17 de março de 2011

Dança?




Almanaque Bertrand, 1938

Cimbalino

A origem do cimbalino, 1955

O verdadeiro dois em um

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Já por aqui se tem feito referência a antigos anúncios deste tónico. Ainda o recordo e, curiosamente, foi receitado por um veterinário para um cão debilitado, mascote de juventude...
O anúncio britânico de 1920 despertou a atenção por trazer à memória um antigo filme português, é que há associações inevitáveis... Conseguem estabelecer a mesma ligação e dizer quem são os intervenientes na cena? Um fácil desafio...

(legenda do postal: em 1888 mais de 3000 bares e pubs serviam este produto na Grã-Bretanha. "Beef tea" tornou-se, no início do século XX, uma bebida popular entre os praticantes de futebol)

fonte: robertopiecollection

Au bon marché

Politicamente incorrecto, 1946

Plantai árvores

Da Gazeta das Aldeias, 1939.

Bic

Em 1959, assim se publicitava a Bic.

16 de março de 2011

Voando

A Tap em 1965

Uma jovem

Reconheceis?
Revista Plateia, 1964

Maria da Fé.

Uma senhora


Adelaide João.

Todos em coro

Fico a conhecer Joaquín Xaudaró y Echau, ao ler este comic na revista Blanco Y Negro. Humor negro e acutilante. Ainda estou a rir.

Diálogo

Capitão: Senhores, foi tirado à sorte o senhor passageiro Smith, para nos servir de alimento. Porém devo avisá-los que é diabético.
Todos em coro: Para a sobremesa! Para a sobremesa!

Olhando para o chão

Em que local foi fotografado este lindo sumidouro?

Kotex

Como publicitar um produto de forma quase secreta. Não sei se o Kotex existiu em Portugal.Numa Blanco Y Negro de 192

Calber

Numa Blanco Y Negro de 1926. Anúncio à Calber.

15 de março de 2011

Uma localidade

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De seu nome... Conseguirão identificá-la?

Há quem lhes chame culturais...

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Edifícios abandonados são memórias a definhar, quase que condenadas a uma amnésia colectiva… No caso presente, algumas lembranças de juventude: evoco vagamente um espectáculo com uma banda de garagem (tinha bons músicos) na companhia de amigos…
Curiosamente e apesar de passar com frequência no local, só há pouco me dei verdadeiramente conta do estado de degradação a que se encontrava votado o edifício. Há alguns anos, cá pelo concelho, ouvi a um presidente de uma junta de freguesia que as sociedades recreativas constituíam – na sua esmagadora maioria - símbolo de mau aproveitamento na região, muitas delas não passando de amplos espaços que de «cultural» só ofereciam jogos de sueca e bailes descaracterizados de quando em vez… Acrescentaria ainda que as mais recentes ignoram inserir-se numa região considerada património mundial, ficando-se mesmo a pensar o que será isso de plano director municipal: tratar-se-á de mera sugestão? É que falamos de edificações monstruosas,  a provocar feridas na paisagem.
Não há muito, recordo uma sociedade do concelho – a de Sabugo - que tinha um grupo de teatro com tradição: tendo assistido a um ensaio e, posteriormente, a alguns dos seus trabalhos, fiquei impressionada por ver gente de todas as gerações envolvida no projecto, prescindindo as pessoas do falso conforto de serão, em pantufas ou em frente à tv … Muitas suas peças foram premiadas em mostras de teatro amador.
A que aqui se apresenta em imagem, não se inscrevendo na categoria de mamarracho, encontra-se tristemente abandonada, ostentando o letreiro de uma agência imobiliária da moda… De aspecto reluzente, só o painel em azulejo que lhe dá nome…
Soluções para dinamizar estes locais, não as irei listar, embora ainda sonhe de quando em vez (o que rapidamente se dissipa)…
Resta-me ficar atenta a este desfecho que receio fatal , perguntando se a identificam e lamentando o aspecto descurado que hoje ostenta.

Reconhecem?


Mimi Gaspar e Tomé de Barros Queiroz. Pais de Adriana Queiroz.

