13 de janeiro de 2004

acho..que conseguimos

testemos....parece que isto está resolvido....
ufa

Bem...SOS

Alguém que saiba, introduza uns novos comentários...
Tou farta deles!!!
Beijos

Não andamos com sorte com os comentários!

BlogSpeak is currently down because the bastards that host it decided to suspend my account. I do not know as of yet when this situation will be resolved. If you don't want any JavaScript errors on your pages, take the code off for the time being. Thanks for your patience
Enquanto esperamos que os bastards resolvam a situação vamos voltar ao antigo
T

Pressupostos para um rastreio

Os critérios de rastreio formulados por Wilson e Jungner em 1968 mantêm hoje a sua validade. São eles:

1. O problema de saúde deve ser importante.
2. Deve existir um tratamento aceitável para o problema.
3. Devem existir condições de diagnóstico e tratamento.
4. O problema deve apresentar uma fase de latência ou pré-sintomática.
5. Deve existir um método de rastreio adequado.
6. O teste ou exame deve ser aceitável para a população.
7. A história natural do problema deve ser conhecida.
8. Deve existir uma política de tratamento consensual sobre quem deve ser tratado.
9. Os custos devem ser aceitáveis.
10.O rastreio deve ser um processo continuado e não um projecto isolado.


O Gasel ainda vai ter de fazer muita sigmoidoscopia. E não vai chegar para as encomendas.

12 de janeiro de 2004

Reflexões

E lá voltamos aos dias da semana, da semana de trabalho, do trabalho a que não se pode fugir… não pode, pois não?
Pois, não sei… mas enquanto vou pensando se fujo ou não, a segunda-feira passou rápida, nervosa, atribulada.
Imaginem que, era pouco mais de meio-dia, e já tinha despachado 12 sigmoidoscopias. Sim… eu sei que não é assunto que agrade à maioria das pessoas, isto de meter tubos no rabo, mas cada um fala do que sabe, e do que pode. E para mais, é até por uma causa nobre: andamos, desde há um ano, a fazer uma campanha de rastreio do cancro do cólon e recto, nos diferentes Centros de Saúde da região, com assinalável êxito.

Entretanto, e desde este sábado, que ando a congeminar sobre esta coisa da blogosfera. Embora muito me agrade este registo intimistó-umbiguista, que acaba por ser um misto de diário pessoal e arremedos de reflexões pseudo-esotéricas, acho que me falta algo muito importante: a famosa interacção.
Assim, e a partir de agora, vou cair para os dois lados (eh lá!…). Vou continuar a falar das minhas mariquices. Vou até começar a escrever umas coisas sobre a minha avó Joana, que é assunto que não interessa a ninguém, excepto a mim e ela. Mas também vou começar a comentar os diferentes assuntos, de notória importância para o mundo (claro!), que sejam suscitados por outros blogs. Espero, com isto, contribuir para a elevação da discussão e para uma maior clarificação das ideias.
E, antes que se faça tarde, cá ficam as primeiras interacções!

PP: Lá andamos de novo com problemas com os comentários. Mas parece que o problema é mais geral, de todos os blogs que usam este sistema!

Venha o Diabo e escolha...

Num post recente, diz o Bruno que “…disse uma vez a alguém que a seguir a Álvaro Cunhal a vida pública portuguesa ainda não tinha conhecido ninguém com o carisma de Mourinho” Ora esta!!… Ele bem tentou disfarçar e ressalvou que era excessivo e mera provocação, mas eu acho que não será. Acho até que o Mourinho ainda é pior, muito pior, que o Cunhal, valha-lhes Deus!

Nunca!

Na seu post 61, o nosso amigo Gorjão lança uma discussão (que promete abraçar toda a blogosfera) sobre a inefável Ana Gomes. Diz ele que “…post disponível apenas no Newsletter”. Como é evidente, eu discordo totalmente! Nunca… nunca… nem no Newsletter devia estar disponível!

Muito grave

Disse o Barnabé: “…Não demos por nada e por isso não agradecemos devidamente o 5.000º comentário. Foi no sábado. Obrigados a todos. Aos que comentam e aos que nem por isso.” Digo apenas uma coisa: é muito grave proferir esta afirmação, sem ser devidamente fundamentada. Pode ser publicidade enganosa!

Para que conste (II)...

...o Orlando apresenta-se ladeado de uma referência essencial do repasto, que aqui se apresenta. Que nunca falte!

Para que conste...

...aqui está o ORLANDO! presidindo ao magno conclave de bloguistas voadores, algures em Lisboa na sexta feira passada, lindamente ladeado por alguém de que se fala no post seguinte.

e...especialmente para o Orlando!!

A tua foto presidiu o nosso jantar!!!
Estavas mesmo à cabeceira da mesa:)
Foste foi de poucas palavras..risos...e omisso nos comes e bebes:)
Terás que remediar isso , na próxima oportunidade.

Segundas Feiras Escuras

Há dias em que não apetece sair da cama nem de casa. Este é um deles.
Foi um fim de semana um bocadito agitado. E acontece, que esta segunda feira daria um óptimo domingo.
Além disso estou com a séria dúvida que errei ao vir cedo. Hoje não era o meu dia!!! Grrrrrrr
Ainda por cima, acaba de chegar a nossa Nela carregada com uma bola de carne que ela faz e que é divinal. LOgo hoje que era a semana de todas as dietas!!Enerva isto não?
Bem....Trabalho!

11 de janeiro de 2004

Última hora!

Apesar dos repetidos avisos, e dos exemplos recentes, foi decidido anexar as fotos comprometedoras à acta do jantar. Isto apesar de serem consideradas, por todos, totalmente irrelevantes.
Como era previsível, os ficheiros secretos foram violados por um qualquer hacker manhoso. E elas aí estão, escarrapachadas em toda a net.
Embora habilmente disfarçados e protegidos por pseudónimos enigmáticos, os personagens são facilmente reconheciveis.
Agora..., amanhem-se!



PP: Esperam-se, a todo o momento, as reacções do Procurador Geral da República, a propósito de mais esta repugnante violação do segredo blogosférico!

Que belo fim-de-semana

Este foi mais um belo fim-de-semana, tranquilo e prazeirento, quase de primavera, em que procurei não fazer nada.
E não pensem que isso só foi porque o tempo esteve bom, ou porque ando bem-disposto, ou só porque não tenho preocupações nem tarefas pendentes.
Não, garanto-vos... o segredo é outro!
Desde há anos que venho a apurar, mais e mais, esta minha admirável qualidade: tirar um imenso prazer de passar o tempo sem fazer nada de relevante.
Requereu um árduo trabalho, muito esforço e abnegação. Fez-me a perder muitos dias, e noites, em práticas cada vez mais elaboradas. Levou-me a duras e intermináveis discussões com os que me rodeiam, e que insistem em que eu faça qualquer coisa. Obrigou-me, por fim, a desenvolver duas características fisiológicas essênciais para esta prática: o esquecimento selectivo e a surdez transitória. E só nos últimos tempos venci a etapa mais difícil, desta longa caminhada: não ter remorsos nem o mínimo sentimento de culpa.
Sinceramente, e não quero parecer presumido, sou mesmo bom nisto.
Se alguma vez precisarem de alguém, durante uns dias, para não fazer nada, contem comigo. I'm your man!

Ainda sobre o jantar

O que é engraçado, é como estávamos 10 desconhecidas pessoas a uma mesa e se estabeleceu uma interacção tão boa!
Os blogs fazem isso?
Porque não é fenómeno típico da net!
Um pequeno problema..pensei que tinha vencido o vício do trivial....e não....ai meu Deus.
Ontem outro jantar de pessoas conhecidas de há 17 anos. A cumplicidade foi a mesma:)
Vive la France libre!

telejornais fazem-me pensar.

Portugal é o quinto país mais pessimista do mundo. Os outros são kozovos e etc, tudo em guerra ou marcados por recentes catástrofes naturais em grande escala. E nós no meio deles... Ou isso quer dizer que devíamos avaliar melhor o que temos, ou que algo de grande está para acontecer. Grande e mau.
O dinheiro gasto em 2003 em anti-depressivos chegava para construir mais um estádio e meio.
Então, menos estádios = mais felicidade?

10 de janeiro de 2004

De barriga cheia

Pois eu também gostei da jantarada e demais actividades complementares.
À boa comida juntou-se a boa companhia, o que é uma excelente combinação.
É claro que, lá para o fim, já estava um bocado enxaropado. Escapam-me alguns pormenores... não me portei mal, pois não?

