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27 de dezembro de 2019
24 de agosto de 2017
6 de abril de 2017
3 de abril de 2017
15 de março de 2017
15 de fevereiro de 2017
19 de abril de 2016
O jardim do Príncipe Real em 'A Cavalo no Diabo'
“Se há jardim de Lisboa que me dê gosto maior é o do Príncipe Real. Primeiro, por causa da árvore-mãe que tem ao centro, baixinha e de ventre antigo, e de ramagem tão extensa que dá abrigo a meio mundo. Depois, porque o conheci rodeado de poetas, uns em verso, outros em prosa: O’Neill morou-lhe quase em frente, na Rua da Escola Politécnica, Vieira de Almeida mesmo ao lado. Ruy Cinatti na Rua da Palmeira e Agostinho da Silva na Travessa do Abarracamento de Peniche, que é um recanto pacífico para meditar. Isso para não falar já do poeta real que se chamava Mendonça e que nunca escreveu coisíssima nenhuma na vida, pelo menos que se saiba. Fizemo-lo poeta, eu e alguns amigos, porque se passeava no jardim acompanhado de um pato negro, com a solenidade de um letrado do Olimpo. Alguém que numa cidade se passeia com um pato é poeta ou tem alma disso. No entanto, se nós, em vez de poeta, o tivéssemos feito Príncipe Real também não ficaria pior, porque condizia com a majestade com que ele atravessava a paisagem.”
José Cardoso Pires, "O Príncipe Real" em A Cavalo no Diabo
Fotografia: Armando Serôdio, 1959, "biblioteca municipal no jardim do Príncipe Real" - Arquivo Municipal de Lisboa
15 de dezembro de 2015
11 de dezembro de 2015
Memória de Lisboa
Hoje regressei a uma das minhas casas de diversas memórias (quase todas boas de evocar): a Faculdade de Letras.
Antes da saída do edifício e numa expectativa difícil de reprimir, desci à cave, para confirmar se a excelente livraria, com títulos que só lá se encontram, ainda se mantinha aberta (é que, há cerca de um ano, o livreiro desabafou, com um "brilhozinho nos olhos", que não sabia se teria condições de manter aberta a porta).
Com uns escassos vinte minutos para descansar, perguntei-lhe se tinha livros de fotografia. “Alguns, mas pouca coisa, pois esta casa é mais ligada à literatura e à linguística”. Confortavelmente sentada num sofá vintage, acabei por ficar rendida a este livro com fotografias e textos de Rómulo de Carvalho (sim, o nosso António Gedeão).
Li na introdução que encontraram, nos seus apontamentos em pastas de arquivo, diversas imagens e apontamentos sobre Lisboa. Deixo-vos aqui um deles, que me fascinou, pois trouxe-me à memória a “senhora Maria da hortaliça” que, em carroça puxada por um burro, e munida de uma balança de pratos, vendia os apelativos produtos na Praça de Londres e ruas do Bairro do Arco Cego.
Fotografia: © Rómulo de Carvalho, Memória de Lisboa, Relógio D’Água: “Venda de hortaliça na Rua Augusta", 1976
6 de agosto de 2015
49 anos de Ponte sobre o Tejo
A ponte foi inaugurada há 49 anos, a 6/8/1966. Recordo, da infância, a travessia no dia seguinte ao da inauguração: 7/8/66. Muitas vezes visitávamos familiares no Barreiro . Até então, os carros eram transportados em embarcações que faziam a travessia de veículos e passageiros, não tenho a memória completamente nítida, mas penso que embarcávamos em Belém. Apesar da modernidade do acesso que, a partir da referida data, se nos oferecia , recordo que, de regresso, um dia após a inauguração e terminado o almoço de família, o engarrafamento foi memorável, tantos eram os lisboetas que queriam experimentar o novo acesso à outra margem. Fotografia: Helena Corrêa de Barros (a ponte a 15/8/65) - Arquivo Municipal de Lisboa
10 de julho de 2015
Lisboa
Outra capa da revista Panorama nº 28, 1946, de autoria de Anne Marie Jauss
Desenho aguarelado/ Drawing de Anne Marie Jauss
para a capa da Panorama em 1946.
