15 de janeiro de 2007

e quem é que guarda o troco?....

Image Hosted by ImageShack.us

ou onde é fica o saco azul de oliveira do hospital....

o homem é o único animal que distingue a água benta da água da torneira

Image Hosted by ImageShack.us

por esta altura, milhões de indianos vão lavar os seus pecados a allahabad, nas confluências dos rios ganges, yamuna e saraswati.
a cada vez maior poluição daqueles rios preocupava dava vez mais muitos sacerdotes sahdus, que ameaçaram suicidar-se em protesto contra a sujidade das águas, em que deviam lavar os pecados.
para que não houvesse mais cadáveres a boiar nas águas sagradas, o governo estadual decidiu 'irrigar' os caudais da zona com água mais pura, vinda directamente de algumas barragens situadas a montante.
como água que toque o ganges, o yamuna e o saraswati fica pura assim que é acolhida nos seus leitos (do mesmo modo que a água da torneira se torna 'benta' depois de benzida pelo padre de serviço), a solução agora encontrada poupou mais algumas vidas e eventualmente algumas doenças de pele em resultado de banhos em tão poluídas águas.


que sejam felizes, é o que lhes desejo a todos
(mas poupem-se a engolir água durante o holly bath....)
Para o amigo Paulo Cunha Porto, neste momento de luto, um grande abraço de solidariedade.

"As mãos no lume
...e na parede
a sombra do meu amigo"

Matsuo Bashô, " O Gosto Solitário do Orvalho", Assírio e Alvim,

14 de janeiro de 2007

Agustina

 A reler Agustina Bessa Luís, depois de atiçada pela leitura da sua fotobiografia, não resisto a citar um pequeno parágrafo, o primeiro de um dos seus contos.  Acho que tem tudo a ver com o nosso contar e com a forma de vermos a realidade.

"Não sei se contar o que se passou. A indiscrição é uma virtude alfandegária, mas, se a tomamos como um prazer literário, então torna-se numa coisa imoral ou mesquinha. Mas eu conto. Nós sabemos que é mal feito, mas quem narra factos por amor de os subornar, para que nos digam algo mais do que reflectem, tem perdão e até dispensa dele"

In o Rei das Saladas, Conversações com Dmitri e outras fantasias, Regra do Jogo, 1981.

A caixa germinadora

De ideias? Não...De rebentos. O objectivo é fazer germinar em casa sementes dos vários tipos, (o feijão mungo é delicioso) e outros: alfalfa, radis, bróculos, soja, lentilhas, a imaginação não tem limites.
É óptimo adicioná-los nas saladas, porque todos têm um sabor diferente e exótico.
Em termos nutricionais aconselham a comer em crú: mas adicionados no fim dum estufado, ficam muito bons.
Esta é uma das novas modas em termos nutricionais, mas é sobretudo apetitosa. Eu comprei a minha caixa na Miosótis.

Este é o aspecto de um dos andares da minha caixa hoje. Germinei semente de bróculos. São rebentos minúsculos estes.Ficam espectaculares com alface daquela francesa e o que mais houver nas simpáticas gavetas do frigorífico. Mas gosto da ideia de ir colher à horta, perdão à caixa, os produtos.

Image Hosted by ImageShack.us

Adivinha

Image Hosted by ImageShack.us

Este é sem dúvida um dos mais feios prédios aqui da zona. Interrogo-me sempre para que servirá aquele enorme espaço aberto.Talvez a sala de convivívio do prédio,arejadissima pela natureza. Mais divertido ainda é o nome do restaurante que fica por baixo "Flagrante". Ah pois, é uma evidência, ninguém deixaria de reparar.
Mas no verão, surge uma extensa esplanada à volta do Flagrante, cheia de miudagem, cerveja e de caracóis. Está-se bem.
Em que rua é?

13 de janeiro de 2007

Ruminações de um lisboeta*

A Morais Soares e toda a zona envolvente estão a envelhecer. Não me parece estarem a envelhecer bem. Há ali qualquer coisa que me desagrada e que ainda não percebi bem o que é. Sei que não gostaria de viver por aquelas bandas. Falta ali alguma frescura renovadora. Não, não falo de condomínios fechados e apartamentos de luxo com garagem. Mas confesso não saber muito bem. Talvez uma lavagem de cara à moda do Bairro Alto? Uma movida de gente nova e gabinetes de design na Heróis de Quionga? Boutiques dde alta costura e teatros perto do Alto de S. João? O Hospital de Arroios transformado em centro nacional de artesanato e velharias? Os prédios todos pintados de cores fortes?

Sugestões precisam-se.

_____________________
* - Despoletadas pelo post anterior da Tzinha, claro...

A rua Conselheiro Morais Soares

Image Hosted by ImageShack.us

Image Hosted by ImageShack.us

Logo pelas 8 da manhã. A luz de Lisboa é coisa irreal.
Só o Almanaque Palhares de 1910 para a trazer à realidade: foram os tempos aúreos de Arroios..

Onde era a taberna?

Em frente a este templo do consumo da cerveja. Local adequado portanto, cerveja e vinho dão-se bem lado a lado.
Image Hosted by ImageShack.us
Estava completamente encerrada, o que nesta zona não é bom sinal.Afinal eram 9 da manhã, mais que horas para aquecer o bucho com um copo de três.
Quando estiver aberta, tentarei visualizar os interiores. Se reabrir, é claro. Mas tenho uma certa esperança que aconteça. Percebeu onde era senhor Bic?

12 de janeiro de 2007

Pânico!

Parece que hoje a Faculdade de Direito fechou, por causa de um caso de meningite numa aluna.
Fossem dois casos e, se calhar, fechavam e isolavam toda a Cidade Universitária.

Carlos Sousa

não resisto a copiar estas linhas:

«15:20

Sousa numa pilha de nervos... (carros) (número 313)
N° 313, SOUSA/SCHULZ - VOLKSWAGEN, SUPER PRODUÇÃO Após ter perdido preciosos minutos por ter encalhado numa duna, o piloto português Carlos Sousa, furioso com o seu co-piloto Andreas Schulz, retomou a prova sem esperar por este último. O co-piloto alemão procura agora desesperadamente piloto e carro desde há 45 minutos.

15:50

Sousa perde as estribeiras... a novela continua (carro) (número 313)
N° 313, SOUSA/SCHULZ - VOLKSWAGEN, SUPER PRODUÇÃO Após ter abandonado de um momento para o outro o seu co-piloto Andreas Schulz na especial, o piloto português Carlos Sousa espera agora o alemão ao km 299 da especial.»

fonte: Lisboa-dakar 2006

o que leva um piloto a largar o seu co-piloto no meio do deserto?... a vontade de ganhar? mesmo sabendo que não pode finalizar a etapa sem o seu co-piloto?

os bonecos da bola

na casa dos caracóis, na esquina da antónio enes com a rua dos combatentes;
ou na tasca do começo das escadas que sobem até à cova funda, ali onde a elias garcia se cruza com a d.maria e a rua das bruxas;
ou na tasca do bairro chinelo, no palácio.

conforme a disponibilidade dos tostões da generosidade da minha mãe ou de alguma cliente da mercearia do sr.xico pelo cesto de compras entregue no 3º andar, podia pedir 2 tostões de bonecos da bola.
raramente mais.
depois, com as trocas avaliadas a dois da troca por um da colecção (e tinham que ser todos da coleção para aumentar o pecúlio) e a habilidade da 'palmadinha' (sempre foi uma sorte ter as mãos grandes para fazer a 'concha' ideal) a conta ia aumentando para se poderem colar com cola feita de farinha e água na caderneta que chegava com aqueles mágicos finíssimos papeis amarelos que indicavam o brinde que vinha junto ao rebuçado.

sempre invejei os meus amigos que podiam dar-se ao luxo de se juntarem para 'rebentar a caixa' e ganhar o mítico 'boneco da bola' que na nossa imaginação estava sempre colado ao fundo da lata.
Image Hosted by ImageShack.us
esta semana, ao lembrar-me do carcavelinhos (não sou assim tão velho para ser seu contemporâneo), lembrei-me dos tempos gloriosos dos bonecos da bola colados na caderneta que se guardava religiosamente.















