10/02/10

E esta, hein?

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Há uns meses atrás, subia a Avenida das Forças Armadas, em Lisboa, e vi o pavilhão iluminado. De relance, pela enorme montra, pude ver que lá dentro estavam vários carros antigos alinhados em exposição.
No sábado seguinte decidi visitar o local. Dei a volta e espreitei. Parecia um Museu mas estava fechado. Nas traseiras encontrei uma pequena sala onde estavam dois senhores observando um livro de carros antigos. Cumprimentei-os e perguntei:
 - Quando posso visitar este Museu?
Um deles levantou-se e olhou-me fixamente:
 - Viu algum horário de funcionamento?
 - Não.
 - Então não se visita.
 - Então não é um Museu, respondi eu. E com esta troca de palavras desconcertante, despedi-me e bati em retirada.
 Mas depois de conversar com quem muito sabe, voltei lá passadas algumas semanas. Agora bem acompanhado. E fui muito bem recebido pela mesma pessoa.
Hoje sei que a ela se deve a manutenção daquele espaço mas falta o apoio da Câmara Municipal de Lisboa.
Aquele que a CML quis que fosse o Museu Fernando Pessa do Automóvel Antigo não é um Museu.
 E esta, hein?

Imagem e Texto de Pedro Ferreira.

09/02/10

O Carnaval visto por Vasco

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Assim desenhava Vasco alguns bons disfarces para o Carnaval de 1960. Na Revista Mundo.

Pode o amor vencer o vício?

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À beira do pecado ou Ohne dich wird es nacht.
Imagem fantástica de Curd Jurgens e Eva Bartok. Gosto de ver as marcas dos parafusos para afixar o cartaz.
Revista Mundo, 1958

Lisboa e Porto Unidas

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Pelo caminho de ferro em 1856. E eis uma gravura da Ponte de Xabregas, de autoria de Bordalo.
Revista Mundo, 1957, página organizada por Ruy de Mendonça.

Os aparelhos de beleza

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Afinal tinham razão, há que sofrer para ser belo. Mas estes aparelhos só me reportam a iconografias do macabro.
Em 1926 eram publicitados pela Revista ABC. É pedir o catálogo.

Uma magnífica vitória

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Era Dezembro do ano de 1957. Reconheceis os protagonistas?

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Fotos de A. Campeão, Revista Mundo

Um extraordinário artista

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Reconheceis este senhor?

Que linda que era

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Eartha Kitt acertou a Isabelinha.

Um amplo Marquês de Pombal

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Numa Lisboa dos anos 40.

08/02/10

Neve de Janeiro

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(agradecendo ao Luís o envio da imagem)

Há pouco menos de um mês, era este o aspecto da cidade. Conseguirão identificá-la?

Trata-se de Castelo Branco e acertou o Rui.

COMEÇOS DE LIVROS

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Começo de "Retrato Dum Amigo Enquanto Falo" de Eduarda Dionísio:

"Eras assim um terreno largo para onde se olhava, eu pelo menos gostava de olhar."

Julgo que a reconhecem.

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Florido e fácil

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O Rui acertou: Casino do Estoril.

Um recanto lindo

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É o Recanto da Judiaria em Castelo de Vide sim. acertou a Teresa.

Para facilitar o adivinhar

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O anónimo acertou: Lagos.
A referência é anos 60.

