I told the stars above,
about the one i love,
i told the morning sun,
yeah, i´m telling everyone
É triste o final de uma paixão,
eclipse total do coração,
é por isso que eu abraço essa saudade,
eu abraço a solidão
I'll put on a movie, i'll play something groovy as a matter of service.
And i'll chuckle when you smile as a matter of love.
'Cause you know it's not my style to be giving up now.
And this pain in my side, I had enough.
10 de junho de 2004
Confesso...
... que a urticária do g2 me fez comichão.
Ora, admitindo que a expressão é uma locução adverbial de tempo, à bocado faria sentido, como à tarde, à noite, às três horas. Mas teria que haver concordância no género, logo ficaria ao bocado, o que já não faz sentido nenhum. Portanto, neste caso usa-se o tempo verbal, como em há pouco, há três horas, etc... Confesso, assim, a minha ignorância e dou a mão à palmatória: é há bocado.
Mas, no fundo, o que me fez aqui vir postar a estas horas, foi uma pérola que encontrei, por mero acaso, durante as minhas pesquisas. Não sei porquê, mas lembrei-me logo do g2. Aqui a deixo, dedicada a ele e a todo o pessoal do norte!
Caralho
"Afonso Praça escreveu um "Novo Dicionário de Calão" que merece compra, consulta e leitura. Não é obra perfeita. Existem falhas. A maior delas encontra-se na pág. 61 e respectiva definição de "caralho".
Ouçamos: "Termo chulo para designar o pénis; usa-se também como expressão de irritação ou revolta".
Certo. Parcialmente certo. Mas só parcialmente. Afonso Praça não teve cuidado com os regionalismos. Não olhou, por exemplo, para o Porto. O "caralho" do Porto não é um "caralho" qualquer. Nem sequer é expressão de "irritação" ou "revolta". O "caralho" do Porto não agride. É um "caralho" meigo, nobre, íntimo, expressão sincera de amizade. No Porto, quando ouvirem chamar pelo "caralho", convém olhar para trás. O "caralho" podemos ser nós. O "caralho" é um tratamento entre amigos que se amam e respeitam. Como "caralho" que são. Ser um "caralho" é ser amigo de alguém.
No fundo, é ser amigo de um outro "caralho". Aliás, a expressão tem um significado tão profundo, que é sempre acompanhada de um possessivo.
Ninguém é, simplesmente, "caralho". Quando um portuense chama o "caralho" do amigo, trata-o sempre por "meu caralho", ou "seu caralho". Há um sentido de posse entre "caralho". Os "caralho" pertencem-se.
- Onde é que andaste, meu "caralho"?
- Por aí a pastar. E tu, seu "caralho"?
Claro que existem excepções. Nem toda a gente chega ao estatuto de "caralho". No Porto existem também os "caralhos" em potência: são os "caralhotes" (que Afonso Praça igualmente esquece). Um "caralhote" é alguém que tem todas as condições para ser "caralho" mas ainda não chegou lá.
Talvez com a idade. Talvez com a experiência. Ou talvez nunca. Um "caralhote" pode transformar-se em "caralho" - ou não. Se falhar, não fica "caralho" - isso é que era doce! Se falhar na carreira da "caralhice", torna-se na mais reles espécie de "caralho" que existe sobre a Terra. Torna-se azedo. Pulha. Inimigo do seu amigo.Transforma-se num "caralhão".
- Quem é aquele "caralho"?
- Aquele "caralho"? Aquele "caralho" é um "caralhão" de primeira. Nem te conto.
O ideal, portanto, é começar por ser "caralhote" e dar o salto para o "caralho", fugindo dos "caralhões". E como é que isso se faz? Eu só conheço uma maneira: evitando "encaralhar"."
Tenho dito....