PP: Descrição completa do jantar, com fotos comprometedoras, só disponível em Newsletter.

PPP: Gosto destas miúdas!

Semana que acaba

Esta semana foi complicada.
Entre a rotina casa-escola-casa, os cursos novos para preparar, alunos a dizerem “pérolas” como «cotovel» e «aspireitor» (qualquer dia ainda ponho aqui uma composição escrita por eles), e a descoberta de dois poetas fascinantes: o António Gamoneda e a Olga Orozco, eis que o computador pifa, «the horror the horror», tive que o formatar, perdi uma imensidão de coisas (mp3,ebooks,textos,aulas…).
Sim, eu sei que devia ter backups de tudo….
Agora tenho o computador a zero e ainda o estou a tornar habitável, mas uma coisa me ficou a martelar na cabeça: será normal sentir tanta falta de blogs, canais de irc, do Word e do Soulseek?
No rescaldo da semana fica também a tristeza de não ter ido ao jantar.

A propósito do fim do jantar

Confesso que estou preocupada.
Eu , a Errezinha e o Ricardo regressámos vitoriosos do Trivial, by taxi.
Era uma senhora taxista nova e máscula....E dinâmica?
Eu fui a segunda a sair...E ela disse..não se incomode...
Saiu ela e abriu-me a porta, para poupar incómodos ao Ricardo.
Terá ele chegado bem?
Terá sido violado pela taxista?
Estaria eu aos esses?
Tanta preocupação..risos...
Ricardo estás inteiro, sobrinho?
Beijos:)

Foi muito bom

Gostei muito deste jantar.
E deste cordial entendimento entre todos.
Claro que ao Ricardo fez falta a Amélia.
Com quem ia implicar?
De resto nova postadora se adivinha. Gostámos muitos de ti .O Gasel já conheciamos de prosa:)
Ou seja, boas vindas ao sul.
Beijos

9 de janeiro de 2004

Então...

Onde será se esconderam?
Isto está mesmo deserto, votado ao abandono, e o silêncio? Ui! Até a merda do gato Vicente...sim, onde será que anda o maldito? Silêeeeencio,silêeeeenciooo... Podem acreditar que até o fumo do cigarro faz eco. Será que isto é alguma conspiração? Criaram outro blog e deixaram este só para as minhas seborreias? Ou será que combinaram algum encontro gastronómico? Seja como for é uma boa oportunidade para dizer mal de tudo e de todos. Poderia começar pelo governo, ou pelo governo, ou ainda pelo governo, mas, talvez lamentavelmente, já não tenho tempo a gastar com conversas de merda. Vou embora, vou partir...bom fim-de-semana sobretudo para os ausentes, todos.

Quinta-feira húmida, sexta-feira encharcada

Ontem, unidade cheia de doentes. Mantêm-se os surtos virais de Inverno, com narizes entupidos, febres em miúdos e graúdos, dores de barriga e vómitos causados por ranhocas engolidas. Tosses irritativas que, ao fim de um tempo, põem a vítima a cogitar pneumonias, tuberculoses e cancros de pulmão. Quedas no piso escorregadio com ossos avulsos fracturados. Pior que tudo, depressões, umas piores que outras, fruto de fenómenos raramente esclarecidos que incluem a indecente escuridão que se põe a partir das quatro da tarde, patrões safados, colegas miseráveis, familiares filhos-da-mãe, e, sobretudo, uma percepção aguda e imensa de solidão. Não há muita gripe, depois da crise do final do ano.

Hoje vai ser igual. Amanhã estou de serviço e igual será. Salvam-se os escapes, como um jantar que, correm rumores, acontecerá hoje algures à Praça do Chile.

A música recomendada do dia: Lambchop - Theöne (1995).

Dia D (II)

Hoje o dia começou mal!
Acordei tarde, uma terrível enxaqueca, os olhos tão inchados que mal abriam... estava frio, chovia e, porra, era tarde. Nestes dias nunca sei muito bem o que fazer primeiro... Enfim, quando estava debaixo do chuveiro tive o 1º raciocínio lógico, lembrei-me que hoje era o dia, o tal, o do jantar. Sorri, isso significa, também, que é 6ª feira! Liguei a aparelhagem, nem sei em que estação tocava uma das minhas preferidas, ”Still haven’t found what i’m looking for”, fixe, a coisa começa a compor-se.
Cheguei ao departamento e vi a nossa Tzinha muito bem disposta e sorridente fumando 1 cigarrito, o que significa que está melhor da sua garganta.
Sentei-me decidida, a concluir o estupor do relatório que já devia ter entregue, mas não me está a correr de feição! Coloquei o Cd dos Tribalistas e comentei “com esta música hoje adormeço”, a Tzinha rosnou... pedi ao coleguinho outro Cd. Ok, agora a coisa vai!
Afinal hoje é o dia, o tal, o do jantar. ;)

Ah!!!

Fui ver o post do Besugo..eu achei sem dúvida um elogio:)) Muito obrigada:)
Sem dúvida que gosto do sub:) Fundamenta a blogosfera toda:)
Obrigada !!! Tb gosto muito de ti fresquinho, grelhado e com batatinhas:) Cheias de azeite!!!
Dia D de Dias Que Voam!!!
Besugo podes vir jantar com a gente..risos..
E demais anónimos leitores....Descobrem-nos logo porque temos um mergulhador no grupo de barbatanas e TUDO:)
Beijos já dei.

Dia D

E numa manhã cinzenta, chegámos ao dia dos dias.
Preparemos o desembarque!

Another day

Só me lembro de canções pirosas, não sei bem porquê.
Outro dia , antes de adormecer ou mesmo já a sonhar, tive uma ideia para uns textos para aqui. Na altura achei muito boa e com muitas possiveis variantes. O caso é que a esqueci completamente. São como as boas ideias que um charro traz e afinal são uma merda:) Ou seja..o sono é tóxico:)
Estava a admirar-me com a capacidade do Gasel em ir ler o que dizem da gente....Acho porreiro isso. Nunca de tal me lembraria. Mas considero fundamental que exista um gestor de marketing deste blog:)
Já me perguntaram se isto tem linha editorial..não tem...
Ao longo destes...deixa contar pelos dedos...sim...já temos meio ano...a equipa tem variado tanto e os conteúdos são tão diversos que é impossivel tipificar este blog. Pessoas que desapareceram, outras que são militantes, as esquivas, as gozonas...enfim....é divertido isto.
Acho engraçado o entrecruzar destas cabeças todas todas tão diferentes. Algumas longe, como é o caso do nosso Orlando.
Outro dia estive a ler uns blogs, aqueles mais diário, porque isto não sei bem se é blog ou grémio literário , como dizia o outro..risos. Li aquele do Médico que explica Medicina. Sei lá, deu-me assim uma tristeza de ver o senhor ali a escrever tão sozinho no Natal, a conjecturar votos de boas festas.
Não, decididamente não gostava de blogar sozinha. Ia dar-me para a depressão, certamente.
Quanto ao amigo dos horários, quer postar também? esta do amigo soou muito a alentejana..risos
Bem..vou mergulhar no trabalho...e yessssssssssssss!!! Logo há jantar:)))
Abeijos e braços.


8 de janeiro de 2004

Recibos e afins

O meu colega Besugo andou as turras com os manos Dupons, de Vila do Conde. Então não é que, às tantas, eles começaram a arengar com aquela velha história dos recibos…
Sim, é aquela velha fama que pegou e nunca mais largou, os malandros dos médicos não passam recibos! Pois olhem, nos dias que correm, parece-me que falharam o alvo, redondamente... já experimentaram pedir recibo, por prestação de serviços, a outro profissional liberal ou afim?
Um advogado? Processa-vos por abuso de confiança.
Um contabilista? Começa-se a rir, displicente…
Um cabeleireiro? Sente-se insultado e ameaça-vos com a tesoura.
Um electricista ou um canalizador? Nem sabem o que isso é.
Vá lá, experimentem…

PP: Depois, li também, que o Besugo nos considerou um dos faróis da sub-blogosfera... e lá deu as sua razões. Ainda fiquei um pouco a pensar, lentamente: será bom? será mau?... até que percebi que é bom. Bom não, execelente! Somos, como que assim, os sub-21s da blogosfera, as eternas esperanças.

PPP: Hoje trabalhei das 8.30 às 17.30. Já será mais conveniente?

O que são convicções?

