17 de novembro de 2004
Dia Nacional do Não Fumador
Sem fundamentalismos, algumas considerações:
1.
Fumar nos dias de hoje, com tudo o que se sabe sobre o assunto, é a demonstração de que a dependência do tabaco se torna rapidamente em doença.
2.
Os administradores da Tabaqueira, da Philip Morris e afins são moralmente iguais aos piores capangas dos cartéis das drogas duras.
3.
A hipocrisia como raison d'état continua prevalente.
4.
Cada um tem o direito de se suicidar como entende.
5.
Todos temos o dever moral de educar as crianças, violadas diariamente no seu direito elementar de crescerem saudáveis pelas campanhas glamourizando o tabaco.
6.
A luta continua.
No PÚBLICO de hoje.
é para cortar ou só para mudar o óleo?
o barbeiro pergunta:
- é para cortar, ou só para mudar o óleo?
16 de novembro de 2004
E depois do passeio...
Mas vim tão distraido, tão relaxado, que nem dei pela segunda-feira que passou... e, de repente, hoje exclamei: olha, já é terça!
Foram, de facto, uns bons dias passados na Serra de Huelva, a vaguear calmamente ao correr das vontades e da preguiça, a visitar sítios como Almonaster la Real, Aracena e Aroche, a comer presunto, presas e o que mais se achava, e a beber viño, (bastante) viño... enfim, uns belos dias!
Só nestas alturas tenho a verdadeira percepção que os dias têm muitas maneiras de voar... e que há umas melhores que outras.
Esta é uma pequena imagem do castelo-mesquita de Almonaster, em cuja igreja matriz existe um maravilhoso portal Manuelino. Aproveitei para recordar (ou será que nunca tinha sabido?) que estas terras e lugares chegaram a ser portuguesas, embora por pouco tempo, no século XIII. Quem terá ficado a ganhar?
PP: e boas vindas aos novos postadores-voadores!
PPP: ahhh, pois... o meu Benfica começa a cumprir os seus desígnios.
a vida não está fácil
-morreu o ...... !
o .......... esteve comigo no brasil hà pouco tempo, tinha estado em reunião aqui na semana passada...
o .......... era mais novo que eu. era saudavel. era boa pessoa.
tinhamos andado a tentar contactá-lo por causa de uns pormenores e ele não respondia...
trabalhava imenso, tinha sempre imensas coisas e não sei quantas empresas..
morreu num acidente na a8 hoje de manhã.
passámos uns filmes atrás e, nos últimos 2 anos, faltavam-nos umas 10 pessoas.
uns com AVC's, outros com acidentes, outros isto ou aquilo.... mas todos por causa da vida de merda que todos levamos.
a pressão, a tensão, as vendas, os preços, a concorrência, os acordos....
um dia, há uns anos, uma pessoa saiu de maca de uma reunião comigo.
o coração não aguentou este permanente esticar de corda.
mesmo achando que ele já não estava bem antes ( tinha-lhe proposto não continuar a reunião quando comecei a vê-lo a suar), não dormi durante várias noites com a imagem daquela excelente pessoa a cair da cadeira.
ficou bem depois disso e nunca mais teve nada parecido. mas a imagem fica para a vida.
por piada costumamos dizer: isto não é fácil... mas se fosse fácil estavam cá outros.
mas tem mesmo que ser assim?
Estou cansada de tudo, não só de ti. Hiberno e protejo-me do exterior.
Por isso, gosto de caminhar entre esta luz, que me aquece e me devolve a vida.
Parecerei nostálgica talvez, o meu olhar não é sorridente. Talvez apenas vazio, num esforço inútil , um vôo cego a nada, como escreveu R. Ferreira e cantou Fausto.
E, enquanto ando, penso na minha presença neste blog, algo como um exorcismo e uma libertação. Não é por vivermos numa casa cheia de gente, que vivemos mais ou menos sozinhas. A solidão sempre gostou de mim e enlaça-me sem eu saber. Aprendi a viver com ela, mas ninguém a vislumbra. Ou será, que ninguém me reconhece?
Esta sensação que vou ser lida, inquieta-me um pouco, mas por outro, tranquiliza-me.
A paz que traz o sol. Os benefícios da hibernação.
Ao menos aqui, fluo. Pelo menos aqui. Certamente, só aqui.
15 de novembro de 2004
Da nostalgia da net de outros tempos
Netsplit
Flaming
MUD
Killfile
FTP
BBS
Mondo
Telnet
Usenet
NO CARRIER
Será interessante ver quantos, dos mais novos, ainda sabem o que isto tudo quer dizer...
Coisas das pessoas conversarem.
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madalena-28> ACORDEM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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Que nova tribo é esta? (nova, como quem diz).
E a propósito, percebi que existe aqui uma certa confusão. Existem dois Josés...O Zézinho e o Jose. O segundo é que é antropólogo e embirra com a Mead:)
And T has quit blog (broken Pipe)
E se de repente uma criança nos chamar gorda?
Como é que eu explico à criança e à mãe que "gorda" não é um insulto mas apenas a constatação de um facto?
Como explicar à mãe da criança que a criança apenas está a dizer o que vê?
Como dizer à mãe que ao ralhar está a ensinar que gorda é um “nome feio”?
Será que alguém me consegue responder a estas perguntas
ainda a margaret mead...

um dos grandes contributos da margaret mead para a antropologia (ou para o alargamento do seu interesse e estudo aos não antropólogos), foi o facto de, talvez por ser mulher e mal recebida pela restante comunidade científica, necessitar de dar algo de novo a essas investigações e estudos.
foi o começar a deixar de olhar para os outros povos como uns seres estranhos e exóticos que os ocidentais 'estudam', e passar a olhar para eles para tentar perceber como funciona a nossa sociedade e o que a nossa sociedade tem a aprender com eles.
por muito que a acusem de ter ido à procura de sociedades 'matriacais' para a oceania (era acusada de ir à procura de 'provas' para a sua luta de afirmação da mulher nos estados unidos), que fez com que uma legião de antropólogos machos lá voltassem para 'provar' exactamente o contrário, só para dizer que ela estava enganada...
por muito que a acusassem de não respeitar os mestres, nem respeitar as 'leis', ninguém, rigorosamente ninguém, deu tanto à divulgação da antropologia como ela.
conseguiu, por uma vez na vida, que a antropologia tivesse uma super-estrela.
conseguiu que muita gente, como eu, lesse uns quantos livros e se interessasse por coisas que nunca imaginou...
e era feia, sim senhor. um bocado.
mas eu também sou feio
Margaret Mead (1901-1978)
Faz hoje 26 anos que morreu. Foi uma das pessoas mais importantes do século XX. Nós é que somos muito dados ao esquecimento.
Novembro: Mês de...
Apenas
uma boca. A tua Boca
Apenas outra , a outra tua boca
É Primavera e ri a tua boca
De ser Agosto já na outra boca
Entre uma e outra voga a minha boca
E pouco a pouco a polpa de uma boca
Inda há pouco na popa em minha boca
É já na proa a polpa de outra boca.
Sabe a laranja a casca de uma boca
Sabe a morango a noz da outra boca
Mas sabe entretanto a minha boca
Que apenas vai sentindo em sua boca
Mais rouca do que a boca a minha boca
Mais louca do que a boca a tua boca.
David Mourão-Ferreira
Alô daqui fala a Marta!
Foram uma hora e 51 minutos de tempo desperdiçado que não serviu para nada. Em coerência com tudo isto, não é possível marcar antecipadamente (que passe a redundância) uma hora para o reboque vir prestar o seu serviço. Portanto, amanhã haverá mais.