Não é adivinha fácil

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A «chanson» minimalista

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(imagem:chorus-2)
Fugindo a atrevimentos em terrenos escorregadios e tendo procurado, uma vez mais, definições precisas para Pós-Modernidade, revelou-se o peso de uma pouco esclarecedora erudição ou , por outro lado, surgiram as mesmas sob a forma de rótulos demasiado simplistas para o conceito. Acabei por me circunscrever aos próprios botões, dado não pertencer aos Amish podendo, portanto, utilizá-los (aos botões, é claro).
Tal pensamento surgiu após o concerto de Albin de la Simone no passado sábado, no Instituto Franco-Português. Eram curiosos os comentários no final: «as letras são disparatadas», «gosto mais de o ouvir cantar do que quando se põe a falar entre canções», etc., etc., etc… é que o músico, entre cada tema, lia textos em Português registados num caderno escolar, apresentando desculpas de cunho surrealista para o sotaque como o encontrar-se ainda sob o efeito de uma prolongada anestesia recebida no dentista…
A título pessoal, a associação aos pós-modernos, prendeu-se essencialmente com os recursos instrumentais minimalistas, bem como com as letras das canções: teclados em vias de extinção do agrado de alguns bons pianistas do meu tempo, uma guitarra original a imitar uma bola de futebol e letras a tocar (aparentemente, arriscaria eu) o ‘nonsense’. O efeito foi curioso e – sem pretender ser dualista – aspecto recusado pelos pós-modernos, alguns dos temas demonstraram que a «chanson française» se encontra de boa saúde, trilhando novos percursos… Afinal, os instantâneos de um quotidiano em que todos nos revemos também podem fazer parte de partilha musical, como se pode constatar em Catastrophe.

Logo pela manhã

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Reconheceis esta cidade em festa?
O ano era o de 1958.
A Nupa e a Paula acertaram: Vila Franca de Xira.
A Isabel Correia mandou por e-mail a resposta também certa: Bom dia!
Julgo ser Vila Franca de Xira e as sua extraordinárias largadas de Touros (Festas do Colete Encarnado).

EU SOU

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Eu sou dos bares marítimos
Do brilho dos cálices
Dos corpos como barcos, cortando o mar
Eu sou dos que contam a sua vida inteira, numa noite,
Ao primeiro marinheiro.
Dos que se auto convidam para o desastre salgado,
E na vertigem do beijo morrem,
Por um porto mais do que sonhado!
Eu sou dos que amam, numa cama liquida e pública o anonimato.
Ergo a vela do amante e apanho a sua bolina,
Tão fácil quanto um sulco de mar eu sou!
Dizer-te o quanto isso me fascina
-ainda não!
Mas é para lá que eu vou.
Quando sentado, me digo a mim,
Meu amigo serve-me mais um gin.

Miguel Patricio, poema encontrado em htpp://poetrycafe.weblog.com
Imagem retirada do site do "Café Sport", Horta

07/02/10

NA ROTA DE VELHOS ANÚNCIOS

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Não sabe se o gin-tonic do "Peter" será o melhor gin do mundo, mas que dele se fala um pouco por aí isso é uma verdade.
O “Café Sport”, na Horta, continua a ser ponto de encontro de dezenas de viajantes, de gente apaixonada pelo mar e por lá são deixadas cartas e recados para outros mareantes.
A revista "Newsweek" já colocou o “Café Sport”, no lote dos melhores bares do mundo.
Durante a EXPO 98, o “Café Sport” abriu uma delegação em Lisboa.
Este anúncio, por essa altura, apareceu publicado nos jornais.
Claro que também foi lá naufragar, mas ficou com a quase certeza que no velho “Café Sport” o gin deverá, necessariamente, ter um outro sabor.
Um gin-tonic não tem segredos de maior.
Simplesmente exige, como qualquer outra receita, ingredientes de qualidade.
A tónica não deve estar no frigorífico. Claro que fica a faltar a verdadeira tónica, a que tem quinino, que ele voltou a pedir ao Pai Natal e mais uma vez, encontrou um largo manguito. A tónica que se vende por aí tem essência de quinino.
O gelo deverá ser daquele, à antiga portuguesa, forte e duro, nunca o dessas máquinas amaricadas em que o gelo é oco por dentro e deixa o gin aguado.
Limão de casca amarela e a rodelacolocada no meio do copo entalada entre as pedras de gelo.
Não mexa o gin com uma colher, nem esmague o limão. Faça apenas dançar o copo entre os dedos.
As quantidades são ao gosto e à pancada de cada um. Ele tem dias: umas vezes mais tónica, outras vezes mais gin. Depende dos ventos…
Isto foi o que aprendeu, não quer dizer que não haja outras maneiras de fazer um gin-tonic.
Coloca o “Bombay” no primeiro lugar do pódio, o “Tanqueray" em segundo e o "Gilbey's" em terceiro.
Não querendo armar aos cucos, acrescenta que tem bebido gins de todas as marcas e que os sabores e os encantos de um gin-tonic têm muito a ver com as companhias…
Ultimamente tem dado para reparar que o fígado e o gin-tonic – tão amigos que eles eram!… - começaram às turrinhas um com o outro. Mas nada que um par de chapadas não resolva o problema…
Quando ele partir, ninguém vai chorar e todos beberão gin-tonic…

Mais um automóvel, em colaboração com a T

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(imagem: b.auctioneers)

E esta viatura? Identificam marca e modelo?