Nada! Não são nada…
São apenas duvidosas certezas, argumentos de religiosos ou artimanhas de políticos.
São cartilhas que nos lêem, vendas que nos tapam os olhos, amarras que nos tolhem os movimentos.
São a nossa falsa sensação de segurança.
São a nossa triste ilusão de pertençer ao grupo.
...
..
.
A cada dia que passa, mais detesto as convicções e me deslumbro com as dúvidas.
Mais admiro as perguntas e me aborreço com as respostas…

Justificação Pragmática do Egoísmo

O mundo é em geral mau por duas razões: por um lado, o mal é feito por aqueles que distinguem o bem e o mal e decidem livremente praticar o mal; por outro lado, o mal é feito por aqueles que por umas ou outras razões nem se preocupam em pensar se o que fazem é bom ou mau: não interessa a ética desde que ganhem com isso.

O sentimento ético pode motivar alguns a esforçarem-se por serem melhores e a tentarem persuadir os outros a, também, serem melhores. Porém, existem na prática sempre estes dois malditos problemas: nunca ninguém muda, nunca ninguém aceita mudar, até porque todas as pessoas já se consideram óptimas quer pela sua boa natureza quer pela sua bela experiência de vida. O outro maldito problema, que desincentiva o esforço pelo bem, é que os potenciais beneficiados do bem provavelmente se estivessem na posição de serem melhores para os outros, talvez não o fossem e, além disto, se soubessem o bem que, na sombra, alguém lhes tenta fazer, também não agradeceriam.

A juntar a isto ainda há por vezes as dificuldades e chatices que decorrem de criticar os outros com vista a melhor o bem dos terceiros que estão na dependência desses outros.

Moral da história: fazer o bem através dos outros é difícil; pode trazer prejuízos; mesmo quando se é eficaz normalmente o esforço não chega a ser reconhecido; mesmo que seja reconhecido não é agradecido; e aqueles que beneficiam talvez não se esforçassem se estivessem na posição de nos ajudar a nós. Portanto, não vale a pena ser bom para os outros e, assim sendo, resta aproveitar todos os segundos da nossa vida a pensar em nós próprios e no nosso bem-estar. Se o nosso bem-estar interferir com o bem-estar dos outros, eles que tenham paciência.

Próximo capítulo: " A Lei do Mais Forte".

Vou atirar achas para a fogueira...

Ouve-se dizer que o país vai ser, de novo, referendado sobre o aborto. Ao que foi conseguido apurar, a questão que será exposta aos cidadãos já está formulada e é aqui avançada em primeira mão.

A saber:
Qual a sua opinião sobre o aborto?
a) Tem sido um bom primeiro-ministro.
b) Tem sido um primeiro-ministro ineficaz.
c) Nem sequer tem sido primeiro-ministro.

(não sei quem é o autor, mas é genial)

7 de janeiro de 2004

A música da alma

Ontem à noite (e na noite anterior) Sequeira Costa tocou Beethoven na Gulbenkian. Esta noite está a tocar no Porto, amanhã em Coimbra. Foi aluno de Vianna da Motta que, por sua vez, foi discípulo de Lizst. Fará, pelas minhas contas, 75 anos este ano. Durante hora e meia fez de um Steinway o que quis, com um ar de tranquilidade imperturbável, saltando de fortissimo para piano com a leveza e casualidade de um pestanejar, saindo instantaneamente de um turbilhão de som para o silêncio absoluto, rodando entre o lirismo mais completo e a violência mais intensa. Beethoven é, na verdade um compositor para pianistas muito duros. Sequeira Costa, com o imenso saber de mais de cinquenta anos de piano, fez parecer fácil o que é inacreditavelmente difícil – o meu filho disse-me no fim Pai, havia partes que tu és capaz de tocar! Pois.

Sequeira Costa está presentemente a gravar a integral das sonatas de Beethoven em Londres. Estejamos atentos. Os seres superiores devem ser apreciados em vida.

Um dia como outro qualquer

Há dias, como o de hoje, em que parece nada ter acontecido.
Mas…. parece, digo bem! É um engano… mesmo naqueles piores, dos piores dias, há sempre algo inesperado, por mais banal que seja, que nos faz fugir da rotina.
Querem ver?
Ao acordar, revoltei-me! Tinha-me deitado tarde, tinha dormido mal, de modo que, mal soube onde estava, rosnei: Hoje levas tu a Gena… estou morto de sono… vou mais tarde…. Não sei bem como, mas a coisa pegou. Levantei-me às nove, tomei banho calmamente e lá fui para o hospital, a assobiar.
O almoço, no refeitório, soube-me bem. E até comi salada-de-frutas em vez de arroz-doce.
Às cinco horas saí do hospital, também a assobiar, sentei-me no café da esquina, bebi uma bica e dei umas gargalhadas. A seguir vim para casa, onde fui o primeiro a chegar.
Às oito, fui buscar a Gena à ginástica. O comando do portão da garagem só funcionou à décima-segunda tentativa e lá parti, disparado, para a Penha. Ao chegar, nada da Gena. Cinco minutos depois, nada na mesma. Ligo-lhe e ameaço: Ó menina, então onde é que andas? À espera de ti, na porta de Ginásio… no Bom João! Ahhh… já aí vou! E lá fui…
À bocadinho, sentei-me no sofá, comecei a correr os tais canais, bocejei longa e sonoramente e decidi: Hoje não vou postar!

Dias e Gatos

O ano começou a roçar-se devagarinho, entre as nossas pernas. Pensei que fosse o Vicente, mas esse estava quieto no alto , a vigiar-me atentamente, de olhos bem abertos.
Em que pensarão os gatos quando nos olham?
No caso, acho que ele estava a ver o ano a esgueirar-se, dissimuladamente a chegar já ao seu sétimo dia. A um gato nada escapa.
E parece que tudo está assim de forma sorrateira e não de todo desconfortável...a apetecer aconchego porque está muito frio, a doce moleza de nada fazer de muito concreto.
As duras iniciativas e resoluções a tomar em 2004, onde páram?
Vou tentando devagar esboçá-las e despachá-las.
Aconselho a todos a leitura do "Direito à preguiça " do Paul Lafargue...Por incrível que pareça, este senhor era genro do tio Karl Marx:)
Ou seja, estamos justificados teóricamente por um filósofo familiarmente abalizado:)
Continuo a pensar..porque é que os gatos nos olham assim?
Beijos.

Orlando!

Precisamos duma foto tua, para colocar no teu lugar no jantar!
Precisava de algumas confirmações.
Pelas minhas contas, tenho 11 pessoas.
12, com a foto do Orlando:)
Logo...expressem-se:)
Beijo.

6 de janeiro de 2004

O dilema (III) - Easy Rider

Aqui vai a resposta para o dilema do Gasel.
Vemo-nos sexta feira.
Eheh.

E não!!!!

NÃO GOSTAMOS DESTES COMENTÀRIOS!!!!!
RISOS
TOU FARTA DELES:)))
Abeijos só. Pronto.

Casa Pia

Desde há algum tempo que tudo isto me começou a parecer uma feira.
Montaram-se as barracas e veio gente de todo o lado, nunca antes vista. Vieram os falsos profetas, as tribos ciganas e os saltimbancos sem eira-nem-beira,.
Levantou-se uma imensa vozearia, uma berraria ensurdecedora e sem sentido. De megafone em punho, cada qual, tenta enganar o melhor que pode e vender a sua banha-da-cobra.
E surgiu a poeira. A inevitável poeira de um pó espesso, que se espalha por todo lado, que nos faz comichão na garganta e nos embaraça a visão.
Qualquer dia acaba a feira, desarmam-se as barracas e todos partem.
E não sobra nada… só lixo!

O dilema (II)

A vida é feita de grandes e pequenos dilemas.
É claro que não vos vou aqui contar os meus grandes dilemas. Sinceramente, têm pouco interesse, são banais, acho que toda a gente já passou por eles.
Por isso deixo aqui um dos meus pequenos dilemas: onde hei-de passar mais tempo?



PP: como se andou por aqui a falar da nossa Sofia, deixo-vos aqui um hotsite onde ela nos revela os aspectos secretos da sua vida!

Comparação Bipolar



... ainda assim prefiro os da Sofia.

O dilema...



Morada...

O restaurante é a Jorgel, Rua Sebastião Saraiva Lima, nº 21, rc esquerdo:)
O telefone de lá é 218147881:)

:)

Mesa marcada para sexta feira:)
Algum prato em especial?
Logo digitalizo o croquis de acesso ao restaurante:)
Beijos.

