17 de novembro de 2004

Dia Nacional do Não Fumador

É hoje.

Sem fundamentalismos, algumas considerações:

1.
Fumar nos dias de hoje, com tudo o que se sabe sobre o assunto, é a demonstração de que a dependência do tabaco se torna rapidamente em doença.

2.
Os administradores da Tabaqueira, da Philip Morris e afins são moralmente iguais aos piores capangas dos cartéis das drogas duras.

3.
A hipocrisia como raison d'état continua prevalente.

4.
Cada um tem o direito de se suicidar como entende.

5.
Todos temos o dever moral de educar as crianças, violadas diariamente no seu direito elementar de crescerem saudáveis pelas campanhas glamourizando o tabaco.

6.
A luta continua.

No PÚBLICO de hoje.

"Ministros vestidos de "heróis do mar"
A reunião do Conselho de Ministros foi preparada com a ajuda de uam agência de comunicação , a Bairro Alto, contratada pelo Governo para organizar uma série de iniciativas relacionadas com o mar. À entrada do navio-escola "Sagres", os membros do Governo receberam um casaco impermeável azul-escuro para parecerem ambientados ao cenário. Bandeiras azuis decoravam o Cais da Princesa. Aos jornalisats foram distribuídos binóculos com o "slogan" "Novos heróis do mar", que os ministros também ostentavam nos casacos azuis escuros."
Assim vão as glórias do país.

é para cortar ou só para mudar o óleo?

um indiano entra na barbearia e senta-se na cadeira.
o barbeiro pergunta:

- é para cortar, ou só para mudar o óleo?



16 de novembro de 2004

EIS QUE CHEGA O MELHOR HERÓI DA BD

Alguém descubra...

... e alguém me explique: Porque é que a salada russa se chama salada russa?

E depois do passeio...

... volta-se ao trabalho, está mais que visto!
Mas vim tão distraido, tão relaxado, que nem dei pela segunda-feira que passou... e, de repente, hoje exclamei: olha, já é terça!
Foram, de facto, uns bons dias passados na Serra de Huelva, a vaguear calmamente ao correr das vontades e da preguiça, a visitar sítios como Almonaster la Real, Aracena e Aroche, a comer presunto, presas e o que mais se achava, e a beber viño, (bastante) viño... enfim, uns belos dias!
Só nestas alturas tenho a verdadeira percepção que os dias têm muitas maneiras de voar... e que há umas melhores que outras.



Esta é uma pequena imagem do castelo-mesquita de Almonaster, em cuja igreja matriz existe um maravilhoso portal Manuelino. Aproveitei para recordar (ou será que nunca tinha sabido?) que estas terras e lugares chegaram a ser portuguesas, embora por pouco tempo, no século XIII. Quem terá ficado a ganhar?

PP: e boas vindas aos novos postadores-voadores!

PPP: ahhh, pois... o meu Benfica começa a cumprir os seus desígnios.

a vida não está fácil

uma colega chega à minha sala e dispara:
-morreu o ...... !

o .......... esteve comigo no brasil hà pouco tempo, tinha estado em reunião aqui na semana passada...
o .......... era mais novo que eu. era saudavel. era boa pessoa.
tinhamos andado a tentar contactá-lo por causa de uns pormenores e ele não respondia...

trabalhava imenso, tinha sempre imensas coisas e não sei quantas empresas..
morreu num acidente na a8 hoje de manhã.

passámos uns filmes atrás e, nos últimos 2 anos, faltavam-nos umas 10 pessoas.
uns com AVC's, outros com acidentes, outros isto ou aquilo.... mas todos por causa da vida de merda que todos levamos.

a pressão, a tensão, as vendas, os preços, a concorrência, os acordos....

um dia, há uns anos, uma pessoa saiu de maca de uma reunião comigo.
o coração não aguentou este permanente esticar de corda.
mesmo achando que ele já não estava bem antes ( tinha-lhe proposto não continuar a reunião quando comecei a vê-lo a suar), não dormi durante várias noites com a imagem daquela excelente pessoa a cair da cadeira.
ficou bem depois disso e nunca mais teve nada parecido. mas a imagem fica para a vida.

por piada costumamos dizer: isto não é fácil... mas se fosse fácil estavam cá outros.

mas tem mesmo que ser assim?
Caminho e o sol brinca comigo e tece sombras no chão. Tento não as pisar. Prefiro caminhar a vir contigo, enclausurada no carro e sempre agarrada, para evitar as travagens bruscas que fazes. Não gosto quando metes o dedo no nariz prolongadamente e de forma metódica, em todos os sinais que paramos. E cansa-me o rádio sempre ligado numa chinfrineira agressiva.
Estou cansada de tudo, não só de ti. Hiberno e protejo-me do exterior.
Por isso, gosto de caminhar entre esta luz, que me aquece e me devolve a vida.
Parecerei nostálgica talvez, o meu olhar não é sorridente. Talvez apenas vazio, num esforço inútil , um vôo cego a nada, como escreveu R. Ferreira e cantou Fausto.
E, enquanto ando, penso na minha presença neste blog, algo como um exorcismo e uma libertação. Não é por vivermos numa casa cheia de gente, que vivemos mais ou menos sozinhas. A solidão sempre gostou de mim e enlaça-me sem eu saber. Aprendi a viver com ela, mas ninguém a vislumbra. Ou será, que ninguém me reconhece?
Esta sensação que vou ser lida, inquieta-me um pouco, mas por outro, tranquiliza-me.
A paz que traz o sol. Os benefícios da hibernação.
Ao menos aqui, fluo. Pelo menos aqui. Certamente, só aqui.

15 de novembro de 2004

Da nostalgia da net de outros tempos

Alguns termos e expressões de que já poucos se lembrarão (todos em inglês, naturalmente!):

Netsplit
Flaming
MUD
Killfile
FTP
BBS
Mondo
Telnet
Usenet
NO CARRIER

Será interessante ver quantos, dos mais novos, ainda sabem o que isto tudo quer dizer...

Coisas das pessoas conversarem.

O Mirc é um programa de chat antigo mas ainda muito utilizado. Mereceria e já mereceu estudos, como os da Margaret Mead, mas sem serem escritos por ela.
Não resisto a passar um texto de conversa de um canal. Retirei o nome do dito, porque não tem qualquer relevância. O que se passa ali é exemplificativo de toda a Ptnet.

** Miguell_33 has joined #....
madalena-28> ACORDEM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
madalena-28> ACORDEM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
madalena-28> ACORDEM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
*** eyesONfire has joined #...
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porquê ?
*** }Taxi has joined #....
* MADALENA-28 vai buscar a corneta
*** OCULTA has joined #.....
Empatias pk sim!
§Empatias§ olá**
*** HOMEMdoLEME has joined #....
temos sargento
<{{cris}}> dcp l isto esta na hora e de ir dormir
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MP3 Battle Hymns Manowar-Battle Hymns (4.8MB 96Kbps 44.1Khz 6m 58s)
lol
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Peligrosa_ :)
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lolol
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*** Deus_ was kicked by MADALENA-28 (-=Cs!k=-: SAI DA MOITA!!!!!!! [#000525])
*** jolly-green has joined #...
*** okapy has quit IRC (Broken pipe)

Que nova tribo é esta? (nova, como quem diz).

E a propósito, percebi que existe aqui uma certa confusão. Existem dois Josés...O Zézinho e o Jose. O segundo é que é antropólogo e embirra com a Mead:)
And T has quit blog (broken Pipe)


E se de repente uma criança nos chamar gorda?

Não, não é um momento Impulse, é mesmo não saber o que dizer.
Como é que eu explico à criança e à mãe que "gorda" não é um insulto mas apenas a constatação de um facto?
Como explicar à mãe da criança que a criança apenas está a dizer o que vê?
Como dizer à mãe que ao ralhar está a ensinar que gorda é um “nome feio”?
Será que alguém me consegue responder a estas perguntas

ainda a margaret mead...





um dos grandes contributos da margaret mead para a antropologia (ou para o alargamento do seu interesse e estudo aos não antropólogos), foi o facto de, talvez por ser mulher e mal recebida pela restante comunidade científica, necessitar de dar algo de novo a essas investigações e estudos.
foi o começar a deixar de olhar para os outros povos como uns seres estranhos e exóticos que os ocidentais 'estudam', e passar a olhar para eles para tentar perceber como funciona a nossa sociedade e o que a nossa sociedade tem a aprender com eles.

por muito que a acusem de ter ido à procura de sociedades 'matriacais' para a oceania (era acusada de ir à procura de 'provas' para a sua luta de afirmação da mulher nos estados unidos), que fez com que uma legião de antropólogos machos lá voltassem para 'provar' exactamente o contrário, só para dizer que ela estava enganada...
por muito que a acusassem de não respeitar os mestres, nem respeitar as 'leis', ninguém, rigorosamente ninguém, deu tanto à divulgação da antropologia como ela.
conseguiu, por uma vez na vida, que a antropologia tivesse uma super-estrela.
conseguiu que muita gente, como eu, lesse uns quantos livros e se interessasse por coisas que nunca imaginou...

e era feia, sim senhor. um bocado.
mas eu também sou feio

Margaret Mead (1901-1978)




Faz hoje 26 anos que morreu. Foi uma das pessoas mais importantes do século XX. Nós é que somos muito dados ao esquecimento.

Novembro: Mês de...

A Boca as Bocas

Apenas
uma boca. A tua Boca
Apenas outra , a outra tua boca
É Primavera e ri a tua boca
De ser Agosto já na outra boca

Entre uma e outra voga a minha boca
E pouco a pouco a polpa de uma boca
Inda há pouco na popa em minha boca
É já na proa a polpa de outra boca.

Sabe a laranja a casca de uma boca
Sabe a morango a noz da outra boca
Mas sabe entretanto a minha boca

Que apenas vai sentindo em sua boca
Mais rouca do que a boca a minha boca
Mais louca do que a boca a tua boca.

