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27 de janeiro de 2013

Memórias de Mafra ou porque fomos felizes num local


Há terras onde fomos felizes. Um dos motivos, terá sido a descoberta de um jovem poeta. Capaz de criar imagens fortes com as palavras, este rapazinho começou, em gesto de provocação, a trazer para as aulas as folhas arrancadas à antologia, fingia-se não entender. O que interessava eram os textos literários em estudo, desde que as páginas coincidissem… Com o avançar do ano, o Horácio veio e revelar-se, tendo conquistado o prémio literário (modalidade poesia) que, então, foi criado na secundária. Com um nome assim, as expectativas quanto à sua escrita  eram de responsabilidade. Chegou, por essa altura, a decisão pessoal de entrar em período de tréguas com os livros daquele que viria a ser o nosso Nobel… É que, até à data, nada parecia conseguir ficar à altura de O Ano da Morte de Ricardo Reis. Constituiu experiência única a leitura do romance então recente – Baltasar e Blimunda ganhavam vida sempre que, num horário com inúmeros buracos entre tarefas e a incluir o sábado, se encontrava, sob as árvores, um banco convidativo, a escapar ao bulício da escola. Corriam pela vila  histórias exageradas pela imaginação popular: os ratos tomavam conta do espaço deslocando-se, em profusão, por caminhos subterrâneos que atravessavam o local… Na secretaria da secundária, os roedores apareciam, quase fossilizados, dentro de pastas de arquivo. O convento, na sua ostentação de oiro dos brasis, assenhoreava-se do espaço, excessivo no estilo arquitetónico. Chegou o dia ansiado – uma autorização especial para visitar a biblioteca do palácio, até então vedada ao público. Mesmo tratando-se de tempos diversos, a sensação de entrar num espaço proibido do saber conduziu à associação a outro grande título : O Nome da Rosa. Na imagem, um detalhe de outro compartimento do palácio, utensílio cuja finalidade conseguirão indicar.

3 de outubro de 2012

Rei-Mago tântrico



























Gaspar é um Rei-Mago, como sabem, mesmo que fale muito pausadamente.
O escultor da Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira, em Guimarães, quis deixar a sua marca premonitória de que um Gaspar oferecedor iria chegar a Portugal.
Contudo, o artífice não previu que estivesse a representar um acto tântrico. Bolas, nunca mais termina esta queca aos portugueses! Já chega!

27 de julho de 2012

Palácios nacionais ou como se dá vida à História

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(imagem: salão árabe em Palácio Nacional da Pena, roteiro de José Carneiro e Luís Filipe Gama)

 Não tendo por hábito recorrer ao lugar-comum “nos outros países tudo é melhor”, a imagem dos  palácios nacionais abertos ao público, pode ser utilizada enquanto contraditório. Apreciadora da arte renascentista, senti uma certa desilusão ao ter visitado magníficos exemplares da época, sobretudo na região francesa do Loire: no interior, os espaços encontram-se despidos de mobília e utensílios. O mesmo sucede em muitos palácios da velha Inglaterra – entra-se em salões de lareiras grandiosas, de áreas a perder de vista, olhando as divisões como quem vê – salvaguardando as devidas distâncias - uma casa recém-construída, posta à venda. É bom visitar os palácios nacionais e ver uma sala de música, onde o antigo cravo nos faz viajar a recitais , uma cozinha de onde pendem caçarolas de cobre e o fogão a lenha foi mantido, com os amarelos a rebrilhar de solarina, os salões onde decorriam conversas mais ou menos confidenciais. Estranha-se, nestes locais portugueses, a dimensão das camas, mesmo as de dossel, ficando-se a pensar como eram de pequena estatura os nobres de então, afirmação isenta de segundo sentido.

14 de julho de 2012

Moinhos ou gigantes?

