitar os que padecem desse mal..).

é óbvio que a decisão de suspender o programa só é gravosa para o ps e o seu secretário geral.
seria absolutamente estulto (e não me parece que aquilo de que os podemos e devemos acusar seja exactamente disso...) fazer pressões para 'calar a voz incómoda' na véspera das eleições quando o efeito seria o de boomerang amplificado.
o maior beneficiado é claramente o psd e a sua presidente, mas não acho, obviamente, que esta e aquele tenham alguma coisa a ver com o assunto.
as acusações de 'atentado à liberdade de informação', de 'asfixia' do país, caso beslusconiano, panela de pressão e outros dislates são, à falta de outro adjectivo que pudesse ofender os portadores de uma qualquer deficiência, uma espécie de ejaculação precoce.
aquilo sai-lhes assim sem controlo. é uma pena.
é uma pena isso, como foi uma pena o carnaval entusiasta aquando da tentativa de compra da media capital pela portugal telecom.

os políticos portugueses acham mesmo (ou querem que nós achemos) que os tempos de decisão das empresas são os deles. têm uma capacidade de abstracção da realidade que os rodeiam (eu sei que era mais fácil chamar-lhes autistas, mas desculpem lá) imensa e um umbigo do tamanho do mundo.
se a portugal telecom tivesse comprado a media capital, não estariam agora a condenar o enorme crime lesa democracia consubstanciado numa empresa sediada em madrid decidir sobre os critérios jornalísticos em portugal e disso ser uma enorme ingerência nos assuntos internos do nosso país.
afinal o canal de mais audiência em portugal estar na mão dum grupo português não seria assim tão mau.
e sempre seria possível fazer uma manifestação em frente da administração da pt.
é óbvio para qualquer pessoa que a unidade de um serviço noticioso é uma vantagem, tal como é consensual que a qualidade do jornalismo de manuela moura guedes é imensamente relativo.
não é isso que está em causa. o que está em causa é saber se as empresas podem ou não decidir os seus critérios editoriais sem consultar primeiro os partidos e se, tal como com os governos, ou o presidente da republica, aquelas têm inibições nos períodos pré-eleitorais.

uma final questão legal, que me parece ser a única digna de registo:
tanto quanto sei, de acordo com as leis que regulam os meios de comunicação, a decisão da administração da tvi é ilegal porque deveria 'apenas' comunicar a sua decisão á direcção de informação e só esta poderia então aceitar e fazer cumprir, ou não aceitar e fazer qualquer outra coisa como demitir-se.
parece-me, portanto, uma decisão ilegal à luz da legislação portuguesa,
mas isso parece ser a coisa menos importante agora.

Dica da semana: 'os jaquinzinhos'

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Há mais de um ano que “despachei” a fritadeira da cozinha. Comprada quase no neolítico, pasmava a um canto da bancada por poucos fritos serem consumidos cá por casa (já bastam as batatas fritas durante a semana no ‘tasco’ do Sr. Augusto, faccioso portista com uma paciência imensa para nos aturar… embora também lhe costumemos dar ‘tempo de antena’ para que exalte, sem censuras, o seu FCP…).
Acontece que estes peixes em dimensões proibidas ( garanto ser a única excepção a todas as restantes regras de respeito pelo ambiente ) por vezes são tentação (tal como os caracóis para uns e outras) e , sendo o exaustor eficaz, lá se utiliza a frigideira no fogão.
Acreditando sem custo que haja melhores cozinheiros (a criatividade tem-se vindo a perder, sobretudo em épocas de mais trabalho de leitura/escrita) e pousando as sobreviventes ‘Banquete’ em algum canto esconso da casa paterna, fica a imagem em jeito de ‘dica da semana’ (mesmo que, em alguns dos casos, a possam conhecer, aprendi-a na juventude com alguém que trabalhava para os proprietários de um conhecido restaurante lisboeta ):
Para se fritar este peixe de reduzidas dimensões de modo mais prático, unem-se (os meninos quins) em número possível (neste caso foi em ‘trios’) através de um palito a atravessar (aqui as desculpas às almas mais sensíveis) os respectivos globos oculares desta espécie piscícola.
Ontem reparei, com surpresa, que tinham sido comprados na praça em múltiplos de três, o que terminou em divisão perfeita… não sendo lá muito de jogar, ainda aposto hoje no Euromilhões… e a cor dos guardanapos sobre a travessa foi um mero acaso.
Para a desgraça não ser total, retirou-se o habitual acompanhamento de arroz de feijão e a salada de rúcula (neste caso sem o feta) deu-lhe um toque de nouvelle cuisine.