(Autor anónimo)
Ora, admitindo que a expressão é uma locução adverbial de tempo, à bocado faria sentido, como à tarde, à noite, às três horas. Mas teria que haver concordância no género, logo ficaria ao bocado, o que já não faz sentido nenhum. Portanto, neste caso usa-se o tempo verbal, como em há pouco, há três horas, etc... Confesso, assim, a minha ignorância e dou a mão à palmatória: é há bocado.
Mas, no fundo, o que me fez aqui vir postar a estas horas, foi uma pérola que encontrei, por mero acaso, durante as minhas pesquisas. Não sei porquê, mas lembrei-me logo do g2. Aqui a deixo, dedicada a ele e a todo o pessoal do norte!
Caralho
"Afonso Praça escreveu um "Novo Dicionário de Calão" que merece compra, consulta e leitura. Não é obra perfeita. Existem falhas. A maior delas encontra-se na pág. 61 e respectiva definição de "caralho".
Ouçamos: "Termo chulo para designar o pénis; usa-se também como expressão de irritação ou revolta".
Certo. Parcialmente certo. Mas só parcialmente. Afonso Praça não teve cuidado com os regionalismos. Não olhou, por exemplo, para o Porto. O "caralho" do Porto não é um "caralho" qualquer. Nem sequer é expressão de "irritação" ou "revolta". O "caralho" do Porto não agride. É um "caralho" meigo, nobre, íntimo, expressão sincera de amizade. No Porto, quando ouvirem chamar pelo "caralho", convém olhar para trás. O "caralho" podemos ser nós. O "caralho" é um tratamento entre amigos que se amam e respeitam. Como "caralho" que são. Ser um "caralho" é ser amigo de alguém.
No fundo, é ser amigo de um outro "caralho". Aliás, a expressão tem um significado tão profundo, que é sempre acompanhada de um possessivo.
Ninguém é, simplesmente, "caralho". Quando um portuense chama o "caralho" do amigo, trata-o sempre por "meu caralho", ou "seu caralho". Há um sentido de posse entre "caralho". Os "caralho" pertencem-se.
- Onde é que andaste, meu "caralho"?
- Por aí a pastar. E tu, seu "caralho"?
Claro que existem excepções. Nem toda a gente chega ao estatuto de "caralho". No Porto existem também os "caralhos" em potência: são os "caralhotes" (que Afonso Praça igualmente esquece). Um "caralhote" é alguém que tem todas as condições para ser "caralho" mas ainda não chegou lá.
Talvez com a idade. Talvez com a experiência. Ou talvez nunca. Um "caralhote" pode transformar-se em "caralho" - ou não. Se falhar, não fica "caralho" - isso é que era doce! Se falhar na carreira da "caralhice", torna-se na mais reles espécie de "caralho" que existe sobre a Terra. Torna-se azedo. Pulha. Inimigo do seu amigo.Transforma-se num "caralhão".
- Quem é aquele "caralho"?
- Aquele "caralho"? Aquele "caralho" é um "caralhão" de primeira. Nem te conto.
O ideal, portanto, é começar por ser "caralhote" e dar o salto para o "caralho", fugindo dos "caralhões". E como é que isso se faz? Eu só conheço uma maneira: evitando "encaralhar"."
Tenho dito....
(Autor anónimo)
9 de junho de 2004
Probeeeemas
Só para avisar a malta que o pc não anda a funceminar bem, tenham paciência.
"A programação habitual seguirá dentro de momentos"
Até a uns dias.
"A programação habitual seguirá dentro de momentos"
Até a uns dias.
Bifanatismos
Eu sou o fan número um em Portugal dos Skank. É dos meus grupos favoritos. É uma banda óptima, daquelas em que todas as músicas de cada cd são muito boas.
Eu sou o fan número um em Portugal dos chocolates Ritter Sport. Estes chocolates são um absoluto de tudo.
Eu sou o fan número um em Portugal dos chocolates Ritter Sport. Estes chocolates são um absoluto de tudo.