Obituário do New York Times:
Anne Marie Jauss, Author,
Anne Marie Jauss, an author of books for children and an illustrator, died on Friday at a nursing home in Milford, N.J. She was 89 years old.
She died of natural causes, said a friend, Florence Stephens.
Ms. Jauss was born in Munich, Germany, and studied at the state art school in Berlin. She left Germany in 1942 and moved to Lisbon, making a living as a painter, an illustrator and a pottery-maker. In 1946, she moved to the United States and began a career as a writer of children's books.
Her best-known book is "Under a Green Roof" which was published in 1960 by J.B. Lippincott of Philadelphia and New York in 1960.
Desenho aguarelado/ Drawing de Anne Marie Jauss
para a capa da Panorama em 1946.
Obituário do New York Times:
Anne Marie Jauss, Author,
Anne Marie Jauss, an author of books for children and an illustrator, died on Friday at a nursing home in Milford, N.J. She was 89 years old.
She died of natural causes, said a friend, Florence Stephens.
Ms. Jauss was born in Munich, Germany, and studied at the state art school in Berlin. She left Germany in 1942 and moved to Lisbon, making a living as a painter, an illustrator and a pottery-maker. In 1946, she moved to the United States and began a career as a writer of children's books.
Her best-known book is "Under a Green Roof" which was published in 1960 by J.B. Lippincott of Philadelphia and New York in 1960.
30 de maio de 2015
Alameda Dom Afonso Henriques
Nestes próximos dias pode-se andar numa ponte dentro da fonte luminosa. Para os mais receosos dos repuxos, é fornecido um impermeável negro. Uma experiência que me fez sorrir. E uma ideia genial e simples.
23 de maio de 2015
O estranho caso das botas que deram flor...
Ao longo do ano, passo na Rua de S. Marçal, nunca deixando de admirar tão originais floreiras. Os arranjos dependem da estação . A primeira imagem foi captada no início do ano, a segunda fotografia tem dois dias e já ostenta nova escolha.
Olho ainda para as mansardas, nesta mesma rua e no sentido do rio. Floreiras nas janelas que, cá de baixo, me parecem sardinheiras vermelhas. Penso que por aqui e entre as gerações mais antigas, habita muita gente nostálgica do (seu) campo de infância.
19 de maio de 2015
16 de maio de 2015
Pomar no Campo Grande
Sabe bem passear no campo e apreciar esta andorinha.
Mas não é uma andorinha que faz um belo painel de azulejo.
Aconselho
que façam uma pausa para a bica na esplanada do lago.
28 de abril de 2015
As ovelhas da Praça de Alvalade
Há cerca de um ano precisei de me deslocar à livraria da Faculdade de Letras. Encantada com o espólio de exemplares hoje desaparecidos das modernas superfícies comerciais, encontro uma preciosidade: um livro com imagens captadas pelo fotógrafo Luiz Carvalho, todas elas – de acordo com as datas que as acompanham – de finais dos anos 70, início da década de 80 do século passado. Tendo publicado a presente fotografia na “rede social da moda” (sempre com referência ao autor e à obra, como deve ser feito e por muito respeitar o trabalho de cada um), fiquei surpreendida com alguns comentários: “deve ser montagem”; “ não passavam rebanhos na Praça de Alvalade” […] opiniões essas rebatidas por quem afirmava ter presenciado cenários como o fotografado. No caso pessoal e também por esta época, posso referir que, nas traseiras do edifício central da Faculdade de Letras (pavilhões onde também havia aulas) via, com frequência, rebanhos a passarem junto à janela da sala (pretexto para me desviar de matérias menos empolgantes…). Também recordo com nitidez, a saída na paragem de autocarro junto ao hipódromo do Campo Grande : nos atalhos que tomava a caminho das aulas, lá me ia cruzando, de quando em vez, com um rebanho. No passado domingo, como teste, mostrei a fotografia à minha mãe que me respondeu: “lembro-me da Av. do Brasil e do Areeiro, quando era pequena, serem uma espécie de aldeias, com matagal e com apontamentos rurais de que hoje duvidaríamos”. Acredito na veracidade da imagem aqui divulgada, embora fosse interessante a opinião de quem tem memórias mais nítidas de cenários como o apresentado.