(cliquem para ampliar)

ainda hoje associo alguns nomes a alguns clubes.
o ramin do feirense, o monteiro da costa ou o hernâni do porto, o germano, do atlético, o costa pereira ou o cruz do benfica (muito teria o petit a aprender a dar na canela do adversário perante este mestre da sarrafada), o geo, o mascarenhas, o perides, o osvaldo silva, o carvalho, o mendes ou o alexandre baptista do sporting.

antes de existirem 'cromos', existiam os 'bonecos da bola'.
afinal nenhum dos epítetos é hoje sinal de grande apreço.


Almoço de Ano Novo

Quinta Feira fazemos o almoço dos dias do Ano Novo. 
Claro que no escondidinho! Meio dia  e picos consegue-se? 

lepe, morangos, clubs de alterne e vereadoras generosas

lepe é uma dasquelas terras muito conhecidas dos algarvios e dos visitantes do algarve com vontade de escapadinhas 'discretas'.

embora no mundo da distribuição seja famosa pela produção de morangos, no mundo do turismo rápido é muito conhecida pelos seus 'clubs', uma espécie de bares de alterne com quartos ao fundo (ou ao lado).

a partir deste mês, lepe ficará seguramentemais conhecida por via da adjunta do presidente da câmara e vereadora de economia, maria dolopes jiménez (pp), agora miss lepe urbana.

este é um sinal da transparência da vereadora, engenheira agrómona, que decidiu por-se (lteralmente) a nú.

nós agradecemos tanta generosidade.

a jovem senhora, pujante de beleza nos seus 35 anos de luta por melhorar a produção de morangos da sua cidade, decidiu dar aos leitores da revista lepe urbana e aos seus munícipes um brinde que já anteriormente tinha sida dado às cidadãs da localidade com a publicação da foto dum polícia local, o senhor jordi herrera, mister lepe 2006.

como a minha generosidade é grande, seguem as fotos de ambos os protagonistas de tão singular cidade que é, provavelmente, a mais visitada em espanha pelos homens algarvios.



















cliquem em cima da maria dolores jíménez, que a senhora é generosa.













também podem clicar em cima do senhor jordi se isso vos der prazer...

11 de janeiro de 2007

Almirante Reis


Correios na Rua Palmira. Estação cheia de mármores e de publicações, quase luxuosa. Clientela a 90% acima dos 65 anos. Fila única sem senhas. Aproximo-me da fila e sou advertida, primeiro por uma senhora e depois por outra: Ó menina, estamos ali na fila, mas ficámos aqui sentadas que não nos aguentamos das pernas. Eu disse claro, tudo bem, mas 10 segundos depois e não mais do que isso, uma das velhinhas veio para o pé de mim "Sabe a menina, não me tenho nas pernas. Tenho uma dor de joelhos. Não saía há dois dias de casa. Moro num 3º andar sem elevador, sabe". A outra senhora faceira, pintada e de cabelo armado tinha já marchado para o guichet e namorava alegremente com o funcionário. Nessa fase as dores tinham desaparecido, presumo eu.
Eu levantei a encomenda que tinha a levantar e vim-me embora. E pensava o que pensei entre o Chile e os Anjos. As diferenças entre as pessoas que vemos entre os quarteirões, aqui muitos brasileiros e eslavos a partir dos Anjos negros e chineses. Muita gente e de muita idade também. Como fiz a pé o percurso inverso do que costumo tomar, reparei no comércio, nos novos edifícios, na quantidade desmesurada de prédios decrépitos, num surpreendente hotel que nasceu como um cogumelo, vi uma avenida que precisa de ser recuperada e acarinhada. Porque entra por ela adentro a luz do rio, porque ainda é larga e nela apetece caminhar.
Aliás quando tenho amigos de fora( que não conhecem Lisboa os azarado) cá em casa, a primeira coisa que lhes faço é irmos a pé até à Baixa. Nem lhes poupo o CC da Mouraria. Nem nada. Mas voltando à outrora rainha.
Não tem tido sorte a antiga Avenida Dona Amélia. E merecia.
Image Hosted by ImageShack.us
Nota: os azimutes, indispensáveis e não rechonchudos, vénia:)


calendário joana 2007

este é o 'calendário joana' de 2007.

Image Hosted by ImageShack.us


exemplar único, de oferta natalícia a este vosso amigo.

existe ainda a versão agenda (muito mais extensa e profusamente ilustrada).

a minha filha é uma fixe... eu sei

10 de janeiro de 2007

Casas e coisas



Há casas com objectos tão bonitos, que só apetece guardar para nós alguns detalhes para sempre. É o caso da casa em questão. De uma amiga.
Este relógio antigo sempre fez os meus encantos. Mais os anjos papudos deste painel, meio comido pelo tempo .

O agrupamento dos receptáculos de alguma coisa em tempos , bojudos e rudes. Eu gosto de agrupar objectos primos uns dos outros. Fazer conjuntos.
Gosto de casas. De lhes perceber a organização ou a agradável anarquia.
Se calhar tenho um lado voyeurista em mim muito grande (ou talvez ENORME). Mas quando vejo fotos de interiores, gosto de perceber os detalhes. Assim se adivinham as pessoas.


Campeões

Se calhar, não terão reparado, mas o Benfica foi o Campeão do Torneio do Dubai.
Do Dubai!