É um Austin Healey de 1955 e acertou o Luís Tavares. Quanto ao modelo, dada a questão colocada pelo Pedro, subsistem dúvidas.

Das alturas

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Que fácil! De onde foi tirada a fotografia? Certamente acertarão em poucas tentativas.

É o jardim do Campo Grande (do cimo da passagem pedonal) e acertou o Percy Thrills:)

A Figueira da Foz em 1920



Há 90 anos a Figueira da Foz era assim.
Clicar para ampliar.

A continuar a domingar

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pedro disse...
Oldsmobile Golden Rocket 88 Holiday Coupé, de 1957, acertou o Pedro Ferreira.

A domingar

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Identificais o carro e a senhora?
A Laura acertou na BB. O Makangsi no Lancia e o Luís Tavares no Flaminia. Faltou o coupé.

O vosso Kodak

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Em meia hora aprende-se a manejar o Kodak. Perpetue as suas recordações, era o mote deste anúncio de 1924 da Revista ABC.

Um maravilhoso Xarope

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Duma panóplia de xaropes para crianças raquíticas, escrofulosas e linfáticas eis a  Klidina que substitui o óleo de fígado de bacalhau.
Aprecio a expressão do "antes que as crianças que sucumbam" às consequências das suas maleitas. Era assim em 1924 e o fabricante era Davita.

Pelos Ares

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Já abriu.
Museu do ar, na Base Aérea N.º1, em Sintra.

Junta o espólio do Museu da TAP, o do Museu da ANA e aviões da Força Aérea.
Divulgar a história da aviação em Portugal, juntando a militar e a civil, é um projecto coerente que está em crescimento no actual Museu de Ar, na Base Aérea N.1, em Sintra.

Nestes projectos, são sempre grandes as dificuldades e pequenos os apoios:
 - Preservar os antigos aparelhos é um investimento considerável mesmo quando se pretende apenas a sua apresentação “estática”.
  - Preservá-los capacitados para voar é um investimento enorme que apresenta, sobretudo, risco de perda. Mas é óbvio que a sua acção, o voo, é o que mais interessa.
Actualmente, os aviões antigos da Força Aérea estão “pregados” ao chão na sequência dos lamentáveis acidentes ocorridos já neste século. Mas pelo mundo fora há quem neles voe e alguns dos aparelhos foram os nossos.
Em Portugal, foi criado um Portal dedicado à recolha e sistematização da informação disponível sobre a história da aviação – Voaportugal  - onde se está a fazer um trabalho a todos os títulos notável.
Parece incrível mas existe um conjunto significativo de pessoas que faria o necessário para garantir um proverbial lugar como passageiro num voo de alguns minutos num avião dos anos vinte do século passado, mesmo que nenhuma seguradora queira assumir o risco.
E existe ainda muita “memória viva” para perpetuar.
Texto e Imagem de Pedro Ferreira

06/02/10

Capa que apetece roubar

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Daqui.
Autoria de João Vieira.

Para a Laura

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Enviada pelo Pedro Ferreira.
Os garrafões e a focinheira já constam:)

Acervo Familiar de  Pedro Ferreira

Adivinhar antes de almoçar

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Reconheceis este modelo de carro?
É o Darracq de 1902 que está no Museu do Caramulo, disse o Pedro Ferreira.

A Isidoro Duarte

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A bela da camioneta anos 50: agência de viagens Rodarte em colaboração com a Isidoro Duarte. Lindas.

Areeiro

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Serpenteado de fios eléctricos e com os ditos a circular.
Revista Mundo, 1958

Casas célebres de Lisboa

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A saber a casa onde nasceu a grande actriz Maria Matos e a casa onde faleceu o Conselheiro José Estevam de Magalhães.