Com tudo por dizer.
Porquê? Tu sabes e eu sei,que as retenho e as adio. Sabes como sou e chamas-me qualquer coisa, como criança e impulsiva. Eu não nego e não aceito. Prendo o olhar num ponto invisível para todos. Tento não estar aqui ,mas ali, enquanto não te calas . Desde que não grites, consigo certamente saír e voar sobre as casas, que me encarceram.
Vivo em modo adiado. Sei que pareço estranha. Não, não quero mudar as coisas. Quero ser como sou. Não insistas. Porque falas tanto, interrogo-me. De cabeça já fiz a lista do hipermercado. Vou tentar conter os custos este mês. Quero economizar. Não, afinal ainda continuas a discorrer. Porque afirmam que as mulheres falam tanto?
Está bem, fecho a janela, se te fazem mal as correntes de ar. Vamos ao cinema, como queres. Para mim contigo é tudo igual.
Só tudo se modifica, quando não estás. Por enquanto estou aqui, mas se de facto me soubesses ler, já me saberias ausente. Em parte incerta. Imaginando planos.
Só sei, como o José Régio, só sei que não vou por aí. No caso só sei, que sei, que não vou ficar contigo por aqui.
E estou a ouvir Vivaldi cá dentro, uma das quatro estações e a minha favorita, enquanto sorrio e te digo a tudo que sim. Na realidade ficará sempre tudo por dizer. Obviamente.
Vício de digitalizar
Apeteceu-me postar esta ilustração dum livrinho velhote e pequenino do Alphonse Daudet e que é assinado pela minha avó, em 1913. Gosto de ver os livros assinados pelos donos. Ou com anotações. Reparo que falei em propriedade, como se os livros fossem só coisas. Mas não são.
Esta ilustração intriga-me, porque não sei o que a família está a fazer. Na altura não se mudavam lâmpadas eléctricas. A abrir uma janela? A matar uma osga? Isto enerva-me, o não saber. Começo a semana enervada! (risos).
Dia de a iniciar . Assumidamente ando preguiçosa. Como eu gosto deste friozinho bom e do aconchego das lãs e mantinhas.
Bom dia de frio a todos.
14 de novembro de 2004
Receituários
In o O Cozinheiro Popular das Famílias Portuguesas e Brasileiras, 1890
Estou a pensar em poupar-vos à receita exacta dos pratos de coelho, que eram esfolados e metidos na panela VIVOS!
E é isto.
Coisa feia a inveja

Se até para a falta de tesão há pastilhas, também podia haver para a falta de esperteza. Eu tomava.
soufllé de chocolate miragem
a matéria prima:
180 gr de manteiga
180 gr de farinha
16 gemas
1 litro de leite
1/2 vagem de baunilha
16 claras
300 gr de açúcar
300 gr de chocolate picado
a execução:
diluir a manteiga juntamente com a farinha.
juntar as gemas e misturar bem.
ferver o leite com a baunilha e juntar à mistura anterior.
levar ao lume a cozer.
deixe arrefecer.
bater as claras com o açúcar e envolver tudo.
juntar o chocolate picado.
cozer em forma de porcelana untada com manteiga e açúcar.
cozer no forno a 180 graus durante 20 minutos.
bom apetite...
...e sejam felizes, não obstante
No comments, como diria a EURONEWS
DASSE ...
Celadon.
Outra coisa boa de ir assistir a este espectáculo. É em sistema de café teatro e pode-se beberricar um whisky, molhando a garganta seca de tanto rir.
13 de novembro de 2004
Boa tarde.
Pensar é estar doente dos olhos
Estremece o vento, sobe a manhã. O calor abre.
Sinto corarem-me as faces.
Meus olhos conscientes dilatam-se.
O êxtase em mim levanta-se, cresce, avança;
E com um ruído cego de arruaça, acentua-se
O giro vivo do volante "
Hoje acordei, e senti-me Pessoa !
Bem-vindo Luís ...
12 de novembro de 2004
Pero que las hay...
-Pai, podes emprestar-me o carro esta tarde?
-Posso. Vai buscá-lo à garagem.
Entro no carro. Dou à chave. Clic. Mais nada. Clic. Clic.
Bateria em baixo.
Apanho um táxi para a Faculdade. Olho a medo para o táxi. Há dias em que é melhor não tocar muito em certos objectos. Como automóveis.
O laptop e o projector de datashow, pelo menos, funcionaram.
intermezo
"Clítoris" ou "Clitóris"?
Rebelo Gonçalves registou clítoris. Foi esta a grafia que se generalizou em Portugal (ex.: José Pedro Machado, Texto Editora, Porto Editora). A própria Academia das Ciências de Lisboa também registou clítoris no seu Vocabulário de 1940.
Contudo, o «Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa», da Academia Brasileira de Letras, de 1998, regista clítoris para pedra clitóride e clitóris efectivamente/efetivamente para a excrescência. O brasileiro Dicionário Aurélio também regista (e só) clitóris para a excrescência.
Em resumo, em Portugal a grafia clitóris tem sido considerada uma variante brasileira.
Mas o «Dicionário Contemporâneo da Língua Portuguesa», da Academia das Ciências de Lisboa, acabado de publicar pela editora Verbo, regista a dupla grafia clítoris e clitóris com a mesma acepção.
Isto significa que, do ponto de vista expresso neste dicionário, e para quem o considerar como `padrão´ (que a obra declaradamente pretende ser…), a excrescência na grafia brasileira é agora válida em Portugal (mas uma das variantes portuguesas não o é no Brasil…).
Ao seu dispor,
D´ Silvas Filho
bolacha oásis de três chocolates
300 gr de manteiga
200 gr de banha (que poderão ser substituídos por manteiga)
500 gr de açúcar
4 ovos
1 kg de farinha
6 gr de bicabornato de sódio
150 gr de chocolate branco
150 gr de chocolate de leite
150 gr de chocolate negro
a função:
bater a banha, a manteiga e o açúcar com vara de pás.
depois de bem misturado,
adicionar os ovos lentamente
e, por fim,
a farinha peneirada com a soda.
corte em pedaços muito pequenos (cerca de 1/2 cm) os três tipos de chocolate, e
adicionar à mistura.
fazer um cilidro com a secção da forma de aro a utilizar (cerca de 10cm) e guardar no frigorífico.
na altura de cozer, corte em pequenos discos de pouco mais de 1cm de espessura, colocar nas formas de arco e
cozer a 180 graus por 12 minutos
retirar um pouco antes de cozido.
para apresentar, deve virar para cima o lado que ficou virado para baixo no forno (mais tostado)
devem ser comidas ainda mornas.
(obrigado ao mestre cozinheiro eduardo luzio)
Malhas que o império tece.
Governo, seja o excelentíssimo senhor bem-vindo na minha conta bancária. Pode entrar e mexer à vontade. Agradeço que arrume depois e não leve nada, sem pedir emprestado.
Se quiser deixar alguma coisinha, meta no bule japonês da estante do canto na sala, umas notinhas de cem euros enroladinhas, não se coíba.
A casa está às suas ordens.
Volte sempre:)
Livros e escritores
Era a Joane Harris, a autora do "Chocolate" entre outros livros. Ali estava ela de cara lavada, sorriso aberto e completamente descontraída.
De repente senti-me europeia. Ena. Será que qualquer dia trarão o meu adorado David Lodge?
E é sexta feira:) amanhã acordo tardíssimo!Yes!
11 de novembro de 2004
Sim, morreu ...