Da Esmeralda

Calhou, por calhar, entrar numa pequena (pequeníssima) polémica. Isto por causa da Esmeralda!
Esmeralda é o nome daquela miúda que era para ser adoptada, mas que entretanto não foi, que agora o pai biológico quer de volta e que o pai adoptivo foi preso, acusado de sequestro.
Um assunto com muito para falar…
Em primeiro lugar, mostra bem a habitual ineficácia da máquina administrativo-judicial portuguesa. O caso parece arrastar-se desde 2004 (ou até desde 2003) com meias-decisões, boas decisões, más decisões e contra-decisões, até que finalmente não se toma nenhuma decisão ou qualquer uma que se tome é tida por injusta por uma das partes.
Em segundo lugar, mostra – quanto a mim - que a lei portuguesa protege excessivamente a poder parental dos pais biológicos. Sim, excessivamente, em casos de maus tratos óbvios ou em caso de abandono e negligência, e os resultados disto vemo-los todos os dias, ao pé de nós ou em qualquer jornal, numa qualquer Susana morta em Monção. Sabiam, por exemplo, que no caso de uma criança institucionalizada – por qualquer razão – basta uma breve visita de um pai de seis em seis meses para manter o poder paternal e impedir a adopção?
[Bem, não sei… No fundo, não sei! No fim de contas, qualquer lei deve proteger fortemente os direitos paternais porque ainda é a melhor forma de proteger a criança. O que pode acontecer é que, em casos em que os poderes paternais deviam ser suspensos à luz da lei, por má interpretação ou por má execução, as crianças continuam a ser entregues aos não-cuidados de péssimos pais biológicos].
Por fim, o caso concreto. A Esmeralda nasceu há cinco anos como resultado de uma breve relação entre Baltazar e Aidina. O Baltazar quando soube da gravidez, assobiou para o ar e disse que não sabia quem era o pai. A Aidina teve a criança, ao fim de três meses entregou-a a um casal com intuito de adopção e desapareceu de circulação (?). Por indicação da mãe ou por necessidade para o processo de adopção, o Baltazar teve que fazer [obrigado] um teste de paternidade, que a confirmou. Foi a partir daqui que a coisa começou a entortar. O Baltazar encheu-se de brios, diz que se afeiçoou à filha e requereu o poder paternal. Os futuros pais adoptivos não gostaram e impediram contactos da criança com o pai biológico. Começaram as decisões judiciais, os recursos e os sucessivos atrasos: desde 2004 que existe uma decisão de entrega da criança ao pai biológico, recorrida e não cumprida pelos “pais adoptivos. Agora, o “pai adoptivo” foi preso e acusado de sequestro e o “pai biológico” pede 60.000 € à guisa de danos morais.
Que pensar? Que juízo fazer?
Para, mim é-me difícil!
O Baltazar parece egoísta e irresponsável na sua actual obstinação, e se o foi no passado ao só se interessar na filha “tardiamente”, lançando no ar a suspeição de interesse monetário agora avolumada pelo pedido de indemnização. É óbvio que a mudança forçada de pai não vai beneficiar em nada a Esmeralda.
Os eventuais pais adoptivos não provaram grande coisa ao recusarem sistematicamente os contactos com o pai biológico. A sua desobediência a uma ordem de tribunal é difícil de aceitar. É óbvio que decidir apenas com base na idade actual da criança é aceitar a política do facto consumado, com todos os seus riscos.
É óbvio que a mãe se cagou para isto tudo.
É óbvio que se tivesse sido produzida, e executada, uma decisão há três anos, tudo isto seria evitado.

E agora, a polémica. Uma jornalista publicou algumas peças jornalísticas sobre o assunto que foram comentadas num blog. Ao ler as estas peças, que entendi essencialmente como notícias, achei que a jornalista – de forma algo camuflada – fez sobressair a justeza da posição dos pais adoptivos e desvalorizou [até ridicularizou] as posições do pai biológico. Disse isso e ela, a jornalista, caiu-me em cima…
Enfim, é claro que o jornalista tem direito a uma opinião. Mas ao escrever uma peça, uma notícia, a sua posição deve ser neutra. A não ser que seja um artigo de opinião.
Para que julguem por vós, aqui vos deixo as duas peças.

Bom Ano e um pequeno post

Bom dia e bom ano a todos
Estou muito faltosa, mais uma vez, mas aqui é muito mais difícil postar pois muitas vezes não tem rede, peço desculpas milady - o respeitinho é muito bonito e não quero ser banida para todo o sempre. Tenho umas receitas bestiais para publicar e vou trazê-las em breve. Bem, vi a erre no cinema, muito bem acompanhada, devo dizer. Fui ver um filme chamado OSS 117, é uma sátira bem feita de um realizador que não conheço. Erre, se foste ver as Tartarugas, diz-me se vale a pena.
Ah! Ando a tentar publicar uma foto do calendário do Amadeo de Sousa Cardoso, espero conseguir. já tentei publicar este post várias vezes e não consegui, vou tentar mais uma vez. beijinhos e até lá.

A aranha, diligente, tece a sua teia

Image Hosted by ImageShack.us

9 de janeiro de 2007

A justa greve dos carros de bois

Image Hosted by ImageShack.us
A mais interessante das greves em Portugal.

Proprietários de carros de bois versus Câmara Municipal do Porto: motivo as modificações impostas nas rodas dos veículos. E o que seria um Contador de Bula? Promessas não?

In Almanaque Palhares, 1910

Private joke

Image Hosted by ImageShack.us

in Almanaque Palhares , 1910

A guilhotina e os desacatos


As execuções variam de método. Não imagino como será portar-se bem face a uma guilhotina.Mas a cada sociedade os seus costumes.
Ainda há desacatos no Rio e em Alijó...
O mundo estremece!

(clicar e ampliar na imagem para ler)

In Almanaque Palhares, 1910

Quem diria!!

Image Hosted by ImageShack.us
Chocolates da Floribela.
(a verdadeira foto)

os investidores especulativos são das pessoas mais acéfalas do mundo


já todos nós lemos notícias sobre as reações das bolsas mundiais após as eleições em algum país.
normalmente, a seguir às eleições, descem porque ganhou a esquerda e têm medo das medidas anti-capital e descem porque ganhou a direita e têm medo das medidas populistas.
passados uns dias está tudo na mesma porque as eleições não alteram em nada o mercado de capitais e toda a gente já sabe isso há muito tempo.
é o mesmo com um qualquer atentado terrorista, um tsunami no sudoeste asiático, um tufão no japão, um presidente que adoece, a véspera do anúncio do número de sempregados nos estados unidos: durante uns dias a coisa desce para subir aos seus níveis normais passado uns tempos.

mas se estas variantes são exógenas, e por isso passíveis de uma maior surpresa ou ataque na susceptibilidade de quem sabe que está a negociar especulativamente e não sobre o valor real das empresas sobre as quais detém títulos (a maioria dos investidores - não digo a maioria do capital investido - jamais leu os relatórios trimestrais dessas empresas), que dizer das notícias nos jornais de economia?
essas são escritas, ou a pedido, ou, nos poucos casos que o não são, por gente que se move e convive no meio dos investidores.

esta semana o financial times publicou um pequeno comentário onde dizia que 'a administração da portugal telecom e os seus donos não se deverão sentar á mesa das negociações por menos que 11 euros por acção'
resultado: num dia as acções da pt dispararam e já estão a 10,10 euros

mas o que é que o comentário do financial times disse que toda a gente já não sabia?
não é claro para toda a gente que o preço que a sonae oferece nem para 2ºs saldos serve?
(e isto mesmo depois da pt ter oferecido os 0,45 euros por acção após o anuncio da opa... antes disso era mesmo uma oferta insultuosa....)

claro que agradeço a atenção do financial times em indicar o preço mínimo que eu sempre disse porque venderei os meus míseros papeis virtuais.


mas os investidores não precisavam de ser tão acéfalos e seguidistas
...

8 de janeiro de 2007

The Faulkner way


A sala é um L e ele está sentado no meio da perna curta, de costas para a porta da cozinha. - Traz o quê? Não percebo nada Sei lá do jornal, procura-o por aí, foste tu que o trouxeste - digo eu. Não sei o que se passa naquela cabeça, se calhar não se passa nada. - Passas o tempo todo aí a tocar piano em vez de ajudares - diz ela. - What a day! - digo eu. Ping, ping ping, ping parece chuva mas são apenas gotas que escorrem do ar condicionado do 6Q. O zumbido da ventoinha do computador e o ressonar espaçado do Luca harmonizam-se com o pissicato chocho do teclar ping ping ping gjrrrrrrr gjrrrrr gjrrrrr pic picpicpicpic pic ping ping pic ping gjrrrrr pic pic Estou cheio de sono carago! tirarararara rarara rarara laralira larilala laririrá Sim sou eu Ainda ando por aqui pois pois hoje não tive tempo liga amanhã ciao gjrrrr pic pic ping pic ping ping ping ping - Vá chega-te para lá - digo eu. - Apaga a luz quero dormir - diz ela. -Vou ler um bocado -digo eu.
O Jewel e eu vimos da plantação pelo carreiro acima , um atrás do outro. Eu vou cinco metros mais à frente - Como é que se chama essa coisa que estás a ler? diz ela. - As I lay dying - digo eu. - Que raio de nome - diz ela ping pin-ping ping ping pin pi p

Ora tomem lá!

