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29 de março de 2012
8 de maio de 2011
29 de abril de 2011
A casa de Tinop
Um dos autores que muito prezo e que escrevem sobre Lisboa é Tinop, . Devorei o"" Lisboa D`Outros tempos", fiquei feliz quando a Telma me arranjou o" Lisboa de Outrora", embora ainda me falte o terceiro volume. Ensinaram-me a não acreditar em acasos, mas sim em encontros. Outro dia, tropecei na placa que existe na Rua dos Arameiros (a designação toponímica tapada por um feio toldo, ai Lisboa) e que identifica onde morou João Pinto de Carvalho (Tinop).
Hoje, ao folhear um Século Ilustrado dou de caras com este artigo. Pensei, não é tarde nem é cedo, é o momento oportuno para mostrar Tinop. Afinal, coabito com a obra dele há muitos anos e em perfeita harmonia.
É tempo de o lembrar, reeditar e de o ler. Devolve-nos uma Lisboa buliçosa, cheia de enredos e histórias deliciosas. Estamos sempre a tempo de as ouvir.
Para ler, clique na imagem e amplie.
Hoje, ao folhear um Século Ilustrado dou de caras com este artigo. Pensei, não é tarde nem é cedo, é o momento oportuno para mostrar Tinop. Afinal, coabito com a obra dele há muitos anos e em perfeita harmonia.
É tempo de o lembrar, reeditar e de o ler. Devolve-nos uma Lisboa buliçosa, cheia de enredos e histórias deliciosas. Estamos sempre a tempo de as ouvir.
Para ler, clique na imagem e amplie.
30 de março de 2011
Tristemente decadente...
A senhora da avenida
Uma bela imagem encontrada numa avenida.
Sabeis identificar esta placa?
Cabeleireiro, Almirante Reis
Sabeis identificar esta placa?
Cabeleireiro, Almirante Reis
9 de março de 2011
21 de fevereiro de 2011
Europa
Passei hoje por Campo de Ourique. De repente parecia-me um prédio em lágrimas. Mas não, era o cinema Europa a ser demolido.
7 de fevereiro de 2011
3 de agosto de 2010
papelada j.

quando regresso de férias a lisboa preciso de uns dias para estar com as minhas coisas sobretudo com os caixotes com a letra do meu irmão a dizerem “papelada j.”. abrir um caixote daqueles é regressar ao passado e cada fotografia, cada papelinho, cada desenho tem uma historia. foram talvez os ultimos tempos do condes. nos vagueavamos pela cidade todas as noites e por vezes decidiamos entrar no cinema... não me recordo o que vimos neste mês de fevereiro de 97...
7 de junho de 2010
7 de maio de 2010
29 de abril de 2010
O Eden
31 de março de 2010
Os novos horários dos cinemas
2 de fevereiro de 2010
MAIS UM POST SOBRE BENFICA

De Benfica sempre teve a ideia de que para o lado de lá, havia um outro mundo. Coisas da imaginação, ou influência dos primeiros livros do António Lobo Antunes que, vivia em Benfica, e ouvia a mãe dizer: “Vou às compras a Lisboa.”
Começou a ver os jogos do Benfica ainda no Campo Grande, na velha “estância de madeira”, onde hoje, supõe, ainda está o bingo do Sporting. Do Campo Grande olhava para os lados de Benfica e tudo eram quintas e quintas, a perder de vista. Para aqueles lados haveria, um dia, de nascer o Estádio da Luz.
Já aqui disse que a Benfica vai regularmente: ver o Glorioso, visitar a mãe, comprar peixe na banca do Sr. João, no Mercado de Benfica, as bolas de Berlim da “Mona Lisa”. Gosta de percorrer aquelas ruas, tanta gente, tanta gente, vida por todos os lados e ainda lojas de comércio tradicional, mas que aos poucos se vão extinguindo.
Acresce que, pelo tempo quente se junta com rapaziada do “Ié-Ié”, para troca de discos, novidades, coisas assim, e uns caracóis, uns tremoços, uns fininhos.
O poiso era o “Boa Esperança”, uma pequena cervejaria ao lado do “Edmundo”, restaurante com que nunca simpatizou, mas gostava dos “Beirões”, que já não existe, o prédio foi abaixo, estão lá a construir uma qualquer coisa. Os “Beirões”tinham uma cozinha honesta, quase caseira, há-de sempre lembrar as pataniscas de bacalhau com arroz de feijão, e quando a ementa não agradava, coisa rara, havia sempre a escapadela para o frango assado.
Em tempos de quartas-feiras europeias era nos "Beirões" que fazia o aquecimento. Tinha duas salas e ele, como não gosta de salas de comes com espelhos, ficava naquela onde no espeto assavam os frangos. Gostava de ver a azáfama do assador, das gentes que entravam para levar frangos, desenrrascanço para quem não teve tempo de preparar o jantar. E sentia-se bem a ouvir o carvão a estalar
Quase em frente dos “Beirões”, de quem vai a caminhar para as portas de Benfica, um “must” do pequeno comércio, tão tradicional em Benfica, uma pequenina casa de material eléctrico onde uma simpática e competente senhora, profissional de mão cheia, ainda vende aqueles interruptores, fichas, caixas de ligações, coisas antigas e não esses simplkex que agora para aí vendem e com os quais não se entende. Nunca sabe o nome das coisas, ainda não acabou de falar e eis a senhora a dizer: "já sei o que quer!"
Mas estava ele a dizer que o “Boa Esperança”, pelos calores, era poiso para tremoços e conversetas até ao dia em que não lhes apeteceu caracóis, apenas fininhos e tremoços, e aquele empregado que serve às mesas, sósia do Yul Brynner, disse que não, "às mesas só podem estar se comessem algo mais que tremoços".
Saímos porta fora para não mais voltar. Mais à frente, do outro lado da rua, quase a chegar à Junta de Benfica, encontrámos “ O Lingote”, e onde ninguém se importa que, pela tarde, uns maduros fiquem às mesas apenas a consumir fininhos e tremoços.
Pequenos pormenores que marcam as diferenças de que tanto gosta ou envelhecer, pouco a pouco, porque as coisas não são o que foram nem são o que são…
6 de janeiro de 2010
OS CINEMAS TAMBÉM SE ABATEM