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A região rural do concelho de Sintra encontra-se povoada de moinhos: uns em completa degradação, outros transformados em moradia e alguns, sem habitantes, preservados sem velas nem mó, talvez porque os proprietários os estimam e, como tal, dedicam-lhes cuidados. Há pouco tempo, cá pela freguesia,  sobrevivia um moleiro à moda antiga, um velho homem que, lutando contra as forças que já lhe faltavam, depositava toda a vontade na moagem dos grãos cultivados em pequenas leiras de terreno, nesta região entre a serra o mar. Gostava de ser visitado pelas crianças das escolas próximas que, em digressão de estudo, aprendiam que a farinha não aparece, como que por magia, nas embalagens das prateleiras dos supermercados. Consta que o dedicado trabalho deste homem de aldeia terminou – o desgaste do tempo não permite que cada um possa prolongar, como que vivendo uma eterna juventude, tarefas que exigem ritmo e esforço. A reflexão conduz a relatos de alguns educadores, surpreendidos quando acompanham crianças a locais onde podem ver pomares enfeitados de frutos, ou capoeiras onde correm aves de diversas gerações, experimentando retirar os ovos dos caixotes recheados de palha: os pequenos visitantes, muitas das vezes, deixam escapar que pensavam nascerem as maçãs dentro de caixas, ou ainda que os galináceos já nasciam depenados. Parecendo algo de anedótico, não se deixa de pensar que mesmo o adulto mais citadino terá perdido o hábito da conversa com os seus mais novos – apesar do poder da imagem (ver árvores de fruto, observar ninhadas de pintainhos, assistir a uma ordenha), tudo leva a crer que nos encontramos na era conhecida como a “da comunicação” enquanto mera etiqueta, ideia recorrente ao verificar que mesmo os contos infantis fornecem conhecimentos simples, mas essenciais.

7 de julho de 2012

Aldeia da Luz: o passado é um lugar estranho

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Fotografia de Eurico Palmeira em Luz do fim da luz

O que se extingue na voragem, não se consegue recuperar de modo genuíno: sempre que passo na casa da minha infância e recordo as árvores – a cerejeira japonesa que desapareceu, o jardim, o pequeno lago onde nadavam  peixes vermelhos que a cadela Laica tentava capturar – e hoje sou agredida por uma ruína que acredito desbitada, não posso deixar de estabelecer ligações. Passei um dia pela nova aldeia da Luz em vésperas de ser povoada, ainda a barragem do Alqueva se afigurava esventrada de águas. Como que num instantâneo, desfila na memória o grito da população, náufraga de um passado recente, tentando agarrar-se ao espaço ancestral prestes a desaparecer: o progresso traz destas coisas. Apesar de indiscutíveis vantagens, há sempre (ou quase sempre, lembrando a exceção das pinturas rupestres de Foz Côa), o impulso implacável do rio de onde derivam afluentes da memória. Em digressão geográfica através de pensamentos , evoco ainda Vilarinho das Furnas. Quanto a esta aldeia, sente-se especial comoção sempre que algum telhado assoma à superfície das águas. Desfechos diferentes – penso . Náufragos de um tempo extinto, o passado é uma linha ténue que tentamos reconstruir. É também nele que presente e futuro se alicerçam. Um vestígio de memórias da terra e das gentes, fica guardado no livro Luz do fim da Luz, quando decorrem dez anos da mudança da população para a nova aldeia, a tentar manter a traça da original.

Nove casas,/ duas ruas,/ ao meio das ruas um largo,/ ao meio do largo um pouco de água fria.

Tudo isto tão parado/ e o céu tão baixo/ que quando alguém grita para longe/ um nome familiar/ se assustam pombos bravos/ e acordam ecos no descampado. – Manuel da Fonseca

25 de setembro de 2011

Cabo Espichel













(painéis de azulejos existentes no interior da ermida historiografando a construção do Santuário)

O Património Cultural deve ser visto, acima de tudo, como elemento da identidade das populações que habitam ou usufruem o local onde este se insere, sendo o edificado, as vivências e a paisagem do local um todo indivisível na sua valorização.