David Mourão-Ferreira

Alô daqui fala a Marta!

Liguei à Marta da OK!Teleseguro às 6:47 da manhã. Ficou tudo acordado às 6:50: dentro de 45 minutos apareceria o reboque. Quarenta e cinco minutos depois só tinha aparecido, e mal, o Sól. Às 8:05 ligam-me da empresa de reboques a perguntar o que tinha acontecido e onde eu estava. Eu estava basicamente 3 ruas abaixo da empresa de reboques. Dizem-me que dentro de 30 minutos estariam "aí". Às 8:35 ligo para os reboques com a intenção de desmarcar o reboque. O telefone deles não funcionava ou se funcionava era um fax. Às 8:36 telefono de novo à Marta para desmarcar o reboque. Às 8:41 o homem do reboque pergunta-me onde é que fica a rua tal... eu disse-lhe que já estava tudo desmarcado e ele agradeceu. Sempre foi menos trabalho que teve de realizar.

Foram uma hora e 51 minutos de tempo desperdiçado que não serviu para nada. Em coerência com tudo isto, não é possível marcar antecipadamente (que passe a redundância) uma hora para o reboque vir prestar o seu serviço. Portanto, amanhã haverá mais.

Com tudo por dizer.

Há coisas que nunca foram ditas.
Porquê? Tu sabes e eu sei,que as retenho e as adio. Sabes como sou e chamas-me qualquer coisa, como criança e impulsiva. Eu não nego e não aceito. Prendo o olhar num ponto invisível para todos. Tento não estar aqui ,mas ali, enquanto não te calas . Desde que não grites, consigo certamente saír e voar sobre as casas, que me encarceram.
Vivo em modo adiado. Sei que pareço estranha. Não, não quero mudar as coisas. Quero ser como sou. Não insistas. Porque falas tanto, interrogo-me. De cabeça já fiz a lista do hipermercado. Vou tentar conter os custos este mês. Quero economizar. Não, afinal ainda continuas a discorrer. Porque afirmam que as mulheres falam tanto?
Está bem, fecho a janela, se te fazem mal as correntes de ar. Vamos ao cinema, como queres. Para mim contigo é tudo igual.
Só tudo se modifica, quando não estás. Por enquanto estou aqui, mas se de facto me soubesses ler, já me saberias ausente. Em parte incerta. Imaginando planos.
Só sei, como o José Régio, só sei que não vou por aí. No caso só sei, que sei, que não vou ficar contigo por aqui.
E estou a ouvir Vivaldi cá dentro, uma das quatro estações e a minha favorita, enquanto sorrio e te digo a tudo que sim. Na realidade ficará sempre tudo por dizer. Obviamente.

Vício de digitalizar




Apeteceu-me postar esta ilustração dum livrinho velhote e pequenino do Alphonse Daudet e que é assinado pela minha avó, em 1913. Gosto de ver os livros assinados pelos donos. Ou com anotações. Reparo que falei em propriedade, como se os livros fossem só coisas. Mas não são.
Esta ilustração intriga-me, porque não sei o que a família está a fazer. Na altura não se mudavam lâmpadas eléctricas. A abrir uma janela? A matar uma osga? Isto enerva-me, o não saber. Começo a semana enervada! (risos).
Dia de a iniciar . Assumidamente ando preguiçosa. Como eu gosto deste friozinho bom e do aconchego das lãs e mantinhas.
Bom dia de frio a todos.

14 de novembro de 2004

Receituários

"receitas de caldo de víboras para purificar o sangue, do caldo para vapores e flatos que sobem à cabeça , caldo amargoso para todas as doenças do peito e vómitos e caldos de rás e de caracóis para tosses seca"
In o O Cozinheiro Popular das Famílias Portuguesas e Brasileiras, 1890

Estou a pensar em poupar-vos à receita exacta dos pratos de coelho, que eram esfolados e metidos na panela VIVOS!

E é isto.

Coisa feia a inveja



Se até para a falta de tesão há pastilhas, também podia haver para a falta de esperteza. Eu tomava.

soufllé de chocolate miragem

em homenagem ao festival de chocolate de óbidos e aos chefe pasteleiro do hotel miragem, que me ensinou esta receita deste bolo que está, neste intervalo de escrita, dentro do forno a cozer.

a matéria prima:

180 gr de manteiga
180 gr de farinha
16 gemas
1 litro de leite
1/2 vagem de baunilha
16 claras
300 gr de açúcar
300 gr de chocolate picado

a execução:

diluir a manteiga juntamente com a farinha.
juntar as gemas e misturar bem.

ferver o leite com a baunilha e juntar à mistura anterior.
levar ao lume a cozer.
deixe arrefecer.

bater as claras com o açúcar e envolver tudo.
juntar o chocolate picado.

cozer em forma de porcelana untada com manteiga e açúcar.

cozer no forno a 180 graus durante 20 minutos.

bom apetite...

...e sejam felizes, não obstante

No comments, como diria a EURONEWS

"Pedro Santana Lopes manifestou hoje a intenção de continuar à frente do Governo até 2014"
DASSE ...

Celadon.

Gostei de ver. Ri-me com vontade. Realmente a Rueff é uma óptima actriz e a peça está bem esgalhada pela Ana Bola. Só fico a pensar, como estão desaproveitadas naquele programa horrível do Herman.
Outra coisa boa de ir assistir a este espectáculo. É em sistema de café teatro e pode-se beberricar um whisky, molhando a garganta seca de tanto rir.



13 de novembro de 2004

Boa tarde.

Boas tardes, ilustres blogueiros. Este contributo tem andado fora, no entanto, facilmente, já apanhou o grande tema de Novembro.

Ler Comments Antigos é Bom!

Ler comments antigos é bom!


Pensar é estar doente dos olhos

"Escuto-te de aqui, agora, e desperto a qualquer coisa.
Estremece o vento, sobe a manhã. O calor abre.
Sinto corarem-me as faces.
Meus olhos conscientes dilatam-se.
O êxtase em mim levanta-se, cresce, avança;
E com um ruído cego de arruaça, acentua-se
O giro vivo do volante "

Hoje acordei, e senti-me Pessoa !
Bem-vindo Luís ...


12 de novembro de 2004

Pero que las hay...

Fim da manhã na Av. da República. De repente, o pedal da embraiagem desaparece debaixo do meu pé. Fico sem caixa. Encosto tanto quanto possível. Reboque, oficina. Bomba de embraiagem. Só na segunda feira estará pronto.

-Pai, podes emprestar-me o carro esta tarde?
-Posso. Vai buscá-lo à garagem.
Entro no carro. Dou à chave. Clic. Mais nada. Clic. Clic.
Bateria em baixo.

Apanho um táxi para a Faculdade. Olho a medo para o táxi. Há dias em que é melhor não tocar muito em certos objectos. Como automóveis.
O laptop e o projector de datashow, pelo menos, funcionaram.

intermezo

Por agora, deixo as polémicas de parte, e parto para um fim-de-semana em Espanha. Para um sítio remoto, algures numa serra, não sei bem onde. Espero não me perder!

A minha também está assim, mas sem piolhos!


"Clítoris" ou "Clitóris"?

A resposta encontrei-a no magnífico Ciberdúvidas da Língua Portuguesa:

Rebelo Gonçalves registou clítoris. Foi esta a grafia que se generalizou em Portugal (ex.: José Pedro Machado, Texto Editora, Porto Editora). A própria Academia das Ciências de Lisboa também registou clítoris no seu Vocabulário de 1940.
Contudo, o «Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa», da Academia Brasileira de Letras, de 1998, regista clítoris para pedra clitóride e clitóris efectivamente/efetivamente para a excrescência. O brasileiro Dicionário Aurélio também regista (e só) clitóris para a excrescência.
Em resumo, em Portugal a grafia clitóris tem sido considerada uma variante brasileira.
Mas o «Dicionário Contemporâneo da Língua Portuguesa», da Academia das Ciências de Lisboa, acabado de publicar pela editora Verbo, regista a dupla grafia clítoris e clitóris com a mesma acepção.
Isto significa que, do ponto de vista expresso neste dicionário, e para quem o considerar como `padrão´ (que a obra declaradamente pretende ser…), a excrescência na grafia brasileira é agora válida em Portugal (mas uma das variantes portuguesas não o é no Brasil…).
Ao seu dispor,


D´ Silvas Filho

bolacha oásis de três chocolates

a matéria prima:

300 gr de manteiga
200 gr de banha (que poderão ser substituídos por manteiga)
500 gr de açúcar
4 ovos
1 kg de farinha
6 gr de bicabornato de sódio
150 gr de chocolate branco
150 gr de chocolate de leite
150 gr de chocolate negro

a função:

bater a banha, a manteiga e o açúcar com vara de pás.
depois de bem misturado,
adicionar os ovos lentamente
e, por fim,
a farinha peneirada com a soda.

corte em pedaços muito pequenos (cerca de 1/2 cm) os três tipos de chocolate, e
adicionar à mistura.

fazer um cilidro com a secção da forma de aro a utilizar (cerca de 10cm) e guardar no frigorífico.

na altura de cozer, corte em pequenos discos de pouco mais de 1cm de espessura, colocar nas formas de arco e

cozer a 180 graus por 12 minutos

retirar um pouco antes de cozido.

para apresentar, deve virar para cima o lado que ficou virado para baixo no forno (mais tostado)

devem ser comidas ainda mornas.

(obrigado ao mestre cozinheiro eduardo luzio)

Malhas que o império tece.

Estranhamente Bagão Félix anuncia o fim do sigilo bancário e hipertenso, vai parar ao hospital.Ou seja, não se brinca com os bancos, podem causar um AVC.

