18 de março de 2005

Do outro lado do lago

O tempo está magnífico. A praia sensacional. E tudo o resto o melhor possível.

Mas este sítio - este grupinho - é essencial. E nao é esquecido.

Beijos e abracos de Punta Cana. Fotos prometidas a partir de Segunda feira.
:-)

Já que aqui estou(II)...

… e a propósito do tema proposto pelo Carlos. E para amenizar… aqui deixo um poema que encontrei de Juan del Enzina (ahhh Google, quanto vales…), do qual gostei muito:

Ojos garzos ha la niña:
¡quién ge los namoraría!
Son tan bellos y tan bivos

que a todos tienen cativos,
mas muéstralos tan esquivos
que roban el alegría.

Roban el plazer y gloria,
los sentidos y memoria;
de todos llean vitoria
con su gentil galanía.
Con su gentil gentileza
ponen fe con más firmeza
hazen bivir en tristeza
al que alegre ser solía.
No hay ninguno que los vea
que su cativo no sea.
Todo el mundo los dessea
contemplar de noche y día.

… Aproveito, e não posso de lembrar aqui um dos sonetos de Camões de que mais gosto:

Tanto de meu estado me acho incerto,
Que em vivo ardor tremendo estou de frio;
Sem causa, juntamente choro e rio;
O mundo todo abarco e nada aperto.


É tudo quanto sinto um desconcerto;
Da alma um fogo me sai, da vista um rio;
Agora espero, agora desconfio,
Agora desvario, agora acerto.


Estando em terra, chego ao Céu voando;
Nũa hora acho mil anos, e é de jeito
Que em mil anos não posso achar ũa hora.


Se me pergunta alguém porque assim ando,
Respondo que não sei; porém suspeito
Que só porque vos vi, minha Senhora.


PP: Há bocado, fui buscar a minha filha ao teatro Lethes (uma pérola!). Enquanto ia de caminho pensava: A Gena vai ao teatro e eu fico em casa a olhar pró computador! Ahh, paulito… onde chegaste tu!

17 de março de 2005

Acho que o blogspot hoje anda ensandecido.
Ok, o dia hoje cheirou a morangos e maçãs.
Está um calor que não é de Inverno. Apeteceu mar.
E todas as irrelevâncias e não entendimentos se desvanecem neste estar cheiroso, embalados na rua com muita gente ruidosa e acolhedora.
Espero que este post permaneça. ao contrário do outro que desapareceu nas brumas de Avalon. E eu nem aprecio essse aspecto da Marion.


O Comentário do COISAS:

Nada tenho contra os que para cá vêm por bem, para trabalhar, para fazer pela vida, como aliás o fazem muitos portugueses por esse mundo fora. Agora, PEDIR DESCULPAS, pelo povo português, como o PR, fez, pelos erros de meia dúzia de pessoas sem escrúpulos que prevaricam? Francamente Dr. Sampaio, não o vi tomar decisões no sentido de acabar com a situação, nem lhe conheço posições objectivas (antes pelo contrário, de si só conheço subjectividade).
Falar, todos falam e muito bem; medidas é que não se vislumbram.Pois, é que isto de tomar medidas para dar condições aos que já cá estão, sem fechar as portas aos que querem entrar, tendo-se assim uma pescadinha de rabo na boca, é tomar medidas impopulares e ali está um manancial de votos em futuras eleições.

Mais vale cair em graça que ser-se engraçado. Aliás, não é à toa que os Imigrantes são estandartes (eu diria títeres) de determinados sectores da vida socio-política deste país, à qual não há um mínimo de interesse que as coisas se resolvam a curto ou médio prazo. Depois vão gritar contra quê? Nunca vi uma lei, ou mesmo um projecto de legalização que fosse considerado positivo. Todos são redutores, castradores... Merda, nada se faz bem neste país... quantas regualarizações extraordinárias já se fizeram neste país?

É que quando os números só são vistos do ponto de vista de um dos lados da questão, alguém no meio disto tem de pagar a factura e fazer de mau-da-fita.

Dr. Sampaio, tenho pena de não o ver chorar, ou pedir desculpas a quantos estiveram na Guerra Colonial, contra a sua vontade. Será que são uma vergonha para si?
Aos Americanos ainda é explicável o que sucede com os militares que estiveram no Vietname; a esmagadora maioria foi voluntáriamente para lá e acabam por ser "malditos" para os seus pares. Aqui, não, foi o Estado (sei que não era o seu), quem mandou para lá tantos, na maioria contra a sua vontade; mas hoje está à cabeça do Estado e esse é Portugal e não o vejo defender com determinação, quando o seu nome é pisoteado lá fora.

