17 de maio de 2005

Ódios

À cabeça, na fila da frente para o fuzilamento, Simone de Oliveira e Carlos do Carmo. A arrogância, a soberba, o ar pedagógico. Aquela atitude asquerosa de que eles têm mais experiência que todos os outros e, portanto, têm o verdadeiro conhecimento da vida enquanto que os outros têm umas opiniões, muito respeitáveis porém, as opiniões... Quando me lembro do Carlos do Carmo a explicar ao Milton Nascimento o que era o fado e quais os sentimentos subjacentes ao fado, como se o Milton fosse um ignorante... Ódio!

Jorge Gabriel: é o paroxismo da sonsice. Anda sempre com aquele ar de rapazinho bem comportado, noivo exemplar, o filho perfeito que todas as mães gostariam de ter... parece-me sempre um hipócrita, um sonso. Deve ter sido ele que fez com que o Carlos Cruz fosse parar ao processo Casa Pia, porque ele é quem o tem substituído na televisão: nos concursos, na publicidade aos seguros automóvel BCP, na apresentação de uma série de programas.

Famílias na praia: sim, odeio famílias na praia, tanto aquelas que pedem desculpa pelos incómodos que provocam como as que não pedem desculpa. Aliás, odeio muito mais as famílias que pedem desculpa porque ao pedirem desculpa estão à espera de alguma compreensão e ainda estão com esperanças que lhes elogiemos os filhos ou o cão. Empatia com elas nunca!!!

Odeio profundamente todas aquelas pessoas que primeiro guinam o carro para um dos lados, depois é que olham a ver se não iam batendo em nada e só depois de se desviarem à última do nosso carro é que se lembram que existe uma coisa chamada pisca-pisca. Da existência de espelhos retrovisores é que não se lembram nunca. Este ódio é maior quando essas pessoas têm o ar completo de andar de carro todos os dias e serem muito dinâmicas.

Arrumadores: napalm para cima.

(A lista de políticos de todos os quadrantes mas, sobretudo e em grande número, da esquerda omito-a porque não tenho tempo nem paciência).

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