Foi um bom fim-de-semana, o Benfica ganhou! Ganhou, e não foi assim só ganhar. Foi Ganhar! Ganhou 5-0, não ganhou por um, por dois ou por três... Ganhou 5-0! E foi ao Oliveira do Bairro, hemm! Sim, o Benfica deu cinco secas ao Oliveira do Bairro.
Por outro lado o Atlético mostrou como se ganha ao FCPorto, como se marcam golos ao FCPorto: deitados no chão, de costas pra a baliza e com o Vitor Baía de gatas... Ora tomem lá!

A rua Garrett

A Rua Garrett que passou a ser assim denominada em virtude do edital de 14 de julho de 1880, chamava-se até esta época, rua do Chiado.
Existem aqui as igrejas seguintes: Mártires, sede da freguesia do mesmo nome, que dizem foi fundada em 1146, reformada em 1598, 1710 e 1750. Destruída pelo terramoto de 1755, foi reedificada em 1774, e reformada no seu interior, em 1867. O risco é de Reinaldo Manoel dos Santos.
Nossa Senhora da Encarnação foi instituida no Loreto, em Janeiro de 1551.
Um violento incêndio a reduziu a cinzas, em Março de 1651. Então esta freguesia foi provisoriamente instalada na ermida de N. S. do Alecrim, onde esteve até 1676.
Reedificada a igreja do Loreto, novamente passou para ela a freguesia da Encarnação.
Decorrido que foi algum tempo, como se levantassem sérias questões que passaram aos tribunais, voltou a sede da paróquia mais uma vez para a ermida de N. S. do Alecrim, onde se conservou até que foi construida a actual igreja da Encarnação, a qual foi principiada em 4 de Julho de 1698 e concluída em 1798.
A igreja do Loreto , pertencente à nação italiana, foi ampliada numa ermida de Santo António em 1507, reedificada em 1522, incendiada em 1551, novamente reedificada em 1676 e destruida novamente pelo fogo em seguida ao terramoto de 1755 e mais uma vez reedificada e concluídas as obras em 1756.
Há nesta igreja um soberbo painel, representando o Apostolado, do grande pintor Cyrillo Wolkman Machado.
A rua Garrett é a mais concorrida artéria de Lisboa, e onde há mais luxuosos estabelecimentos comerciais, tais como Ramiro Leão, ourivesaria Leitão, Casa Havaneza, Café da Brasileira, Retrosaria Irmãos David, Hotel Borges, etc.
Os jornais as Novidades, o Dia, a Sociedade Propaganda de Portugal, a Liga Naval, Associação Naval, Real Associação de Agricultura, Turf Club têem as suas sedes nesta rua.
Junto à igreja da Encarnação, no prédio onde está instalado o primeiro depósito de Máquinas da Companhia Singer, 2º andar, existe um grande relógio Zenith, sempre certo pela hora oficial.

in Almanaque Palhares, 1910

Este post foi patrocinado por: Almanaque Palhares e Senhor Bic dos Azimutes!

o regresso do grande carcavelinhos...

ontem, a memória do histórico carcavelinhos voltou a brilhar.

o carcavelinhos foi um dos históricos do futebol português.
um dos primeiros e dos mais fortes clubes de futebol, que lutava sempre pelos primeiros lugares do campeonato (mais ou menos o papel que hoje o braga ocupa...)
à memória do carcavelinhos
Image Hosted by ImageShack.us


e do menos histório união que se lhe juntou para formar o atlético...
Image Hosted by ImageShack.us

hoje, carcavelinhos é, estranhamente, sinónimo de clube ao estilo da 'liga dos últimos'. um dos estranhos mitos urbanos.
mas esse nunca foi o seu lugar quando existiu.


e boas tareias deu a sporting, benfica e porto nos seus tempos gloriosos..

bom regresso (ainda que efémero) carcavelinhos !!!!

O casamento da Galinha

De visita ao presépio do Museu do Azulejo, deparei-me, entre outras coisas belas e divertidas, com esta delícia.
Vale a pena regressar ao século XVIII (e para trás) para reencontrar o humor, a crítica, o quotidiano e o painel social da azulejaria que os contemporâneos trocaram pela sisudez e estilização. E os tempos também eram difíceis. Aliás, tempos felizes são os míticos; felizes apenas os momentos. Como este.

Vale a pena ver também o presépio barroco, em terracota polícroma. Um deslumbramento.

Do tenebrismo da pintura e do rocócó da talha dourada, a condizer com os tempos tenebrosos, não gosto, mas há gostos para tudo, felizmente.

Há muita coisa para ver, o pessoal é simpático, há um cafezinho simpático com um jardim interior adjacente com esplanada que deve ser uma maravilha no Verão.

O nosso Sadam, segundo Vasco


Lá como cá! Os crimes são diferentes mas a pena é a mesma. E capuz, só o dos carrascos. Um doce a quem adivinhar quem é o nosso!

7 de janeiro de 2007

Histórias de fadas para adultos e crianças

Image Hosted by ImageShack.us
Era filha dum pai com mau feitio. Assim fugiu de casa a Silvina, para a floresta e ficou amiga dos animais.
Uma ambientalista precoce. Adoro esta imagem. A Mamia era preciosa a ilustrar.

Ilustração de Mamia Gameiro e texto de Carlos Selvagem

Ainda a propósito daquilo...

Não conhecia este "parecer" e agradeço, a quem o postou, a disponibilidade. De facto, por cá somos muito formais, demasiado formais. Ao contrário do que é dito, acho que as diferenças não são assim tão relevantes e que a palavra "duradoura" não é assim tão importante. É, no fundo, mais uma argumento a favor do meu "sim, por um mal menor".

Sobre doutores, engenheiros e outros títulos

Image Hosted by ImageShack.us

Sempre achei graça ao Jorge Listopad e às suas crónicas. Roubei estas ao livro "Secos e Molhados". Pequenos textos cheios de malícia, crítica e interesse. Uma espécie de bom blog dos anos 80.
Seleccionei este sobre a palermice dos títulos académicos e outro sobre o uso/desuso das facas de papel. Eu tenho uma colecçãozita delas. A maior parte agora andam escondidas, porque o pequeno ser que às visita esta casa, também partilha o meu gosto por elas.
O engraçado é que este livro ainda tinha as páginas por abrir e fui eu a abri-las. Nem por isso muito bem, devo confessar.

Image Hosted by ImageShack.us

Image Hosted by ImageShack.us

6 de janeiro de 2007

a janela indiscreta


Da minha janela vejo dezenas de outras.
Uma delas é esta. Fico sempre a pensar. Daqui do blog não se vê, mas eu vejo. Livros. um candeeiro e uma pessoa no pc.