Multi Comments
Não concordo que se utilizem as emoções das pessoas para orientá-las a um determinado fim mesmo que o fim seja bom. Aliás, não concordo que se orientem as pessoas. Informá-las sim, manipulá-las não.
Não votar não tira capacidade de crítica mas tira alguma legitimidade de crítica. Mas concordo em absoluto (e até atiro foguetes, pois é raro conhecer alguém que pensa assim em Portugal, e pensar assim é importante) mas concordo em absoluto (dizia eu) que basta contribuir, basta pagar impostos para se ter legitimidade de criticar pelo menos a política que diz respeito às receitas e às despesas.
É importante notar que aqueles em quem não votámos têm legitimidade para governar também a nós e que nós temos igualmente legitimidade para lhes pedir contas e legitimidade para exigir que eles nos representem bem (ainda que, como é claro, não fará sentido exigir que governem segundo uma ideologia que não seja a deles).
Feira do Livro: para mim a Feira aproveita-se à balda, de improviso, à deriva. E a piada é chegar a casa com coisas de que nunca se tinha ouvido falar. E se este ano não encontrámos o livro tal, fica para a próxima.
Obrigado T por me convidares ontem para os caracóis mas eu só li agora. A Errezinha não é frágil, confirmo e assino por baixo.
Não votar não tira capacidade de crítica mas tira alguma legitimidade de crítica. Mas concordo em absoluto (e até atiro foguetes, pois é raro conhecer alguém que pensa assim em Portugal, e pensar assim é importante) mas concordo em absoluto (dizia eu) que basta contribuir, basta pagar impostos para se ter legitimidade de criticar pelo menos a política que diz respeito às receitas e às despesas.
É importante notar que aqueles em quem não votámos têm legitimidade para governar também a nós e que nós temos igualmente legitimidade para lhes pedir contas e legitimidade para exigir que eles nos representem bem (ainda que, como é claro, não fará sentido exigir que governem segundo uma ideologia que não seja a deles).
Feira do Livro: para mim a Feira aproveita-se à balda, de improviso, à deriva. E a piada é chegar a casa com coisas de que nunca se tinha ouvido falar. E se este ano não encontrámos o livro tal, fica para a próxima.
Obrigado T por me convidares ontem para os caracóis mas eu só li agora. A Errezinha não é frágil, confirmo e assino por baixo.
Coisas abruptas
Ouvi, à bocado, a notícia.
Vi, mesmo agora, imagens na televisão.
Fez-me impressão: parecia, no meio daquela peixeirada toda, que o homem já não estava lá.
Vi, mesmo agora, imagens na televisão.
Fez-me impressão: parecia, no meio daquela peixeirada toda, que o homem já não estava lá.
Fim-de-semana especial...
Aproxima-se um fim-de-semana verdadeiramente especial e fora do comum. Não bastava termos o início do Euro, dá-se agora este acontecimento trágico que vai marcar as eleições para o Parlamento Europeu. Os (Tele)jornais não vão ter mãos a medir...
Irritações
Adoro a irritação alheia. "Toca-se" em alguém e provoca-se irritação. Diz-se algo que não se espera e lá está o vizinho do lado aos saltos. É tão bom. Diria, apenas para irritar, que se trata de um dos orgasmos mais bem conseguidos. Apenas porque perdura no tempo... claro.
Mas tenho um problema grave: como não existo não posso provocar irritação. O que levanta logo outro problema. Fico ansioso pela falta de um bela sensação de orgasmo que dure, pelo menos 24 horas.
Daí a concluir que que sou um homem cheio de problemas vai um passo. O segundo passo é ter pena de mim. E o seguinte é começar a usar o vernáculo para me exprimir.
Estou entre estes três passos. Logo, não estou em lado nenhum.
Que irritação.
Mas tenho um problema grave: como não existo não posso provocar irritação. O que levanta logo outro problema. Fico ansioso pela falta de um bela sensação de orgasmo que dure, pelo menos 24 horas.