De volta

E voltou o frio, depois de uns dias mais amenos.
Voltou o trabalho a sério, depois de quinze dias a meio-gás.
Tudo isto junto, mais o revéz da domingo, foi brutal.
Ontem, ao fim da urgência era o farrapo humano.

PP: mas nada como uma jantarada pra animar. Dois lugares pró Algarve!

5 de janeiro de 2004

Julio Cortázar

Tenho que partilhar com vocês o meu último vício, ando fascinada com o “histórias de cronópios e famas” do Julio Cortázar

Flor e Cronópio

Um cronópio encontra uma flor solitária no meio do campo.
Vai para arrancá-la, mas pensa que é uma crueldade inútil.
e põe-se de joelhos, brinca alegremente com a flor, desta
maneira: acaricia-lhe as pétalas, sopra-a, zumbe como uma
abelha e dança, cheira-lhe o perfume e finalmente deita-se
debaixo dela e dorme envolto numa grande alegria.
a flor pensa: «Parece uma flor»

Júlio Cortázar


20:00

Dia muito cansativo este. Conduzi rápido em Lisboa, nadei, almocei rápido, conduzi rápido em Lisboa, trabalhei, trabalhei cansativamente e blogo agora. Daqui a pouco vou conduzir lento para casa.

Posso ir ao jantar a qualquer dia da semana. Oh tia, será fácil estacionar nos arredores do sítio?

A fotografia da vaca fez-me lembrar os esquimós: será que estas vacas e os respectivos touros se beijam com os narizes?

O novo single dos Red Hot Chili Peppers, Fortune Faded, é muito bom. Tenho estado o dia todo com aquela música na cabeça. E ainda só a ouvi 3 vezes na vida.

Hoje, no seu cabeçalho de primeira página, o Diário Económico dizia que hoje era Terça-feira 5 de Janeiro de 2004. Para que não haja dúvidas, hoje é Segunda-feira.

Apetece-me dizer o seguinte e, portanto, vou mesmo dizer a seguir o que me apetece dizer:

Abeijos e braços!

Minho

Há sítios muito bonitos em Portugal.


Pôr do sol no Mosteiro de Santa Maria de Bouro

E SE MUDARMOS PARA SEXTA FEIRA?????????

Ok???
Podem todos?
Beijos:)
T

Gaselzinho:))

Quinta consegues vir???
E Amélia!!!??
E tu, Maria? Se quiseres dormes em minha casa.
E tu Lau enteada????
Andreia e que tal apareceres?
E aos outros todos.....família, animais de estimação, leitores e quem quiser.
Devemos levar blocos....e comunicar por escrito:)
Ok?
Risos

O jantar fica adiado para quinta!!! às 20 horas!

Para mais gente conseguir ir, ok?
Logo escrevo a morada, hora e trajecto para ir lá ter!
Beijos
T

4 de janeiro de 2004

Triste, estou triste

Estou triste, tão triste.
Estou mesmo triste, tristíssimo.
Há muito tempo que não me sentia assim tão triste.
Hoje, o meu nome podia ser Tristão, e o apelido Tristeza.
Estou muito triste!

Incensos das vidas insensatas

Estava a pensar: tou rouquérrima. Roufenha, ronca e roncosa
Mas isto já passa acho eu.
Estava a pensar noutras coisas também.
No verbo devorar por exemplo, que tem tantas acepções possíveis.
Nem falo do engolir, porque estou rouca. O que interessa é expelir.
mas falo duma coisa com ar prazenteiro.
JANTAR DIA 6 DE jANEIRO.:))))
e noutra coisa falo e penso. saudades dos ausentes. proximidade dos presentes.
Vou pigarrear para dizer isto com voz decente.
Beijos.T

Ricardo sobrinho

Se descobrires uma que funcione bem e de graça, está à vontade e muda-a.
A Blogger Br já teve duas falhas. E parece que vai ser paga.
Se descobrires uma boa, muda o template e introduz.
Tb gostava mais da outra.

Referência à Concorrência (ou à Cooperação?)

Li agora mesmo este post da concorrência (ou será da cooperação?).

Achei incrível que um post como este tenha merecido tão poucos comentários. Trata-se de um dos posts mais inteligentes que já li na blogosfera. Inteligente pela dignidade das ideias e pela qualidade humorística do texto. Parabéns a quem o escreveu!

PP: A caixa de comentários de antes era melhor que a actual.

Risos

Nunca percebi muito bem isso do refluxo, mas também tenho.
Aliás desde que digo que tenho, quase toda a gente tem.
Mas só tomo comprimidos de uma cor!!!Risos
PS:.Esta porra do BlogSpot anda avariada né?

Doente, estou doente

Cá a mim, já passou a ressaca e só ficou a azia.
Dantes, andavam sempre as duas de mão dada. Se apanhava alguma bezaina, das valentes ou só um cheirinho, já sabia que, na manhã seguinte, lá andava agoniado e tonto, com aquela dor de cabeça e um fogo do diabo no peito.
Agora não. A ressaca, claro, reaparece sempre, impiedosa, mas rápido desparece. A azia, essa, foi deixando-se ficar, foi-se instalando à sua vontade e aparece em qualquer altura, por tudo e por nada.
E pronto, sou um doente!
Queixo-me ao outros, por tudo e por nada.
Tomo comprimidos e cápsulas, de várias cores.
Tenho Doença de Refluxo Gastro-Esofágico.



3 de janeiro de 2004

O swing (quase) perfeito

Naqueles momentos, como que tudo pára.
Os pés fincam-se no chão, o tronco arqueia-se, e os braços retesam-se.
Sentimos o soprar de brisa, leve, fresca. Sentimos o frémito do chão, macio, quente.
Sentimos-nos, a respiração que se esvai e o pulsar que abranda.
Há uma concentração absoluta, quase total. Só nós… só nós e a nossa vontade, toda a nossa vontade de voar que ali repousa. Só nós e a bola.
E de repente, como um raio, o movimento dispara, rápido e ágil
E de repente, como um trovão, o impacto rasga o silêncio.
E inicia-se o vôo, único, maravilhoso… o vôo perfeito.


...
Embora, muitas vezes, a puta da bola saia torta e enrolada. E vá cair, ingloriamente, 20 metros á nossa frente.

Sábado à Tarde

Sábado de Manhã

e.

Hum..afinal já estás na equipa..é só registares-te no blogspot com.
Sê inventivo.
Muitos nomes já foram gastos.
T
Também ando com uma dor de dentes num dos dentes de trás do lado esquerdo. Isto passa sempre para o maxilar porque tenho uma má distribuição qualquer da pressão no maxilar e de tempos a tempos começa a doer-me imenso. Aulins e Brufens esta semana já perdi a conta. E agora que me lembram de dentistas, a última vez que estive num, era fim de tarde e em frente da cadeira onde estava nessa tal posição meio sentado meio deitado estava a janela que dava para a rua a receber aquele sol tardio e fraco que já não arde os olhos. Via-se o prédio do outro lado da rua, o sol na parede pintada, o sol nos vidros, o sol reflectido era uma coisa bonita. Apeteceu-me escrever, obviamente que não podia, tentei reter mas a minha memória é tramada e nada dura muito aqui dentro (da minha cabeça). Bom, seja como for era uma coisa bonita. Tinha chegado ao dentista depois de uma pequena viagem do comboio e deve ter sido o pó no ar da época (início de verão ou perto) que me deixou sonolento e mole e cansado. De modo que olhava para a rua pela janela e a vontade de adormecer era imensa. Aquele sol de fim de dia estava a provocar-me, já sentia os olhos pesados. E tudo isto com as mãos do dentista, da assistente, o pequeno espelho, uma broca, e um aspirador eternamente mal colocado dentro da boca. Anestesiou-me mais o sol que as injecções todas que me deu... deve ter sido de tanto sono que não senti muito. Mas lá tive sorte e aguentei-me. Adormecer na cadeira teria sido ridículo (ou talvez mortal). Mas somos ridículos todos os dias, pelo menos eu, e como a minha vida ainda vai longa pela frente isto seria um detalhe insignificante. Mas felizmente aguentei-me.

2 de janeiro de 2004

Afinal...