Lindo e original...

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Original e de finais de século XIX, não me importaria de o ter cá em casa: para que serve? Conseguem descobrir?

... e é um balde para gelo, tendo acertado a Ana Pereira.

Adivinha de manhãzinha

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Ana Pereira disse...

Mais uma tentativa :) será na avenida do Brasil. É.

Para a amiga Curiosa

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Hotel Internacional, Figueira da Foz.
Ainda existe, cara Curiosa?

Uma vinheta da Aliança

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Lindo este reclame de 1930 da Fábrica Aliança. Quem o terá desenhado?

As sumidades médicas

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Aconselham Toddy.
Anúncio inserido no número de Janeiro de 1930 do Magazine Civilização

De mim para mim continuo a achar que o Chucky boneco assassino é primo desta imagem da Toddy. Aterradores:)

Nasceu outra acostumação

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O Magazine Civilização, editado no Porto, dirigido em Lisboa por Ferreira de Castro e no Porto por Campos Monteiro. Este número é de Janeiro de 1930. Não conhecia este magazine senão de nome, mas vamos lá conhecê-lo com tempo.

3 de setembro de 2009

AO CAIR DA NOITE

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Há dias em que não se pode sair de casa.
Saiu pela tardinha com os olhos cheios de cascas de laranja embrulhadas em chocolate, que alguém, de Bruxelas enviara à Teresa. Regressa pelo findar da noite. Senta-se em frente desta geringonça, para ver como vão as modas, e fica a saber que amanhã, na TVI, não há o Jornal Nacional da Manuela Moura Guedes.
Conclui ligeiro: “ora aqui está um interessante acto de higiene.”
Só que, mais à frente, fica a saber que se chegou ao acto higiénico por caminhos a roçar o deplorável.
Paira uma enorme confusão para que diga o que quer que seja. Parece mesmo que ninguém se entende sobra a matéria. É melhor deixar que a poeira assente.
Não será isto que lhe vai tirar o sono, mas não gostaria de abandonar a prosa sem lembrar a batida frase do Voltaire, que fica sempre bem em ocasiões como esta: “Não concordo com uma única palavra do que diz, mas defenderei até à morte o seu direito de dizê-la”

Manhãs claras

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E na manhã subitamente limpa após a névoa que parecia não querer arredar, não resisti e fotografei esta capelinha: onde se localiza e qual o seu nome? Conseguem identificá-la?

Ana Pereira respondeu: «capela de S. Lourenço, Azenhas do Mar» e acertou.

Uma adivinha com sabor a infância...

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De quando em vez (confesso) vêm-me à memória... não sei se por cá ainda se fabricam num dos ex-libris da cidade. Inesperadamente recebi-os, provenientes de Bruxelas... o mesmo sabor da infância: «obrigada, família!».
O aspecto pode não ser lá muito apelativo, mas na essência são divinais. Sabem do que se trata?

E acertou Makangsi (tendo todos os restantes concordado): casca de laranja cristalizada, 'revestida' a chocolate preto.

2 de setembro de 2009

TAMBÉM PELA BELEZA DAS CAPAS

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“A Queda”
Albert Camus
Tradução: Jorge Terra
Capa: Bernardo Marques
Colecção Miniatura Nº 76
Edição Livros do Brasil
Lisboa, s/d

“Não amaremos talvez insuficientemente a vida? Já notou que só a morte desperta os nossos sentimentos? Tal como nós amamos os amigos que acabam de deixar-nos, não acha? Como nós admiramos os nossos mestres que já não falam, com a boca cheia de terra! A homenagem surge, então, muito naturalmente, essa mesma homenagem que talvez eles tivessem esperado de nós, durante a vida inteira. Mas sabe por que somos sempre mais justos e mais generosos para com os mortos? A razão é simples! Com eles já não há deveres. Deixam-nos livres, podemos dispor do nosso tempo, conciliar a homenagem entre o cocktail e uma gentil amante, nas horas vagas, em suma. Se algum dever nos impusessem, seria a memória e nós temos a memória fraca. Não, é o morto recente que nós amamos nos nossos amigos, o morto doloroso, a nossa emoção, enfim, nós próprios.”

Sabe escolher!

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Estávamos em duros tempos: ano de 1939.
A Revista Eva editava a sua edição de Natal e nele figurava este anúncio. Falava-se já em economizar e era à Mulher que este Morris apelava.

Ribatejana!

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Uma grande artista de teatro e de televisão.
Recordais?
A Carla Jané acertou: Ivone Silva.