Governo, seja o excelentíssimo senhor bem-vindo na minha conta bancária. Pode entrar e mexer à vontade. Agradeço que arrume depois e não leve nada, sem pedir emprestado.
Se quiser deixar alguma coisinha, meta no bule japonês da estante do canto na sala, umas notinhas de cem euros enroladinhas, não se coíba.
A casa está às suas ordens.
Volte sempre:)

Livros e escritores

Ontem passei pelo El Corte Inglés antes de vir para casa. Bisbilhotar os livros e o preço de "os Pequenos Vagabundos" (19,95). E de repente vi uma senhora, num pequeno palco a autografar livros. Pensei, quem é esta autora portuguesa, que eu não estou a reconhecê-la. Voltei atrás, porque estranhei a imensa fila de pessoas com um livro na mãe e sacos de compras noutra, pacientemente à espera.
Era a Joane Harris, a autora do "Chocolate" entre outros livros. Ali estava ela de cara lavada, sorriso aberto e completamente descontraída.
De repente senti-me europeia. Ena. Será que qualquer dia trarão o meu adorado David Lodge?
E é sexta feira:) amanhã acordo tardíssimo!Yes!

11 de novembro de 2004

Sim, morreu ...

Morreu Yasser Arafat, o líder incontestado da nação Palestiniana. A face visível de uma das causas mais justas destes dias que voam, o legítimo representante de um povo que sobrevive nos miseráveis ghetos em condições sub-humanas, de um povo que sobrevive em territórios sob permanente ocupação militar por Israel.
Mas também morreu Abu Amar, o fundador da Al Fatah dos anos 50 e 60, uma das mais radicais e mortíferas organizações terroristas. A Fatah da altura em que esses territórios não estavam ocupados por Israel, mas sim administrados pelas potências arabes regionais, e que sempre recusou a fundação do estado Palestiniano. A Fatah cujo único objectivo era a reconquista e a eliminação do estado de Israel.

os vampiros.

Anteontem sonhei com vampiros. Eu era uma espécie de buffy mas matava-os como mosquitos fossem. Hoje sonhei com aeroportos, onde se apanhava o avião de escada rolante.
Os meus sonhos admiram-me sempre.
Quem sonha afinal?
Muitas vezes e mais esta semana, sonho invariavelmente com a minha mãe. Mas isso sei explicar. E de uma forma estranha, fico feliz de a recordar assim de carne e osso a viver.
Ou seja, enquanto eu sonhar os meus adorados viverão.
E sim, continuarei a exterminar os camelos dos vampiros. Melhor do que se matasse um frango. Porque eu não sou de tirar a vida a ninguém.
E agora gostava de projectar-me tão fora de mim, tão fora, que beijasse os meus loved ones.
E é isso.E não é tudo?

Crime e Castigo

Carta ao Pai Natal

Embora estejamos a mês e meio de concretizar o nosso acordo anual, considero ser oportuno deixar já a minha lista.. modesta, como sempre!

Por via da boa notícia que tivemos nos últimos dias, decorrente das eleições nos Eua - a penalização do dólar, é de interesse mútuo que lhe endereço o seguinte pedido:



Envie-me imediatamente uma meia extra-large cheia de papelinhos verdes, pois não é de descurar uma recuperação, em particular se os próximos dias contribuírem para afastar o actual cenário relativamente à economia dos EUA.

Assim, O Pai Natal efectua uma excelente transacção, e dentro de algumas semanas, quando retomar a apetência pelo dólar, eu poderei diminuir o défice orçamental, de modo a poder efectuar os investimentos que tenho em perspectiva - as prendinhas!

Piratas do Tietê

(Com que tamanho aparecerá esta imagem? Será que a patroa vai me mandar matar?)
um homem esteve 3 anos prisioneiro num complexo de edifícios.

esse homem sofria de uma doença que o obrigava a tratamento hospitalar.
como o complexo de edifícios onde esteve prisioneiro não era nenhum hospital, esse homem não recebia o tratamento que necessitava.
foi avisado que, se saísse do edifício, seria morto.

um dia, quando já não era possível aguentar mais, o homem foi autorizado a sair para um hospital a fim de receber o tratamento.

de facto, não era possível aguentar mais e não aguentou
esse homem morreu.

esse homem foi morto.

mas quem o matou já tem muitos milhares de marcas na coronha da sua pistola.

10 de novembro de 2004

Adenda ao tema do mês

As for clitorises, it is common knowledge that, like penises, they vary in size. The Turks, so rooted in the land, had classified them into three distinct categories, naming each one after a popular food. Small clitorises were called "susam" (sesame); "mercimek" (lentils) distinguished the medium sized ones - which, being in the majority, were also considered to be "normal"; and "nohut" (chick-peas), identified those of large calibre. Women in possession of "sesames" were invariably sullen; the smallness of their clitorises, though it seldom prevented them from enjoying sex to the full, inflicted upon them a ruthless sense of inferiority; as a result, they abhorred children, particularly those who were admitted to the Baths. Women blessed with "lentils" bore the characteristics of their namesake, a staple food in Turkey. Hence, the "lentilled" women's perfect roundness were not only aesthetically pleasing, but also extremely nourishing; in effect, they offered everything a man sought from a wife: love, passion, obedience and the gift for cooking. Those endowed with "chick-peas" were destined to ration their amorous activities since the abnormal size of their clitorises induced such intense pleasure that regular sex invariably damaged their hearts; restricted to conjoining only for purposes of conception, these women were to find solace in a spiritual life. And they would attain such heights of piety that, during labour, they would gently notch, with their "chick-peas", a prayer-dent on their babies' foreheads thus marking them for important religious duties.

In 'Lentils in Paradise: A true and nostalgic account of my visits, as a little boy, to the Women's Baths in Ankara' de Moris Farhi

Pequenos Vagabundos

Para os fanáticos desta série, que marcou uma data de infâncias, uma boa notícia...Já está à venda em Portugal!

Laerte de hoje ou as preocupações ambientais ou o egoísmo


ainda a palestina....

imaginem-se viver num país onde os vossos carros têm uma matrícula de cor diferente da dos 'outros', para que sejam mais facilmente identificados (não vejo outra razão...)
imaginem-se viver num ghetto cercado de arame farpado onde, para sair e para entrar, têm que passar pelo exército ocupante
imaginem olhar para a encosta em frente da janela da vossa casa e verem, em cima dos prédios em frente, ninhos de metrelhadoras, exército e binóculos apontados a vós.
imaginem que não podem vir das compras sem terem que mostrar o que compraram
imaginem comprarem um pão grande e o exérito espetar os pães com facas para saber se levam alguma coisa lá dentro.
imaginem crescer assim
imaginem imaginar que a vossa vida, o vosso futuro, vai ser aquilo e mais daquilo.

conheci um palestiano em jerusalém ao qual pedi para me levar a conhecer um campo de refugiados.
disse-me que não. nem pensar. és louco, disse.

os palestinianos iriam desconfiar de mim;
o exercito israelita iria achar menos piada ainda.
perante a sua absoluta recusa perguntei-lhe como o deveria fazer, porque o iria fazer.

deu-me poucos conselhos: não levar óculos escuros, uma t-shirt sem nada escrito, nada de máquinas fotográficas; não parar para ver os 'monumentos'; reponder aos cumprimentos. andar sempre com a cara levantada q.b.
aconselhou-me um roteiro que pudesse ajudar para desculpa da estadia por ali.

o campo de refugiados fica no monte das oliveiras. em frente ao local onde teóricamente foi a última ceia. e da célebre 'piscina de david', o rei.

saí do campus da universidade e fiz o cume do monte das oliveiras... atravessei o cemitério-agora-judaico
é curiosa a história deste cemitério:
como as très religiões têm a mesma origem, o monte das oliveira será por onde cristo voltará à terra; será o local onde o profeta dos judeus virá para a salvação do mundo e fica do outro lado da encosta da mesquita da pedra, de onde maomé subiu por uma corda para o céu. e de onde virá para o juizo final.
esta proximidade estrategica do local de regresso dos profetas salvadores do juizo final (se vierem todos no mesmo dia vai ser a maior confusão...) espero que tenham organizado bem as agendas), faz com que este seja o cemitéro mais desejado do mundo (há umas pequenas excepções para pére lachaise, mas enfim, isso são contas de outro rosário)

nessa ligação da extremidade do cemitério com o campo de refugiados, por não ser de utilização frequente pelos palestinianos, não existia exército. apenas o arame farpado que contornei.

um campo de refugiados na palestina não tem o mesmo aspecto de outros locais (apenas atravessei um outro no sul do quénia, que é mais composto de tendas.. e com outro estilo de violência e miséria absoluta).
imaginem uma grande 'cova da moura', ou uma 'pedreira dos húngaros' quanto ao modelo arquitectónico.
ruas menos largas que os meus braços abertos, lama e pó, esgotos a céu aberto, algumas casas esventradas (soube mais tarde serem casas onde o exercito israelita afirmava viverem resistentes). o cheiro das ruas que são lavadas com as chuvas, quando chove (o estado de israel só lá entra para prender e matar
mas, em todo o lado por onde passei, uma aparente calma nas pessoas, respeitosos e levemente sorridentes cumprimentos à minha passagem, respondidos com o mesmo acenar de cabeça e meio sorriso.
a miséria daquele bairro em contraste com o outro lado da cidade é impressionante.
realizei que quem ali cresce não tem nada a perder porque nunca ganhou nada. nunca teve nada.
quando vejo reportagens sobre os suicidas, não entendendo o pouco valor que dão à vida.. compreendo o pouco valor que a deles para eles teve e a pouca esperança de que alguma vez venha a ter.