... o dia não foi assim tão bom, tinha-me esquecido que tinha que ir ao dentista.
Não gosto nada de ir ao dentista.
Em primeiro lugar porque os dentistas são médicos e eu conheçoo bem as suas manhas. Depois, porque ficamos naquela posição incómoda, meio deitada, meio sentada, de boca escancarada e sem saber o que fazer às mãos. E ali ficamos, boquiabertos e indefesos, a ver o mundo de pernas para o ar, sempre à  espera da próxima investida. Mais que não gostar, detesto ir ao dentista!
Além disso, há o barulho da broca. Aquele vrreeeeeeiiiiii fininho... irritante... penetrante. Nunca sou capaz de deixar de pensar que aquela geringonça, por descuido ou maluquice do barbeiro, pode desatar a furar por ali acima e só parar quando estiver a escarafunchar no cérebro... ou, ainda pior, no globo ocular. Odeio, odeio mesmo ir ao dentista.
E por fim são os suores frios, nas costas, nas mãos, nas temporas... suores frios e quentes, e mornos também. E tremem-me as pálpebras, os lábios, às vezes o corpo inteiro. E fico com dores de barriga, muitas dores de barriga. O que tenho afinal, é pavor de ir ao dentista!

Mas desta vez tinha que ser... o dente, um pré-molar já tratado alguns anos atrás, vinha-me a doer bastante desde há 1 mês. Já desconfiava que devia ter algum abcesso, lá para a raiz do dente, quer pelo inchaço que passava da gengiva para a bochecha, quer pelo odor fétido do líquido verde e espesso, que me ensopava a almofada.
Logo nas primeiras brocadelas a minha impressão confirmou-se. De repente, foi como se abrisse um dique: a enorme pressão que sentia debaixo do olho esquerdo começou a aliviar, da minha boca sairam jorros de pús quente que inundaram a sala de um cheiro náuseabundo.
Eu sorri e vi os olhos do dentista a esbugalharem-se, e os da ajudante a revirarem-se. Em seguida esta, que estava grávida, gemeu e desmaiou. O dentista sentiu-se náuseado, sentou-se e vomitou. Eu levantei-me, leve como uma pena, e disse: que alívio! Estava curado...
Quando saí, a recepção estava vazia, não paguei nada.
Não gosto nada de ir ao dentista.

De mão dada

com o meu pai , percorri o El Prado todo.
Eu era pequena e redonda e ele comprido e de passada larga.
Fez-me gostar do Goya, do Velazquez e do El Greco.
Por vezes parava e dizia. É este que deves ver.
Este nunca vi, mas a imagem dele tem a ver com tudo ou com nada.
Quem sabe?

Afinal...

... o sol sempre entrou!
Gostei deste primeiro dia de trabalho de 2004. Por duas coisas: pelo sol que brilha, e por não ter trabalhado.

1 de janeiro de 2004

Verdade

Jantar dia 6 de Janeiro. 20 horas!!!
4 pessoas confirmadas..risos.
Quem precisar de dormida eu alojo.
beijos

Hoje

Estive a falar de blogs ao jantar.
Outra blogadora. Mas não digo quem é.
é bom não parecermos um alien em casa de amigos.
eu sei que os comentários são pirosos.
se
arranjarem outros, agradeço..risos..espero..de graça e que funcionem.
Beijos
T

01/01

E já estamos deste lado. Na estrada morreu pelo menos um bebé de dois meses, segundo as notícias. O Zoe dá no seu sítio notícia de que o planeta continua irracional, obrigado. Ontem à noite comi e bebi e alimentei a família e lavei loiça. O fogo de artifício, nos conselhos limítrofes a Lisboa, evocava mísseis sobre cidades em desertos. Lembrei-me do Saint-Exupéry: Senti no coração o peso do mundo, como se fosse responsável por ele. A solidão rodeou-me.

Hoje foi bom passar algum tempo a ver Tom e Jerry no Cartoon Network. Nada como gostos simples. O dia, lá fora, cinzento como o estado de espírito do mundo ocidental. O cenário parece perigosamente uma mistura de 1984 e Farenheit 451.

Amanhã, viagem para lavar a alma no Minho. Terras de Bouro, Amares, Gerês. Ainda há pequenos paraísos à mão.

De extremos.

Se é verdade que passei uma bela meia noite, tristeza é a primeira coisa que sinto em 2004. Isto porque o telejornal foi a primeira coisa que vi em 2004. Não aconselho.
Se é verdade que foi tudo muito bonito, o contra-peso de tanta felicidade e alegria deixa-me em baixo, a mim, que geralmente não me altero com guerras, com tragédias, com etc.
Para não repetir as coisas que já estou cansado de pensar, escrevo uma palavra só: esta.

Para que ninguém tome isto como publicidade, se tiverem qualquer coisa a comentar, pode ser aqui.

Domingos ressacados

Perdão..não são domingos..é feriado.
O primeiro dia de 2004.
Desejamos tanta coisa nesta época, para nós e para os outros.
Iniciamos resoluções. Empreendemos.
Ano Novo é mudança.......
Esperemos que sim:)
Agora o ano ainda está com restinhos de fita cola de ter sido desembrulhado à pressa.
Esta é para dizer que gosto muito de nós todos:) Claro..pois gosto de mim também!!!
Beijos
T

Ano Domini 2004

Ora cá estamos, já do outro lado, no Ano Novo
Ontem foi um dia calmo:
De manhã, o hospital estava como habitualmente, apenas mais vazio de gentes e doentes.
Fizemos um pequeno almoço no Serviço, onde desejámos o melhor 2004 para todos.
De tarde, estive em casa a tomar conta dos miúdos e a não fazer nada.
Tentei aqui vir para postar qualquer coisa, mas o blogger esteve sempre em baixo.
Fui jantar/cear a casa de um amigo meu e, foi aí, que ouvi as doze badaladas.
Bebi um pouco demais (costume)… e hoje estou com azia.
Como vêem, foi um dia muito normal…
Mas o que aqui me trouxe foi desejar a todos um bom 2004 e, acima de tudo, que seja diferente dos que já passaram. Que imaginem novas coisas, que conheçam novas pessoas, que viagem a novos sítios, que saltem novos muros… e, como disse o ABS, que estejamos daqui a 100 anos a brindar aos Anos Novos.

PP: vejo que estamos sem comentários… isto é que é um blog problemático!

PPP: tenho uma charada que não sei resolver: 1.4.14.17.14.-14 Quem me ajuda?

31 de dezembro de 2003

Feliz 2004

Mesmo a gente sabendo que o ano novo não passa de uma convenção administrativa, e que, do ponto de vista cósmico, não há diferença entre 2003 e 2004, façamos uma concessão ao conjunto de superstições que chamamos de tradição, e torçamos para que este ano entrante seja macio e sem demasiados solavancos. Que nos traga dinheiro, amor, barriga cheia e saúde (ou, se não trouxer, que pelo menos não nos tome o que já temos).

No mais, eu confesso que sou completamente a favor das tradições que me divirtam. Nesta noite vou beber a valer, vou comer tudo o que conseguir, e gritar e pular nas horas certas. É bem verdade que de nada adianta, e que, a rigor, tudo são desculpas para a farra. Aceito, concordo, e me esbaldo do mesmo jeito. E assim desejo que todos se esbaldem à grande, e divirtam-se e se embebedem, e amanhã, de ressaca e parecendo que têm a testa alguns quilômetros adiante dos olhos, dêem de cara com suas casas alegremente desarrumadas, e deixem tudo para arrumar na sexta-feira, até porque há uma lei internacional que diz que é crime trabalhar em primeiro de janeiro (e se não há tal lei, façamos de conta que há - e comecemos a inventar uma nova tradição).

30 de dezembro de 2003

Fim d'ano (II)

Desde que se deu o famoso apagão do conhecido blog DiasQueVoam que me pus a fazer o meu balanço do ano. Sinto-me um pouco estúpido, mas não sou capaz de resistir a esta mariquice, esta de fazer o balanço do ano.
Isto porque acho uma parvoice chegar ao primeiro minuto de 1 de Janeiro e ficarmos todos felizes, aos pulos e a comer passas, pelo novo ano que chegou. Isto só porque um Papa Julião qualquer-coisa, no século XIV, pegou no calendário, tirou anos ali, meteu dias aqui, e sentenciou que o ano mudava neste frio dia de Janeiro. Isto porque a data lógica para mudar de ano seria o Equinócio da Primavera, lá para 21 ou 22 de Março... ou, quando muito, o Solstício de Inverno e aí já estávamos num novo ano, desde antes do Natal.
Então porque é que não resisto? Sei lá... hábito, mania ou teimosia, sei lá!
Então vamos lá, Ano da Graça de 2003:
Em primeiro lugar, o ano voou. Mas isso já é costume...
Em segundo lugar, teve quatro coisa boas. Por ordem cronológica: Voltei para casa; Comecei a participar no blog; Comprei um carro novo; Decidi entrar em dedicação exclusiva.
Por último, as coisas más: As hemorróidas não param de chatear-me; O Benfica não foi campeão; As dívidas não param de aumentar.
Planos?... como vou fazer quarenta anos, acho que é altura de ter juizo e deixar-me de planos.
Pronto!