[( Pareço um livro de religião e moral que dizia: Deus criou a máquina fotográfica mais perfeita com o olho do homem, ninguém o igualou ,ficou-me esta frase, é da catequese acho)]

Quem será, onde andará, o que escreverá?
Gostos destes enigmas. Se encontrar o senhor no café pergunto.Senão prefiro o mistério. Como no Eclipse.
Também, o que não se conhece é quase sempre mais apetecível.

E quando não é, torna-se muito dispensável.

O Homem

"Não existindo já os deuses e não existindo ainda Cristo, houve, de Cícero a Marco Aurélio, um momento único em que só existia o homem". Gustave Flaubert citado por Marguerite Yourcenar, a propósito da As Memórias de Adriano.

Cravo e Canela

Bem vinda ao blog ,querida cravo e canela.
Escreve e diz o que tens a dizer, que inteligência nem arte de escrever te faltam. Qualquer coisinha pedes à pequenita para martelar as teclas e pintar o monitor .

Eu e o Mundo!

O Ministério da Saúde vai colocar um sistema de controlo da assiduidade, nos hospitais, através do reconhecimento da impressão digital na entrada e saída. Por mim, tudo bem, venha…e nem percebo todo o alarido que se anda a fazer.
Por um lado, estranho a súbita obsessão do Ministério, como se este fosse um problema exclusivo dos serviços de saúde e, mais que isso, um problema específico dos médicos, com se quer fazer passar. Acho que é, precisamente, nos serviços de saúde que a assiduidade é mais escrutinada pelo público e onde é, talvez, mais controlada. Mas é também onde a balda, que existe em todo os serviços públicos, é mais notada. E acho ridícula a presunção atribuída ao Ministro – no Expresso -de que os médicos faltam muitos porque os “parques de estacionamento dos clínicos estão sempre muito vazios”.
Por outro lado, a Ordem dos Médicos, ao berrar Vade Retro! dá, mais uma vez, uma fraca imagem. Não só é uma posição socialmente inaceitável, como faz incidir ainda mais o foco sobre a classe médica: no fundo, é assumir uma falta que, embora exista, nem é tão generalizada com se faz crer, nem é exclusiva dos malandros dos médicos.
Por fim, tenho para mim que o que verdadeiramente interessa é o controlo da produção e não o controlo da assiduidade. Pouco interessa ter um qualquer funcionário num hospital, das oito às cinco, se não atender nenhum doente, não fizer nenhum exame ou não arquivar quaquer documento.

A minha saga continua... e vai continuar por muito tempo, tenho a certeza. É que eu também sou teimoso, muito até dizem alguns, e já não me vou contentar com meias tintas ou meias vitórias. Agora, quero a sublime vitória ou a derrota total. Quero marcar o golo, de bicicleta, no último minuto ou sofrê-lo, com a mão, nos descontos. Quero duas orelhas, rabo e volta triunfal ou uma cornada na virilha.
Nada mais me interessa. Agora, é uma coisa de matar ou morrer!

Entretanto, reli as Memórias de Adriano e li o Cemitério de Pianos. Ontem fui ver o Apocalypto. Gostei de todos. Hoje apanhei folhas no jardim, com um ancinho!

A minha viagem a Itália


Há sempre um filme da nossa vida...ou vários.
Scorsese neste documentário " Aminha viagem a Itália" regressa à história da sua família e do cinema italiano (entre o pós guerra e os anos 60.) Tudo filmes do nosso imaginário, mas que que assim explicados ganham uma coerência e uma mensagem diferente . De Sica, Rosselini, Visconti e Antonioni.
Chorei de novo com os excertos de Roma cidade aberta, Umberto D , Paisa, Alemanha Ano Zero, Stromboli. E emocionei-me com a Aventura e o Eclipse . E os Ladrões de Bicicletas?
Este documentário é para quem ama cinema de facto. E as obras primas nunca envelhecem.

Como diz Scorsese,estes filmes não seria possiveis num país jovem como a América, só milhares de anos de cultura e civilização os conseguiriam produzir. É a vantagem do filme europeu. E nem sei porquê lembrei-me do Rome, porque Scorsese é um apaixonado desse período histórico e de facto a teoria é válida: só possível na Europa.
uxukalhus, erva cidreira

reconheçam lá que está esta 'erva cidreira' tem um grande som...
os dazkarieh ainda vão dar muito que falar

esta é a geração que finalmente ultrapassa aquelas teias que a muitos (como eu...) cresceram com as recolhas de musica popular e a tratavam como se de um objecto religioso se tratasse..
passados muitos anos e muita controvéssia depois, os últimos anos trouxeram bandas que viraram do avesso algumas canções que julgavamos imutáveis.
se os gaiteiros, que ainda pertencem à geração que caminhos muitos quilómetros de aldeia em aldeia, deram os primeiros passos,
os dazkarieh são seus filhos dilectos.
oiçam-nos...

Wikipédia, uma enciclopédia na net / a história de um sonho

Para os que gostam de ler em francês, dou já o link dum artigo muito bem feito sobre a Wikipedia


Para aguçar o apetite vou só contar umas coisinhas do que li.
Quem teve a ideia de criar a Wikipedia, foi Jimmy Wales, que geria um site de diversão, o Bomis em 2002. Ele tinha o sonho de " criar uma enciclopédia geral, gratuita e aberta a todos, produzida directamente pelos intervenientes interessados". A regra básica era a da neutralidade. O primeiro nome desta iniciativa foi Nupedia, um fracasso.
Avançou-se então para a Wikipedia, (wiki quer dizer rápido em havaiano), que obteve um sucesso mundial: 350 milhões de vistantes por mês, prevendo-se a criação de um motor de pesquisa associado o Wiki Search para 2007. Existe em 249 línguas e só a versão inglesa tem cerca de mihão e meio de artigos, com o acréscimo diário de mil entradas.
A Wikipedia tem uma estrutura organizativa de colaboradores gratuitos: os administradores, os stewards, os burocratas e os oversights, que efectuam a total gestão do sistema. Para conflitos? uma comissão de arbitragem.
Este processo tem vivido com turbulências e cisões várias, mas de facto é uma vitória dum sonho de cultura democrática e acessível, com um crescente esforço no rigor da informação prestada. Sabem com quantos funcionários sobrevive? Sete! E está domiciliada na Flórida. Os milhões de dólares que rende, nem vos conto.
O sonho de Jimmy Wales é entrar na China, onde a Wiki está proibida..Quem sabe...
Agora vou mesmo dormir.

Os outros e o blog

Já aqui comentei e acho que todos nós já sentimos, que temos amigos e conhecidos que vêm aqui picar e ler o blog, e nós nem notamos. Depois em conversa, reparamos que eles sabem exactamente como tens andado, o que tens lido, em que registo andas de vida, etc e mais etc. Os meus amigos estão mais habituados agora, do que há alguns anos, a esta minha dependência afectiva da net. Alguns até já a utilizam, poucos compartilham esta paixão assolapada.
Às vezes divirto-me e fico tocada com os comentários que ouço (outras irrito-me um bocadinho):

Odeio Blogs, que fenómenos sem interesse / (nunca referem os que já leram, talvez o Abrupto, não sei)
Pelo menos, não tens aquelas escritas femininas de estares sempre a carpir as tuas dores e paixões, do mal o menos / (devo ser um homem pelos vistos)
E achas que alguém vos lê? /(O sitemeter diz que sim, mas quem sabe...)
Não ponhas a minha foto no blog, pelo amor de Deus! /( como se o objecto fotografado fosse algo digno de se ver)
Não achas esquisito falares sobre ti para desconhecidos?/ (Pobres jornalistas e escritores, são obrigados a conhecer todos os seus leitores)
Andas muito virada para o passado, não é? /( Bolas, sempre fui assim e adoro recordar o que já desapareceu).
Às vezes escreves de madrugada, não dormes pá?/ (É pá, durmo e escrevo e faço tudo o resto quando me apetece).
Vocês escrevem muito no vosso blog /( Esta enerva-me,digo logo, façam scroll).
Fiquei comovido com o teu post..../ ( afinal tenho escrita de mulher)
Andas a ler muito! Só falas de livros!/ (sempre li, ó...e ler faz bem à saúde!)