Mas também morreu Abu Amar, o fundador da Al Fatah dos anos 50 e 60, uma das mais radicais e mortíferas organizações terroristas. A Fatah da altura em que esses territórios não estavam ocupados por Israel, mas sim administrados pelas potências arabes regionais, e que sempre recusou a fundação do estado Palestiniano. A Fatah cujo único objectivo era a reconquista e a eliminação do estado de Israel.
os vampiros.
Os meus sonhos admiram-me sempre.
Quem sonha afinal?
Muitas vezes e mais esta semana, sonho invariavelmente com a minha mãe. Mas isso sei explicar. E de uma forma estranha, fico feliz de a recordar assim de carne e osso a viver.
Ou seja, enquanto eu sonhar os meus adorados viverão.
E sim, continuarei a exterminar os camelos dos vampiros. Melhor do que se matasse um frango. Porque eu não sou de tirar a vida a ninguém.
E agora gostava de projectar-me tão fora de mim, tão fora, que beijasse os meus loved ones.
E é isso.E não é tudo?
Carta ao Pai Natal
Por via da boa notícia que tivemos nos últimos dias, decorrente das eleições nos Eua - a penalização do dólar, é de interesse mútuo que lhe endereço o seguinte pedido:
Envie-me imediatamente uma meia extra-large cheia de papelinhos verdes, pois não é de descurar uma recuperação, em particular se os próximos dias contribuírem para afastar o actual cenário relativamente à economia dos EUA.
Assim, O Pai Natal efectua uma excelente transacção, e dentro de algumas semanas, quando retomar a apetência pelo dólar, eu poderei diminuir o défice orçamental, de modo a poder efectuar os investimentos que tenho em perspectiva - as prendinhas!
esse homem sofria de uma doença que o obrigava a tratamento hospitalar.
como o complexo de edifícios onde esteve prisioneiro não era nenhum hospital, esse homem não recebia o tratamento que necessitava.
foi avisado que, se saísse do edifício, seria morto.
um dia, quando já não era possível aguentar mais, o homem foi autorizado a sair para um hospital a fim de receber o tratamento.
de facto, não era possível aguentar mais e não aguentou
esse homem morreu.
esse homem foi morto.
mas quem o matou já tem muitos milhares de marcas na coronha da sua pistola.
10 de novembro de 2004
Adenda ao tema do mês
In 'Lentils in Paradise: A true and nostalgic account of my visits, as a little boy, to the Women's Baths in Ankara' de Moris Farhi
Pequenos Vagabundos
ainda a palestina....
imaginem-se viver num ghetto cercado de arame farpado onde, para sair e para entrar, têm que passar pelo exército ocupante
imaginem olhar para a encosta em frente da janela da vossa casa e verem, em cima dos prédios em frente, ninhos de metrelhadoras, exército e binóculos apontados a vós.
imaginem que não podem vir das compras sem terem que mostrar o que compraram
imaginem comprarem um pão grande e o exérito espetar os pães com facas para saber se levam alguma coisa lá dentro.
imaginem crescer assim
imaginem imaginar que a vossa vida, o vosso futuro, vai ser aquilo e mais daquilo.
conheci um palestiano em jerusalém ao qual pedi para me levar a conhecer um campo de refugiados.
disse-me que não. nem pensar. és louco, disse.
os palestinianos iriam desconfiar de mim;
o exercito israelita iria achar menos piada ainda.
perante a sua absoluta recusa perguntei-lhe como o deveria fazer, porque o iria fazer.
deu-me poucos conselhos: não levar óculos escuros, uma t-shirt sem nada escrito, nada de máquinas fotográficas; não parar para ver os 'monumentos'; reponder aos cumprimentos. andar sempre com a cara levantada q.b.
aconselhou-me um roteiro que pudesse ajudar para desculpa da estadia por ali.
o campo de refugiados fica no monte das oliveiras. em frente ao local onde teóricamente foi a última ceia. e da célebre 'piscina de david', o rei.
saí do campus da universidade e fiz o cume do monte das oliveiras... atravessei o cemitério-agora-judaico
é curiosa a história deste cemitério:
como as très religiões têm a mesma origem, o monte das oliveira será por onde cristo voltará à terra; será o local onde o profeta dos judeus virá para a salvação do mundo e fica do outro lado da encosta da mesquita da pedra, de onde maomé subiu por uma corda para o céu. e de onde virá para o juizo final.
esta proximidade estrategica do local de regresso dos profetas salvadores do juizo final (se vierem todos no mesmo dia vai ser a maior confusão...) espero que tenham organizado bem as agendas), faz com que este seja o cemitéro mais desejado do mundo (há umas pequenas excepções para pére lachaise, mas enfim, isso são contas de outro rosário)
nessa ligação da extremidade do cemitério com o campo de refugiados, por não ser de utilização frequente pelos palestinianos, não existia exército. apenas o arame farpado que contornei.
um campo de refugiados na palestina não tem o mesmo aspecto de outros locais (apenas atravessei um outro no sul do quénia, que é mais composto de tendas.. e com outro estilo de violência e miséria absoluta).
imaginem uma grande 'cova da moura', ou uma 'pedreira dos húngaros' quanto ao modelo arquitectónico.
ruas menos largas que os meus braços abertos, lama e pó, esgotos a céu aberto, algumas casas esventradas (soube mais tarde serem casas onde o exercito israelita afirmava viverem resistentes). o cheiro das ruas que são lavadas com as chuvas, quando chove (o estado de israel só lá entra para prender e matar
mas, em todo o lado por onde passei, uma aparente calma nas pessoas, respeitosos e levemente sorridentes cumprimentos à minha passagem, respondidos com o mesmo acenar de cabeça e meio sorriso.
a miséria daquele bairro em contraste com o outro lado da cidade é impressionante.
realizei que quem ali cresce não tem nada a perder porque nunca ganhou nada. nunca teve nada.
quando vejo reportagens sobre os suicidas, não entendendo o pouco valor que dão à vida.. compreendo o pouco valor que a deles para eles teve e a pouca esperança de que alguma vez venha a ter.
à volta do bairro, os jeeps do exército não param. a cada 100 metros rolos de arame farpado obrigam a paragens ou a lentas gincadas para os contornar. dos predios em frente a permanente vigilância. as armas apontadas 24 horas por dia. os binóculos sempre alerta.
não vou discutir o drama que os judeus passaram na segunda guerra mundial (embora os ciganos tenham sofrido mais, apenas porque não tinham dinheiro para pagar fugas, nem os identificados como comunistas que eram 'apenas' fusilados. (o número de comunistas alemães mortos durante a guerra é impressionante e sempre esquecido).
de facto, nem todos eram judeus (o que não elimina nem atenua o que, de facto, sofreram).
mas não discutindo isso, o que o estado de israel faz aos palestinianos não anda muito longe do ghetto de varsóvia.
estariam à espera de ser recebidos com flores ?
poupo-vos o nonsense do diálogo com o exército à saída do local.....
palestina, israel e as ideias feitas que temos sobre os povos
fui com um grupo de amigos que cantam comigo e integrado num qualquer festival que ocorria em jerusalém.
fiquei colocado numa residência universitária no monte contíguo aos das oliveira, com a janela do meu quarto virada para a mesquita da pedra (ou esplanada das mesquitas, como se identifica mais agora).
acordava todos os dias com a magnifica visão do sol sobre aquela cúpula dourada.
antes de chegar a israel tinha uma série de ideias feitas sobre o país e os seus habitantes e, digamos, nenhuma delas particularmente positiva.