Fim d'ano

Passou a noite e o dia nasceu risonho, cheio de sol.
Cada vez mais, os estados de alma andam ao ritmo deste saltitar entre o claro e o escuro.
Embora a meia-noite de amanhã seja uma meia-noite como outra qualquer, e a dita passagem seja uma mera convenção,...sinto-me preparado para o novo ano. Que venha ele!

28 de dezembro de 2003

Como nem tudo são tristezas…

… recebi um mail, de um colega meu, onde me dava notícia de um estudo muito prometedor. Embora ponha as minhas dúvidas sobre a qualidade científica do trabalho, pois a revista “Friday's Journal of Medical Research” nem consta das bases de dados médicas, aqui vai um pequeno resumo:
“The reasearch consisted of two groups, 6,246 women ages 25 to 45 who had performed fellatio and swallowed on a regular basis over the past five to ten years, and 9,728 women who had not or did not swallow. The group of women who had performed and swallowed had a breast cancer rate of 1.9 percent and the group who had not, had a breast cancer rate of 10.4 percent.”
É notável, tamanho efeito protector de tão simples acto… o que me leva a chamar a atenção, do meu colega explicador, para que passe a difundir esta excelente medida de saúde pública!
Mas, mesmo que não acreditemos nestes números ou que, sensatamente, julguemos que não passa de mera coincidência, sempre podemos ir seguindo o conselho dos autores, como quem não quer a coisa:
"Only with regular occurance will your chances be reduced, so I encourage all women out there to make fellatio an important part of their daily routine," said Dr. Helena Shifteer, one of the researchers at the University. "Since the emergence of the research, I try to fellate at least once every other night to reduce my chances."

27 de dezembro de 2003

Coração Vermelho (+1) – Ódios de estimação

Sim eu sei, eu sei que devem estar a estranhar! Devem estar a estranhar, e de certeza numa triste melancolia, os milhares de adictos aos meus posts “Coração Vermelho”.
Logo agora que tinha prometido destilar o meu ódio pelo Pinto da Costa e pelo Mourinho...
Mas veio Dezembro e a chuva, depois veio a época natalícia e os bons sentimentos, e nada me saiu.
Aproveito a calmaria do dia e vou tentar arremendar qualquer coisa.
Pinto da Costa... bom!... Poderia dizer que para mim é a origem de todos os males, uma espécie de diabo azul, por assim dizer. E dito isto, estaria tudo dito! Mas não, tenho que confessar uma coisa: houve uma altura, numa fase confusa da minha vida, em que o admirei. Parecia-me bom estratégo e organizador, bom mobilizador de vontades, possuidor de uma ironia mordaz, e até declamava com emoção o “Cântico Negro” do José Régio. Hoje em dia, quando me lembro disso, tenho vergonha de mim... regularmente (uma ou duas vezes por mês) açoito-me nas costas, até a carne estar bem vivinha. E então, sinto-me redimido!
Mourinho... arghhh!... Só digo que cada vez que aparece na televisão, com aquele ar de cagão enjoado, começo-me a babar, o meu corpo é assaltado por tremores catatónicos e desato a gritar sons imperceptiveis. O meu filho chora, a minha filha reza e a minha mulher chama o 112. No hospital já me conhecem e a coisa só passa quando me benzem, com uma pequena águia de prata.

PP: Então agora desapareceram todos...?

Os três de sempre!

O Palácio Amarelo, a Sé e o Castelo. Sempre inseparáveis!

26 de dezembro de 2003

Hoje é sexta-feira...

... e as férias vão acabar.

Estou na sala, ainda silenciosa, ainda fria da manhã. À minha volta, três crianças brincam com os pequenos e grandes presentes que receberam do Pai Natal. Gritei-lhes, e puseram os terríveis GameBoys XPTO em modo silencioso.
Os mais velhos não sei por onde andam... uns a dormir, outros na cozinha, acho eu. O que é importante, é que não estão aqui e não fazem barulho.
Pois é, barulho!... acaba por ser uma das recordações mais vivas que me ficam, na ressaca das festas familiares.

Mesmo antes de pegar no portátil, enquanto fumava o cigarro da manhã, pensava na dinâmica destes natais familiares. Dos ambientes que mudam, das personagens que entram, das que saem, das brigas e amuos, das lágrimas e gargalhadas... Notei que este Natal de hoje, já é muito diferente daquele que conheci há 20 anos.
Lembrei-me que está quase a altura, de me caber a mim, a missão de continuar com o Natal... Se calhar é isso que é ser Pai Natal: manter as festas e tradições que fazem uma família.
Será que conseguirei?

25 de dezembro de 2003

Passou o Natal

Nunca é muito diferente. Estamos só um pouco mais velhos, cada ano que passa.
Os sobrinhos, que eram crianças ,são agora homens e mulheres. E já bebem como a gente.
Depois há aquelas coisinhas de todas as famílias..boas e más. A que estamos habituados.
O meu Natal é sempre sui-generis...até às 5 de da manhã de 25 e partir das 9 estou de plantão.
Aí relaxo, deixo a resssaca abrandar, vejo e namoro as prendas.
Estava a ver o tal Booker Prize 2003. Vai para a pilhinha de livros de espera.
Hoje já fui a um prédio a cair. Os inquilinos, que ainda resistem,são todos idosos. De roupão azul bebé ,algumas senhoras.
Comprei um presente que fez um sucesso estrondoso. Um aquário tipo candeiro com peixes a passarem sempre diferentes.
Amanhã todos querem ir comprar aquela coisa, que foi achada numa loja meia de chineses. meia de 300.
Há objectos que inesperadamente fascinam.
Terça quando vinha para casa do trabalho, estive a ouvir as tristezas dum motorista. Esse não ia ter Natal. Nem prendas. Também era um bocadito resmungão e ressaibiado.
Agora começa a cena da passagem de Ano.....E eu com desejo de sol, mar e esplanadas.
Estou a ressacar muito este Inverno.
É Amélia..a MRP é baixinha e tem um visual absolutamente normal.
E vou continuar a ressacar, à espera de uma outra chamada. Espero que não. Está frio, brrrrrrrr.
Beijos.
PS: Desconfio que os pais do Gasel deitaram abaixo o poste telefónico que servia a zona:) Ou o telefone vem por onde?
De qualquer forma, acho que tomaram providências:) risos

24 de dezembro de 2003

Natal

Que estejam quentinhos, onde quer que estejam. Que quem não está venha a estar.
Sempre.





Natal, e não Dezembro

Entremos, apressados, friorentos,
numa gruta, no bojo de um navio,
num presépio, num prédio, num presídio,
no prédio que amanhã for demolido...
Entremos, inseguros, mas entremos.
Entremos, e depressa, em qualquer sítio,
porque esta noite chama-se Dezembro,
porque sofremos, porque temos frio.

Entremos, dois a dois: somos duzentos,
duzentos mil, doze milhões de nada.
Procuremos o rastro de uma casa,
a cave, a gruta, o sulco de uma nave...
Entremos, despojados, mas entremos.
Das mãos dadas talvez o fogo nasça,
talvez seja Natal e não Dezembro,
talvez universal a consoada.

David Mourão Ferreira, 1962

Bom Natal.

Já desejaram tudo...:)
Divirtam-se:)
Estejam com quem e como desejarem estar.
Muitos beijos. Até à MRP-...Bom Natal:) Risos
Viste ABS?

:)

FELIZ NATAL

Até sexta:)

Santa Claus Is Coming To Town

Oh! You better watch out,
You better not cry,
You better not pout,
I'm telling you why:
Santa Claus is coming to town!

He's making a list,
Checking it twice,
Gonna find out who's naughty or nice.
Santa Claus is coming to town!

He sees you when you're sleeping,
He knows when you're awake.
He knows if you've been bad or good,
So be good for goodness sake!

Oh! You better watch out,
You better not cry,
You better not pout,
I'm telling you why:
Santa Claus is coming to town!