A notícia leu-a no suplemento “Actual” do “Expresso”. Começava assim:
“Morreu o cinema Nimas. Mas nasceu o espaço Nimas”.
O desenvolvimento da pequena notícia encaminha-o para ficar a saber que José Mário Branco pretende ali criar projectos artísticos que envolvem dança, teatro, música. Já se realizaram alguns espectáculos e já há programação para Janeiro e Fevereiro, sem se adiantarem pormenores.
De modo algum quer desconfiar destes meritórios propósitos das programações, mas acontece que ao tirar a fotografia deparou-se-lhe um deprimente estado de abandono, Sobre a programação que eventualmente venha a acontecer, no “Espaço Nimas” se saberá com o correr dos dias.
Mas o que hoje lhe importa registar é que Lisboa tem menos uma sala de cinema.
Uma sala simpática, bem situada, uma programação abrangente.Dezenas e dezenas e dezenas de filmes ali vistos.Lembra “Chove em Santiago” de Helvio Soto (1975) possivelmente o primeiro filme a denunciar o golpe perpetrado pelos Estados Unidos, no Chile de Salvador Allende, um genocidio hediondo. Numa entrevista à televisão, já na qualidade de presidente deposto, Richard Nixon, disse: “estavam aí em jogo os nossos interesses”Recorda-se também do dia em que viu “O Último Mergulho” de João César Monteiro. Ele e um jovem umas filas à frente, os espectadores presentes na sala, ao que chamaria a sua sessão privada de um filme do João César.
Quando encetou este roteiro de cinemas de Lisboa que já não existem, estava muito longe de imaginar que o “Nimas” acabaria por integrar esta triste galeria.
Lisboa é uma cidade que preserva mal a sua memória, no caso presente a sua memória cinematográfica.O espectador de cinema lisboeta também tem as suas culpas.Abandonou cinemas como o “Nimas”,preferindo as salas dos centros comerciais, onde se empanturram de baldes de pipocas. Ou sentam-se frente ao televisor a ver DVDs.
Se a tanto chegar o gosto que (não) têm pela cidade, um dia hão-de lembrar-se de tudo isto. E, claro, de modo algum estarão bem no retrato.Quando passar na 5 de Outubro, lembrar-se-á que ali existia um cinema e agora , apenas, a promessa, de um espaço onde haverá dança, música, teatro.Faz um grande esforço para, minimamente, acreditar nisso.Já viu vezes demais filmes como este e sabe os finais.Lembrando o Zé Mário, apetece-lhe dizer que para este peditório já deu!...
A ver vamos, como diz o cego.
16 de dezembro de 2009
10 de dezembro de 2009
NA ROTA DE VELHOS ANÚNCIOS
17 de novembro de 2009
OS CINEMAS TAMBÉM SE ABATEM