O conjunto designado Santuário de Nossa Senhora da Mua é composto por diversos elementos (igreja, hospedaria, cruzeiro, terreiro, ermida, aqueduto, casa das águas e casa da ópera), integrados numa paisagem única e mítica que desanuvia, alegra e relaxa quem o visita. Foi muito provavelmente este bem estar que o local transmite, a par da lenda da imagem aparecida, que motivou séculos seguidos de romarias.








Ora, é de louvar o sesimbrense propósito municipal de dignificar o Santuário da Senhora da Mua. Apesar de gostar muito de arraiais, feiras e outras manifestações de cultura tradicional portuguesa , desgostou-me a visita que fiz, porque senti o ambiente mítico de todo o promontório estilhaçado, num desrespeito pelo património. Não me parece ser com as roulottes de farturas e afins que se dignificam seis séculos de história e se valoriza o conjunto. O potencial do local dá para muito, muito mais, e a memória identitária das comunidades que o vivenciaram o merece.



 Sesimbra, 2011.

9 de maio de 2011

Für Elise ou o chalet da Condessa de Edla



Elise Hensler, cantora de ópera, desposou D. Fernando II tornando-se condessa de Edla. O rei conheceu-a aquando de uma actuação em Lisboa no teatro de S. Carlos, cerca de nove anos antes de terem contraído matrimónio. Além de cantora lírica a condessa foi escultora, ceramista, pintora e grande apaixonada pelo cultivo de flores.
O casamento nunca obteve aprovação unânime por parte da imprensa ou da nobreza nacionais, situação que parece explicar a quase ausência de referências a esta mulher na História de Portugal.



(imagem: Chalé da condessa de Edla em Um passeio de Cintra até ao mar)

Há doze anos, o chalé da condessa de Edla - título que lhe foi concedido pouco antes casamento – foi destruído por um incêndio, encontrando-se abandonado até aos nossos dias.
Localiza-se o edifício no parque da Pena, tendo sido  projectado pela proprietária de acordo com o modelo de algumas casas rurais norte-americanas. Apesar da  ascendência suíça Elise foi criada em Boston, tendo concluído estudos em Paris. Falava fluentemente sete idiomas.

Felizmente, acabo de saber em caixa de comentário que terminaram hoje no chalé da condessa Edla as obras de recuperação como pode ser confirmado aqui .

29 de dezembro de 2010

Um pequeno-grande património...

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Pelas ruas e a enviarem-nos interessantes mensagens, os cartazes ou pinturas murais lá estão… Alguns, obrigam-nos a parar e a abrir os olhos, enquanto nos transportam a outros universos... Há os que desaparecem com os caprichos do tempo e ainda aqueles  que, concebidos a pensar na voragem do tempo, ficam gravados em memórias e afectos.

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Fica-se a magicar no porquê de partilharem os caminhantes opiniões sobre castelos, museus, catedrais e o facto de se ignorar alguns apelos, deixados em paredes de edifícios, por ruas tristes ou iluminadas das cidades percorridas.

(primeira imagem: Sylvie Fondacci)

29 de agosto de 2010

A memória está onde menos se espera




Chamo a atenção para o interessante artigo de Alexandra Prado Coelho, “Os melhores museus estão onde menos se espera”, publicado no último ‘ípsilon’, de 27/08/2010, citando o parágrafo final do mesmo: “E assim, graças ao Marquês de Pombal e ao pescador que um dia encontrou uma ânfora em Portimão, aos amigos de Camilo e ao farmacêutico de Penafiel, aos chapeleiros de São João da Madeira e ao rio Arade, que guardou o passado para o devolver quando achou que, finalmente, lhe íamos dar atenção – graças à teimosia e à visão de todos eles parece que, afinal, não vamos perder a memória”.
O que me motiva referir o artigo é, ao lê-lo, verificar a mudança que se está operando na mentalidade portuguesa quanto ao sentir o seu património cultural.
O património cultural ganha, cada vez mais, a dimensão de proximidade às comunidades por ele referenciadas, deixando de ser visto como algo impessoal e distante, ganha a dimensão de memória e identidade.
A monumentalidade da pedra edificada, a raridade do manuscrito, a beleza da obra plástica, a agradável sinfonia, passaram a coexistir e a emparceirar com a história de vida dos indivíduos que, com o seu quotidiano, foram marcando e moldando o território.
Assim, a memória de uma comunidade ganha espaço e alarga horizontes à tradicional visão do património cultural, motivando as populações para a sua valorização e fruição, criando agentes activos para a preservação da memória de todos nós.

