27 de junho de 2004

IKEA

Estive na IKEA quarta feira à noite. Misto de curiosidade e de necessidade – a T fala há dois ou três posts atrás de uma doença incurável, como certos fungos – e também por passar lá perto e pensar por que não hoje? Lá conseguimos estacionar e entrar no estaminé.

Espaço agradável, gente a mais (compreensivelmente). A minha mulher, que nestas coisas tem uma argúcia certeira, resumiu bem a coisa: há dez-quinze anos teria sido um sucesso sem precedentes. Hoje é sem dúvida interessante, poderá forçar alguns preços do mercado a descer (como aconteceu com os discos e a FNAC) mas traz-nos realmente pouco que não se encontre já por cá. As cozinhas são muito bonitas, parecem de qualidade e recomendam-se. Alguns sofás com piada (apaixonei-me por um individual, sensacional para ler, pois claro). Mesas e cadeiras de sala realmente atraentes. Mobiliário de escritório decepcionante, com o seu nadir nas cadeiras de escritório, que têm um aspecto verdadeiramente rasca e são mesmo desconfortáveis – sentei-me em várias para experimentar. Estantes para livros razoáveis, mas esperava maior variedade e flexibilidade. Alguns candeeiros giros, mas já cá tínhamos outros. Uma parafernália de objectos decorativos e utilidades, seguindo manifestamente o gosto sóbrio dos nórdicos, caso dos relógios de parede, tipo repartição pública. Brinquedos de madeira deliciosos (mas já o Imaginarium etc...). O uso de bétula nórdica faz a diferença em diversos móveis e objectos, constituindo, para mim, uma das mais valias da loja. Preços consistentemente baixos.

Resumindo, à la José Quitério: algumas boas propostas, com qualidade boa a variável, recomendando-se uma revisão de parte do cardápio. Fará o paraíso de quem tiver pouco dinheiro. Julgo que a ideia era mesmo essa. Ainda bem que vieram.

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