Os primeiros filmes viu-os em cinemas de bairro, vulgo “piolhos”. Não esquecerá nunca a participação de toda aquela malta, miúdos e adultos, choros, gargalhadas, bater de palmas, assobios, asneiradas da grossa dirigidas aos “maus das fitas, um vibrar desmedido pelas imagens a correr. Éramos parte do espectáculo.
O andar dos tempos levou-o a outros cinemas da cidade. O “Condes” faz a transição dos “piolhos” para as salas que poderá apelidar de referência. Gostava do “Condes” e espectador, sempre, do 2º Balcão. Se lamenta todas as mortes de salas de cinema, guarda a do “Condes” com um pouco mais de luto. Coisas assim difíceis de explicar…
O “Condes” gozou de grande popularidade nos anos 60/70. Fechou portas já na segunda metade dos anos 90. Como edifício foi alvo de múltiplos apetites imobiliários e passou por diversos projectos de remodelação. Após várias e rocambolescas peripécias, em Junho de 2003, o Cinema Condes dava lugar ao “Hard Rock Café” em português. Pedro Santana Lopes, então presidente da Câmara de Lisboa, selou o acontecimento partindo uma guitarra.
Ainda hoje é “Hard Rock Café”.
O “Hard Rock Café” é o fruto nostálgico de dois judeus norte-americanos que a viverem na Europa sentiam saudades da “fast food”. Conta a lenda que Eric Clapton, habitual cliente do Hard Rock em Londres, pediu a um empregado que o deixasse pendurar a guitarra na parede, para personalizar o lugar que mais lhe agradava no bar. Pete Townshend dos “Who” enviou a sua guitarra para o restaurante com uma nota: “A minha guitarra é tão boa como a do Eric.”
Hoje as diversas lojas “Hard Rock”, espalhadas pelo mundo, ostentam nas suas paredes os mais diversos instrumentos dos mais diversos artistas.
Entrou no “Hard Rock” uma só vez. Não é cliente de hamburgers e coca-colas, já está velho para grandes barulheiras e ajuntamentos. Ainda mais, aquele espaço era um dos seus cinemas, porra!
O programa do “Condes” refere "butch Cassidy e o Kid", um divertido filme de George Roy Hill, com Paul Newman e Robert Redford.
No programa podia ler-se que a música ambiente navegava nas ondas da música popular brasileira.
5 de novembro de 2009
29 de outubro de 2009
OS CINEMAS TAMBÉM SE ABATEM

O cinema, para além dos filmes, é um nicho de recordações que não morrem.
Daqui a lembrança, a ternura pela avó, que o levava ao “Odeon” para ver os filmes da Marisol, do Joselito, da Sarita Montiel.”
O “Odeon”, projectado por Guilherme Soares, situa-se na Rua dos Condes, em frente do “Olumpia” , ao lado do “Condes”, perto do Ateneu Comercial de Lisboa.. Há largos anos que se encontra encerrado, apresentando um aspecto degradante, omde ressaltam os vidros partidos, um autêntico crime. Diversas tentativas têm sido feitas para recuperar o “Odeon”, mas todas elas sem qualquer resultado…
Segundo Jorge Silva Melo, no seu livro “Século Passado”, o “Odeon”é “uma autêntica sala de cinema, com foyers, varandas, balcões, écrans e aquele tecto de abrir em pau-brasil, tecto de verbena, de opereta”.
Ainda o Jorge Silva Melo: “Abram-me o Odeon! E eu acrescentaria: em memória das vítimas do cinema, dos que acreditaram nos amores eternos e nas promessas de um beijo, em memória das mulheres que acreditaram nos amores eternos e nas promessas de um beijo, em memória das mulheres que nessa sala choraram e se consolaram por tanto lavarem a louça das patroas".

Em 30 de Setembro de 1927 o “Odeon” abria as suas portas ao público com a exibição do filme mudo “Viúva Alegre” de Eric von Stroheim, acompanhado de uma orquestra.
Ir ao “Odeon” não era a mesma coisa que ir ao “Monumental” ou ao “Tivoli”, mas foi no “Odeon” que se estrearam os sucessos populares do cinema português tal como os filmes de Pedro Infante.
Novamente Jorge Silva Melo: ”Deixávamos aquela sala para as criadas de servir que lá iam aos domingos, como quem lia o folhetim do Tide, aquele irrepetível som de depois do almoço nas traseiras dos prédios, e iam. Qualquer que fosse o filme, chorar com mães solteiras, filhos de desencontrados, alcoólicos regenerados, essas coisas a que se chamavam destino”.

O programa de Outubro de 1976 refere uma reposição de “Rebecca”, filme de Alfred Hitchcock, com Lawrence Olivier, Joan Fontaine, George Sanders e a sua exibição não era aconselhável a menores de 13 anos.
A abrir o programa a exibição de um desenho animado hungaro, “Canto de Yeti”, um documentário sobre Hitchcock e o público era avisado que, em cada sessão, só existia um intervalo.
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