Foto original de Nelson Garrido, (re)fotografada a partir do artigo citado, na versão papel.

29 de abril de 2010

Tradição

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O que é? Onde é?

Convento de Odivelas, acertou o Paulo.

(Publicado em "História de Portugal" - vol.5 - de J.H.Saraiva).

12 de abril de 2010

Um país pequeno e plural

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Pequena varanda sobre o mar e festa de paisagens. No que toca às gentes, a realidade tem adquirido formas diversas. Cada vez mais – sendo universal o fenómeno e, também ele, uma das faces da globalização (ou mundialização, como os franceses gostam de referir) – deixamos esbater características das gentes de diversas regiões. A ideia das populações do Minho de ares célticos ou dos naturais do Sul de tez mourisca com específicos traços de personalidade, deixa de fazer sentido. Observação despida de saudosismos, decorre a mesma do facto de, cada vez mais, nos cruzarmos com pessoas de diferentes culturas, etnias, origens geográficas. Num passado distante e por imperativos de estar junto dos mais próximos que por cá não podiam entrar, fascinava olhar a diversidade de povos e trajes pelas ruas de Paris. O nosso país, então fechado e hostil para os de fora, era uma região continental de cinco milhões de habitantes. Em vilas e aldeias, todos sabíamos de onde cada um vinha, a que família pertencia, não nos surpreendíamos na nossa homogeneidade. Hoje somos muitos, as fronteiras vão-se dissolvendo, as culturas encontram-se em casulo ou interagem - seria, a título pessoal, mais apelativo o segundo exemplo, caso mantivessem o que as torna únicas.
Imutável permanece a marca paisagística de cada região, apesar de alguma incúria para com o legado histórico ou para lá de certa construção desordenada, a castigar o património natural. De certo modo, prevalece ainda a beleza (mais ou menos arruinada) de cada geografia, de cada montanha, de cada planície e, sobretudo, deste mar imenso que acabou por nos tornar únicos, constatação que Vieira e Pessoa tão bem deixaram aos vindouros.
Meis olhos van per lo mare

3 de abril de 2010

Sinais do passado

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Foram indispensáveis, agora muito poucas sobreviveram. Este está a salvo, segundo o que consultei: foi considerado imóvel de interesse público.
Sabem o que era e onde fica?

karipande disse...
Fica entre Coimbra e a Mealhada... è uma estação de malaposta.
Um expert na questão diz que referir Malaposta é correcto. No entanto este edifício está classificado assim:
Imóveis do interesse público
Distrito de Aveiro
Município da Mealhada:
Estação da Mala-Posta de Carquejo, na estrada nacional n.° 1, Casal Comba, freguesia de Casal Comba.
Revista Turismo, Dezembro de 1959

2 de abril de 2010

E a terceira ponte

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O Gastão adivinhou: Ponte-Praça de Aveiro, projectada pelo Engº F. Valente de Araújo e tendo com empreiteiro o Engº A Melo Gouveia.

Duas pontes

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Ponte Santa Maria de Arronches, projectista Eng A Franco e Abreu

Uma ponte

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Identificais?
Ponte na foz do Sousa, afluente do Douro, disse o Pedro e acertou.

1 de abril de 2010

Azulinho

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Reconheceis? Adivinha enviada pelo nosso amigo Luís Maia.

Luís Maia disse...
Prontos( como dizem alguns) é ima vista sobre o rio Arade, tirada de Portimão para o Parchal.

A velha ponte que levou obras recentemente toda pintadinha é que engana

Um abraço

2 de março de 2010

Pelo Campo Grande a ouvir Rita Lee...