à volta do bairro, os jeeps do exército não param. a cada 100 metros rolos de arame farpado obrigam a paragens ou a lentas gincadas para os contornar. dos predios em frente a permanente vigilância. as armas apontadas 24 horas por dia. os binóculos sempre alerta.
não vou discutir o drama que os judeus passaram na segunda guerra mundial (embora os ciganos tenham sofrido mais, apenas porque não tinham dinheiro para pagar fugas, nem os identificados como comunistas que eram 'apenas' fusilados. (o número de comunistas alemães mortos durante a guerra é impressionante e sempre esquecido).
de facto, nem todos eram judeus (o que não elimina nem atenua o que, de facto, sofreram).
mas não discutindo isso, o que o estado de israel faz aos palestinianos não anda muito longe do ghetto de varsóvia.

estariam à espera de ser recebidos com flores ?

poupo-vos o nonsense do diálogo com o exército à saída do local.....

palestina, israel e as ideias feitas que temos sobre os povos

há uns anos atrás, para participar numa espécie de workshop de música sefardita (a música da tradição judaica da península), passei duas semanas em israel.
fui com um grupo de amigos que cantam comigo e integrado num qualquer festival que ocorria em jerusalém.

fiquei colocado numa residência universitária no monte contíguo aos das oliveira, com a janela do meu quarto virada para a mesquita da pedra (ou esplanada das mesquitas, como se identifica mais agora).
acordava todos os dias com a magnifica visão do sol sobre aquela cúpula dourada.

antes de chegar a israel tinha uma série de ideias feitas sobre o país e os seus habitantes e, digamos, nenhuma delas particularmente positiva.

acho que todos nós temos tendência para catalogar os países e os povos de uma determinada maneira: são simpáticos, sãos umas bestas, são cultos, são estúpidos, são isto, são aquilo.... fica bem em tom coloquial dizer: "quem? os ...........? esse povo é uma simpatia, democratas, abertos... nós é que......". ou o oposto.
mostra aos outros que até sabemos 'daquele' povo e como dizemos generalidades, nem dá para começar uma discussão que aprofunde a coisa.

durante essa estadia, fomos fazer um concerto a jaffa, onde pernoitei na casa de um israelita.
durante o jantar, e enquanto falávamos sobre israel, a palestina, as origens argentinas dos meus anfitriões e outros assuntos colaterais, fomos chegando a várias conclusões:
como eu era português e os portugueses são todos católicos e nunca comem carne à sexta feira, fizeram-me um jantar de peixe.
quem me conhece, sabe que, eu sendo português, não sou católico (nem de outra qualquer religião) e como carne ou peixe dependendo apenas do meu apetite e da disponibilidade dos mesmos no local.
o meu anfitrião, sendo israelita, não era judeu do ponto de vista religioso (era ateu, tal como eu) e apenas se considerava judeu do ponto de vista da herança cultural (só não comia carne de porco porque a isso nunca foi habituado nem a mesma estava disponível no local).
achava, como eu, que os palestinianos tinham direito à sua pátria, tal como os israelitas tinham direito à sua. e achava que eles tinha direito à sua pátria ali. ao lado nos israelitas, porque ambos se podiam reivindicar daquele território e daquela herança cultural.
tal como eu, achava os judeus ultra-ortodoxos (que ele dizia existirem apenas em jerusalem, antuérpia, amesterdão e nos colonatos. em jaffa eram apenas 3% da população, mas em jerusalém são mais de 10%) são 'seres de outro planeta' que não reconhecem o estado de israel e se resusam a lutar por ele, mas que se aproveitam de todas as facilidades que este lhes dá para manterem a sua obstinada aitude "anti-social" e cultural (aproveitando-se do facto de poderem desequilibrar o lado do poder, têm muito mais poder do que o número de pessoas que realmente os defende).
fiquei a saber que foi para israel, não com o sonho de ajudar a criar um poderoso estado judaico, mas apenas com a ilusão de criar uma sociedade baseada na entre-ajuda de pessoas que queriam fazer um mundo melhor.

o que se passou com este israelita, passou-se com mais gente num kibutz que visitei (onde a vida não é tão 'e o sol brilhará para todos nós' como alguns apregoam, e que tem imensas dificuldades em manter os adolescentes no seu seio, demasiado atraídos pelos confortos da sociedade. por muito que alguns depois regressem quando verificam que esse conforto é mais o brilho do néon), passou-se nos cafés onde tinha conversas de circunstância, como se passou no campo de refugiados palestianos que atravessei.
mas a estes lá chegarei...

posso não ter tido uma amostra muito significativa do povos israelita e palestiniano com que falei e me cruzei naquelas paragens... mas seguramente voltei com uma imagem muito diferente do que aquela com que parti daqui (para além da dúzia de músicas que aprendi).

voltarei a este assunto... com as impressões dos contactos com os palestinianos...

é só para o poste não ser muito longo....

9 de novembro de 2004

Arafat.

Morre não morre. Está vivo e está morrido. Planeiam o seu funeral.
A sua sucessão está decidida.
O lenço palestiniano da minha adolescência. Tive um. Quem não teve? Uma suave simpatia pela causa.
Mas também a tenho pelos judeus não ortodoxos.
O fim de qualquer coisa.
Não se podem desejar boas mortes. É lícito desejar-se a paz?
Repousa nas nuvens à nossa volta e incomoda os anjos com discussões religiosas. (não, não vou acrescentar "e que eu viva na terra sempre triste")
Um guerreiro com sorriso de criança e ar meio desajeitado.


Tinha eu uns dezassete anos quando um livro me deu um chapadão na cara. Era a voz subterrânea, do Dostoievski. "I am a sick man. ... I am a spiteful man. I am an unattractive man. I believe my liver is diseased." O fulgor durou talvez dois anos. Dei o livro a tudo o que tinha de amigo, fiquei mesmo sem exemplar próprio. Entretanto a minha vidinha mudou. Abandonei, ou forcei-me a abandonar o "lado negro da força" e do livro não guardava mais que uma recordação vaga. Convenci-me que era (mais) sugestionável no tempo em que o tinha lido, que era melodramática e que o livro não tinha tanto valor assim (é isto um recalcamento?). Fui neste intervalo, e sou ainda, um humano normalizado, mais conforme os padrões da união europeia.

Este final de semana voltei a pegar nele. O gajo tinha-o comprado em saldos um dia destes. Li a primeira parte toda de enfiada e só não acabei porque tive que voltar para casa. Desta vez não veio como um murro. Mais parecia um remédio azedo. Parecia azeitona preparada com alho. Come-se de uma vez, é formidável e apetecível, é compulsivo e sabemos que nos faz mal e depois passa-se o dia todo com um sabor horrendo a alho na boca. Não o pedi emprestado para me forçar a comprá-lo de novo. Hei-de comprar e ler tudo de novo e sublinhar muito e postar aqui. Hei-de voltar a oferecê-lo.

"It was as though it were my most normal condition, and not in the least disease or depravity, so that at last all desire in me to struggle against this depravity passed. It ended by my almost believing (perhaps actually believing) that this was perhaps my normal condition. But at first, in the beginning, what agonies I endured in that struggle! I did not believe it was the same with other people, and all my life I hid this fact about myself as a secret. I was ashamed (even now, perhaps, I am ashamed): I got to the point of feeling a sort of secret abnormal, despicable enjoyment in returning home to my corner on some disgusting Petersburg night, acutely conscious that that day I had committed a loathsome action again, that what was done could never be undone, and secretly, inwardly gnawing, gnawing at myself for it, tearing and consuming myself till at last the bitterness turned into a sort of shameful accursed sweetness, and at last - into positive real enjoyment! Yes, into enjoyment, into enjoyment! I insist upon that. I have spoken of this because I keep wanting to know for a fact whether other people feel such enjoyment? I will explain; the enjoyment was just from the too intense consciousness of one's own degradation; it was from feeling oneself that one had reached the last barrier, that it was horrible, but that it could not be otherwise; that there was no escape for you; that you never could become a different man; that even if time and faith were still left you to change into something different you would most likely not wish to change; or if you did wish to, even then you would do nothing; because perhaps in reality there was nothing for you to change into."

O Sucessor de Yasser Arafat

Em primeiro lugar, Yasser Arafat não deve morrer: deve ficar vivo e consciente mas retirado da liderança.

O seu sucessor não deve ser um moderado. Sim, o seu sucessor não deve ser moderado pois se o for Ariel Sharon e/ou o Likud colocarão a pata ainda com mais força sobre os palestinianos e, nesse caso, nunca mais ninguém será capaz de controlar nem sequer minimamente os grupos militarizados palestinianos. Ariel e o Likud não são moderados e não têm vontade de deixar aos Palestinianos nem as piores migalhas do pior pão que tenha sido atirado para o lixo. Posto isto, o sucessor tem de ser capaz de uma grande e intransigente dureza em relação a todos os grupos armados palestinianos de forma a que qualquer eventual trégua com Israel possa ser mantida mesmo que em face de provocações israelitas.

Para que a transferência de liderança se proceda de forma legítima e aceitável pelos palestinianos, o sucessor deverá ser da confiança e, até, deverá ser escolhido por Arafat. Arafat deverá viver o suficiente para ser o back support do seu sucessor até este ganhar o respeito necessário para, no futuro, liderar sozinho.

Contra estas opiniões vem naturalmente a seguinte crítica: "com um sucessor desses fica tudo na mesma!". Ao nível da liderança palestiniana, é bom que fique quase tudo na mesma: o espírito combativo, a noção de nacionalidade e a firmeza da coluna vertebral. O que deve mudar, e é isso que se espera de um bom sucessor, é a rebeldia incontrolável dos grupos armados palestinianos e é o facto de, do lado palestiniano, haver um grande número de focos de poder não coordenados que retiram na prática autoridade à liderança palestiniana e tornam impossível que a Palestina venha a ser um Estado pois para a existência deste só pode haver um poder soberano (e não uma multiplicidade deles). Esta dispersão de poderes do lado palestiniano acaba sempre por dar um carácter de rarefação, de pouca solidez a qualquer posição tomada pela liderança palestiniana.