E pronto, já dilatei o meu coração e estou muito mais feliz. Bolas, sempre que me deito cedo para ir à Biocoop, acordo cedissimo! a ver se ainda durmo mais uma horinhas:)
Abeijo-vos.

5 de janeiro de 2007

Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou

"O que queres ser quando fores grande?" Um puto meu amigo respondeu: - Sei lá, ainda sou pequeno! Agora quero é ser grande!

Eu era mais como o miudo do Tambor, não queria crescer, sobretudo para não me tornar ridículo como os grandes que fazem perguntas destas às crianças.

E ridículo seria se dissesse que depois de me tornar "grande", nunca fiz perguntas ridículas às crianças. Mas aquela de certeza que não a fiz.

E se calhar precisava disso para me tornar "une grande personne". Felzmente não me tornei.

A música mudou, "La Folia", a loucura, continua


De 1500 a 1931, de Marais a Rachmaninov, passando por Lully, Corelli, Vivalldi, Couperin, Scarlati, Handel, Bach, Cherubini, Salieri, Lizt et altri...28 pequeninas peças a ouvir com folia, pois só com folia se pode sobreviver a estes tempos palustres. Não conhecia Marin Marais, de quem foi agora editado "Suite d'un gout étranger", mas este som não me é de todo estranho... Será que sonhei ou que ando com alucinações auditivas? Será?
http://opus100.free.fr/fr/folia2.html

Então?

Então ninguém escreve nada?... Mas que rebaldaria é esta, hem!

4 de janeiro de 2007

Há dias e dias

Variados ou avariados. Tristes ou entristecidos.
De coisas boas que rezou o dia: este marcador editado pela CML, foto do meu querido amigo Rui Pereira. Às vezes digo excelências dele, muitas vezes implico ...faz de conta o implicanço , é artista e tem aquela veia incontrolável. Clicar para aumentar. A foto merece. E ele também. Um abraço, Rui.
De que miradouro é?

(A CML fez uma edição de treze destes marcadores, todos com fotos diferentes)


Outra coisa boa: este livro fac similado do original, de Amadeo Sousa Cardozo e Flaubert, A Lenda de São Julião Hospitaleiro. É uma edição do mais perfeito que pode ser: aproveitem e comprem. Obrigada Z/S e M pequenina:). E também se pode aumentar a imagem para ler.
Gosto muito do final:
"Esta é a história de São Julião Hospitaleiro, mais ou menos como é contada num vitral de igreja, na minha terra."
Afinal todas as nossas vidas são contadas numa superfície qualquer: vidro, terra ou mesmo digitalmente. Mas o pior de tudo seria mesmo não serem narradas. Quem aguenta o escuro?
joan armatrading, weakness in me

esta é uma das música que tornariam rica a minha filha se recebesse uns centimos por cada vez que a ouvia na sua infãncia...

é uma grande canção, é o que é

Era uma vez...

Image Hosted by ImageShack.us
Uma velhinha a estender a roupa ao sol.. Mesmo junto ao Castelo.Um canário e muitas pombas. Um banquinho.Uma camisola interior estendida.
Tocou-me não sei porquê.

O que eu quero ser quando for grande?

Nunca soube, o que me trouxe sempre um grande desconforto se é que se pode chamar assim ao que sinto mas ultimamente já tenho algumas certezas. O que eu quero ser saberei quando chegar lá mas já sei o que não quero ser.

o ecr e os direitos das pessoas

o ecr (efficient consumer response) foi uma coisa 'inventada' nos anos 90 para justificar que tudo nas empresas da distribuição (e a montante destas, na produção) deve ser feito com base da tal tal resposta eficiente ao consumidor.

em todos os congressos do ecr, as comunicações da wal-mart (o maior grupo mundial da distribuição e com vendas comparáveis ao produto interno bruto português) são esperadas com enorme expectativa.
naturalmente seguidas da maior desilusão porque todas as suas comunicações são uma espécie de 'uma hora a fingir que vos dizemos alguma coisa sobre como funcionamos'.
se algumas das teorias do ecr são indispensáveis para uma melhor racionalização dos processos de trabalho, eliminação de redundâncias, encurtamento de prazos, diminuição dos custos, outros são pura redenção a ditadura do consumidor, seja lá isso o que for.
a wal-mart tem, obviamente, coisas excelentes e um controlo inexcedível sobre todos os processos de compra, venda, existências em armazéns ou nas diversas lojas dos seus produtos.
por exemplo, se eu chegar a uma loja á procura de um pacote de cereais e aquela loja não os tiver, a caixa informa-me imediatamente qual as lojas mais próximas onde o poderei adquirir.

esta necessidade de responder às necessidades do consumidor faz com que, por exemplo, a cadeia japonesa 7-eleven mude os lineares durante o dia por forma a que, por exemplo, os produtos de pequeno almoço estejam mais acessíveis de manhã... e os de refeições prontas estejam mais acessíveis ao fim do dia. ou que o espaço para as fraldas nos lineares seja maior nas novas zonas de expanção urbana onde os habitantes são casais jovens.

no entanto, felizmente digo eu, esta capacidade da wal-mart não é muito eficaz fora dos estados unidos e dos países mais fortemente influenciados pela cultura americana.
a sua grande aposta de entrada na europa foi a alemanha por ser o mercado onde o hard-discount está mais desenvolvido e ser esse o formato ideal para a wal-mart.
achando que em equipa que ganha não se mexe, acharam que poderiam jogar com os mesmos jogadores e com a mesma táctica em todos os campos.
resultado: os consumidores alemães acharam-se incomodados com a 'disponibilidade' americana nos lineares que achavam intromissão na sua livre escolha, e os funcionários, obrigados todos a aprender inglês, também acharam pouca piada à coisa.
resultado: vender a operação e deixaram-se de aventuras europeias... (os outros mercados onde posteriormente entraram na europa vão pelo mesmo caminho).

aparece-nos agora a última novidade 'made in wal-mart':
os horários de trabalho dos seus quase milhão e meio (!!!!) de funcionários em todo o mundo passará ser determinado pelas p.o.s. (as caixas de saída).
em todo o mundo, todas as grandes empresas da distribuição organizam, naturalmente, os seus turnos de trabalho em função do maior ou menor movimento de clientes nas lojas.
ao fim de semana ou nas épocas sazonais ou festivas há mais caixas abertas, por exemplo.
mas o que agora a wal-mart nos apresenta não tem a ver com um planeamento dos turnos de trabalho, em que hoje um trabalhador sabe a que horas vai trabalhar amanhã...
o que agora se nos apresenta é a mais completa liberalização dos horários de trabalho em função do número de clientes nas lojas, fazendo com que os trabalhadores sejam uma espécie de bombeiros 24 horas disponíveis para atender o 'bip' de chamada da loja para se apresentarem ao serviço, sem saberem quantas horas lá ficarão.
como os trabalhadores americanos são pagos à hora e à semana, para além de não saberem quando trabalham, vão deixar de saber quanto ganham.