Revista Mundo, 1957

O fogoso

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Um fogoso jogador no activo em 1957.
Adivinhais?

Um bom pedante

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"O menino há-de sair um bom pedante", dizia-lhe a mãe, Dona  Maria II quando ele lhe lia discursos cedo  alinhavados . "Grave, demasiado grave, a tua paixão é a de te atormentares".
Estas são as cartas  trocadas  entre este menino que veio a ser o rei Dom  Pedro V e o seu tio Príncipe Alberto (marido da Rainha Vitória).  Entre os dois perpassa uma afinidade profunda, meu querido e simpático tio/ teu tio fiel, enquanto discutem política, armamento, projectos de educação, mármores para aqui e para acolá, romãs e outras miudezas mais.
Muito mas muito interessante esta compilação de corrrespondência organizada e anotada por Maria Filomena Mónica, com a tradução das cartas de Dom Pedro por Ruben Andresen Leitão e das cartas do princípe Alberto por Dagmar Mata Reis. Eu ainda vou a meio do livro. Destruída a imagem romântica deste reinado por completo, mas substituída por um contexto muito mais avassalador. A história tem  destas coisas.  Ambos os protagonistas morreram cedo e muitos hiatos existem para colmatar em termos de documentação ainda a encontrar. Excelente obra. Vou acabá-la no vale dos lençóis.

Edição ICS, Quetzal Editores, Lisboa 2000

Nota: Se a quiserem comprar, encomendem-na à Wook. Dez euros.
E agradeço à T.R. a recomendação sempre certa que  só ela sabe fazer.

Um título de Fialho de Almeida

Hoje com tempo para espreitar um bloco de notícias em se fazia referência à TVI, ao director de um jornal diário recentemente afastado e ainda ao jornalista Mário Crespo, pareceu-me curiosa a descoberta desta obra de Fialho de Almeida editada pela Palimpsesto.

05/02/10

Les gâteaux ou à chegada de sábado...

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(imagens: cheriessa e foodnetwork)

Com o findar da azáfama semanal, é uma tentação pensar em doces. Talvez porque o frio exija mais calorias (pode ser um pretexto, mas enfim...). Desta vez lembrei-me da maravilhosa doçaria francesa e seguem algumas pistas: o primeiro é típico de uma linda cidade da Provença e vende-se em bonitas caixas de folha; o segundo não é muito doce, por isso mesmo pouco apreciado na infância, mas «mudam-se os tempos, mudam-se as vontades» e hoje é um must; o terceiro pode ser feito rapidamente em caso de aparecerem visitas inesperadas e fica sempre bem; o último é vendido em qualquer boulangerie, sendo considerado do quotidiano, a par do pain au chocolat ou dos chaussons aux pommes. Conseguem identificá-los?

Acertaram o Paulo: 1- calissons d'Aix; 2- savarin e 4: flan pâtissier (ou tarte au flan) e a Luísa Moreira: 3-clafouti com cerejas.

Comprar livros únicos

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E já agora, relembrar a loja online da Frenesi. Este livro está lá à venda, além de outros mais que podem fazer as vossas delícias.

Guitarra e Mochila

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Um blogue que recomendo.
Projecto individual, fotografias muito interessantes e textos de uma ambientalista militante, bem escritos e com muita  informação. Faz favor de irem visitar o blogue Guitarra e Mochila.

A Urotropina

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A Urotropina Efervescente da Schering refresca, evita e cura.
O mais poderoso desinfectante interno. E eu aqui a cobiçar o belo frasco. O do Bovril já o tenho eu.

Figueira da Foz anos 60

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Este era o verbete de um desdobrável turístico dedicado à Figueira da Foz , publicado nos anos 60.
Bonito não é?

Uma preciosidade da Torre do Tombo

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(recebido por mail)

VELHOS POSTAIS

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Pôr-do-sol em Etretat.
Será como disseste: a luz dos solitários?
Talvez mais como naquela velha canção da Lucinda Williams:

" Blue, is the color of night,
when the red sun desapears from the sky"...