Uma crítica mais interessante à minha opinião é a seguinte: "o que seria verdadeiramente desejável é que tanto do lado israelita como do lado palestiniano surgissem líderes moderados". Se fosse possível que isto ocorresse simultaneamente, talvez fosse desejável. Mas o momento de substituição de Arafat não coincide com a substituição de Sharon, que continua solidamente na liderança de Israel. Um sucessor moderado ou fraco para os palestinianos implicará um recrudescer da avidez israelita e não o contrário.

Mas considerando que ambas as lideranças mudavam para sucessores moderados, seria esse cenário desejável? Sim se as maiorias das populações israelitas e palestinianas bem como dos principais focos de poder desejarem posicionamentos moderados dos seus líderes. É politicamente correcto dizer que sim, que essas maiorias desejam moderação, mas o que é determinante não é o que se diz mas os factos. Caso contrário, esses líderes durarão muito pouco tempo no poder.

Por outro lado, uma política moderada vinda de um líder moderado pode ser entendida como sinal de fraqueza, de incapacidade de defender os interesses de uma nação. Uma política moderada ou de concessão vinda de um líder forte e autoritário, habituado a não conceder, é muitíssimo mais credível. As concessões realizadas por um tal líder sabem menos a perda e nunca sabem a derrota. A retirada das tropas israelitas da Faixa de Gaza realizada por um Sharon é muito mais credível e definitiva do que se realizada por um Rabin.

Helga Deen

"Amorzinho, até agora as coisas não foram assim tão más. Estou num barraca onde tenho um beliche com vista para a janela. Dá para ver bétulas, abetos e o céu azul com nuvens brancas (...) Em todo o lado, vejo prisioneiros a passear, amáveis e lentos, coisa mais terrível não há. Eu perdi a noção do tempo e estou a morrer de fome. (...) Olha, a minha mãe acaba de entrar, retomo o diário mais logo. Ó meu Deus, tenho tantas saudades tuas."

Esta introdução faz parte de um diário da Helga Deen, uma judia de 18 anos, que descreve em 21 paginas, a vida num campo de concentração na Holanda. O diário (dirigido ao namorado) acaba quando ela e a familia sabem que vão fazer parte do transporte do dia seguinte para o campo de exterminio de Sobibor. Foram assassinados numa câmara de gás em 16 de Julho de 1943.

A reportagem completa pode ser encontrada no Expressso na revista Única na pagina 26.




É dificil descrever o q sinto ao transcrever este texto. Um misto de raiva e tristeza traz-me as lagrimas aos olhos. É sempre bom lembrar as atrocidades cometidas no passado para que estas, talvez, não sejam cometidas no futuro... porque as pessoas esquecem rápido demais...


um critério pouco significante, mas bastante significativo

a minha vida no ic19

o ic19 é a estrada politicamente mais útil do país (talvez mesmo de todo o mundo).

ao contrário do que muitos poderão imaginar, não se estende por centenas de quilómetros.
não chega, sequer, às duas dezenas.
começa junto ao estádio pina manique e termina em ranholas.

todos (literalmente todos!!!) os governos que passaram pelo poder nos últimos 20 anos, mais todos os candidatos à camara municipal de sintra, utilizam o ic19 como arma (o termo nunca foi tão bem utilizado) eleitoral.
todos (rigorosamente todos !!!) prometem que vão alargar o dito.
todos (absolutamente todos!!!) afirmam ter cumprido as suas promessas tendo feito algo para atingir tal desiderato.

perguntam vocês:
mas como é possível que uma estrada com menos de 20 quilómetros consiga alimentar vários governos de vários partidos e vários canditados de mais partidos ainda?

fácil!
(sendo neste fácil que está a imensa utilidade do ic19 para a política portuguesa)
um governo promete alargar e faz o estudo (promete e começa a cumprir)
o seguinte, acusa o anterior de nada ter feito e abre concurso para a sua execução. (promete e cumpre)
o terceiro (que normalmente é do mesmo partido que o primeiro) acusa o segundo de não ter passado do papel e começa a obra dois meses antes das eleições. (promete e cumpre)
havendo eleições de 4 em 4 anos, conseguimos estar ocupados durante 12 (doze anos)

o primeiro periodo de 12 anos foi ocupado com o alargamento entre pina manique e queluz (uns longuíssimos menos de 5 quilómetros)
o segundo período de 12 anos foi ocupado com o alargamento entre queluz e massamá com a enormidade de 2 quilómetros (não desmaiem de espanto...)
neste momento estamos no terceiro período. aquele de diz alargar até ao cacém (cerca de menos de 3 quilómetros).

até ranholas ainda durarão mais uns 50 anos.


a política portuguesa está salva.


(hoje, a banda sonora que acompanhava o ic19, era o delicioso e deslumbrante "for the stars" em que a senhora anne sofie von otter prova que uma cantora lírica pode cantar sem os 'vícios' de colocação de voz dos cantores líricos e elvis costello no seu melhor)

Sol e solinho, que me fazes tão contentinha.

Um dia que começa bem.
O blog acompanha esta onda. Textos giros, participados, ondulados no mês do clitóris, vénia ao dito orgão.
Por causa do carlos, agarrei um Rip Kirby e estive a relê-lo. Era muito bom de facto. Que saudades do "Mundo de Aventuras". E do "Falcão" e do "Cavaleiro Andante". Ler quadradinhos às escondidas, porque tinham um "je ne sais quoi" de transgressão. Sobretudo quando descobri escondidos, no quarto do meu irmão, a Paulette, Milo Manara, e muitos outros mais. Relembro também a história da Adéle Blanc Sec, que nunca mais continuou.
Nas andanças, descobri um cartão de militante de um partido esquerdelho, risos.
Gosto de remexer em memórias.
E por falar em gostos, foi bonito ver a onda de mimos que os postadores conseguiram desencadear à volta do aniversário do g2. Os blogs também servem para fazer coincidir espaços de escrita, com afectividade.
That´s all folks!




Para a lau com os cumprimentos da Maria em modo Maria de Lurdes Modesto aqui fica a receita de Bacalhau Espiritual


Precisas de:

• 500 grs de bacalhau muito bem demolhado
• 200 grs de cenouras
• 200 grs de cebolas
• 100 grs de manteiga
• 50 grs de miolo de pão
• 1 dl de leite
• sal e pimenta
• 2 colheres de sopa de queijo ralado

Para o molho béchamel:

• 2 colheres de sopa de manteiga
• 2 colheres de sopa de farinha
• 5 dl de leite
• sal
• pimenta
• noz-moscada
• sumo de limão
• 2 gemas
• 1 dl de natas
• 1 clara



MODO DE PREPARAÇÃO:

Tirar a pele e as espinhas ao bacalhau.
Ralar as cenouras, descascar as cebolas e picar (para não chorar, deve-se descascar a cebola debaixo de água corrente)
À parte picar o bacalhau.
Levar as cenouras e as cebolas a lume brando com a manteiga e deixar cozer um pouco.
Juntar o bacalhau e deixar cozer mais um bocadinho
Juntar o miolo de pão ensopado no leite quente e espremido.
Bater tudo de modo a ter um preparado muito macio.
Temperar.
Preparar o molho béchamel, temperar com sal, e pimenta, noz-moscada e sumo de limão e juntar metade da porção ao preparado de bacalhau.
Deitar num tabuleiro.
Juntar as gemas, as natas e a clara em castelo ao restante molho e deitar sobre o bacalhau.
Polvilhar com o queijo e levar ao forno até o a camada de cima se apresentar fofa e loura.
Servir imediamente.

BOM APETITE
Hoje vi um snack bar com um papel colado no vidro. O papel anunciava o prato do dia. O prato do dia era bacalhau espiritual. Bacalhau espiritual? Sempre gostava de saber como é a receita.

8 de novembro de 2004

Era só um desejo...

Há dias, em que nos sentimos tão bem, que julgamos poder ter qualquer desejo para que tudo seja perfeito, mesmo o mais irrealizável dos desejos.
Eu hoje andei assim...
A maior parte das preocupações que me têm ocupado os dias (que voam) desapareceram.
O fim de semana correu bem, calmo e descontraido.
O dia esteve maravilhoso, com um sol claro quase de verão... o trabalho nem pesou.
Ao chegar a casa, sentei-me descansado no sofá. Senti-me aconchegado, sorri... e pensei no clitóris.
Foi então que tive o tal desejo, o tal que tornaria este dia quase perfeito: que o Porto e o Sporting perdessem esta noite,... os dois,... ao mesmo tempo!
Era assim pedir tanto, porra?
Voltava da escolinha e pensava no quanto gostava de candeeiros e das cidades que de noite perdem contornos e densidade. Ficam cintilantes e parecidas com aqueles passatempos para garotos. Aqueles onde se ligam pontos por determinada ordem e no final formam um desenho. Gosto de passar por candeeiros de rua quando é noite. Deixamos de se ver onde começa o poste. Só no topo, junto à lâmpada ele é visível. E é engraçado porque parece ser o poste a pendurar-se no feixe de luz.

Novos blogs

Este é duma galeguita que parece ter muito andamento. Recomendo aqui e vou colocar nos favoritos. Tem um texto maravilhoso sobre os Pokemon:)

E este que é completamente marado.~
Vejam a foto do senhor.

ai adorados riquezas ocultas do meu opulento coração desabrochante em ternura e carícias e afeições várias que saudades me devoravam mas nem por isso emagreci desinfelizmente e estive a ler estas coisas e vi um tema que me aliciou muito primeiro o do sexo na net e o mês do clitóris e eu gostava de saber tarifas que eu sou uma mulher sem medos de ideias arejadas e gostava de fazer um saite olha p´ra mim tão moderna já com a tabelagem dos actos e divulgação onlinhe dos mesmos que eu sou de muita imagética por outro lado o tema do clitocoiso interessa-me porque prezo muito o meu e estamos sempre a aprender até morrer como diz o ditado mas morramos deleitados e com o clitóris asseado e desempenhado e pronto como eu ia dizendo adorei a prosa do meu querido doutor vénia Gasel que deu a este assunto uma dimensão excelente e acho que o menino Ricardo está no bom caminho de satisfazer as necessidades da sua mais que tudo e o senhor engenheiro carlos também me pareceu bem ou seja este coiso tem homens muito homens e com muito despachonão esquecendo o Doutor ABS homem de muito prestígio no ramo.
Agradecia o apoio do senhor zoe na organização do dito saite e fotos já tenho algumas e lindas eu em fundo de veludo vermelho e pele de leopardo com a lingerie da HM que é barata e resistente e bem precisa de o ser que os homens são uns desajeitados e olhem parabéns ao senhor g2 no seu dia de anos que nunca se desfaleça e muitas venturas e o devoir chama-me lá me vou abraço-vos sôfregamente e já está.

