Qual seria a vossa preferência? Os nomes e caras das vencedoras de 1966 a 1971.
29 de agosto de 2009
Alice Ogando
Há mulheres que parece que atravessaram o século XX todo. Recordo Amélia Rey Colaço mas agora quero relembrar a Alice Ogando. Travo conhecimento com ela logo na Revista Ilustração (anos 20 e 30), onde apresentam a sua poesia e depois continuo acompanhá-la na imprensa feminina vária ao longo do século, até à Crónica Feminina. Ela traduziu (Stefan Zweig por exemplo), fez dramaturgia radiofónica (segundo o blog da rua Onze nos revela), escreveu argumentos para fotonovelas e e números livros da Colecção Violeta. Os pseudónimos que usou eram imensos. Um deles era o da conhecida Mary Love, mas usou outros como Marge Grey ou James O´Brien. Vejo-a como uma mulher cheia de genica e sempre in. Agora sem dúvida, escreveria enredos para telenovelas. Irei dando notícias dela.
A laca Almir
O portuga home made car...
(com os devidos agradecimentos ao Luís)
Esta viatura bastante inovadora foi-me divulgada por um amigo há algum tempo a leccionar no Norte . Atendendo à robustez dos materiais utilizados na construção do veículo (penso que «made in Santo Tirso»), imagino que a tecnologia tenha ido beber inspiração aos ascendentes guerreiros de origem germânica, povoadores da referida área geográfica… fiquei a pensar de que material serão os airbags .
Saliento o facto de se tratar de um modelo conversível, o que se traduz em vantagem, pois permite circular neste tempo estival sentindo o arejamento natural e os cabelos a esvoaçar ao vento:)
PORQUE HOJE É SÁBADO
"à laia de apresentação"
Guarda tu agora o que eu, subitamente, perdi
talvez para sempre - a casa e o cheiro dos livros,
a suave respiração do tempo, palavras, a verdade,
camas desfeitas algures pela manhã,
o abrigo de um corpo agitado no seu sono. Guarda-o
serenamente e sem pressa, como eu nunca soube.
E protege-o de todos os invernos - dos caminhos
de lama e das vozes mais frias. Afaga-lhe
as feridas devagar, com as mãos e os lábios,
para que jamais sangrem. E ouve, de noite,
a sua respiração cálida e ofegante
no compasso dos sonhos, que é onde esconde
os mais escondidos medos e anseios.
Não deixes nunca que se ouça sozinho no que diz
antes de adormecer. E depois aguarda que,
na escuridão do quarto, seja ele a abraçar-te,
ainda que não te tenha revelado uma só vez o que queria.
Acorda mais cedo e demora-te a olhá-lo à luz azul
que os dias trazem à casa quando são tranquilos.
E nada lhe peças de manhã - as manhãs pertencem-lhe;
deixa-o a regar os vasos na varanda e sai,
atravessa a rua enquanto ainda houver sol. E assim
haverá sempre sol e para sempre o terás,
como para sempre o terei perdido eu, subitamente,
por assim não ter feito.
Maria do Rosário Pedreira, "A Casa e o Cheiro do Livros"
28 de agosto de 2009
O sal Cerebos
Uma bela imagem esta, de publicidade ao Cerebos Salt, aparecida em 1906 na Ilustração Portugueza. à procura de luzes sobre este sal, encontrei estas adoráveis latas. Mais ainda encontrei estes dados sobre o inventor desta marca.
Divirtam-se e não salguem demasiado a comida.
Máximas publicitárias
A água Castello
Um utensílio do século XIX
Tem mais de um século de existência e pergunto se conhecem a sua funcionalidade.
Penso que não será difícil...
Serve para levar as torradas à mesa e acertou a Paula:)
28 de Agosto de 1963: evocando Martin Luther King
Um dos marcos do movimento de defesa dos direitos civis foi a «marcha pelo emprego e pela liberdade». No dia 28 de Agosto de 1963, mais de 200.000 pessoas acorreram a Washington para ouvir um dos melhores discursos do século XX. Martin Luther King dirige-se aos participantes: «Chegará o dia em que todos os filhos de Deus poderão cantar: o meu país é o teu, doce terra da liberdade».
Digo-vos hoje, meus amigos, embora nos defrontemos com as dificuldades de hoje e de amanhã, que ainda tenho um sonho profundamente enraizado no sonho norte-americano.
Eu tenho um sonho de que um dia esta nação se erguerá e viverá o verdadeiro significado de seus princípios: "consideramos que estas verdades são evidentes por si próprias, que todos os homens são criados iguais".