Faz o que convém... quando lhe convém, não é?


P.S.: Já agora vá pedir desculpa a tantos desgraçados deste país que esperam por uma habitação condigna há mais de 20 anos e até hoje têm levado negas. Eu compreendo o que se passa (até vão dizer que sou mais um xenófobo), mas quem faz entender a essa gente o porquê desta situação?? Depois não querem que digam que está a aumentar a animosidade para com os estrangeiros. Ainda não está bem como noutros lados, mas a coisa está mesmo a por-se a preceito.

A diferença entre ser-se popular e ser-se "popularucho", é que a primeira é um predicado expontâneo e o segundo é resultado de pura cosmética política.

Alguma Aleatoriedade

Os melhores livros são os sugeridos por amigos. Os melhores discos são os comprados ao acaso. Os melhores filmes são os vistos por engano ao entrar na outra sala.

Fumo sem Fazer Fogo

Fiz colecção de perfumes. Dragostea Din Tei traz-me boas recordações. Oiço muito Robbie Williams. Tenho o cd dos Scissor Sisters. Não deixo pêlos no lavatório. Vou a um cabeleireiro unissexo e quem me corta o cabelo é brasileiro. As minhas unhas andam limpas. Já tive uns ténis Adidas... de pano!

Obviamente, nada disto é conclusivo.

Multi Comments 10.

Capitão, comissário de bordo, médico, bartender e anotadora/relações públicas (e mais tarde aparece a filha do capitão): excelente equipa. "Welcome aboard" também fazia parte da letra da canção do genérico. E o Andy warhol pintava o cabelo!

Liberalizar ainda que minimalisticamente um segmentozinho de um mercado já é alguma coisa. Liberalizar a sério e enfrentar a sério os lobbies que impedem a concorrência, sustêm preços elevados e prejudicam o Zé Povinho e as contas públicas: não acredito que estes socialistas com maioria absoluta tenham coragem para isso [vacilei 30 segundos entre "colhões" e "tomates" e optei pela palavra apropriada e não machista: tou a ficar de esquerda].

A questão das secretarias de Estado: não me parece que seja funcional ter um gabinete num sítio e tudo o resto noutro lado qualquer. Podemos contestar Lisboa como capital, talvez devesse ser outro sítio qualquer para variar, mas não me parece razoável contestar a necessidade de os serviços centrais estarem centralizados num mesmo ponto a que se dá o nome de "capital". A Loja do Cidadão é um sucesso precisamente porque... concentra tudo num mesmo sítio! A internet e a teleconferência não resolvem tudo, o cara-a-cara e as pessoas ao pé da mão, no gabinete ao lado, dão muito jeito. E descentralizar não é espalhar geograficamente as instalações físicas do poder da administração central: descentralizar é retirar poder à administração central e atribuí-lo à administração local. Repartições em Lisboa ou em Freixo-de-Espada-à-Cinta é uma questão de cadeiras, mesas e paredes, não é uma questão de política.

Até agora o novo Governo agiu bem no pouco ou nada que fez (excepto a parte da campanha eleitoral, sem propostas concretas e sem vontade para se comprometer). O Constâncio socialista e o Campos e Cunha socialista é que me preocupam cada vez mais com a questão da subida de impostos. Continuo a defender que vender prédios do Estado prejudica menos do que subir impostos. Aliás, mesmo que não houvesse défice, o Estado tem mais é que vender os prédios.

Um dos grandes mistérios que me preocupa o espírito há muitos anos é o da decisão "colar ou aparafusar?". (Os outros mistérios incluem, por exemplo, que são muitos!, porque é que a minha professora da primária disse que as estrelas eram astros fixos, a lubrificação vaginal é produzida por glândulas ou outros órgãos instalados em que sítio e abrem exactamente por onde e para onde, porque não se ensina nas escolas a Primeira República e as guerras europeias/mundiais antes da Primeira Guerra Mundial). Os vidros eléctricos do meu carro não funcionam porque depois de os colar mais de uma vez cada um, descolavam sempre e foi-me assegurado que não era possível aparafusá-los aos "elevadores". E acho extraordinário como é que as guitarras não se descolam todas, tendo em conta as forças que actuam por todo o seu corpo. E no entanto, se não fossem as diferentes tonalidades e o desenho natural da madeira, diria que uma guitarra é composta por uma só peça.