Adivinhais?

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Filha dum escritor, actriz e escreveu também um livro.

Reconheceis?

Isabel de Castro

Para o senhor Bic!

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Nas suas cores...as cores da moda, novas esferográficas com "amortecedores".
Bic anúncio de 1959 na revista Eva.

Livros gatos e a Livrarte

Vou à Livrarte numa expedição de abastecimento. Entre os muitos milhares de livros e outros objectos mais que recheiam a loja e a tornam única e encantadora, a dona conta-me que por vezez chega à loja e encontra sacos de livros abandonados à porta para ela os recolher, como se fossem gatos acrescento eu. E uma soberba gata laranja estira-se e deixa-se afagar.
Os que amam gatos geralmente amam livros e os livros deixam-se amar por bichos e gentes. Mas esta consciência de que o livro merece um lar enternece-me, assim como a tristeza da livreira em desfazer-se de algumas coisas que lhe compro. Não tiro fotografias por opção, vão lá e descubram e apaixonem-se: Livrarte, Avenida do Uruguai, nº 13A. Eu certamente lá voltarei. Fiquei apaixonada por aquela cave cheia de revistas.

Flocos Lux

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O Lux não era só para a pele das estrelas. Também servia, em flocos, para lavar a roupa delicada e a dos bebés. Vivendo e aprendendo.
Portugal Ilustrado, 1955

Divulgação cultural

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Ego é o percurso desconcertante de Alex, um neurologista que não acredita na ideia de identidade ("nem essência, nem ego, nem 'eu'") mas que, depois de uma experiência que correu mal, "uma viagem num teletransporte tipo Star Trek", se vê privado da vida com a mulher e acaba por questionar tudo.
O que começa por ser uma peça teórica sobre o cérebro acaba numa angustiante viagem emotiva.

Moinhos de vento

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Ontem ao fim da manhã não vi o cachorro do costume a dormir no meio da via. Ao longo do 10 Km não se avistava a presença humana. Lá contei 2 automóveis por esta estrada a caminho da escola enquanto parei para as fotografias...

Algo de cereal e de campestre
Algo de simples em sua claridade
Algo sorri em sua austeridade.

Sophia de Mello Breyner

Troféu kitsch 2009

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Não sei se estas pérolas já terão sido divulgadas em rubricas do género da extinta «Portugal no seu melhor». Trata-se aqui de um 2 em 1, ou seja, desafio de dois níveis de dificuldade:

Nível 1 (este mais subjectivo): a que imagem dariam o primeiro lugar do troféu kitsch?

Nível 2 (para os que verdadeiramente se situam nesta experiência iniciática): onde foram capatadas as imagens?

(em matéria kitsch existem outros locais igualmente apelativos que merecem ser fotografados)

E o "museu", tal como refere a Ana Pereira, situa-se em Montelavar (Sintra).

1 de setembro de 2009

Começo de livros

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Começo de “Espingardas e Música Clássica” de Alexandre Pinheiro Torres:

“Nesta invernia que não pára vamos deter-nos num alvorecer em particular. O de terça-feira, 19 de Dezembro de 1961.
Os homens atribuem ou não números diversos a cada madrugada por muito semelhante que se pareça com qualquer das outras que a precederam? A verdade é que cada manhã que se ergue, preguiçosa, da sua tarimba e nos saúda com rigores e exigências militares, exibe no rosto baço ou afogueada, conforme as estações, uma etiqueta com algarismos sempre novos. É bem sabido que o tempo converte mais gente que a razão. A manhã que rompe não sabe disso nem se importa. Mas incomodam-se aqueles que sabem que cada toque de alvorada fere um timbre que nunca se repete. Porque assomamos à janela todas as manhãs? Porque espreitamos o céu? Porque ele é, todos os dias, o risco que devemos enfrentar.”