acho que todos nós temos tendência para catalogar os países e os povos de uma determinada maneira: são simpáticos, sãos umas bestas, são cultos, são estúpidos, são isto, são aquilo.... fica bem em tom coloquial dizer: "quem? os ...........? esse povo é uma simpatia, democratas, abertos... nós é que......". ou o oposto.
mostra aos outros que até sabemos 'daquele' povo e como dizemos generalidades, nem dá para começar uma discussão que aprofunde a coisa.
durante essa estadia, fomos fazer um concerto a jaffa, onde pernoitei na casa de um israelita.
durante o jantar, e enquanto falávamos sobre israel, a palestina, as origens argentinas dos meus anfitriões e outros assuntos colaterais, fomos chegando a várias conclusões:
como eu era português e os portugueses são todos católicos e nunca comem carne à sexta feira, fizeram-me um jantar de peixe.
quem me conhece, sabe que, eu sendo português, não sou católico (nem de outra qualquer religião) e como carne ou peixe dependendo apenas do meu apetite e da disponibilidade dos mesmos no local.
o meu anfitrião, sendo israelita, não era judeu do ponto de vista religioso (era ateu, tal como eu) e apenas se considerava judeu do ponto de vista da herança cultural (só não comia carne de porco porque a isso nunca foi habituado nem a mesma estava disponível no local).
achava, como eu, que os palestinianos tinham direito à sua pátria, tal como os israelitas tinham direito à sua. e achava que eles tinha direito à sua pátria ali. ao lado nos israelitas, porque ambos se podiam reivindicar daquele território e daquela herança cultural.
tal como eu, achava os judeus ultra-ortodoxos (que ele dizia existirem apenas em jerusalem, antuérpia, amesterdão e nos colonatos. em jaffa eram apenas 3% da população, mas em jerusalém são mais de 10%) são 'seres de outro planeta' que não reconhecem o estado de israel e se resusam a lutar por ele, mas que se aproveitam de todas as facilidades que este lhes dá para manterem a sua obstinada aitude "anti-social" e cultural (aproveitando-se do facto de poderem desequilibrar o lado do poder, têm muito mais poder do que o número de pessoas que realmente os defende).
fiquei a saber que foi para israel, não com o sonho de ajudar a criar um poderoso estado judaico, mas apenas com a ilusão de criar uma sociedade baseada na entre-ajuda de pessoas que queriam fazer um mundo melhor.
o que se passou com este israelita, passou-se com mais gente num kibutz que visitei (onde a vida não é tão 'e o sol brilhará para todos nós' como alguns apregoam, e que tem imensas dificuldades em manter os adolescentes no seu seio, demasiado atraídos pelos confortos da sociedade. por muito que alguns depois regressem quando verificam que esse conforto é mais o brilho do néon), passou-se nos cafés onde tinha conversas de circunstância, como se passou no campo de refugiados palestianos que atravessei.
mas a estes lá chegarei...
posso não ter tido uma amostra muito significativa do povos israelita e palestiniano com que falei e me cruzei naquelas paragens... mas seguramente voltei com uma imagem muito diferente do que aquela com que parti daqui (para além da dúzia de músicas que aprendi).
voltarei a este assunto... com as impressões dos contactos com os palestinianos...
é só para o poste não ser muito longo....
9 de novembro de 2004
Arafat.
A sua sucessão está decidida.
O lenço palestiniano da minha adolescência. Tive um. Quem não teve? Uma suave simpatia pela causa.
Mas também a tenho pelos judeus não ortodoxos.
O fim de qualquer coisa.
Não se podem desejar boas mortes. É lícito desejar-se a paz?
Repousa nas nuvens à nossa volta e incomoda os anjos com discussões religiosas. (não, não vou acrescentar "e que eu viva na terra sempre triste")
Um guerreiro com sorriso de criança e ar meio desajeitado.
Este final de semana voltei a pegar nele. O gajo tinha-o comprado em saldos um dia destes. Li a primeira parte toda de enfiada e só não acabei porque tive que voltar para casa. Desta vez não veio como um murro. Mais parecia um remédio azedo. Parecia azeitona preparada com alho. Come-se de uma vez, é formidável e apetecível, é compulsivo e sabemos que nos faz mal e depois passa-se o dia todo com um sabor horrendo a alho na boca. Não o pedi emprestado para me forçar a comprá-lo de novo. Hei-de comprar e ler tudo de novo e sublinhar muito e postar aqui. Hei-de voltar a oferecê-lo.
"It was as though it were my most normal condition, and not in the least disease or depravity, so that at last all desire in me to struggle against this depravity passed. It ended by my almost believing (perhaps actually believing) that this was perhaps my normal condition. But at first, in the beginning, what agonies I endured in that struggle! I did not believe it was the same with other people, and all my life I hid this fact about myself as a secret. I was ashamed (even now, perhaps, I am ashamed): I got to the point of feeling a sort of secret abnormal, despicable enjoyment in returning home to my corner on some disgusting Petersburg night, acutely conscious that that day I had committed a loathsome action again, that what was done could never be undone, and secretly, inwardly gnawing, gnawing at myself for it, tearing and consuming myself till at last the bitterness turned into a sort of shameful accursed sweetness, and at last - into positive real enjoyment! Yes, into enjoyment, into enjoyment! I insist upon that. I have spoken of this because I keep wanting to know for a fact whether other people feel such enjoyment? I will explain; the enjoyment was just from the too intense consciousness of one's own degradation; it was from feeling oneself that one had reached the last barrier, that it was horrible, but that it could not be otherwise; that there was no escape for you; that you never could become a different man; that even if time and faith were still left you to change into something different you would most likely not wish to change; or if you did wish to, even then you would do nothing; because perhaps in reality there was nothing for you to change into."
O Sucessor de Yasser Arafat
O seu sucessor não deve ser um moderado. Sim, o seu sucessor não deve ser moderado pois se o for Ariel Sharon e/ou o Likud colocarão a pata ainda com mais força sobre os palestinianos e, nesse caso, nunca mais ninguém será capaz de controlar nem sequer minimamente os grupos militarizados palestinianos. Ariel e o Likud não são moderados e não têm vontade de deixar aos Palestinianos nem as piores migalhas do pior pão que tenha sido atirado para o lixo. Posto isto, o sucessor tem de ser capaz de uma grande e intransigente dureza em relação a todos os grupos armados palestinianos de forma a que qualquer eventual trégua com Israel possa ser mantida mesmo que em face de provocações israelitas.
Para que a transferência de liderança se proceda de forma legítima e aceitável pelos palestinianos, o sucessor deverá ser da confiança e, até, deverá ser escolhido por Arafat. Arafat deverá viver o suficiente para ser o back support do seu sucessor até este ganhar o respeito necessário para, no futuro, liderar sozinho.
Contra estas opiniões vem naturalmente a seguinte crítica: "com um sucessor desses fica tudo na mesma!". Ao nível da liderança palestiniana, é bom que fique quase tudo na mesma: o espírito combativo, a noção de nacionalidade e a firmeza da coluna vertebral. O que deve mudar, e é isso que se espera de um bom sucessor, é a rebeldia incontrolável dos grupos armados palestinianos e é o facto de, do lado palestiniano, haver um grande número de focos de poder não coordenados que retiram na prática autoridade à liderança palestiniana e tornam impossível que a Palestina venha a ser um Estado pois para a existência deste só pode haver um poder soberano (e não uma multiplicidade deles). Esta dispersão de poderes do lado palestiniano acaba sempre por dar um carácter de rarefação, de pouca solidez a qualquer posição tomada pela liderança palestiniana.
