Mostrar mensagens com a etiqueta Bernardo Marques. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Bernardo Marques. Mostrar todas as mensagens

4 de maio de 2015

Scipião

Scipião e a entrada no céu...
Uma história muito moderna, apesar de datada de 1928,contada por Bernardo Marques.

25 de abril de 2015

Alameda dos meus amores

Alameda Dom Afonso Henriques
Era assim tão linda Lisboa, desenhada por Bernardo Marques em 1949.

18 de maio de 2012

Fui ver...

Tocaram à porta e eu fui abrir a correr. Era o carteiro com uma encomenda. Fiz-lhe o meu melhor sorriso e precipitei-me a abri-la. Fiquei logo extasiada com esta capa de Bernardo Marques, para o Magazine Civilização do Natal de 1928.
Muita alegria pode dar o papel velho...

5 de maio de 2012

As Marias de Portugal

Descobri hoje por acaso, na Feira da Ladra, esta pequena caderneta de colagens sobre  " As Marias de Portugal", Os desenhadores das Marias são, entre outros, Roberto Nobre, Raquel Roque Gameiro e este meu favorito, que vos apresento de novo, eis Bernardo Marques. Desconheço quem seriam os autores das quadras. Penso que este seria um concurso, que terá decorrido nos anos 30. A feliz possuidora desta caderneta era Mariana Nogueira e Silva, moradora na Rua António Pedro, nº 48, 4º direito, Lisboa.

Maria dos Anjos

Somos seres imperfeitos,
Indignos de acompanhar-te,
Pois de barro somos feitos,
Que facilmente se parte.
Por isso linda Maria,
O teu padrinho e teus pais,
Te deram por companhia,
Criaturas imortais.

21 de dezembro de 2011

Felicidade


Apesar dos trinta anos, Berta Young tinha ainda momentos como aquele, em que desejava correr em vez de caminhar, dar passos de dança de um lado ao outro da calçada, fazer girar um arco, atirar qualquer coisa ao ar e apanhá-la de novo, ou então ficar parada e a rir de... nada... nada, simplesmente a rir. Que se pode fazer quando se tem trinta anos e, ao dobrar a esquina da nossa própria rua, somos invadidos sabitamente por uma sensação de felicidade—felicidade absoluta! — como se tivéssemos engolido de repente um rútilo pedaço deste sol da tardinha e ele nos estivesse a arder no peito, a despedir um chuveiro de minúsculas faíscas em todas as partículas do nosso ser, até nos dedos das mãos e dos pés ?... Oh! Não haverá um meio de exprimir essa sensação sem falar em «embriaguez e desordem»? Como a civilização é idiota! De que nos serve ter um corpo, se somos obrigados a guardá-lo fechado num estojo como um violino raro, muito raro?
Katherine Mansfield, Felicidade, Colecção Miniatura, Livros do Brasil.
Ilustração de Bernardo Marques

17 de novembro de 2011

Descubra o sol

"... e depois descubra o sol, e da sombra emerge o amarelo brilhante deste vaso de mimosas. É bastante: um só vislumbre nascente, eis-me cheio de uma alegria confusa e surpreendente. É uma tarde de Janeiro que me põe assim em frente do avesso do mundo. Mas o frio permanece no fundo do ar. Por toda a parte uma película de sol que estalaria com uma unhada mas que reveste todas as coisas de um eterno sorriso. Quem sou eu e que posso eu fazer senão entrar no jogo das folhagens e da luz ? Ser esta luz em que o meu cigarro se consome, esta doçura e esta paixão discreta que transparece no ar. Se tento atingir-me, é mesmo no fundo desta luz. E se tento compreender e saborear este delicado sabor que revela o segredo do mundo, é a mim mesmo que encontro no fundo do universo. Eu mesmo, isto é, esta extrema emoção que me liberta do cenário. Ainda há pouco, outras coisas, os homens e os túmulos que eles compram. Mas deixai-me cortar este minuto no tecido do tempo. Outros deixam urna flor entre as páginas, encerram nela um passeio em que o amor os aflorou. Eu também passeio mas é um deus que me acaricia"

Albert Camus, O Avesso e o Direito, Colecção Miniatura, Livros do Brasil, Capa de Bernardo Marques

23 de setembro de 2011

Chiado

"O Chiado é uma instituição lisboeta. Subimos o Chiado; descemos o Chiado; passamos no meio do Chiado ou às esquinas e portas do Chiado e sentimos que somos refinadamente lisboetas"
 Texto de Olavo D´Eça Leal e desenho de Bernardo Marques

24 de agosto de 2011

Quem escreveu?