Imagem: do livro de © Luiz Carvalho ‘Portugueses’, Editora perspectivas & realidades (tiragem: 2000 exemplares)
3 de dezembro de 2014
«Lisboa nas narrativas: olhares do exterior sobre a cidade antiga e contemporânea»
Em pesquisa de textos e crónicas sobre Lisboa, encontro um interessante estudo da Universidade Nova de Lisboa, ilustrado com fragmentos de relatos de viagem, crónicas e ficção, compreendidos entre época próxima ao terramoto de 1755 , passando pelas impressões de refugiados da II Guerra Mundial e avançando pelo século XX. O título de tal estudo coincide com o do presente post. Das crónicas, realço a prosa de Cecília Meireles, a prender-nos no encantamento da sua destreza poética. Dessas impressões de viagem, datadas da primeira metade do passado século, deixo um fragmento:
«[…] pode-se caminhar pela velha Lisboa, que é ainda a que eu mais amo, embora sejam muito bonitos estes bairros que vão surgindo, com janelas sobre janelas, como, outrora, azulejo sobre azulejo, tudo muito clarinho, muito inocente, muito festivo, azul, cor-de-rosa, amarelo, verde, branco. Eu gosto é dos chafarizes, dos lampiões, de certas perspectivas, de certas portas, de certas pedras. E do Tejo. O Tejo com seus barquinhos é uma coisa linda de olhar, seja de um lado, seja do outro, seja do céu, - quando se vêem as ondas desenhadas uma a uma como trança desmanchada de sereia.[...]»
A organização de textos de Cecília Meireles, presente neste interessante trabalho, baseia-se na compilação Crónicas de Viagem 3, reunida por Leodegário A. De Azevedo Filho. As crónicas foram publicadas em diversos jornais brasileiros da época.
26 de março de 2014
"Lisboa que amanhece"
Aqui, ficava uma loja de produtos de cortiça, mais à frente, o estabelecimento com os ricos tapetes da Pérsia, perto do miradouro, um restaurante especial, onde paravam jornalistas e gastrónomos e o preço das refeições convidava à familiaridade dos rostos habituais.
Hoje os espaços são diversos, mas permanecem, sem saudosismo, as sensações. É a cidade que nos acolhe e continua – apesar de tudo – a encantar.
6 de dezembro de 2013
Lisboa sob o sol de outono
A surpresa da saída. De um espaço interior, frio, abro a porta para a cidade. Calor de aconchego que traz para a rua, sem pressas, moradores junto aos caixotes de fruta, dispostos ao longo do passeio; alguns conversam em bancos de jardim, relegando relógios a uma inutilidade absoluta.
Decido regressar a pé, caminhada de uma hora, para saborear a temperatura amena (já que – pasme-se – é o tempo de espera para o autocarro). A luminosidade da tarde, ouro líquido, apazigua. Consegue-se viver a sensação (não pensamento) do sol de outono. A tarefa menos conseguida é cessar ideias, ao olhar as árvores, testemunhas imperturbáveis dos tempos. É apaziguadora a forma como elas mudam a coloração das folhas, como as deixam cair, despojadas e, meses mais tarde, se deixam visitar por pássaros que quase nascem dos seus ramos, prolongando-os, como um dia escreveu o poeta.
Ouro líquido – penso – cessando em consciência posteriores associações.
7 de novembro de 2013
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