Uma crítica mais interessante à minha opinião é a seguinte: "o que seria verdadeiramente desejável é que tanto do lado israelita como do lado palestiniano surgissem líderes moderados". Se fosse possível que isto ocorresse simultaneamente, talvez fosse desejável. Mas o momento de substituição de Arafat não coincide com a substituição de Sharon, que continua solidamente na liderança de Israel. Um sucessor moderado ou fraco para os palestinianos implicará um recrudescer da avidez israelita e não o contrário.
Mas considerando que ambas as lideranças mudavam para sucessores moderados, seria esse cenário desejável? Sim se as maiorias das populações israelitas e palestinianas bem como dos principais focos de poder desejarem posicionamentos moderados dos seus líderes. É politicamente correcto dizer que sim, que essas maiorias desejam moderação, mas o que é determinante não é o que se diz mas os factos. Caso contrário, esses líderes durarão muito pouco tempo no poder.
Por outro lado, uma política moderada vinda de um líder moderado pode ser entendida como sinal de fraqueza, de incapacidade de defender os interesses de uma nação. Uma política moderada ou de concessão vinda de um líder forte e autoritário, habituado a não conceder, é muitíssimo mais credível. As concessões realizadas por um tal líder sabem menos a perda e nunca sabem a derrota. A retirada das tropas israelitas da Faixa de Gaza realizada por um Sharon é muito mais credível e definitiva do que se realizada por um Rabin.
Helga Deen
Esta introdução faz parte de um diário da Helga Deen, uma judia de 18 anos, que descreve em 21 paginas, a vida num campo de concentração na Holanda. O diário (dirigido ao namorado) acaba quando ela e a familia sabem que vão fazer parte do transporte do dia seguinte para o campo de exterminio de Sobibor. Foram assassinados numa câmara de gás em 16 de Julho de 1943.
A reportagem completa pode ser encontrada no Expressso na revista Única na pagina 26.
É dificil descrever o q sinto ao transcrever este texto. Um misto de raiva e tristeza traz-me as lagrimas aos olhos. É sempre bom lembrar as atrocidades cometidas no passado para que estas, talvez, não sejam cometidas no futuro... porque as pessoas esquecem rápido demais...
a minha vida no ic19
ao contrário do que muitos poderão imaginar, não se estende por centenas de quilómetros.
não chega, sequer, às duas dezenas.
começa junto ao estádio pina manique e termina em ranholas.
todos (literalmente todos!!!) os governos que passaram pelo poder nos últimos 20 anos, mais todos os candidatos à camara municipal de sintra, utilizam o ic19 como arma (o termo nunca foi tão bem utilizado) eleitoral.
todos (rigorosamente todos !!!) prometem que vão alargar o dito.
todos (absolutamente todos!!!) afirmam ter cumprido as suas promessas tendo feito algo para atingir tal desiderato.
perguntam vocês:
mas como é possível que uma estrada com menos de 20 quilómetros consiga alimentar vários governos de vários partidos e vários canditados de mais partidos ainda?
fácil!
(sendo neste fácil que está a imensa utilidade do ic19 para a política portuguesa)
um governo promete alargar e faz o estudo (promete e começa a cumprir)
o seguinte, acusa o anterior de nada ter feito e abre concurso para a sua execução. (promete e cumpre)
o terceiro (que normalmente é do mesmo partido que o primeiro) acusa o segundo de não ter passado do papel e começa a obra dois meses antes das eleições. (promete e cumpre)
havendo eleições de 4 em 4 anos, conseguimos estar ocupados durante 12 (doze anos)
o primeiro periodo de 12 anos foi ocupado com o alargamento entre pina manique e queluz (uns longuíssimos menos de 5 quilómetros)
o segundo período de 12 anos foi ocupado com o alargamento entre queluz e massamá com a enormidade de 2 quilómetros (não desmaiem de espanto...)
neste momento estamos no terceiro período. aquele de diz alargar até ao cacém (cerca de menos de 3 quilómetros).
até ranholas ainda durarão mais uns 50 anos.
a política portuguesa está salva.
(hoje, a banda sonora que acompanhava o ic19, era o delicioso e deslumbrante "for the stars" em que a senhora anne sofie von otter prova que uma cantora lírica pode cantar sem os 'vícios' de colocação de voz dos cantores líricos e elvis costello no seu melhor)
Sol e solinho, que me fazes tão contentinha.
O blog acompanha esta onda. Textos giros, participados, ondulados no mês do clitóris, vénia ao dito orgão.
Por causa do carlos, agarrei um Rip Kirby e estive a relê-lo. Era muito bom de facto. Que saudades do "Mundo de Aventuras". E do "Falcão" e do "Cavaleiro Andante". Ler quadradinhos às escondidas, porque tinham um "je ne sais quoi" de transgressão. Sobretudo quando descobri escondidos, no quarto do meu irmão, a Paulette, Milo Manara, e muitos outros mais. Relembro também a história da Adéle Blanc Sec, que nunca mais continuou.
Nas andanças, descobri um cartão de militante de um partido esquerdelho, risos.
Gosto de remexer em memórias.
E por falar em gostos, foi bonito ver a onda de mimos que os postadores conseguiram desencadear à volta do aniversário do g2. Os blogs também servem para fazer coincidir espaços de escrita, com afectividade.
That´s all folks!
Precisas de:
• 500 grs de bacalhau muito bem demolhado
• 200 grs de cenouras
• 200 grs de cebolas
• 100 grs de manteiga
• 50 grs de miolo de pão
• 1 dl de leite
• sal e pimenta
• 2 colheres de sopa de queijo ralado
Para o molho béchamel:
• 2 colheres de sopa de manteiga
• 2 colheres de sopa de farinha
• 5 dl de leite
• sal
• pimenta
• noz-moscada
• sumo de limão
• 2 gemas
• 1 dl de natas
• 1 clara
MODO DE PREPARAÇÃO:
Tirar a pele e as espinhas ao bacalhau.
Ralar as cenouras, descascar as cebolas e picar (para não chorar, deve-se descascar a cebola debaixo de água corrente)
À parte picar o bacalhau.
Levar as cenouras e as cebolas a lume brando com a manteiga e deixar cozer um pouco.
Juntar o bacalhau e deixar cozer mais um bocadinho
Juntar o miolo de pão ensopado no leite quente e espremido.
Bater tudo de modo a ter um preparado muito macio.
Temperar.
Preparar o molho béchamel, temperar com sal, e pimenta, noz-moscada e sumo de limão e juntar metade da porção ao preparado de bacalhau.
Deitar num tabuleiro.
Juntar as gemas, as natas e a clara em castelo ao restante molho e deitar sobre o bacalhau.
Polvilhar com o queijo e levar ao forno até o a camada de cima se apresentar fofa e loura.
Servir imediamente.
BOM APETITE
8 de novembro de 2004
Era só um desejo...
Eu hoje andei assim...
A maior parte das preocupações que me têm ocupado os dias (que voam) desapareceram.
O fim de semana correu bem, calmo e descontraido.
O dia esteve maravilhoso, com um sol claro quase de verão... o trabalho nem pesou.
Ao chegar a casa, sentei-me descansado no sofá. Senti-me aconchegado, sorri... e pensei no clitóris.
Foi então que tive o tal desejo, o tal que tornaria este dia quase perfeito: que o Porto e o Sporting perdessem esta noite,... os dois,... ao mesmo tempo!
Era assim pedir tanto, porra?