como contrapartida, a wal-mart afirma pagar bem acima do ´salário mínimo federal americano', ou seja, pagam em média uns míseros 8,3 euros á hora.....
não estou a exagerar: é ao que corresponde os 10,11 usd que a wal-mart paga em média aos seus funcionários nos estados unidos. o que, sendo uma média, está inflacionada pelos salários mais elevados e será bem menor para os funcionários das lojas.

tudo em nome da resposta eficiente ao consumidor.....

as coisas simples que mudam a nossa vida



ao fim de 50 anos consecutivos a trabalhar na rádio, fernando correia foi ontem despedido pelo director da tsf, josé fragoso.

havia, nos últimos anos, duas pessoas que simbolizavam o jornalismo desportivo radialista em portugal:
jorge perestrelo e fernando correia.


ambos acabaram a sua carreira na mesma estação.
cada um tinha seu estilo muito próprio.
jorge perestrelo, o benfiquista, era a paixão pura pelo futebol.
fernando correia, o sportinguista, o amor pelo desporto.
um contido o outro desassombrado.
sem eles na rádio, nada será como antes.

hoje não haverá bancada central.
no fim de semana não haverá relato com a sua voz.

haverá seguramente umas cópias de 'relatadores'.
mas o relato desportivo não será mais o mesmo.

são pequenas as coisas que nos mudam os sinais na vida.

Ventos de Espanha

Pode até não parecer bem, acredito. Pode até não ser muito saudável, talvez! Mas não pude deixar de sorrir quando ouvi as notícias do atentado em Madrid. Nunca gostei muito do Zapatero, é certo, e acho que ele entrou na coisa sem saber bem como. Deslumbrado, pôs-se a cumprir o que prometera mas nunca pensara bem como cumprir.
Até que, naquele dia, o deslumbramento acabou… Poder-se-á dizer que, o que um atentado trouxe, outro atentado levará.

O que é que hei-de ser, quando for grande?

O que eu queria ser quando fosse grande?
Bem…
Dizem-me que quando era muito pequenino, tão pequenino que nem me lembro de o ser, dizia que queria ir para as obras “ser pedreiro e comer açorda toda a vez!”.
Mais tarde, depois de começar a pensar, desisti do projecto. Nessa altura, via televisão a preto-e-branco e achava as touradas maravilhosas – especialmente as monumentais e à antiga portuguesa – passei a querer ser forcado. Um dia, anos mais tarde, vi-me defronte um bezerrito: fugi e desisti de querer ser forcado.
Nessa altura era adolescente. Passei a não querer ser nada até que tive que escolher ser alguma coisa, e escolhi. Hoje sou essa coisa que escolhi, um dia. [desencantem-se, nunca foi vocação]
Agora, espero que não seja já grande demais. Acho que ainda não sou o que esperava de mim!


3 de janeiro de 2007

Nasceu a Jasmim!

Image Hosted by ImageShack.us

Parabéns à Íris, mãe Lia e pai Culpado, Kino avô babado e a todos:)
Temos mais uma sobrinha!

O pai descreve assim o parto:
"Wed Jan 03, 2007
Agora com mais calma...
Então foi assim;Pelas 4 da manhã a mãe começou a sentir aquelas contracções mesmo decididas de parto, ligou à Doula Luisa e acordou o pai... o pai lá ia fechando os olhos entre coisas, e apoiando nas horas mais fortes... a Luisa chegou e viu que a coisa estava avançada... a mãe foi até à casa de banho e foi ali mesmo, de cócoras apoiada na banheira que a criança jasmim nasceu, dentro da bolsa. O pai a segurar na ìris, que estava quase pronta para ir para a escola, a Doula a segurar na mãe e parteira... chegou atrasada :. Mas correu tudo bem, maravilhosamente bem, a bebé ja foi vista pela parteira e está tudo ok, a mãe agora precisa de repouso durante uns dias. Mais pormenores se seguirão pelas letras da mãe. Deixo aqui umas fotos.Já estava na hora..."
E mais fotos aqui

O que eu queria ser quando fosse grande?

Em resposta ao tpc da T.

Pelos cinco anos mandaram-me desenhar no infantário aquilo que eu queria ser quando fosse grande. Eu queria ser cientista mas não sabia desenhar um cientista... Como resolvi eu este intricado problema? Dando o primeiro passo na refinada arte da mentira. Desenhei um astronauta, que era o que todos os meninos queriam ser quando fossem grandes, nessa época de ressaca das missões Apolo.

Acho que a noção de cientista que eu tinha na altura era algo indefinido, mais próximo de um biólogo do que de um físico mas tinha uma grande vontade de perceber o funcionamento da natureza, dos astros e das coisas.

Algures na adolescência, quando já dava os primeiros passos para me tornar um cientista esse fascínio perdeu-se, trocado por paixões mais terrenas e sensuais... é pena, acho que poderia ter dado um bom cientista..

2 de janeiro de 2007

Bom 2007

Ando exausta, depois do natal foi a fona do fim de ano: organizar uma festa para os amigos e para os amigos dos amigos.
Durante uns dias eu e mais uns amigos não fizemos mais nada do que arranjar tudo, da decoração às bebidas, do jantar ao som. Não sei quantas vezes subi e desci os 100 degraus íngremes das escadas do Patelas (clube recreativo de Coimbra)
Foi um fim de ano bom, bonito (estive rodeada de amigos) e muito alcoólico (não me falem em dirty martinis nos próximos meses), foi pena foi ter sido tão rápido.
Depois das festas é complicado voltar ao dia a dia das aulas e das traduções.
Eu devia ter uma empresa de organização de eventos (ou pelo menos um emprego novo)

Image Hosted by ImageShack.us
(esta imagem linda é da Charlotte Salomon, ainda esta semana postarei sobre ela)

Rome

Cheguei ao sofá e voltei atrás. Hoje acabei de ver o Rome em DVD, quase tudo seguido .
Foi daquelas prendas que comprei para mim, quando devia estar a comprar prendas a outras pessoas.

É uma produção sumptuosa, desde o excelente genérico, a música, os actores e sobretudo a história (produção internacional, com a BBC à mistura)
O argumento é simples: Lucius Vorenus e Tittus Pullo são dois legionários que vão acompanhar a ascensão e queda de César, vivendo todos os momentos fulcrais desses anos.
O que prende nesta série é como torna viva viva uma sociedade e cultura, desde os pormenores mais ínfimos à reconstituição de espaços, cores, sons, quase que cheiramos Roma.
É das cidades de que gosto. De a percorrer sem muito sentido turístico mas antes deambular e descobrir. Não sei bem porquê, este visão da antiguidade completou-me qualquer coisa no imaginário. Recomendo que vejam.

Pier Angeli


Esta suave indolência do início do ano é um bocadinho paralisante.
Hoje, enquanto compartilhava a secretária com a pequenita que brincava com lápis e livros, saltou esta revista, da pilha de coisas interessantes para digitalizar.
Lembro-me muito bem deste tipo de publicações: resumiam a vida dos actores, muito moralizada e normatizada . Vendiam-se na tabacaria, ao pé das fotonovelas em segunda mão. Esta comprei, porque sempre achei muito bonita a Pier Angeli.
Depois descobri que a Maria estava a pintar o monitor. Com um lápis. Sem estragos:) Apetece preguiçar, não é?