DIAS QUE ANUNCIAM O FIM DO VERÃO

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Não tem ideia definida de quando surgiu esta história da silly season, este tempo propício a disparates, coisas tontas. Claro que José Sócrates, com aquele ar emproado que se lhe conhece, disse, há dias, que disparates de verão são coisas com as quais não vale a pena perder tempo, que nem merecem comentário.
Mas não é isso, agora, que o traz ao teclado. Tão só que hoje começou Setembro. Se bem que o Verão ainda vá continuar por uns dias, Setembro já é um alívio, tal como lhe dizia o pai nos dias que antecediam o Verão: “em Setembro voltamos a ser gente!”
Foi assim que hoje amanheceu. Já é Setembro e tudo já é bem diferente diferente, porque Agosto, o mês verdadeiramente idiota, acabou ontem.
E até muito diferentes já estão os Agostos em Lisboa. Antigamente Lisboa, em Agosto, era quase um deserto, que permitia histórias como aquela que um dia leu: “ A cidade está a ficar deserta. Com um pouco de sorte, não teremos outro remédio senão apaixonarmo-nos um pelo outro. Até que a rentrée nos separe.”
Mas agora Lisboa em Agosto está como sempre!
As pessoas agora fazem férias faseadas, ou, simplesmente, deixaram de ter dinheiro para irem de férias. Já não há mais Agostos em Lisboa, Agostos que permitiam ao Eça, em carta ao Ramalho, que lhe falava das termas e das praias por onde andava, dizer que nada chegava à sombra de um quarteirão de Lisboa.
Mas hoje é Setembro.
A macia transparência do ar. Prelúdios de Outono.
E já cheira a mosto.

adivinha

que fresquinho quando se entra por esta porta... onde nos leva?

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entrada da biblioteca camões (e talvez do registo civil)! acertou o carlos! ;)

Olhar matador!

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Quem era esta senhora?
Faz parte duma caderneta de cromos da Agência Portuguesa de Revistas.
Natalina José.

Um palpite da minha amiga Maria José: a actriz Natalina José?
Cumprimentos,

Carla Jané

Hotel Sul-Americano

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Claro que comprei hoje na feira. Não resisti. Liguem e façam a reserva. Ainda existe este hotel Sul-Americano em Braga?
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A Teresa já citou aqui um texto do Miguel Esteves Cardoso a respeito dele. Eu encontrei hoje na feira o rótulo do Creme de Anis Escarchado. Bonita a espanholita não é?

Back to school...

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Dentro de alguns minutos prestes a dar início a novo ano lectivo (e não, não sou invejosa nem grande apreciadora de cerveja) dou comigo a pensar: ele há cada ocupação (não lhe chamaria emprego, mas isso sou eu):)

Férias na Praia

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Mais um capítulo da Férias na Praia, fotonovela aparecida na Crónica Feminina de 30 de Maio de 1963. De relevar o diálogo deste casal com a touca de banho às voltas( era muito usada nessa década e só ficava bem a quem era muito bonito e magro).A touca não desaparece durante os 14 quadradinhos desta conversa, mas resolvi poupar-vos.
Esta seria uma fotonovela do melhor que havia, fotografias de Mário Aguiar e o argumento um original da Alice Ogando. O texto é engraçado e o ambiente é tal e qual a época. Os fatos de banho, as roupas, os adereços, aquele cesto de verga.
Parece-me a Costa da Caparica? Gosto sobretudo das duas figuras das senhoras que tudo bisbilhotam e comentam. no seu trono, tal e qual os velhos dos Marretas

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marvel'us

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o improvável aconteceu.
diriam os amantes de comics perante as últimas noticias.
poucas associações seriam mais improváveis do que a disney com a marvel.
se nos anos 30/50 era improvavel a junção do universo walt disney com o de tex avery, nos anos 70/90 a improbabilidade passou para a dupla disney/marvel.
disney sempre foi o moralismo lamecha, personagens asexuados e heróis dos quais não se conhecia um modo de ganhar a vida a trabalhar (o trabalho era uma coisa estranhamente austente do universo disney).
tex avery era iconoclasta como se poderia ser em animação nos anos 30. as personagem assumiam sensualidade, podiam ser malévolas ou inocentemente parvas: eram a transposição para animais de caracteres que encontramos no vizinho do lado, ou noutro mais distante.
este método resultou alguns anos e destronou mesmo a disney nos seus anos dourados. mas o moralismo voltou a atacar e a disney recuperou a liderança que voltou a ver ameaçada com uma nova geração fundamentalmente gráfica, visualmente muito poderosa.
a marvel foi buscar super herois limpos e sujos. uns mais hábeis que outros, mas todos poderosos. e rapidamente soube chamar a si os novos desenhadores que despontavam no mundo do comics undergroud e visualmente mais experimental. os próprios 'quadradinhos' foram desaparecendo.

em tempos de crise, a disney olhou para a marvel e disse: marvel'us !!!
e comprou o rival.

más notícias para os amantes dos comics

Diz que é uma espécie de tesoura...

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Desta vez nem deixo pistas: para que terá servido no passado?

Esta tesoura servia, como bem respondeu a Ana Marques Pereira, para cortar os pavios das velas.