Novos blogs
Agradecia o apoio do senhor zoe na organização do dito saite e fotos já tenho algumas e lindas eu em fundo de veludo vermelho e pele de leopardo com a lingerie da HM que é barata e resistente e bem precisa de o ser que os homens são uns desajeitados e olhem parabéns ao senhor g2 no seu dia de anos que nunca se desfaleça e muitas venturas e o devoir chama-me lá me vou abraço-vos sôfregamente e já está.
Happy Birthday!
pp: já agora... onde é o jantar; a comemoração?
;)
PCP
Entretanto
A propósito ao tema do mês
Acho até que já se perdeu demasiado tempo com a velha questão do falo, e das suas dimensões.
O busílis da questão está exactamente no clitóris e em todas as suas infindáveis nuances de forma, tamanho, volume, cor, textura e sei lá que mais...
Definitivamente, o cerne da coisa está no clitóris.
7 de novembro de 2004
Zoezinho, querido e adorado.
Há pessoas com isto desformatado, não sei bem porquê. Por exemplo o g2 tem Xp e tem esse problema, mas eu não.
Pelos vistos o Gasel também. Pode-se fazer o quê?
Atentamente e em sistema multi-vénia tipo frutuosa.
Não
Entretanto...
O Bush ganhou. Posso confessar que não fiquei surpreendido e ando, em segredo, a preparar um belo texto que explica as razões sociológicas deste fenómeno.
O Arafat morreu. Só que ainda ninguém sabe... nem, provavelmente, ele próprio. Paz à sua alma e justiça (mas verdadeira justiça...) à sua memória!
O Gabriel Garcia Marquez (sim... definitivamente o meu autor preferido) publicou um novo romance, Memorias de mi putas tristes, que promete. Esta edição "tardia" fez-me recordar um carta de despedida que circulou aqui pela net, há 3 ou 4 anos, quando se colocou a hipótese de ele estar em estadio terminal devido a um linfoma. GGM sempre negou a sua autoria e muita polémica ocorreu acerca deste tipo de situações. Aqui fica a recordação:
"Se, por um instante, Deus se esquecesse de que sou uma marionete de trapo e me presenteasse com um pedaço de vida, possivelmente não diria tudo o que penso, mas, certamente, pensaria tudo o que digo. Daria valor às coisas, não pelo que valem, mas pelo que significam.
Dormiria pouco, sonharia mais, pois sei que a cada minuto que fechamos os olhos, perdemos sessenta segundos de luz. Andaria quando os demais parassem, acordaria quando os outros dormem. Escutaria quando os outros falassem e gozaria um bom sorvete de chocolate.
Se Deus me presenteasse com um pedaço de vida, vestir-me-ia com simplicidade, deitar-me-ia de bruços no solo, deixando a descoberto não apenas meu corpo, como minha alma.
Deus meu, se eu tivesse um coração, escreveria o meu ódio sobre o gelo e esperaria que o sol saísse. Pintaria, com um sonho de Van Gogh, sobre estrelas, um poema de Mário Benedetti e uma canção de Serrat seria a serenata que ofereceria à Lua. Regaria as rosas com as minhas lágrimas para sentir a dor dos espinhos e o encarnado beijo de suas pétalas.
Deus meu, se eu tivesse um pedaço de vida, não deixaria passar um só dia sem dizer às gentes - amo-vos, amo-vos. Convenceria cada mulher e cada homem que são os meus favoritos e viveria apaixonado pelo amor.
Aos homens, provar-lhes-ia como estão enganados ao pensarem que deixam de apaixonar-se quando envelhecem, sem saber que envelhecem quando deixam de apaixonar- se.
A uma criança, dar-lhe-ia asas, mas deixaria que aprendesse a voar sozinha. Aos velhos, ensinaria que a morte não chega com a velhice, mas com o esquecimento.
Tantas coisas aprendi com vocês, os homens... Aprendi que toda a gente quer viver no cimo da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a escarpa.
Aprendi que, quando um recém-nascido aperta, com a sua pequena mão, pela primeira vez, o dedo de seu pai, o torna prisioneiro para sempre.
Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar. São tantas as coisas que pude aprender com vocês, mas, finalmente, não poderão servir muito porque quando me olharem dentro dessa maleta, infelizmente estarei morrendo."
Texto apócrifo
PP: porque é que isto me aparece desformatado.
PPP: dia 13 estou em Espanha!
a night
6 de novembro de 2004
Sábado
De conhecer pessoas e flirtar imensamente.
Muito bons os fins de semana.
Não, a net não chega no aspecto relacional.
E segunda tenho os meus meus pequenitos.
Há pais e mães que deviam emigrar. Uns pitinhos de 3 anos e ar carente a darem-me beijos.
Uma criança tem que ser desejada e querida.
E eu vou para a night.
Gosto de olhar, cara na cara .
Dançar muito e agitar o copo na mão.
Quem não gosta de se sentir desejada?
Venham comigo.
Parabéns Zézinho:)
Feliz dia de anos , cheio de mimos com a tua pequenina e todos a quem mais gostas.
Algumas coisas boas da vida
É pena que segunda feira volte à vida normal.
Não, não é pena.
Explicações
À saída, um policia interpelou-o : "O senhor desculpe, mas recebemos uma denúncia de que está com um comportamento estranho com essa criança."
António, teve de se explicar.
Obviar o verbo procrastinar.
Na caixa , atrás de mim, chega uma velhinha convenientemente agasalhada, já muito corcovada e magrinha. Nas mãos segura orgulhosamente um chouriço, salsichas e um pacote de batatas fritas. Digo: "A senhora não quer passar à frente? Tem poucas coisas" e ela, com ar coquette sorri-me e lá vai.
Notei que tinha o porta moedas organizado, em função do tipo de moedas e desenrascava-se melhor que muita gente na contagem dos euros. As mãos manicuradas e cheirosas a sabonete tentavam ajudar a empregada a arrumar os três bens comprados.
Sim senhora, pensei eu.
Se este é o tipo de alimentação que conduz a uma velhice tão aprazível, vou aderir! (risos)
5 de novembro de 2004
sapatos cócos
Aqui fica este “singelo ” momento da minha vida registado acompanhado duma foto onde estou a imitar o dito senhor.
Dia de...
Tomar um banho. Café. Vestir.
Esperar os sobrinhos e ir ao Porto. Regressar.
Li uma coisa do Rui Zink de que gostei sobre a morte:"quando a morte chegar ela vai apanhar-me em flagrante delito... de vida".
E cita o Dr Monty Python: " Vens do nada, vais regressar ao nada, o que perdes então quando morres? Nada! Por isso olha sempre para o lado bom da vida".
E depois chega o fim de sema. Um abeijo e braço.
4 de novembro de 2004
Mariazinha..precisava tanto duma foto do duo Ele ela..tens, sobrinha?
PORTUGUESE
Portugal 1966 / Madalena Iglésias
Written by Carlos Canelhas
Sei quem ele é, ele é bom rapaz, um pouco tímido até
Vivia no sonho de encontrar o amor
Pois seu coração pedia mais, mais calor
Ela apareceu e a beleza dela desde logo o prendeu
Gostam um do outro e agora ele diz
Que alcançou na vida o maior bem, é feliz
Só pensa nela a toda a hora, sonha com ela p'la noite fora
Chora por ela se ela não vem
Só fala nela cada momento, vive com ela no pensamento
Ele sem ela não é ninguém
Sei quem ele é, ele é bom rapaz, um pouco tímido até
Vivia no sonho de encontrar o amor
Pois seu coração pedia mais, mais calor
Ela apareceu e a beleza dela desde logo o prendeu
Gostam um do outro e agora ele diz
Que alcançou na vida o maior bem, é feliz
Só pensa nela a toda a hora, sonha com ela p'la noite fora
Chora por ela se ela não vem
Só fala nela cada momento, vive com ela no pensamento
Ele sem ela não é ninguém
Ele sem ela não é ninguém
Ele sem ela não é ninguém
The Wealthiest and Nicest Prefer Kerry
Massachusetts: Kerry 62% Bush 37%
California: Kerry 54% Bush 45%
New York: Kerry 58% Bush 40%
Illinois: K 55% B 44%
Washigton DC: K 90% B 9%
Pennsylvania: K 51% B 48
Washington: K 52% B 47%
Hawaii: K 55% B 44%
Roubado ao "Público" de hoje.