Happy Birthday!

Parabéns ao g2 que hoje é pequenino :)


pp: já agora... onde é o jantar; a comemoração?
;)

Parabéns g2:)

Muito parabéns e um excelente dia de anos, ó nascido no mês do clitóris:)

PCP

O genuíno, o único, o imarcescível e inexpugnável PARTIDO DO CLÍTORIS PORTUGUÊS. Contra a penetração hegemónica, pela estimulação gratificante!

Entretanto

Recomendo isto até ficar tudo fixe. O que pode demorar mt. E por outros motivos. É mesmo bom

A propósito ao tema do mês

Acho uma excelente ideia, Novembro o mês do clitóris. Um mês imprevisível mas ao mesmo tempo aconchegante.
Acho até que já se perdeu demasiado tempo com a velha questão do falo, e das suas dimensões.
O busílis da questão está exactamente no clitóris e em todas as suas infindáveis nuances de forma, tamanho, volume, cor, textura e sei lá que mais...
Definitivamente, o cerne da coisa está no clitóris.

7 de novembro de 2004

Zoezinho, querido e adorado.

Não seria melhor um template de blog menos magro?
Há pessoas com isto desformatado, não sei bem porquê. Por exemplo o g2 tem Xp e tem esse problema, mas eu não.
Pelos vistos o Gasel também. Pode-se fazer o quê?
Atentamente e em sistema multi-vénia tipo frutuosa.

Para o carlos rei de fajão e além Tejo

Warren Tufts

(1925 - 1982, USA)



Não

Não foi um dia, nem dois, que voaram. Foi a semana inteira!... como é que esta semana desapareceu de forma tão rápida? Foi um incrível e imparável corre-corre de problemas, de assuntos e de diversas outras merdices para resolver... até televisão meteu (sim, não estão enganados, era mesmo eu naquele programa!). Mas ontem terminou tudo e as previsões apontam para dias de acalmia e remanso.
Entretanto...

O Bush ganhou. Posso confessar que não fiquei surpreendido e ando, em segredo, a preparar um belo texto que explica as razões sociológicas deste fenómeno.

O Arafat morreu. Só que ainda ninguém sabe... nem, provavelmente, ele próprio. Paz à sua alma e justiça (mas verdadeira justiça...) à sua memória!

O Gabriel Garcia Marquez (sim... definitivamente o meu autor preferido) publicou um novo romance, Memorias de mi putas tristes, que promete. Esta edição "tardia" fez-me recordar um carta de despedida que circulou aqui pela net, há 3 ou 4 anos, quando se colocou a hipótese de ele estar em estadio terminal devido a um linfoma. GGM sempre negou a sua autoria e muita polémica ocorreu acerca deste tipo de situações. Aqui fica a recordação:

"Se, por um instante, Deus se esquecesse de que sou uma marionete de trapo e me presenteasse com um pedaço de vida, possivelmente não diria tudo o que penso, mas, certamente, pensaria tudo o que digo. Daria valor às coisas, não pelo que valem, mas pelo que significam.
Dormiria pouco, sonharia mais, pois sei que a cada minuto que fechamos os olhos, perdemos sessenta segundos de luz. Andaria quando os demais parassem, acordaria quando os outros dormem. Escutaria quando os outros falassem e gozaria um bom sorvete de chocolate.
Se Deus me presenteasse com um pedaço de vida, vestir-me-ia com simplicidade, deitar-me-ia de bruços no solo, deixando a descoberto não apenas meu corpo, como minha alma.

Deus meu, se eu tivesse um coração, escreveria o meu ódio sobre o gelo e esperaria que o sol saísse. Pintaria, com um sonho de Van Gogh, sobre estrelas, um poema de Mário Benedetti e uma canção de Serrat seria a serenata que ofereceria à Lua. Regaria as rosas com as minhas lágrimas para sentir a dor dos espinhos e o encarnado beijo de suas pétalas.
Deus meu, se eu tivesse um pedaço de vida, não deixaria passar um só dia sem dizer às gentes - amo-vos, amo-vos. Convenceria cada mulher e cada homem que são os meus favoritos e viveria apaixonado pelo amor.
Aos homens, provar-lhes-ia como estão enganados ao pensarem que deixam de apaixonar-se quando envelhecem, sem saber que envelhecem quando deixam de apaixonar- se.
A uma criança, dar-lhe-ia asas, mas deixaria que aprendesse a voar sozinha. Aos velhos, ensinaria que a morte não chega com a velhice, mas com o esquecimento.
Tantas coisas aprendi com vocês, os homens... Aprendi que toda a gente quer viver no cimo da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a escarpa.
Aprendi que, quando um recém-nascido aperta, com a sua pequena mão, pela primeira vez, o dedo de seu pai, o torna prisioneiro para sempre.
Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar. São tantas as coisas que pude aprender com vocês, mas, finalmente, não poderão servir muito porque quando me olharem dentro dessa maleta, infelizmente estarei morrendo."

Texto apócrifo

PP: porque é que isto me aparece desformatado.
PPP: dia 13 estou em Espanha!

e na linha das proibições,

O que será proibido neste sinal?

a night

Vim de uma festa onde estive no meio de uns quantos amigos bebedos. Eu estava sóbrio mas independentemente disso não era grande a diferença. É uma capacidade que me orgulho de ter: saber divertir-me sem estar embriagado. Eu sei que é old fashioned e já não é cool nos dias de hoje. Mas é assim que faço as coisas e tenho um certo amor a isso.

6 de novembro de 2004

Sábado

Noite de saír , beber montes de copos e acordar toda lixada da cabeça.
De conhecer pessoas e flirtar imensamente.
Muito bons os fins de semana.
Não, a net não chega no aspecto relacional.
E segunda tenho os meus meus pequenitos.
Há pais e mães que deviam emigrar. Uns pitinhos de 3 anos e ar carente a darem-me beijos.
Uma criança tem que ser desejada e querida.
E eu vou para a night.
Gosto de olhar, cara na cara .
Dançar muito e agitar o copo na mão.
Quem não gosta de se sentir desejada?
Venham comigo.


Parabéns Zézinho:)

Não és o Castelo Branco, mas o bolo é um castelinho.
Feliz dia de anos , cheio de mimos com a tua pequenina e todos a quem mais gostas.





Algumas coisas boas da vida

Um hotel de cinco estrelas, no Algarve, em época baixa (tudo às moscas na região) com o mar lá fora, Rodrigo Leão no iPod ligado a umas colunas Altec Lansing e uma ligação de rede para o portátil no quarto. Trabalho para fazer, mas diferente do habitual.

É pena que segunda feira volte à vida normal.

Não, não é pena.

Explicações

Para António (de raça branca) o episódio é inesquecível. Ele e o filho adoptivo (de raça negra) de 12 anos, andavam aos beijinhos e abraços pelos corredores, entre livros e discos na loja fnac do colombo, numa brincadeira de um pai com um filho.
À saída, um policia interpelou-o : "O senhor desculpe, mas recebemos uma denúncia de que está com um comportamento estranho com essa criança."
António, teve de se explicar.

Obviar o verbo procrastinar.

Acordar cedo, vestir qualquer coisa, ir à praça e supermercado.
Na caixa , atrás de mim, chega uma velhinha convenientemente agasalhada, já muito corcovada e magrinha. Nas mãos segura orgulhosamente um chouriço, salsichas e um pacote de batatas fritas. Digo: "A senhora não quer passar à frente? Tem poucas coisas" e ela, com ar coquette sorri-me e lá vai.
Notei que tinha o porta moedas organizado, em função do tipo de moedas e desenrascava-se melhor que muita gente na contagem dos euros. As mãos manicuradas e cheirosas a sabonete tentavam ajudar a empregada a arrumar os três bens comprados.
Sim senhora, pensei eu.
Se este é o tipo de alimentação que conduz a uma velhice tão aprazível, vou aderir! (risos)

Eu gostava de guiar este carro.



5 de novembro de 2004

sapatos cócos

Uma das minhas primeiras memórias televisivas é de um anuncio onde o Óscar Acúrsio fazia publicidade a uma marca de sapatos, dizendo que eram “sapatos cómodos ” e eu como não conseguia dizer uma palavra tão grande dizia “sapatos cócos”
Aqui fica este “singelo ” momento da minha vida registado acompanhado duma foto onde estou a imitar o dito senhor.



Dia de...

Acordar. Ler o Público na net.
Tomar um banho. Café. Vestir.
Esperar os sobrinhos e ir ao Porto. Regressar.
Li uma coisa do Rui Zink de que gostei sobre a morte:"quando a morte chegar ela vai apanhar-me em flagrante delito... de vida".
E cita o Dr Monty Python: " Vens do nada, vais regressar ao nada, o que perdes então quando morres? Nada! Por isso olha sempre para o lado bom da vida".
E depois chega o fim de sema. Um abeijo e braço.


4 de novembro de 2004

Mariazinha..precisava tanto duma foto do duo Ele ela..tens, sobrinha?