"Sabia já, por carta amiga, que eles estavam a chegar por via marítima, em grupo, para erguer, montar e o pavilhão português da Feira Mundial, a ser inaugurada em breve. Ausente havia cinco anos, e num estado de nervos que lhe exacerbava todos os afectos, a notícia trazia-o alvoroçado e impaciente: Se eles queriam vê-lo? E como o acolheriam se...? Por isso, naquela tarde, o telefonema, sem o surpreender, foi uma surpresa: pela coragem do alto funcionário que ousava infringir a regra do ostracismo. «Já cá estão! — disse ele. — Venha vê-los esta noite ao Martinique!» (hotel algo suspeito, mas tal fora a decisão oficial...). Correu a procurá--los logo depois de jantar. O encontro foi eufórico. Receberam-no rindo, de braços abertos, como amigos velhos. O Bernardo e a Ofélia, o Fred e a Astrid, o Zé Rocha e a Selma enfim unidos, o Carlos (sem a Dona Brites, que pena!), e além deles Anahory, celibatário. Estavam os mesmos, pareciam felizes, e o Ontem fez-se Hoje de repente. Só faltava o Arquitecto, que seguia à risca as instruções do Chefe. Este, ainda a bordo, reunira-os e falara assim: «Eu sei que vocês são todos amigos do Expatriado, e hão-de querer encontrar-se com ele. Mas, pelo amor de Deus, façam-no discretamente, onde isso não dê nas vistas! Eu admiro-o muito, mas o sorriso dele, o nariz bicudo, bastam para o tornar subversivo!» E a primeira coisa que eles faziam, queridos, era chamá-lo. Ainda mais enternecido ficou ao sabê-lo. Tomaram uns drinks, ele bebeu com sofreguidão as impressões da Pátria, depois subiram aos quartos, no décimo quinto andar. O Bernardo, ao ver da varanda corrida as ruas desertas àquela hora, empalideceu: «Que silêncio!» "

José Rodrigues Migueis, A Amargura dos Contrastes, Edição O Independente

16 de junho de 2011

24 de dezembro de 2010

Natal dos pobres

‎"Os pobres são como os rios. Estancam a sede da terra, fazem inchar as raízes e crescer as árvores; acarretam; moem o pão nos moinhos. Ei-la, a vida da terra. Todas as catedrais se construíram da sua dor; sem eles a vida pararia. (...)
As lágrimas que se choram e se não vêem são as melhores: caem sobre a alma"
Texto de Raul Brandão, Desenho de Bernardo Marques, 1956


Clicar na imagem para ampliar

19 de dezembro de 2010

Pescadores




Aldeia de pescadores, Algarve, Têmpera de Bernardo Marques, publicada em 1957 na Revista Panorama.
Clicar na imagem para ampliar.

17 de dezembro de 2010

Hollywood by António Ferro

Desliza-se pela Barateira e encontram-se gratas surpresas. António Ferro visitando Hollywood e contando acerca. A capa é de Bernardo Marques.
Hollywood capital de imagens por António Ferro.

26 de setembro de 2010

13 de setembro de 2010

19 de agosto de 2010

Pulsar

Image and video hosting by TinyPic


Este livro da Miniatura foi comprado pela minha mãe em Outubro de 1954 na Póvoa de Varzim. Mais uma deliciosa capa de Bernardo Marques. As Neves de Kilimanjaro, essas terminam assim: "Mas ela não ouvia nada senão o pulsar intenso do seu próprio coração".