Imagino o Tom Waits médico pediatra, a receitar um uisquizinho para aquecer os miúdos no Inverno.

Devia haver Ursos de Ouro portugueses para os melhores blogadores que se publicam exclusivamente através dos seus blogs. Ou seja, jornalistas e opinion makers que dispõem de outros meios de publicação não participariam nesse concurso.

semana juan del enzina, parte 4

para que a nossa leonesa que só fala castelhano não me chame mais nomes e não me rogue mais pragas, hoje isto vai em versão mais legível, embora um pouco mais hardcore.

é quase impossível cantar esta música sem um imenso riso interior.

o texto nas peças cantadas (e principalmente nas cantadas em linguagem não corrente) é, a maior parte das vezes, imperceptível na sua totalidade.
no ouvido das pessoas fica apenas o texto da parte a que hoje chamamos refrão.
por isso esta canção parece aos seus ouvintes uma peça sobre pássaros.

cucu, cucu, cucucu
cucu, cucu, cucucu
guarda non lo seas tu
compadre debes saber
que la mas buena muger
ravia siempre por hoder
harta bien la tuya tu
compadre as de guardar
para nunca encornudar
si tu muger sale a mear
sal junto con ella tu
compadre guarte del cuerno
en verano y en invierno
que aunque te parezca tierno
duro le hallarás tu

a propósito do juan del enzina escreveu o nosso garcia de resende:

e vimos singularmente
fazer representações.
d'estilo mui eloqüuente,
de mui novas invenções:
ele foi quem inventou
isto cá, é o usou
com mais graça e mais doutrina,
posto que joam del enzina
o pastoril começou

se é pacífico que o teatro espanhol começou com o juan del enzina e se á bastante consensual que gil vicente foi imensamente influenciado por ele, a importância deste senhor para a nossa cultura é bem maior do que nos poderá parecer à primeira vista.

Assim a modos que a pensar.

16 de março de 2005

Não-dias

Hoje foi quarta-feira, descansei. Este é o tal dia de que gosto desde há muito tempo, tanto que já nem sei bem porquê… e, actualmente, continuo a gostar. Descanso.
Na segunda-feira estive de banco. Na terça, devido às férias de um colega meu, estive de prevenção: que afinal acabou por se transformar em presença física até às cinco e tal da tarde.
Nestes dias a Urgência esteve particularmente caótica. Por razões que a razão desconhece foram-se, paulatinamente, acumulando doentes e doentes... e doentes. Além dos 12 doentes habitualmente internados em SO (Serviço de Observação), que é o local onde permanecem (por um período tão curto quanto possível…) os doentes mais instáveis e sujeitos a uma vigilância apertada - médica e de enfermagem -, estiveram internados no chamado "SO-corredor" cerca de 40 doentes por dia. Estes amontoam-se em macas alinhadas ao longo dos estreitos corredores e, a pouca observação que têm, vai pouco além das breve olhadelas de quem por lá passa. Isto tudo, para lá do ineterrupto trânsito de cadeirinhas e macas na zona dos Balcões.
E eu ainda me posso dar por feliz, não "vivo" na Urgência. Só lá vou quando sou chamado a opinar ou observar algum doente da minha área… e nestes dias chamaram muito. Infelizes, sim, os que lá têm que estar em permanência.
Mas quando lá vou é penoso.
E penoso não é ter que observar, avaliar e decidir a melhor atitude possível, face a um determinado caso. Isso pode ser só mais ou menos trabalhoso, exigir maior ou menor esforço, mas é a minha função. Penoso é tudo o que temos que fazer para poder executar essa função: o ninguém saber o que peguntamos e a constante resposta "não sei… pergunte ao Zé"; o não saber onde está o processo do doente ou a folha de registos de enfermagem… e ter que os procurar sabe-se lá onde; o não saber se o resultado da análise já chegou e ninguém se importar com isso… ou até saber se a colheita de sangue foi efectivamente feita; o conseguir alguém que transporte o doente para realizar um exame, que leve um mero pedido de transfusão ou apenas que dê uma simples injecção.
O penoso é, às vezes, tentar descobrir onde está o doente, e não o conseguir. Na segunda-feira "perdi" um doente: observei o Sr. Nicolau cerca da dez da manhã… como a história de hemorragia digestiva era duvidosa, tinha dor abdominal e o Rx era manhoso, solicitei observação por cirurgia; antes do almoço o colega disse-me que o estavam a avaliar e iam repetir o Rx; depois do almoço disseram-me que o doente não tinha nada cirúrgico e voltara ao Balcão; por volta das quatro da tarde perguntei no Balcão onde estava o Sr. Nicolau… o enfermeiro não sabia quem era, nenhum dos médico fazia a mínima ideia onde poderia estar e, no secretariado, não estava registada qualquer alta: "talvez naquele monte de fichas que falta introduzir", disseram-me… No corredor não estava, o Sr. Nicolau, desapareceu!
Ontem, eram cinco horas da tarde e estava cansado, mesmo muito cansado. Uma sensação de total esvaziamento e uma única vontade: sair dali o mais depressa possível e só voltar se me telefonassem. Enquanto esperava, junto à porta do balcão, por qualquer coisa de que já nem me lembro, dirige-se a mim um doente que nunca tinha visto, e diz de rompante:
- Mas será possível estar aqui há seis horas à espera de um resultado…?
- Se você está, é porque é possível… - retorqui.
- ...
Ele não merecia isto. Eu também não.