ELE E ELA
PORTUGUESE
Portugal 1966 / Madalena Iglésias
Written by Carlos Canelhas

Sei quem ele é, ele é bom rapaz, um pouco tímido até
Vivia no sonho de encontrar o amor
Pois seu coração pedia mais, mais calor

Ela apareceu e a beleza dela desde logo o prendeu
Gostam um do outro e agora ele diz
Que alcançou na vida o maior bem, é feliz

Só pensa nela a toda a hora, sonha com ela p'la noite fora
Chora por ela se ela não vem
Só fala nela cada momento, vive com ela no pensamento
Ele sem ela não é ninguém

Sei quem ele é, ele é bom rapaz, um pouco tímido até
Vivia no sonho de encontrar o amor
Pois seu coração pedia mais, mais calor

Ela apareceu e a beleza dela desde logo o prendeu
Gostam um do outro e agora ele diz
Que alcançou na vida o maior bem, é feliz

Só pensa nela a toda a hora, sonha com ela p'la noite fora
Chora por ela se ela não vem
Só fala nela cada momento, vive com ela no pensamento
Ele sem ela não é ninguém

Ele sem ela não é ninguém
Ele sem ela não é ninguém

The Wealthiest and Nicest Prefer Kerry

Excepting Texas and Florida, Indiana, Ohio and the Virginias, all the wealthiest and nicest to live federated states of the US preferred Kerry. Some examples:

Massachusetts: Kerry 62% Bush 37%
California: Kerry 54% Bush 45%
New York: Kerry 58% Bush 40%
Illinois: K 55% B 44%
Washigton DC: K 90% B 9%
Pennsylvania: K 51% B 48
Washington: K 52% B 47%
Hawaii: K 55% B 44%

Roubado ao "Público" de hoje.

Para quem andou mais distraído e não leu...
E porque não discutirmos aqui o sexo na net?
Já que estamos no mês do Clitóris:)
Eu gostava de ler um estudo sobre o que se passa com os adultos, nesta área.


Instituto Superior de Ciências da Saúde
Simpósio debate abusos, pedofilia e sexo virtual durante dois dias
Lusa
Questões como os abusos sexuais ou a pedofilia vão ser discutidas hoje e amanhã num simpósio sobre sexualidade, durante o qual será apresentado um estudo que diz que mais de metade dos jovens procuram sexo na Internet.

O simpósio, denominado "Sexualidade e Saúde Sexual", é organizado pelo Instituto Superior de Ciências da Saúde - Sul (Monte da Caparica) e junta cerca de 30 especialistas.

Durante dois dias vão ser debatidos temas como a identificação e identidade sexual, a infertilidade e o aborto, a educação sexual, os abusos, a pedofilia ou a transexualidade.

"Sexualidade e Media" é o último painel dos trabalhos de hoje, altura em que será apresentado um estudo em que mais de metade dos jovens entrevistados admitiu que já acedeu a sites de sexo.

Os rapazes são, segundo os dados recolhidos, os principais consumidores de páginas pornográficas.

Foram questionados 318 jovens com uma idade média de 20 anos, 68 por cento dos quais mulheres, e que na esmagadora maioria dos casos utilizam a Internet há vários anos.

Depois de 93 por cento terem dito que usam a Internet em casa, os autores do estudo deduzem que é em casa que mais de metade desses jovens, 52,6 por cento, acede a sites com conteúdos na área da sexualidade, nomeadamente os homens (80 por cento).

Do total de inquiridos, 11 por cento admitiram que já se envolveram afectiva ou sexualmente com alguém que conheceram num "chat" (conversação em tempo real), enquanto que quatro por cento já falaram de sexo, alguns enviando ou recebendo fotografias ou usando câmaras de filmar.

Números que não surpreenderam o coordenador do estudo, o psicólogo clínico e sexólogo Jorge Cardoso, que reconhece que as relações sexuais que têm a Internet como origem são cada vez mais frequentes.

não existem obstáculos que nos impeçam de nos virar para meca... ou meca é apenas uma metáfora para tudo o que adoramos e veneramos?




as calças velhas do carlos

tigelada de fajão

(um dia vocês vão odiar fajão, eu sei..... )


a matéria prima :
1 litro de leite
8 ovos
400 gr açucar
1 colher de sopa de farinha
1 tacho de barro a escaldar no forno

a realização:
misturam-se os ovos, o açúcar e a farinha.
ferve-se o leite com um pau de canela, casca de limão e uma gota de aniz
(variante opcional)
deitar o leite a ferver dentro da massa em fio, mexendo depressa
deitar no tacho sem deixar arrefecer e cozer em forno brando durante 1 hora


Calças novas do Calx

3 de novembro de 2004

Obedecendo ao tema do mês!

Acho que quem nos criou, foi muito generoso com as mulheres. Deu-lhes aquele pequeno orgãozinho, situado em local pouco visível e que proporciona tanto prazer.
Ainda tenho uma vaga lembrança de em miúda ter descoberto a sua utilidade , duma forma inesperada:)
Acho graça a ver as crianças pequenas a auto-explorarem-se com ar divertido e curioso, perante o embaraço dos pais, entre o políticamente correcto e o que parece mal; "Tira daí a mão" , ou o tentar a distracção do pequeno ser com outro brinquedo!
Por falar em política, já percebi o que falta ao Bush. Um clitóris.

2 de novembro de 2004

Jantar em Coimbra

Que acham de um jantar do blog, em Coimbra, no dia 13 de Novembro?
Querem que organize? Jantar ou almoço?
Digam da vossa justiça.
Ricardo, acabei de receber as músicas de volta

Novembro: Mês do Clítoris

A questão já se colocava com uma pertinência cada vez mais insofismável: se Maio era mês do coração, para quando Novembro mês do clítoris?

Sendo assim e com a autorização expressa da nossa Presidenta, declaro oficialmente que Novembro passa a ser o Mês do Clítoris. Ficam todos convidados a exprimirem-se livre e abertamente sobre o clítoris universal e sobre os clítoris particulares.

Que este seja um mês muito estimulante!!!

Eleições

Parece-me a mim, que dado que os E.U.A se ingerem continuamente na política mundial, nós também devíamos escolher entre Bush e Kerry!
Ou seja, quero o meu cartão de eleitor norte-americano!

hoje é dia de finados, diz-se

hoje é dia de finados, diz-se
este fim de semana foi até à terra.

por alguma razão estranha muita gente me pergunta se fui por causa dos meus pais.
não só, mas também.

fui-lhes pintar o quarto.
tinha umas manchas de humidade.
o meu pai não está cá para o pintar.... por isso pintei-o
há uns tempos que tem sido assim.
espero continuar a cuidar da casa deles durante muito tempo.
e quando eu não puder, que haja quem o faça por mim.

faltaram as piadas do meu pai a propósito dos meus atributos pictóricos.
faltaram as piadas dele a propósito de tudo e de nada
faltou o sorriso discreto da minha mãe.

mas a casa deles está mais bonita.
e branca

Terça-feira: dia de roleta russa (ou melhor, americana)

Espero que o John Kerry ganhe!!

a época dos tortulhos em fajão

a época dos tortulhos em fajão começa por agora.

quando a humidade é alta e o frio ainda não é intenso.
em fajão, estão nas zonas mais protegidas dos ventos da estrela (a serra)
pelo meio dos fetos, entre as ervas altas. nos poucos terrenos com terra (terra é coisa que há pouco na minha terra, que aquilo é mais xisto).

é um bom trabalho para ajudar a digestão do almoço e enquanto se ganha lastro para o lanche ajantarado.
percorrer os 'quintais' e as courelas e encher o saco de sucolentos tortulhos.
não se devem apanhar exemplares com diâmetro inferior a 10 cm.
ainda não têm a textura ideal.. e no dia seguinte já terão esse desejado tamanho.
há que saber esperar.

para quem não tem a certeza dos que se devem comer (como eu..), convém perguntar aos especialistas (se um gajo que é gajo nunca pergunta um caminho, já quanto à natureza dos tortulhos não há nada na cartilha do marialva que o impeça).

depois de apanhados e convenientemente lavados...
aproveitam-se as brasas da lareira já acesa e grelham-se virando a parte mais lisa (a superior) para as brasas e com sal colocado na parte mais 'folhosa'.

vinho tinto é o melhor para o acompanhamento, que deve incluir uns enchidos, queijo e, como manda a tradição por aquelas bandas, marmelada.


no domingo foi este o programa (juntamente com uma segunda demão de pintura no quarto dos meus pais.... aquele será para sempre o quarto dos meus pais...).
rematado com uma tigelada no 'juiz'

não fora o benfica ter empatado aos 96 minutos.. e teria sido um domingo perfeito.

1 de novembro de 2004

Números!

Estou irritada..não fui a 33.000!
Gostava de ser essa!

Os momentos que ficam

Sexta feira estive em Coimbra, a propósito de um encontro profissional. Na véspera tinha havido um rally paper, que se repete, salvo erro, há uns quinze anos. Duas histórias, contadas durante o jantar por duas participantes, senhoras perto dos cinquenta:

História 1
“A minha filha telefonou-me. Disse que o [um amigo da filha] me tinha visto em frente à Mango, de óculos escuros [era já noite] com um grupo de gente esquisita e de coletes fluorescentes [colegas de equipa] berrando a plenos pulmões Oh, Susana, não chores mais por mim!. Neguei, claro. “Não, filha, não era eu de certeza!”. Mas era mesmo...”

História 2
“Estamos frente à igreja [X]. A tarefa diz que todos os elementos da equipa têm de dar duas cabeçadas nos tapumes junto à porta da igreja, e em seguida descobrir o antigo nome da referida igreja. Procedemos como ordenado. Dirijo-me a um homem já idoso que está perto e pergunto:
- Boa noite! O senhor sabe por favor dizer-me qual era o antigo nome desta igreja?
O velhote não responde, olhando fixamente para o lado. Cuidando que se pudesse tratar de um problema de audição, volto a perguntar, um pouco mais alto:
- Boa noite! O senhor por acaso sabe dizer-me qual era o nome desta igreja antigamente?
O homem, mantendo o olhar atento no outro lado, pergunta, apontando:
- A senhora desculpe, mas aquela ali não é a Drª Manuela? [nome mudado]
- Aquela? Hum... sim, é ela, sim! Porquê?
- É que ela é a minha médica de família! E a senhora sabe dizer-me por que é que ela estava a bater com a cabeça no tapume?!?”