Eu tenho um sonho de que um dia nas rubras colinas da Geórgia, os filhos dos antigos escravos e os filhos dos antigos proprietários de escravos poderão sentar-se juntos à mesa da fraternidade.
Eu tenho um sonho de que um dia até mesmo o estado de Mississipi, um estado sufocado pelo calor da injustiça, será transformado num oásis de liberdade e de justiça.
Eu tenho um sonho de que os meus quatro filhos um dia viverão numa nação onde não serão julgados pela cor de sua pele, mas sim pelo seu carácter.
Bonecos da Olá e da Rajá
A colecção que estou a tentar organizar para as pequenas...
Do you remember?
(bonecos brinde da Olá e da Rajá)
O festival aéreo
Soltem os prisioneiros
OS CINEMAS TAMBÉM SE ABATEM
Numa crítica de cinema, de há muitos anos atrás, Eduardo Prado Coelho escrevia: “Às vezes lembro-me melhor das salas onde vi os filmes do que dos próprios filmes.”
Nunca percebeu muito bem onde Prado Coelho queria chegar.Tem uma vaga ideia, apenas. Também se recorda de algumas salas onde viu os muitos filmes da vida, mas são sempre os filmes que lhe norteiam a memória.
O “Cinema Alvalade” foi uma sala que nunca lhe despertou qualquer tipo de entusiasmo. Ficava fora de mão mas, acima de tudo, tinha uma “assistência queque”, proveniente das avenidas novas, que, na altura, o incomodava sobre maneira, ele que quase sempre andava em cinemas de bairro,vulgo os "piolhos".
Provavelmente uma mão chegará para contar as vezes que entrou no “Alvalade”. Desta recorda-se porque ficou com o programa, uma outra foi para rever esse espantoso filme de Richard Brokks, “Gata em Telhado de Zinco Quente", com uma espantosa Elizabeth Taylor e um não menos espantoso Paul Newman.
Não sabe exactamente o dia em que assistiu ao "Dia da Violência" mas no programa pode ler-se que a partir das 21,15 horas do dia 14 de Novembro de 1975 o “Alvalade” passava a exibir o filme de Roger Corman, um realizador pouco amado e conhecido na História do Cinema como o “Rei da Série B”.
O filme tem uma brilhante interpretação de Shelley Winters no papel de uma mulher que, juntamente com os filhos, dirigia, na década de 30, um gang de assaltantes.
Curiosamente, apesar do trabalho de Shelley Winters , o programador, sabe-se lá porquê, dedica-se apenas a referir o actor Don Stroud .
Antes do filme era exibido o documentário “O Rapto”.
O “Alvalade” abriu as suas portas em 1953 e deixou de ser cinema, passados uns anos após o 25 de Abril, para servir de palco à histeria colectiva de uma seita religiosa.
No ano de 2003 o edifício foi demolido e hoje, a nova construção, é um aglomerado de lojas e andares para habitação e escritórios, muitos ainda por alugar.
27 de agosto de 2009
Fica um amor na sua cozinha!
Despedidas de Agosto - a festa vizinha
Por obrigações burocráticas lá tive de ir há pouco a esta localidade. Ainda bem que tal sucedeu, pois assim me lembrei de que hoje haverá ensaio para as cantorias de sábado...
Subitamente, a terra ganhou outro colorido: dois palcos no largo da igreja (um para os coralistas, outro para a fanfarra) e o recinto da feira - este com outros palcos e aparelhagens - o colorido carrossel e a pequena capela - não fotografei a igreja matriz - devidamente engalanada (nestes dias ninguém fala em crise).
Curiosamente, verifiquei que havia um post do Carlos a referir uma outra festa popular, essa mais nortenha. Penso que estas datas de finais de Agosto são como que uma despedida de Verão, embora ainda haja localidades a querer perpetuar a época com festividades no início de Setembro: na terça- feira, quando voltar a Montelavar ao fim de um ano, será difícil a concentração durante uma semana pois, durante o dia, os festeiros de S. Mateus irão manter a aparelhagem sonora ligada a fim de que não falhe nos momentos-chave.
Pergunto ainda se sabem qual o nome desta capela aqui representada e o local onde decorre a festa, pois esta coisa das adivinhas é (para mim e mais alguns, pois claro) um (benéfico) contágio:)
Para concluir, refiro datar esta capela do século XIV (podendo ser de finais de XIII) e ter como designação o nome do primeiro orago da terra cujo topónimo significa "terra fértil".
E acertaram a Ana Domingos (a festa decorre na Terrugem, Sintra) e o Z (a capela representada é a de S. Sebastião).
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