Negritas

Temos um grande papel na sua saúde, anúncio aos Negritas, 1971.

14 de março de 2011

A era do descartável

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De breve viagem durante as últimas férias de Verão, sou surpreendida por um hospital de bonecas e de ursos de peluche …
Não resisto a fotografar o letreiro, já que pensava ser tal «unidade de saúde» um exclusivo lisboeta.
A atitude de recuperar o que nos alimenta a memória é sempre louvável… E daqui se salta para outras reflexões e vivências de há algumas décadas. No início dos anos 70 e a visitar família em Paris, surpreendia-me o pedido « podes levar contigo estas meias para apanhar malhas? É que foram caras, são de qualidade e, quando há um azar, por cá vão directamente para o lixo»… Ainda recordo a capelista que, durante tantos anos, tinha uma sofisticada máquina (parecia-me então que assim era) para trazer às meias de senhora o seu aspecto inicial cobrando, para tal, uma irrisória quantia.
Mais tarde e em Berlim (sim, ainda havia o muro), fiquei surpreendida quando soube que muita gente de maiores dificuldades mobilava a casa com aquilo que outros deixavam junto aos contentores, só pelo capricho de renovarem a decoração, até televisores ou aparelhagens a funcionar eram atirados para fora de casa. E não se pense que eram monos aquilo de que os mais abastados se pretendiam livrar…
Acabo por concluir que no nosso cantinho já há muito aderimos ao descartável, hoje ninguém pensa em mandar arranjar meias de senhora e o mobiliário já não constitui legado através de gerações... Quanto ao hospital de bonecas, na baixa lisboeta, penso que ainda existe, mas irei confirmar.

13 de março de 2011

Um belo quiosque

Onde é?

Quiosque.
Praça de S. Paulo, em Lisboa. Pertinho da praça da Ribeira...

Domingando e adivinhando...

Reconheceis?

Rua Nova do Carvalho, sob a ponte da Rua do Alecrim.

Pela cidade fora...

Identificais?

Porta do mercado da Ribeira

Quando a noite cai

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Travessia do centro da cidade … Os vestígios de um sábado a fugir à rotina num espaço, ao cair da noite, habitualmente votado ao abandono.
Neste fim de dia o cenário é diferente: parques de estacionamento encerrados, inexistência de lugares no exterior e um resistente grupo de manifestantes na praça D. Pedro V. De relance, salta à vista um cartaz artesanal com os dizeres à primeira vista absurdos «Economia é a tua tia!»… Não se pretendendo aqui listar razões sobre o pragmatismo de alguns eventos (opiniões não são factos), avança-se com alguma dificuldade por entre um trânsito que surpreende dado o adiantado da hora… Algumas caixas gigantescas em cartão à entrada de estabelecimentos deixam imaginar que alguém (por variados motivos maltratado pela vida) pernoita no seu interior… Mais à frente, capta-se a imagem. Prédios (ainda) bonitos e ao abandono a merecer recuperação. Pensamento recorrente sempre que por aqui se passa… Quanto à rua, pergunta-se se a identificam.

Você merece a lâ

Minha lã meu amor, 1971.

Caron veste-a

Em 1971, um elucidativo anúncio da Caron. Vide pilosidade à Tony Ramos...

A banda

Estava à toa na vida
O meu amor me chamou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
A minha gente sofrida
Despediu-se da dor
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
O homem sério que contava dinheiro parou
O faroleiro que contava vantagem parou
A namorada que contava as estrelas parou
Para ver, ouvir e dar passagem
A moça triste que vivia calada sorriu
A rosa triste que vivia fechada se abriu
E a meninada toda se assanhou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
Estava à toa na vida
O meu amor me chamou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
A minha gente sofrida
Despediu-se da dor
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
O velho fraco se esqueceu do cansaço e pensou
Que ainda era moço pra sair no terraço e dançou
A moça feia debruçou na janela
Pensando que a banda tocava pra ela
A marcha alegre se espalhou na avenida e insistiu
A lua cheia que vivia escondida surgiu
Minha cidade toda se enfeitou
Pra ver a banda passar cantando coisas de amor
Mas para meu desencanto
O que era doce acabou
Tudo tomou seu lugar
Depois que a banda passou

E cada qual no seu canto
Em cada canto uma dor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor...