Há momentos que valem tudo.

(O jantar foi no Restaurante Dom Azeite, em Taveiro. Um antigo lagar de azeite, reconvertido em restaurante. Muito bonito. Recomenda-se).

domingo

Foi um bom domingo, jantar de amigos num restaurante perto de Coimbra, que aconselho vivamente, a casa Arménio em Tentúgal, arroz de cabidela e farófias de sobremesa, tudo acompanhado por Periquita (que por mais que tente, não faz parte dos meus vinhos de eleição).
É claro que apareceu o saudosismo que começa a atacar qualquer trintão que se preze, e no meio das lembranças de festas e jantares passados eis que surgem as músicas da adolescência e sem mais nem menos começamos em cantorias pegadas. Seguiu-se um percurso semi-alcoólico por uns barzinhos cá da terra, foi mesmo um bom domingo.

estatísticas

campões nacionais de portugal nos últimos 10 anos:

porto: 7 vezes
sporting: 2 vezes
boavista: 1 vez

não existe mais nenhum campeão em portugal nos últimos 10 anos.
serão estes os 3 grandes?

se a estatística explicasse tudo...

quando for grande quero ser generalista

De frente prá noite ...

Branco. No branco da cal da parede, nasce este risco de noite, este contorno de prédios de copa irregular. Umas estrelas mal semeadas, uns quadradinhos de luz amarela disfarçados de janela, iluminam o quadro. Mais perto, do lado de cá da casa, riscas verticais. De aluminio. Mudei a secretária e estou de frente prá noite. Gosto mais assim.

A terra treme...

Na manhã de 1 de Novembro de 1755, enquanto milhares de pessoas se reuniam, na sua maioria em igrejas, para celebrar o Dia de Todos os Santos, a terra tremeu em Lisboa. Poucos minutos depois, sentiu-se um segundo abalo, muito mais violento, arrasando metade da cidade e causando cerca de 60 mil mortes (vinte mil das quais, em Lisboa, onde, há 249 anos, viviam cerca de 250 mil pessoas).

O terramoto provocou um maremoto que varreu a cidade quase por completo. Barcos, docas e edifícios foram destruídos pela fúria das águas e milhares de pessoas foram arrastadas para parte incerta. Um fogo terrível deflagrou pela cidade (ao qual não foram alheias as muitas velas que estavam acesas nas casas e altares das igrejas), ardendo durante três dias seguidos e destruindo o pouco que restava da cidade. Muitas das vítimas ficaram soterradas nos escombros das igrejas onde estavam a assistir à missa (o que lançou, posteriormente, um aceso debate filosófico sobre a justiça divina).

O fenómeno, conhecido como o Grande Terramoto de Lisboa, terá atingido 8,7 na escala Richter (a escala vai até a um máximo de nove). O sismo foi sentido por quase toda a Europa e no noroeste de África. Foi o maior desastre natural de que se tem registo na história da Europa.

A um ano da passagem de um quarto de milénio sobre o desastre natural que mudou Lisboa para sempre e da concretização da candidatura da Baixa lisboeta a património da Humanidade, a câmara da cidade, o ministério da Cultura e o Instituto Português de Património Arquitectónico (Ippar) ainda não têm definido o programa que assinalará a efeméride.

Fonte do gabinete da vereadora da Cultura, Maria Manuel Barbosa, disse ao PÚBLICO que, por enquanto, apenas estão definidas as acções que já foram aprovadas em reunião de câmara: a digitalização da maquete de Lisboa pré-terramoto de 1755 - que se encontra no Museu da Cidade, no Palácio Pimenta - e uma exposição sobre a temática da reconstrução pombalina, a realizar no Terreiro do Paço (que, na realidade, se chama Praça do Comércio, mas 249 anos depois da catástrofe, os lisboetas continuam a designar aquela praça, como a do Terreiro do Paço, uma referência ao Palácio que ali esteve durante 400 anos, até ao dia 1 de Novembro de 1755, quando o terramoto o destruiu quase na totalidade).

A mesma fonte adiantou que as iniciativas que vão assinalar a efeméride ainda estão "em afinação" e que, "em meados de Novembro", a autarquia terá mais novidades. Ainda por definir estão, também, as acções a realizar sob a chancela do ministério da Cultura e do Ippar.

As acções já planificadas pela Câmara de Lisboa para assinalar, no próximo ano, os 250 anos sobre o terramoto de 1755, vão proporcionar aos lisboetas e turistas da capital "regressar", ao período anterior à catástrofe e visitar a cidade de então através de passeios virtuais.

Para isso, o executivo camarário vai criar um sistema multimédia de três dimensões, através da animação virtual da maquete patente no Museu da Cidade.

A exposição sobre a reconstrução pombalina da cidade vai decorrer nos 1900 metros quadrados deixados vagos pelo centro de distribuição postal dos CTT, no Terreiro do Paço.

Projectos científicos em curso
Mas se existe algum atraso no planeamento da efeméride em Lisboa, a comunidade científica internacional está mais adiantada. Estão a decorrer, pelo menos, oito estudos científicos para tentar entender as causas do terramoto e analisar a possibilidade de ocorrência de um novo abalo sísmico com a mesma magnitude no continente europeu.

Estão planeadas cinco viagens oceanográficas e três perfurações no fundo do mar mediterrâneo, numa tentativa de descobrir os segredos sísmicos da região, tanto do passado, como do presente e futuro.

Recentes estudos apontam o epicentro do Grande Terramoto de Lisboa no Mediterrâneo. "O desenvolvimento de um forte 'tsunami' [como o que atingiu Lisboa] implica uma origem marítima", explica Marc-André Gutscher, oceanógrafo de uma unidade de pesquisas marinhas do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS), em França, num artigo de 27 de Agosto, "What Caused the Great Lisbon Earthquake", da revista "Science". Gutscher estima que a enorme onda que atingiu Lisboa tenha atingido dez metros de altura, provocando inundações em cidades litorais europeias e de Marrocos.
No Público de hoje...(Diana Ralha e Bruno Alves)

Dia dos mortos.

Hoje e ontem a Morais Soares tem estado cheia de flores. E com um corropio de gente. Objectivo: ir ao Alto de São João, relembrar os familiares e amigos mortos.
A rua fica bonita, parece um mercado. Muita gente de preto. Muitos enlutados recentes.
Não sou muito dada a rituais funerários.
Mas acho este singularmente tocante.
Apesar de nunca saber qual é o Dia dos Finados, se ontem, se hoje.
De qualquer forma, deu-me para ficar nostálgica e lembrar os meus queridos que já morreram.
E de como apreciariam este belo sol de Novembro.




Bichas e trichas

Ontem estive a ver as expulsões da "Quinta das Celebridades", programa que está no top absoluto das grelhas televisivas. Fico sempre de nariz colado ao écran.
Há modelos que vem dos passados BB; os concorrentes dirigirem-se a "Portugal", dizendo "Portugal é que decide", a Júlia Pinheiro exclamar "Portugal aguarda por saber se namoram ou não" e intervenções direccionadas à "Colónia Brasileira" (será que colonizámos de novo o Brasil?)
Mas o que me mais espanta, é sem dúvida a adesão popular que suscita a figura do Castelo Branco. Num país tão machista , em que os homosexuais são ainda ostracizados, o termo bicha passou a ser a palavra da moda. Já ouvi crianças a brincar e uma dizia à outra, "Tens a mania que mandas, tás armado em bicha presidencial?".
Todos os maneirismos do personagem, estão a ser repetidos desde os gestos à linguagem, por todas as pessoas., independentemente de idade , sexo e outras variáveis mais.
Claro que vai ser um modelo a esgotar-se, mas o Castelo Branco desempenhando o seu proprio papel de boneco animado, já conseguiu várias coisas: destronar o Herman, provavelmente vai escrever livros e peças de teatro e ser a coqueluche nacional. O que não é coisa pouca, convenhamos.
Não deixo de ter alguma admiração por um ser tão capaz de se auto-encenar diariamente...
Actor, jogador, não fazemos ideia de quem está por dentro desta pessoa. Não é homem, não é mulher, quem é afinal?
"Portugal decidirá!".


FILHOS DA PUTA!!!

Como se já não bastasse roubaram dinheiro por qualquer tipo de transferencia, cheque, extracto, cartão, etc, esta tornou-se a ultima jogada do banco onde eu tenho a minha conta ordenado, a Caixa Geral de Depositos.
De modo a poderem "brincar" nas bolsas do mercado asiatico, congelam as contas à ordem a partir da meia noite e tal só disponibilizando 20 euros! Partem do principio que não vão existir muitas pessoas a ficarem chateadas ao nao poderem pagar o jantar ou a não poderem pagar os 25 euros de gasolina que ja enfiaram no deposito do carro! Por isso, na 3ª feira vou fazer uma ameaça à minha gestora de conta: ou eles param com aquela merda ou eu mudo de banco! (Não que lhes faça muita diferença mas eles que se fodam!)
Viagem rápida, com pouco trânsito e estou de novo em casa.
A família às vezes cansa um bocado, sobretudo como no meu caso, está em perfeito caos.
Agora a tranquilidade da casa vazia, toda a gente foi sair.
Fez-me bem conduzir com calma a ouvir pearl jam e ben harper.
agora vou preparar uma caipirinha e ver um filme.
Porque o sono ainda não chegou.


Peixe interessante a piranha:)

Esta é a Red Belly.
Realmente é um simpático peixinho:)