Daí a concluir que que sou um homem cheio de problemas vai um passo. O segundo passo é ter pena de mim. E o seguinte é começar a usar o vernáculo para me exprimir.
Estou entre estes três passos. Logo, não estou em lado nenhum.
Que irritação.
relax, don't do it...
ainda faltam mais de 4 horas para o exame que vou fazer... oh... tanto tempo que ainda tenho...
Feira do livro
Como abordar a feira do livro:
- divide-se a feira em 4 corredores com bancas de ambos os lados
- dependendo do tempo disponivel percorre-se com atenção, cada corredor (Nota: demora-se 1 hora a 1 hora e meia por corredor, o que vai implicar ir à feira mais do que uma vez)
- só se compra os livros que queremos se forem livros do dia, pois o objectivo é guardar todas as compras para o fim (dá para fazer melhor as contas de quanto é que vai ser a enormidade de dinheiro que se vai gastar)
- assinala-se no esquema da feira obtido no 1º dia de visita, as bancas onde existem livros a comprar, nomeadamente, o nome do livro, autor e preço
- por mais tentador que seja, não se come massa frita afogada em oleo e açucar... mas pode comer-se um geladinho!
Normalmente, durante o ano, vou fazendo uma lista de livros que quero comprar mas este ano, por força das circunstâncias, tal não aconteceu. Por isso, meninas e meninos, aceitam-se sugestões de livros.
- divide-se a feira em 4 corredores com bancas de ambos os lados
- dependendo do tempo disponivel percorre-se com atenção, cada corredor (Nota: demora-se 1 hora a 1 hora e meia por corredor, o que vai implicar ir à feira mais do que uma vez)
- só se compra os livros que queremos se forem livros do dia, pois o objectivo é guardar todas as compras para o fim (dá para fazer melhor as contas de quanto é que vai ser a enormidade de dinheiro que se vai gastar)
- assinala-se no esquema da feira obtido no 1º dia de visita, as bancas onde existem livros a comprar, nomeadamente, o nome do livro, autor e preço
- por mais tentador que seja, não se come massa frita afogada em oleo e açucar... mas pode comer-se um geladinho!
Normalmente, durante o ano, vou fazendo uma lista de livros que quero comprar mas este ano, por força das circunstâncias, tal não aconteceu. Por isso, meninas e meninos, aceitam-se sugestões de livros.
8 de junho de 2004
"era para oferecer-lhe uma viagem ao seu dinheiro: da sua carteira para o meu bolso"
acabou de me telefonar um brasuca qualquer a tentar oferecer uma prémio qualquer que não tem, por um questionário qualquer que não fiz. Bem... consegui superar-me, chatiei tanto o gajo que acabou por ser ele a desligar-me o telefone na cara... isto não acontece todos os dias.
Fecho de dia
Estou muito contente com as observações aos meus devaneios literários. Gosto particularmente da veemência com que algumas palavras são ditas. Mas o dia vai acabar. Chegou a hora de arrumar os meus livros e os papéis dos outros e descansar sobre as vitórias alcançadas no dia de hoje. E uma dessas vitórias foi ter sido insultado por alguns de vós.
Muito e muito obrigado pela atenção dispensada.
Muito e muito obrigado pela atenção dispensada.
Telemóvel (parte2)...
Bom...depois de o g2 ter atendido o telemóvel...do outro lado o que se ouviu foi isto...
anyway...
Sim é verdade, morri... mas não queria maçar ninguém com isso.
P.S.: já conheci o senhor.
P.S.D.: quando acabar a época de exames voltarei a participar com mais frequência.
P.S.: já conheci o senhor.
P.S.D.: quando acabar a época de exames voltarei a participar com mais frequência.
E este quem é?
Descobri hoje que só acho giros os gajos mortos:(
Grrrrrrrrr
Nota: Pra não chamarem mais nomes ao mocinho, que morreu há pouco tempo, é o David Hemmings o tal fotógrafo do Blow Up Do Antonioni.
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