Chico Buarque e Fotos de António Xavier, Flama, 1971

12 de março de 2011

Um sereno olhar

Em 1951 editava o seu primeiro livro. Reconheceis este rosto?

Cores

Onde está este mural?

Miradouro da Senhora do Monte, autoria de Fred Kradolfer.

Chávenas

Alguém deixou a mesa do pequeno almoço ainda posta no banco do jardim. E fica o reflexo do fotógrafo, delineado na sombra. Cenas de sábados lisboetas.

Santa Zita

Tentei durante anos encontrá-lo. Agora compreendo a dificuldade, Era editado em papel fino e precário. Comprei-o agora num leilão na net. Tem informação preciosa sobre a sociedade e papeis sociais portugueses à época. Para já, deixo duas imagens. Ei-lo, o Almanaque de Santa Zita de 1962.

Clicar para ampliar.

11 de março de 2011

A fugir à chuva

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Uma praia em início dos anos 70. Sabem qual é o seu nome?

Um curioso par

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Algo os une: conseguirão indentificá-los?

Conversa

Conta-me a história do chafariz e  de como os lisboetas de antigamente ali se abasteciam de água. É um homem bem tratado e arranjado. A conversa deriva para o Vera Cruz e da sua viagem nos anos 50 para Angola, os tempos de agora, a crise, as reformas, a farmácia e outros assuntos mais. Tenho que quebrar a conversa, por ter que prosseguir na deambulação por Lisboa e despeço-me dele com pena de não ter mais tempo para lhe oferecer.

Raio de Sol

Só os carros estacionados estragam o conceito de pequena aldeia, onde este senhor, pelo sol envolto, se prepara para um cigarrinho...

Conversa de janela

A senhora trazia-lhe uns miminhos e o cão, em pose reclinada, aceitou-os com alegria.
Lisboa em mês de Março e um raio de sol.

Forma a Figura

Forma Fixe, elucidativo nome, publicitada em 1965.

Lisboa

Sabeis onde moram estes azulejos?

Seis famílias


Conseguem identificar estas seis famílias?
Algumas são difíceis.
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!964, Revista Mamãs e Bebés

A casa dos Parafusos

Quem resiste à Casa dos Parafusos ?

Camisas Juvenil Malhas

Uma deliciosa loja resistente...

Reconheceis?

Uma soturna rua, Regueirão dos Anjos.

10 de março de 2011

louvor da comissão para o património cultural imaterial


no começo deste ano foi publicada no diário da república a constituição de uma comissão para o património cultural imaterial.
muitas vozes se têm levantado nos últimos dias contra a falta de material apresentado pela comissão que tem como missão inventariar o imaterial.

discordo completamente!!!

esta foi uma comissão que atingiu em pleno as funções para que foi criada, mal entrou em funções.

os bens imateriais dum povo são aqueles que, vindo da tradição e da herança cultural dos povos, não se podem materializar como uma qualquer obra de arte ou obra palpável.

mas são aquelas que constituem a base dos nossos genes enquanto povo.
um dos nossos traços mais característicos e definidores enquanto povo, é a capacidade de criar comissões como azedas na primavera.
aquilo que os anglófonos definem como brainstorming quando começam a pensar em qualquer coisa, existe em português como ‘comissão para’.
e se uma comissão criada para inventariar o património cultural imaterial português colocou do topo e na primeira linha das suas obras precisamente a imaterialidade do seu próprio trabalho, é uma comissão constituída por génios.

a eles me curvo (não muito porque eles podem ter ideias parvas, já que não têm nada que fazer...)

Homens e Mulheres

Afinal os homens também liam a Crónica Feminina...1964

Madrinhas de Guerra

Um postal Oferecido pelo Zé da Loja do Mercado de Santa Clara.
Quando a Madrinha de Guerra era uma figura central na sociedade portuguesa.
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Viagens acompanhadas

A Tap em 1971 e o traço de  Augusto Cid.
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Belos painéis

Onde o encontramos?