Uma prenda para apreciadores

O copo de whisky. O genuíno. O próprio.



Pode ser encontrada a descrição aqui.

Ofereceram-me um. Vou estreá-lo.

Cheers!

23 de dezembro de 2003

Obrigada Pai Natal!!!

Que nos trazes um tão divinal bolo rei....
Miam miam...
E a Errezinha coitada foi desterrada para embrulhar prendas:)
Eu estou a mirar o bolo a ver se descubro a prenda:)
Beijos Pai Natal:)))
PS: Na próxima traz uma garrafinha também:)

Relatividade e distanciamento

De facto a relatividade é uma verdade absoluta... e os dias voam de facto.
Estou eu aqui, neste doce remanso, neste contínuo comer de azevias, neste pacato não fazer nada, que me chego a convencer que o tempo passou. Mas ligo o computador e vejo que, lá fora, no mundo, o tempo não pára... os post sucedem-se num ritmo vertiginoso, numa contínua troca de ideias e opiniões que não se compadece da minha letargia.

Ora é evidente que, qualquer pessoa, pode dizer que um livro (ou qualquer coisa) é má. Mas também é óbvio, quanto a mim, que pode não ter razão... acho que a coisa mais justa que podemos dizer sobre uma obra é, simplesmente, se gostamos ou não gostamos.
Serve isto para trazer de novo a MRP. Sobre a senhora tenho a declarar duas coisas: não sou apreciador dos livros que escreve; nunca comprei um livro dela (só incentivei outros a comprarem, para eu poder ler).
No entanto reconheço uma coisa: falta-nos distanciamento para termos uma opinião mais formada sobre o que escreve. Não querendo fazer comparações, muitos artistas não foram reconhecidos como excelentes, na sua época. Eça de Queiróz limitou-se a escrever histórias banais sobre o dia-a-dia do seu tempo, nada de muito profundo ou cabalístico. Monet começou a pintar triviais cenas e paisagens do quotidiano, nada de pinturas com grandiosos motivos histórico-religiosos
O livro que estou a ler agora, “O Paraíso na Outra Esquina”, fala precisamente de um pintor, o Paul Gauguin. Este, era um bêbado devasso e um fornicador sifilítico, que teve a triste ideia de ir procurar o paraíso nas ilhas do pacífico. Foi nessas ilhas, onde não encontrou o paraíso, que pintou os seus melhores quadros mas que, na altura, foram considerados devaneios de louco.

PP: Não me levem à letra...

PPP: Já agora aproveito e digo que, em relação a esta coisa a América, falta-nos o mesmo, o distanciamento. Aconselho o post do Dicionário do Diabo sobre o assunto.

PPPP: As minhas prendas estão atrasadas... não se chateiam se chegarem depois do Natal, pois não?

Tenho saudades do Al Berto

Poeta alegre, bom contador de histórias de quase de não se acreditar nelas, com um sorriso que nos ficava cá dentro.
Depois a poesia. A força. A pesada história de vida. A hipersensibilidade.
Dizem ou li em qualquer lado que os hipersensíveis não são sentimentais. E que os sentimentais são insensíveis.
Já sei onde li, mas interessa pouco. Classifico-me na primeira categoria.
Com muitas saudades de ir ao Bairro Alto e ouvir o Al Berto ou dançar com ele no Frágil. Copo na mão.
Há pessoas que nos seduzem para sempre.

e de Prenda..o Al Berto

Truque do Veneno

ofereço-te uma laranja
tenho sempre laranjas escondidas no fundo das algibeiras
berlindes como olhos assustados de pantera, cordéis encerados
bons para estrangular
lâminas doces para abrir sinais de vida sobre a pele
e uma faca quebrada que me ajuda a recordar alguns nomes de cidade

o pior é que nos jogos de laranjas, mesmo nos mais difíceis
quem PERDE GANHA
sabemos que o veneno age sempre dos pés para a cabeça
estonteia
espero, atento à última convulsão

mais tarde, desato o cordel
retiro a faca profundamente enterrada, recuo um pouco
contemplo o sangue e a obra, esvazio as algibeiras
substituo os objectos, descalço as luvas
apago as impressões digitais, falsifico as fotografias
lavo demoradamente o sangue e o esperma da boca
saio para a rua, clandestino
procuro outro puto tardio pela cidade
seduzo-o com a imagem deslavada de uma laranja, recomeço
o inocente jogo

(O Medo)

Paixão e Opinião

"Presque toutes les opinions humaines sont des passions"
Dussault
Tenho dito:)

Unicórnios

Mi Unicornio azul ayer se me perdió,
pastando lo dejé y desapareció.
Cualquier información la voy bien a pagar,
las flores que dejó, no me han querido hablar.
Mi Unicornio azul ayer se me perdió,
no sé si se me fue, no sé si se extravió.
Y yo no tengo más que un Unicornio azul.
Si alguien sabe de él, le ruego información,
cien mil o un millón yo pagaré.
Mi Unicornio azul se me ha perdido ayer,
se fue...

Mi Unicornio y yo hicimos amistad,
un poco con amor, un poco con verdad.
Con su cuerno de añil pescaba una canción,
saberla compartir era su vocación.
Mi Unicornio azul ayer se me perdió,
y puede parecer acaso una obsesión,
pero no tengo más que un Unicornio azul
y aunque tuviera dos, yo solo quiero aquel.
Cualquier información la pagaré.
Mi Unicornio azul se me ha perdido ayer,
se fue...

Silvio Rodriguez, 1982

Through the looking glass

It didn't hurt him,' the Unicorn said carelessly, and he was going on, when his eye happened to fall upon Alice: he turned round rather instantly, and stood for some time looking at her with an air of the deepest disgust.

`What – is – this?' he said at last.

`This is a child!' Haigha replied eagerly, coming in front of Alice to introduce her, and spreading out both his hands towards her in an Anglo-Saxon attitude. `We only found it to-day. It's as large as life, and twice as natural!'

`I always thought they were fabulous monsters!' said the Unicorn. `Is at alive?'

`It can talk,' said Haigha, solemnly.

The Unicorn looked dreamily at Alice, and said `Talk, child.'

Alice could not help her lips curling up into a smile as she began: `Do you know, I always thought Unicorns were fabulous monsters, too! I never saw one alive before!'

`Well, now that we HAVE seen each other,' said the Unicorn, `if you'll believe in me, I'll believe in you. Is that a bargain?'

`Yes, if you like,' said Alice.

Não convém julgar as coisas pela aparência

P: A literatura «light» desvia as pessoas de reflexões mais profundas?

R: Tenho dificuldade em dizer onde começa e termina o literário. Quando se fala de literatura light, fala-se de obras que em vez de questionarem os sentidos da humanidade aceitam o que está aceite apenas para contar uma história; é a utilização da literatura como divertimento no sentido mais restrito.

Lídia Jorge – Entrevista por Maria Augusta Silva


P: Escrever, se não ajuda a mudar o mundo, pelo menos exorciza certos fantasmas. Sobretudo neste caos em que vivemos actualmente. Concorda?

R: A literatura não tem força, infelizmente, para mudar o mundo. Mas penso que, embora numa pequena escala, que é a escala individual, escrever talvez ajude a mudar alguma coisa. Em primeiro lugar, modifica seguramente aquele que escreve, tornando-o mais consciente de si próprio e daquilo que o rodeia. E depois é o leitor que é convidado (ou arrastado) a fazer o mesmo percurso, seguindo os mesmos passos. O nosso grau de conhecimento do mundo e da vida está relacionado com o número de livros que assimilámos. Acredito que a maioria das pessoas seriam intelectual e humanamente mais ricas se lessem mais um pouco.

Teolinda Gersão – Seixo Review, Artes e Letras


P - Será uma visão feminista?

R - Estou me nas tintas... que o chamem. Eu sou uma mulher e falo de mulheres, então eu sou feminista? É simplesmente conversa de mulher para mulher, não é para reivindicar nada, nem exigir direitos disto ou daquilo, porque as mulheres têm um mundo só delas e é isso que eu escrevi, e espero que isso não traga nenhum tipo de problemas, porque há ainda pessoas que não estão habituadas e não conseguem ver as coisas com isenção.
O livro tem uma mensagem escondida: as mulheres, de mãos dadas, podem melhorar o seu mundo - foi o que aconteceu ao longo da história. Fizeram das diferenças um mosaico belo e melhoraram as suas vidas.