E porque não discutirmos aqui o sexo na net?
Já que estamos no mês do Clitóris:)
Eu gostava de ler um estudo sobre o que se passa com os adultos, nesta área.
Instituto Superior de Ciências da Saúde
Simpósio debate abusos, pedofilia e sexo virtual durante dois dias
Lusa
Questões como os abusos sexuais ou a pedofilia vão ser discutidas hoje e amanhã num simpósio sobre sexualidade, durante o qual será apresentado um estudo que diz que mais de metade dos jovens procuram sexo na Internet.
O simpósio, denominado "Sexualidade e Saúde Sexual", é organizado pelo Instituto Superior de Ciências da Saúde - Sul (Monte da Caparica) e junta cerca de 30 especialistas.
Durante dois dias vão ser debatidos temas como a identificação e identidade sexual, a infertilidade e o aborto, a educação sexual, os abusos, a pedofilia ou a transexualidade.
"Sexualidade e Media" é o último painel dos trabalhos de hoje, altura em que será apresentado um estudo em que mais de metade dos jovens entrevistados admitiu que já acedeu a sites de sexo.
Os rapazes são, segundo os dados recolhidos, os principais consumidores de páginas pornográficas.
Foram questionados 318 jovens com uma idade média de 20 anos, 68 por cento dos quais mulheres, e que na esmagadora maioria dos casos utilizam a Internet há vários anos.
Depois de 93 por cento terem dito que usam a Internet em casa, os autores do estudo deduzem que é em casa que mais de metade desses jovens, 52,6 por cento, acede a sites com conteúdos na área da sexualidade, nomeadamente os homens (80 por cento).
Do total de inquiridos, 11 por cento admitiram que já se envolveram afectiva ou sexualmente com alguém que conheceram num "chat" (conversação em tempo real), enquanto que quatro por cento já falaram de sexo, alguns enviando ou recebendo fotografias ou usando câmaras de filmar.
Números que não surpreenderam o coordenador do estudo, o psicólogo clínico e sexólogo Jorge Cardoso, que reconhece que as relações sexuais que têm a Internet como origem são cada vez mais frequentes.
tigelada de fajão
a matéria prima :
1 litro de leite
8 ovos
400 gr açucar
1 colher de sopa de farinha
1 tacho de barro a escaldar no forno
a realização:
misturam-se os ovos, o açúcar e a farinha.
ferve-se o leite com um pau de canela, casca de limão e uma gota de aniz
(variante opcional)
deitar o leite a ferver dentro da massa em fio, mexendo depressa
deitar no tacho sem deixar arrefecer e cozer em forno brando durante 1 hora
3 de novembro de 2004
Obedecendo ao tema do mês!
Ainda tenho uma vaga lembrança de em miúda ter descoberto a sua utilidade , duma forma inesperada:)
Acho graça a ver as crianças pequenas a auto-explorarem-se com ar divertido e curioso, perante o embaraço dos pais, entre o políticamente correcto e o que parece mal; "Tira daí a mão" , ou o tentar a distracção do pequeno ser com outro brinquedo!
Por falar em política, já percebi o que falta ao Bush. Um clitóris.
2 de novembro de 2004
Jantar em Coimbra
Querem que organize? Jantar ou almoço?
Digam da vossa justiça.
Ricardo, acabei de receber as músicas de volta
Novembro: Mês do Clítoris
Sendo assim e com a autorização expressa da nossa Presidenta, declaro oficialmente que Novembro passa a ser o Mês do Clítoris. Ficam todos convidados a exprimirem-se livre e abertamente sobre o clítoris universal e sobre os clítoris particulares.
Que este seja um mês muito estimulante!!!
Eleições
Ou seja, quero o meu cartão de eleitor norte-americano!
hoje é dia de finados, diz-se
este fim de semana foi até à terra.
por alguma razão estranha muita gente me pergunta se fui por causa dos meus pais.
não só, mas também.
fui-lhes pintar o quarto.
tinha umas manchas de humidade.
o meu pai não está cá para o pintar.... por isso pintei-o
há uns tempos que tem sido assim.
espero continuar a cuidar da casa deles durante muito tempo.
e quando eu não puder, que haja quem o faça por mim.
faltaram as piadas do meu pai a propósito dos meus atributos pictóricos.
faltaram as piadas dele a propósito de tudo e de nada
faltou o sorriso discreto da minha mãe.
mas a casa deles está mais bonita.
e branca
a época dos tortulhos em fajão
quando a humidade é alta e o frio ainda não é intenso.
em fajão, estão nas zonas mais protegidas dos ventos da estrela (a serra)
pelo meio dos fetos, entre as ervas altas. nos poucos terrenos com terra (terra é coisa que há pouco na minha terra, que aquilo é mais xisto).
é um bom trabalho para ajudar a digestão do almoço e enquanto se ganha lastro para o lanche ajantarado.
percorrer os 'quintais' e as courelas e encher o saco de sucolentos tortulhos.
não se devem apanhar exemplares com diâmetro inferior a 10 cm.
ainda não têm a textura ideal.. e no dia seguinte já terão esse desejado tamanho.
há que saber esperar.
para quem não tem a certeza dos que se devem comer (como eu..), convém perguntar aos especialistas (se um gajo que é gajo nunca pergunta um caminho, já quanto à natureza dos tortulhos não há nada na cartilha do marialva que o impeça).
depois de apanhados e convenientemente lavados...
aproveitam-se as brasas da lareira já acesa e grelham-se virando a parte mais lisa (a superior) para as brasas e com sal colocado na parte mais 'folhosa'.
vinho tinto é o melhor para o acompanhamento, que deve incluir uns enchidos, queijo e, como manda a tradição por aquelas bandas, marmelada.
no domingo foi este o programa (juntamente com uma segunda demão de pintura no quarto dos meus pais.... aquele será para sempre o quarto dos meus pais...).
rematado com uma tigelada no 'juiz'
não fora o benfica ter empatado aos 96 minutos.. e teria sido um domingo perfeito.
1 de novembro de 2004
Os momentos que ficam
História 1
“A minha filha telefonou-me. Disse que o [um amigo da filha] me tinha visto em frente à Mango, de óculos escuros [era já noite] com um grupo de gente esquisita e de coletes fluorescentes [colegas de equipa] berrando a plenos pulmões Oh, Susana, não chores mais por mim!. Neguei, claro. “Não, filha, não era eu de certeza!”. Mas era mesmo...”
História 2
“Estamos frente à igreja [X]. A tarefa diz que todos os elementos da equipa têm de dar duas cabeçadas nos tapumes junto à porta da igreja, e em seguida descobrir o antigo nome da referida igreja. Procedemos como ordenado. Dirijo-me a um homem já idoso que está perto e pergunto:
- Boa noite! O senhor sabe por favor dizer-me qual era o antigo nome desta igreja?