Datado de Etretat, Maio 2005

04/02/10

Chuvas de Fevereiro

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Uma chuva espessa e silenciosa invade a cidade. Nem demos por ela, só ao sair, e no entanto, caía constante e batalhadora. Na breve corrida até ao portão, fico ensopada. Felizmente o taxista é um homem calado e afável, pois à meia-noite a minha vontade de falar é escassa e sobeja a vontade de cama ou talvez de uma sopa quente. Fico a pensar em como terá corrido a experiência de sushi alentejano da Lulu. Pelos vistos bem, soube hoje. E penso assim noutras coisas entarameladas. Dizia-me uma amiga, estes horários fazem-nos ter saudades de casa e de preguiçar no sofá. E como ela tem razão.
Em breve virá o verão e exercer-se-à a prática do verbo esplanadar, caracolar e outras actividades afins. Suspiro.

A melhor de todas

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A Margarina Vaqueiro nos anos 30, a melhor de todas como reza o anúncio.

Tudo termina em 9

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Um belo talho com uma propensão pelo número nove.
Reconheceis?

Através de uma janela com memórias...

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As manhãs por vezes levam a este local. O espaço interior é imutável desde a infância, como se o tempo por lá tivesse parado preguiçosamente, sem ter deixado marcas. O desafio pessoal consiste em , antes da entrada, pensar se a sorte nesse momento será favorável, encontrando-se livre e à espera a única mesa da qual se obtém a magnífica vista.
Hoje, com a chuvinha matinal a afastar os turistas, lá estava ela. Resolvi fotografar a paisagem, embora constate que alguns dos edifícios ou locais por aqui deixados continuam na coluna “por adivinhar”. Um destes dias deixarei as respostas às adivinhas mais antigas por mim colocadas. Há quem refira que a mudança, o progresso, ou lá o que é são inevitáveis e os cafés têm - segundo um destino implacável- de dar lugar a bancos, as casas de artesanato têm forçosamente de ser substituídas por ópticas, cadeias de “fast food” ou outros serviços. Pessoalmente, gosto de ter referências de infância e fico contente ao ver alguns (poucos) locais intactos, tal como os conheci num passado algo longínquo.
Talvez o desafio só faça sentido para quem conhece bem a localidade, mas não resisto a perguntar se identificam o espaço.

Trata-se de Sintra e todas as referências apresentadas pelo David estão correctas. Acrescento que a imagem foi captada da janela do antigo café-restaurante Cyntia.

Por entre ruelas e flores

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Despertou-me a atenção pela originalidade. A conjugação bicicleta e flores trouxe um súbito relance de Amsterdão, embora aqui se trate de um local bem nosso, com os indesmentíveis detalhes a comprová-lo. Fácil o desafio.. Imaginei cenários improváveis e distantes, com um vendedor de flores a pedalar através de ruelas, ao mesmo tempo que apregoava gerânios, violetas – de todas as mais belas - diversas maravilhas coloridas, a gerar um rasto de aromas, ao contrário das lindas e assépticas flores que compramos para oferecer ou trazer para casa.
Subitamente e em associação à imagem, invadiram-me o pensamento os versos de O’Neill:
O homem que pedala, que pe d'alma
com o passado a tiracolo,
ao ar vivaz abre as narinas :
tem o por vir na pedaleira

Onde foi captada a fotografia? Conseguirão responder? Quase que garanto uma resposta acertada à primeira tentativa.

É Óbidos e acertou o Makangsi.

UMA CHAMA NÃO CHAMA A MESMA CHAMA

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uma chama não chama a mesma chama
há uma outra chama que se chama
em cada chama que chama pela chama
que a chama no chamar se incendeia

um nome não nome o mesmo nome
um outro nome nome que nomeia
em cada nome o meio pelo nome
que o nome no nome se incendeia

uma chama um nome a mesma chama
há um outro nome que se chama
em cada nome o chama pelo nome
que a chama no nome se incendeia

um nome uma chama o mesmo nome
há uma outra chama que nomeia
em cada chama o nome que se chama
o nome que na chama se incendeia

E.M. de Melo e Castro em “Rosa do Mundo”, Assírio & Alvim

Legenda: Fotograma de Marlene Dietrich em “Shangai Express” de Josef von Sternberg, 1931