PP: está a dar o Império do Sol na RTP1

Já que aqui estou...

... aproveito para deixar três notas:

- Encontro alguém que disse o que eu gostava de dizer sobre os bombeiros: o Maradona.

- Estão prestes a ser atribuídos os Blogoscares deste ano. Inacreditavelmente (mais... inqualificavelmente!) ninguém desta humilde casa foi nomeado. Ahh, mundo... para onde caminhas tu?

- Em África, as nossas audiências andam péssimas. Temos que fazer qualquer coisa!

Hoist that rag

A banda sonora de hoje é patrocinada por um blog aqui ao lado, o tal da semana dedicada ao Tom Waits



semana juan del enzina, parte 3

semana juan del enzina, parte 3

esta é uma daquelas canções (na verdade um excerto da écloga 8, do seu cancionero de 1496) que são um convite claro ao gozo da vida.
para que a gozemos, porque as desgraças vêm sem que as chamemos.

não se poupem nisso...



gasajémonos de huzia,
qu'el pesar
viénese sin le buscar.
gasajemos esta vida,
descruziemos del trabajo;
quien pudiere haver gasajo,
del cordojo se despida.
!dele, dele despedida.
qu'el pesar
viénese sin le buscar!
busquemos los gasajados.
despidamos los enojos;
los que se dan a cordojos
muy presto son debrocados

15 de março de 2005

Primeira(s) medida(s)

E o governo, cheio de tesão e sangue fresco na guelra, lá arrancou.
É evidente que, pelas primeiras impressões, nada se pode avaliar ou perceber com clareza. Mas, mesmo assim caímos frequentemente na tentação de uma avaliação permatura e, muitas vezes apercebemo-nos, tempos depois, que estávamos redondamente enganados. Ora, para não fugir à regra, vou cair em tentação.
Considero que a primeira medida anunciada, com pompa e circunstância, foi extemporânea e desenquadrada. Refiro-me, claro, à decisão de liberalizar a venda de medicamentos isentos de receita médica, tornando possível a sua comercialização em supermercados. Não que a considere errada: este tipo de medicamentos é de uso e conhecimento comum, já é comprado livremente em qualquer farmácia (habitaualmente sem o mínimo de aconselhamento técnico) e, por fim, este sistema já é utilizado em muitos paises europeus. Mas é extemporânea porque foi praticamente a primeira decisão de fundo anunciada pelo nosso filósofo: como se fosse a notícia que todos precisávamos de ouvir, e não é. Como se fosse a medida que vai, finalmente, endireitar cá a choldra, e não é. E é desenquadrada porque não vem acompanhada de nenhuma outra acção no campo da saúde: e existem muitas outras, e muito mais importantes que esta.
Deu-me ideia de uma coisa avulsa, tipo "cagou, pensou e falou..."
E vai desencadear um braço-de-ferro com a ANF... o que não bom augúrio! vidé aqui...