O velhote não responde, olhando fixamente para o lado. Cuidando que se pudesse tratar de um problema de audição, volto a perguntar, um pouco mais alto:
- Boa noite! O senhor por acaso sabe dizer-me qual era o nome desta igreja antigamente?
O homem, mantendo o olhar atento no outro lado, pergunta, apontando:
- A senhora desculpe, mas aquela ali não é a Drª Manuela? [nome mudado]
- Aquela? Hum... sim, é ela, sim! Porquê?
- É que ela é a minha médica de família! E a senhora sabe dizer-me por que é que ela estava a bater com a cabeça no tapume?!?”
Há momentos que valem tudo.
(O jantar foi no Restaurante Dom Azeite, em Taveiro. Um antigo lagar de azeite, reconvertido em restaurante. Muito bonito. Recomenda-se).
domingo
É claro que apareceu o saudosismo que começa a atacar qualquer trintão que se preze, e no meio das lembranças de festas e jantares passados eis que surgem as músicas da adolescência e sem mais nem menos começamos em cantorias pegadas. Seguiu-se um percurso semi-alcoólico por uns barzinhos cá da terra, foi mesmo um bom domingo.
estatísticas
porto: 7 vezes
sporting: 2 vezes
boavista: 1 vez
não existe mais nenhum campeão em portugal nos últimos 10 anos.
serão estes os 3 grandes?
se a estatística explicasse tudo...
quando for grande quero ser generalista
De frente prá noite ...
A terra treme...
O fenómeno, conhecido como o Grande Terramoto de Lisboa, terá atingido 8,7 na escala Richter (a escala vai até a um máximo de nove). O sismo foi sentido por quase toda a Europa e no noroeste de África. Foi o maior desastre natural de que se tem registo na história da Europa.
A um ano da passagem de um quarto de milénio sobre o desastre natural que mudou Lisboa para sempre e da concretização da candidatura da Baixa lisboeta a património da Humanidade, a câmara da cidade, o ministério da Cultura e o Instituto Português de Património Arquitectónico (Ippar) ainda não têm definido o programa que assinalará a efeméride.
Fonte do gabinete da vereadora da Cultura, Maria Manuel Barbosa, disse ao PÚBLICO que, por enquanto, apenas estão definidas as acções que já foram aprovadas em reunião de câmara: a digitalização da maquete de Lisboa pré-terramoto de 1755 - que se encontra no Museu da Cidade, no Palácio Pimenta - e uma exposição sobre a temática da reconstrução pombalina, a realizar no Terreiro do Paço (que, na realidade, se chama Praça do Comércio, mas 249 anos depois da catástrofe, os lisboetas continuam a designar aquela praça, como a do Terreiro do Paço, uma referência ao Palácio que ali esteve durante 400 anos, até ao dia 1 de Novembro de 1755, quando o terramoto o destruiu quase na totalidade).
A mesma fonte adiantou que as iniciativas que vão assinalar a efeméride ainda estão "em afinação" e que, "em meados de Novembro", a autarquia terá mais novidades. Ainda por definir estão, também, as acções a realizar sob a chancela do ministério da Cultura e do Ippar.
As acções já planificadas pela Câmara de Lisboa para assinalar, no próximo ano, os 250 anos sobre o terramoto de 1755, vão proporcionar aos lisboetas e turistas da capital "regressar", ao período anterior à catástrofe e visitar a cidade de então através de passeios virtuais.
Para isso, o executivo camarário vai criar um sistema multimédia de três dimensões, através da animação virtual da maquete patente no Museu da Cidade.
A exposição sobre a reconstrução pombalina da cidade vai decorrer nos 1900 metros quadrados deixados vagos pelo centro de distribuição postal dos CTT, no Terreiro do Paço.
Projectos científicos em curso
Mas se existe algum atraso no planeamento da efeméride em Lisboa, a comunidade científica internacional está mais adiantada. Estão a decorrer, pelo menos, oito estudos científicos para tentar entender as causas do terramoto e analisar a possibilidade de ocorrência de um novo abalo sísmico com a mesma magnitude no continente europeu.
Estão planeadas cinco viagens oceanográficas e três perfurações no fundo do mar mediterrâneo, numa tentativa de descobrir os segredos sísmicos da região, tanto do passado, como do presente e futuro.
Recentes estudos apontam o epicentro do Grande Terramoto de Lisboa no Mediterrâneo. "O desenvolvimento de um forte 'tsunami' [como o que atingiu Lisboa] implica uma origem marítima", explica Marc-André Gutscher, oceanógrafo de uma unidade de pesquisas marinhas do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS), em França, num artigo de 27 de Agosto, "What Caused the Great Lisbon Earthquake", da revista "Science". Gutscher estima que a enorme onda que atingiu Lisboa tenha atingido dez metros de altura, provocando inundações em cidades litorais europeias e de Marrocos.
No Público de hoje...(Diana Ralha e Bruno Alves)
Dia dos mortos.
A rua fica bonita, parece um mercado. Muita gente de preto. Muitos enlutados recentes.
Não sou muito dada a rituais funerários.
Mas acho este singularmente tocante.
Apesar de nunca saber qual é o Dia dos Finados, se ontem, se hoje.
De qualquer forma, deu-me para ficar nostálgica e lembrar os meus queridos que já morreram.
E de como apreciariam este belo sol de Novembro.
Bichas e trichas
Há modelos que vem dos passados BB; os concorrentes dirigirem-se a "Portugal", dizendo "Portugal é que decide", a Júlia Pinheiro exclamar "Portugal aguarda por saber se namoram ou não" e intervenções direccionadas à "Colónia Brasileira" (será que colonizámos de novo o Brasil?)
Mas o que me mais espanta, é sem dúvida a adesão popular que suscita a figura do Castelo Branco. Num país tão machista , em que os homosexuais são ainda ostracizados, o termo bicha passou a ser a palavra da moda. Já ouvi crianças a brincar e uma dizia à outra, "Tens a mania que mandas, tás armado em bicha presidencial?".
Todos os maneirismos do personagem, estão a ser repetidos desde os gestos à linguagem, por todas as pessoas., independentemente de idade , sexo e outras variáveis mais.
Claro que vai ser um modelo a esgotar-se, mas o Castelo Branco desempenhando o seu proprio papel de boneco animado, já conseguiu várias coisas: destronar o Herman, provavelmente vai escrever livros e peças de teatro e ser a coqueluche nacional. O que não é coisa pouca, convenhamos.
Não deixo de ter alguma admiração por um ser tão capaz de se auto-encenar diariamente...
Actor, jogador, não fazemos ideia de quem está por dentro desta pessoa. Não é homem, não é mulher, quem é afinal?
"Portugal decidirá!".
FILHOS DA PUTA!!!
De modo a poderem "brincar" nas bolsas do mercado asiatico, congelam as contas à ordem a partir da meia noite e tal só disponibilizando 20 euros! Partem do principio que não vão existir muitas pessoas a ficarem chateadas ao nao poderem pagar o jantar ou a não poderem pagar os 25 euros de gasolina que ja enfiaram no deposito do carro! Por isso, na 3ª feira vou fazer uma ameaça à minha gestora de conta: ou eles param com aquela merda ou eu mudo de banco! (Não que lhes faça muita diferença mas eles que se fodam!)
A família às vezes cansa um bocado, sobretudo como no meu caso, está em perfeito caos.
Agora a tranquilidade da casa vazia, toda a gente foi sair.
Fez-me bem conduzir com calma a ouvir pearl jam e ben harper.
agora vou preparar uma caipirinha e ver um filme.
Porque o sono ainda não chegou.