Dois Mil E Sete

e prontos!

já temos mais trezentos e sessenta e tal dias
novos,
a estrear,
para gastar,
consumir,
desperdiçar
& até nada fazer.

daqui a um ano
estaremos,
de novo,
a fazer balanços,
contas
& afins
sobre dois mil e sete
e a fazer
planos
sobre
o dois mil e oito.

bem-vindos a dois mil e sete

1 de janeiro de 2007

De novo em 2007

Olá!

Cá estamos. Como vêem, foi fácil: um pequeno instante e conseguimos passar para 2007. Não consigo deixar de considerar, esse último instante em que muda o ano, quase mágico. Não consigo deixar de me admirar – e maravilhar – com a alegria das gentes, ao passar de ano. Não daquelas festas artificiais, de casino, de serpentina e champanhe… mas da alegria que se vê estampada na cara de toda a gente, nas ruas de todo o mundo. E na que não se vê, em todas a casas onde alguém brinda ao novo ano. Acho que é uma alegria verdadeira, genuína… O que é que nós todos procuramos – desejamos? -neste ano novo que está a chegar?
Uma vez pus-me a imaginar que, se uma pessoa não estivesse alegre, não pulasse e desse vivas, poderia ficar presa no ano velho. Que aconteceria, hemm? Ainda um dia hei-de escrever essa história, de um homem triste, sozinho, que não pulou e não comeu as passas, e ficou preso em 2006 para sempre!

Mas como, depois das badaladas, fica tudo na mesma, cá ficamos com mais do mesmo!
Acho que o Carlos me anda a picar… Assim, decidi-me mesmo, vou começar a tal série de trinta e tal posts sobre Israel e a Palestina e, como gosto muito de história, vou começar lá para 1500 antes de Cristo, antes de David e Salomão, no tempo dos Patriarcas, para aí! Mas até aproveito esta deixa para dizer: não podemos ser demasiado paternalistas com os Palestinianos, Carlos. Não podemos pensar que há sempre uma causa ou um desencadeante para as suas acções, como se não fossem eles que determinam a sua actuação. Assim como a segunda intifada não foi por causa do passeio de Sharon em Jerusalém, a actual “guerra civil” não acontece por causa do corte nas ajudas internacionais. Aconteceram porque eles assim o quiseram, porque os líderes assim o decidiram… acho que é esse o fado dos palestinianos, “escolher” dirigentes que os conduzem repetidamente a becos sem saída.
E como ando bem disposto, vou fazer mais quatro ou cinco posts sobre o aborto, com amplas citações do cardeal Ratzinger e do ilustre Marques Mendes!

Saddam Hussein foi enforcado. Não auguro nada de bom!
Mas, no fundo, o destino dele tinha ficado traçado há 2 anos, quando foi entregue à justiça iraquiana: a pena aplicada só podia ser a pena capital. Julgamento injusto? Talvez!
O que nos custa a nós, sentados nos nossos sofás, é ver o rosto da morte, ouvir a palavras da morte, sentir o ódio da morte. È ver como se mata, como morre um homem, morto por outros homens. Como é fácil matar!
Mas não me identifico, de todo, com a onda de “simpatia” que por aí se gerou. Saddam foi um ditador, um déspota, desencadeou guerras e matou (ou mandou matar) milhares de pessoas. Como pessoa, nunca poderá ser merecedor da nossa simpatia e, como homem, apenas poderá merecer a nossa piedade.
Na sequência do que já exprimi, aceito a pena de morte em situações extremas. Os crimes de genocídio ou crimes contra a humanidade são, para mim, situações em que aceito essa pena, quando dada por um tribunal internacional. Por exemplo, aceito – aceitamos? – as condenações à morte do Tribunal de Nuremberga após a Segunda Guerra Mundial.
Não foi aqui o caso… A pena soa a excessiva, a execução sabe a vingança. Não auguro nada de bom!

E pronto, que a coisa já vai longa. Amanhã, volta o trabalho! Ai…

Valha-nos salomão, que bem pode! Para todos um bom ano, dentro de lo que cabe!

Aqui vão algumas mágicas, mas há muitas mais e para todos os gostos:

XII PARA QUE A MULHER SE RECONCILIE COM O MARIDO
O marido que desejar se reconciliar com a esposa deve comprar um defumador novo e nele queimará benjoim e coentro. Se a esposa for branca, fará uma estatueta de farinha; se for morena, fará de argila e se for de cor, misturará carvão vegetal na argila. Tendo esvaziado o defumador, nele porá a estatueta cobrindo-a com uma tampa sobre o qual deverá colocar algumas brasas. Depois, tomará um cuscuzeiro de barro, cheio de furos, e cobrirá tudo com ele. Pela manhã, ao meio-dia, à tarde e à meia-noite, acenderá novas brasas, queimando benjoim e coentro e dirá: "ó vós que sois encarregados deste serviço, vinde em meu auxílio porque de vós necessito".
Após isto, irá em busca da esposa e, antes de lhe falar, murmurará comparando-a ao vento: "Tu sopraste e eu te acalmei pela força de Deus!" Depois: "Tu és o fogo e eu sou a água que o extingue!"
XIII PARA FACILITAR UM ENCONTRO
Quando dois seres que se amam estão impossibilitados de encontrar-se, o homem deve escolher um pouco de terra do jardim ou da calçada em que mora a amada e dizer: "Não é esta terra que tomo, mas o espírito de todas as pessoas que residem nesta casa." Em seguida junta a esse punhado de terra um pouco de alfazema, alcana e mel e queime tudo em um torrador de café, dizendo: "Quero que a amizade dos donos desta casa seja tão ardente para mim como o que eu queimo neste momento:" Depois deve recolher essa terra, guardá-la num pequeno saco que trará ao pescoço. Em breve verá o resultado da operação.
XIV SORTILÉGIO DO SAL
O sal sempre foi considerado sagrado. Entre os romanos, era mau presságio dormir um convidado antes de retirados os saleiros da mesa. Os cristãos primitivos empregavam e alguns hoje ainda empregam o sal em várias de suas cerimónias religiosas, como por exemplo, no baptismo simbolizando sabedoria.
Muitas pessoas consideravam como aviso de uma grande desgraça o ter alguém derramado sal sobre a mesa. Para conjurar esse mau presságio, toma-se um pouco de sal derramado e joga-o para trás, por cima do ombro direito (sem que se olhe para onde irá cair o sal) dizendo: "Satã, toma tua parte c vai-te." Com isto o diabo foge, nada de mal podendo mais fazer.

E já estamos no 2007

Ontem foi uma noite gira, divertida, a pequenita resistiu ao toque das panelas e gritaria, ferrada a dormir na cama nova. Eu não gritei nada não senhora (nunca resisto).
Fizemos uma prova metódica de vinhos e comidas várias, por espírito de sacrificio apenas, não por prazer..
Estou com uma ligeirissima dor de cabeça, acho que vou beber um litro de água e ir dormir mais um bocado mas..
Antes queria postar a foto duma das prendas mais originais e divertidas de Natal que recebi dos sobrinhos P e J.
É só carregar no botãozinho que se vê e já está: fiat lux. Eles já tinham ideia onde o queriam colocar e lá está: Na mesinha de cabeceira.
Hoje acho que tenho uma festa de anos. Gosto da ideia. Espero sobreviver.