Além disso, continua-se no habitual faz-e-desfaz. Se a opção de espalhar Secretarias de Estado pelo país foi peregrina e com pouco, ou nenhum, contributo prático para a ambicionada descentralização, esta súbita decisão de, pura e simplesmente, fechar as portas e voltar em marcha forçada para Lisboa cheira muito a "vamos lá fazer o contrário deles"... Parece-me que o lógico seria dar um período adequado, para perceber o bom ou mau funcionamento da coisa, e depois decidir.

Mas como disse, são apenas primeiras impressões, retratos ainda desfocados. Temos quatro (ou oito) anos para ver...

PP: No jantar tinham-me garantido que o Santana ia voltar à CML... não acreditei. Pois!

15 de Março

Terminou o prazo de entrega dos resumos...
Estou livre daquilo..., livre..., liiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiivreeeeeeeeeeeeeeeeeeee!!
Ahh, que alívio!

ORA VEJAM LÁ ESTA...

http://www.portugalnoseumelhor.com/?showpic=3784

semana de juan del enzina, parte 2

esta é uma daquelas canções em que as alusões sexuais são por demais evidentes e obvias.
aqui o caldeireiro francês propoe-se a 'vos pondré una clave dentro'; 'tapar los ajuger'. jura 'a la san de di (deus)' que a senhora não encontrará em frança outro igual a ele que ''pondrá en la clavera un gros y gentil ponsón' que para facilitar a coisa vai 'untar ben el batán'
para um padre de léon, dispo e chefe musical do papa leão X (jean de medicis) a coisa não está mal de todo...
oremos pois, irmãos
caldero y llave, madona
jur'a di, per vos amar
je voleu vo'l adobar.

je vos pondré una clave
dentro de vostra serralla,
que romperá una muralla
nin jamay no se destrave.
per mo foy, que donde trave,
según es mon ferramén,
que vos quedar ben contén,
que no me posa olvidar

j'he a tapar los agujer
de toda la casa vostra
con la ferramenta nostra,
sin que me donar diner,
no trovaréis calderer
que vos sirva como a mí
que, juro a la cor de di,
ge faroy lo que mandar

juro a la san de di,
si la mia pena conortas,
de serrar las vostras portas
sin que des maravedi.
per ma foy, que ge me oblí
de vos fazer tal visoña
qu'en lo país de borgoña
non trovéis otro mi par

y pondrás en la clavera
un gros y gentil ponsón,
qu'en lo país de aviñon
non la haya tal fuslera;
y para la delantera,
porque vai ben solsada,
que aunque dé gran martillada,
que non se pose doblar.

je farás con mis martillos,
señora, si ben escoltas,
clave que de cuatre voltas
bien cierre vostros pestillos,
j'he l'abrito sin sentillos,
y que dé la volta espetera
je vos pondrás una cuchar.

mo he clavar mostro molín
y untar ben el batán,
sin que des pedás de pan
nin torresne de tosín.
y mon criate joanín
portarávos cosas tan bellas
qu'entre todas las donzelas
vos serés más de mirar.

14 de março de 2005

The loooooooooove boaaaaaaaaaaaaaaaaaaaat

Eu e a T lembrámo-nos desta série “maravilha” dos anos 80.
E aqui fica a letra para uma pequena sessão de karaoke blogal

The Love Boat

Love, exciting and new
Come Aboard. We're expecting you.
Love, life's sweetest reward.
Let it flow, it floats back to you.

Love Boat soon will be making another run
The Love Boat promises something for everyone
Set a course for adventure,
Your mind on a new romance.

Love won't hurt anymore
It's an open smile on a friendly shore.
Yes LOOOOOOOOOOOOOOOVE! It's LOOOOOOOOOOOOOOOVE! (hey-ah!)

Love Boat soon will be making another run
The Love Boat promises something for everyone
Set a course for adventure,
Your mind on a new romance.

Love won't hurt anymore
It's an open smile on a friendly shore.
It's LOOOOOOOOOOOOOOOVE! It's LOOOOOOOOOOOOOOOVE! It's
LOOOOOOOOOOOVE!
It's the Love Boat-ah! It's the Love Boat-ah!





a título de curiosidade, sabiam que o Andy Warhol entrou num dos episódios?





Dedicado ao Tiago:)

John Carpenter's Christine

Directed by John Carpenter
Written by Bill Phillips
Based upon the novel Christine by Stephen King
Starring Keith Gordon, John Stockwell, Alexandra Paul, and Harry Dean Stanton
100 minutes. Rated R. Original aspect ratio: 2.35:1. 1983




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