Segunda-feira de sol, a convidar à subida do Campo Grande em caminhada, por entre canteiros e arvoredo. Saída do comboio a ouvir Rita Lee, apetecia mesmo esquecer o barulho dos automóveis, a fachada entristecida de alguns prédios em ruínas e percorrer o espaço verde, em tentativa de alheamento da avenida a ganhar cinzentismo e a perder sorrisos...
Como o quarto de hora académico já se tornou instituição, lá caminhei ao ritmo despreocupado, mergulhando no jardim, em busca de um espaço verde que me devolvesse as belas vivências da juventude ou da infância nesta urbana aldeia-natal onde vivi os primeiros anos de vida, muito tendo saltado por entre os canteiros em correrias e risos.
Não pude deixar de pensar na ideia do romance Os Passos Perdidos, ou seja, conseguir experimentar com um significativo intervalo de tempo as mesmas sensações, apreciando da mesma forma espaços do passado transforma-se, na maior parte das vezes, em tarefa estéril. Se por mais nada fosse, a explicação encontrar-se-ia no facto de, na infância, os espaços se afigurarem gigantescos acabando-se, com o tempo, por receber a brusca decepção de limites e de barreiras arquitectónicas. No meio do arvoredo desordenado que ficaria bem numa floresta que sabe cuidar de si própria, a beleza seria decerto evidente... Mas, nos caminhos esburacados cruzei-me com um cego ( perdoem-me não utilizar o eufemismo ‘ invisual’ ), a tactear em indefeso desespero com uma bengala quase inútil, na tentativa de não tropeçar nas crateras do pavimento. A violência da imagem foi como que uma chamada à realidade , tendo decidido de modo repentino desligar, com desencanto, a música despreocupada que me trazia fôlego para uma caminhada a bom ritmo.

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O cartaz camarário a anunciar, desde as últimas autárquicas (já nem lembro quando foram, mas há por aí um post do gin-tonic a referir o assunto) a recuperação da piscina, encontra-se descolado por antiguidade e intempéries.
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Vê-se um dos espaços verdes da cidade vandalizado, com edifícios ao abandono, e vem-me de imediato à memória o nostálgico fado do Campo Grande de Vitorino de Almeida, a par da frase que me não larga até ao regresso a casa: «Lisboa não merece!».

23 de fevereiro de 2010

Adivinhar por detalhes - II

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... e estes fragmentos? A que monumentos pertencerão? Trata-se de um fácil desafio.

E acertou o Luís Tavares: à esquerda encontra-se o Convento do Carmo em Lisboa e à direita o Convento de Cristo em Tomar.

Adivinhar por detalhes - I

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A que monumentos pertencem os detalhes aqui representados? Conseguirão responder?

Acertou o Pedro: à esquerda, o mosteiro de Alcobaça e, à direita, o portal do Mosteiro da Batalha.

10 de fevereiro de 2010

E esta, hein?

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Há uns meses atrás, subia a Avenida das Forças Armadas, em Lisboa, e vi o pavilhão iluminado. De relance, pela enorme montra, pude ver que lá dentro estavam vários carros antigos alinhados em exposição.
No sábado seguinte decidi visitar o local. Dei a volta e espreitei. Parecia um Museu mas estava fechado. Nas traseiras encontrei uma pequena sala onde estavam dois senhores observando um livro de carros antigos. Cumprimentei-os e perguntei:
 - Quando posso visitar este Museu?
Um deles levantou-se e olhou-me fixamente:
 - Viu algum horário de funcionamento?
 - Não.
 - Então não se visita.
 - Então não é um Museu, respondi eu. E com esta troca de palavras desconcertante, despedi-me e bati em retirada.
 Mas depois de conversar com quem muito sabe, voltei lá passadas algumas semanas. Agora bem acompanhado. E fui muito bem recebido pela mesma pessoa.
Hoje sei que a ela se deve a manutenção daquele espaço mas falta o apoio da Câmara Municipal de Lisboa.
Aquele que a CML quis que fosse o Museu Fernando Pessa do Automóvel Antigo não é um Museu.
 E esta, hein?

Imagem e Texto de Pedro Ferreira.