Paulina Chiziane – Entrevista concedida a Rogério Manjate


Sou muito pouco participante das idéias feministas, desse provincianismo feminista que existe e que se desenvolve por toda a parte, hoje. Considero a mulher um ser muito mais invulnerável que o homem, o homem é muito mais vulnerável.

Agustina Bessa Luís – Entrevista concedida a Artur Portela, citada aqui

Alice

E com o sorriso do Cheshire cat lembrei-me da música do Tom Waits sobre a Alice

Alice

It's dreamy weather we're on
You waved your crooked wand
Along an icy pond with a frozen moon
A murder of silhouette crows I saw
And the tears on my face
And the skates on the pond
They spell Alice

I disappear in your name
But you must wait for me
Somewhere across the sea
There's a wreck of a ship
Your hair is like meadow grass on the tide
And the raindrops on my window
And the ice in my drink
Baby all I can think of is Alice

Arithmetic arithmetock
Turn the hands back on the clock
How does the ocean rock the boat?
How did the razor find my throat?
The only strings that hold me here
Are tangled up around the pier

And so a secret kiss
Brings madness with the bliss
And I will think of this
When I'm dead in my grave
Set me adrift and I'm lost over there
And I must be insane
To go skating on your name
And by tracing it twice
I fell through the ice
Of Alice

And so a secret kiss
Brings madness with the bliss
And I will think of this
When I'm dead in my grave
Set me adrift and I'm lost over there
And I must be insane
To go skating on your name
And by tracing it twice
I fell through the ice
Of Alice
There's only Alice

22 de dezembro de 2003

Eu fui do MRPP

Quando eu era miúda os meus irmãos eram do MRPP. Eu fui por solidariedade. Vi comicios, ouvi a mulher do Arnaldo Matos a tocar a Internacional no seu pianito.
Agora valha-me Deus....discutir a MRP? Sei lá! Acho uma tão grande perca de tempo.
Vi agora que a minha sobrinha rainha dos bichos anda aqui a comentar:) E boazinha:) Só podia...
Ora bem.....questionavam-me sobre a linha editorial deste blog..e eu respondi...apenas a de não ter nenhuma.
O que significa que tudo é falável e questionável. E pesem-nos os afectos. Ponderem-se as lembranças. Tudo é possivel.
O que exige encaixe...ah pois exige...
Há mulheres que escrevem, tocam, cantam e exprimem o que existe de melhor.
Não vou ficar preocupada com o que acho fraco.
Vou ficar feliz com as que me completam e me trazem algo de novo. Nalguns casos é uma resposta cultural ou quejandos . Noutros ainda é apenas ( ou muito) o afecto puro que tenho à minha querida Joaninha,
Pode-se amar de muitas formas. Mas não consegui ainda estabelecer laços com o que acho gratuito e artificial. Tipo MRP.
E não vou falar mais do assunto.

Ainda a MRP

Tá bem, sou chato. Admito. Ainda por cima, alegadamente sem sentido de humor. Nesse caso gostaria que comentassem estes fragmentos de entrevista.


P: A literatura «light» desvia as pessoas de reflexões mais profundas?

R: Tenho dificuldade em dizer onde começa e termina o literário. Quando se fala de literatura light, fala-se de obras que em vez de questionarem os sentidos da humanidade aceitam o que está aceite apenas para contar uma história; é a utilização da literatura como divertimento no sentido mais restrito.

P: Escrever, se não ajuda a mudar o mundo, pelo menos exorciza certos fantasmas. Sobretudo neste caos em que vivemos actualmente. Concorda?

R: A literatura não tem força, infelizmente, para mudar o mundo. Mas penso que, embora numa pequena escala, que é a escala individual, escrever talvez ajude a mudar alguma coisa. Em primeiro lugar, modifica seguramente aquele que escreve, tornando-o mais consciente de si próprio e daquilo que o rodeia. E depois é o leitor que é convidado (ou arrastado) a fazer o mesmo percurso, seguindo os mesmos passos. O nosso grau de conhecimento do mundo e da vida está relacionado com o número de livros que assimilámos. Acredito que a maioria das pessoas seriam intelectual e humanamente mais ricas se lessem mais um pouco.

P - Será uma visão feminista?

R - Estou me nas tintas... que o chamem. Eu sou uma mulher e falo de mulheres, então eu sou feminista? É simplesmente conversa de mulher para mulher, não é para reivindicar nada, nem exigir direitos disto ou daquilo, porque as mulheres têm um mundo só delas e é isso que eu escrevi, e espero que isso não traga nenhum tipo de problemas, porque há ainda pessoas que não estão habituadas e não conseguem ver as coisas com isenção.
O livro tem uma mensagem escondida: as mulheres, de mãos dadas, podem melhorar o seu mundo - foi o que aconteceu ao longo da história. Fizeram das diferenças um mosaico belo e melhoraram as suas vidas.

Sou muito pouco participante das idéias feministas, desse provincianismo feminista que existe e que se desenvolve por toda a parte, hoje. Considero a mulher um ser muito mais invulnerável que o homem, o homem é muito mais vulnerável.

Esta é a melhor!! Pena ainda não ter publicado:)


O que diz

"Reajo muito bem aos desafios e gosto muito de viver com certos riscos".

"Eu não facturo a minha imagem, não ganho nada por aparecer. E olhe que já me propuseram de tudo, até promover linhas de jóias e fazer programas de televisão.» Lili insiste que, apesar de saber que toda a gente diz o contrário, nunca ganhou um tostão por ir às festas para que é convidada. «Não admito que digam que estou à venda.» Mas também reconhece: «Sei que a minha presença na festa de uma discoteca, por exemplo, pode fazer com que o dono cobre de entrada cinco mil escudos, em vez de mil".

In Expresso 1/12/2000

"A juventude de hoje vive num mundo materialista onde as pessoas querem viajar, viver bem, ir a bons restaurantes. O "amor e uma cabana" é, sem dúvida, uma utopia".

In Lux, 12/2/2001


"Não me atrai nada ver um homem no supermercado. Fui educada assim. Para mim o homem continua a ter o pelouro das finanças e não o da lida da casa".

In Lux 12/2/2001

"Acho que sou uma pessoa muito simples, quase ingénua. Conheço-me muito bem, porque já fiz muitas viagens ao interior de mim mesma e vivo vinte e quatro horas comigo. Acho que sou uma pessoa frontal, corajosa, sincera, impulsiva, determinada, digo aquilo que penso na altura própria e no timming certo, sem olhar às consequências. Exponho-me muito, abro-me e, quando a gente abre o coração, sofre as consequências. Tenho sofrido as consequências de me ter tornado conhecida do grande público".


"Ainda vivo com a esperança de encontrar a minha alma gémea. Isso nunca aconteceu, mas se depois dos 50 for chegada a altura, agradeço a Deus porque o amor é das coisas mais bonitas da vida".

In Lux 12/2/2001

E a Maria João...



O que diz

«(...) desejei que as minhas filhas aprendessem com estes meninos das barracas o que é amar assim. Dar sem retorno. Sacrificar o nosso universo por alguém de quem gostamos de verdade. Não sei se algum dia vou ser capaz de agradecer este presente que a vida me deu.»
Por Teresa, em Virada do Avesso.

«O livro da Ana lê-se bem, é pequeno e tem letras grandes. Deve ser giro, a Marília diz que nos estamos sempre a ver ao espelho. tem graça, no outro dia perguntou-me se eu era feliz. Não sei! Mas acho que sim, pelo menos não tive um acidente como eles, e o Manel é um chato, mas é bom homem e gosta muito da filha. Às vezes irrita-me que deixe o frasco aberto e tudo desarrumado, parece-me que os homens são todos assim, outro que viesse a seguir ainda seria pior Outro? Deus me livre. ainda que o Manel ressone, corte as unhas dos pés para o bidé e deixe as boxers no chão, sempre é o pai da minha filha.»
Por Cláudia, em Acidentes de Percurso.

"(...) ainda não me considero uma escritora, pois, até lá chegar, tenho muito caminho a percorrer, muito que trabalhar e aprender...".
In CARAS, 22-09-2001

"Ainda não sei o que quero ser quando for crescida".
In programa Noites Interactivas, 23-05-2002

Esta também é maravilhosa....Pra não batermos só na MRP!!



O que diz

“É tão difícil escrever um mau romance, quanto mais um bom romance”
In www.mediabooks.pt, em Dezembro de 1999

“As pessoas gostam muito dos meus livros porque eu escrevo da forma como falo. Por outro lado, a publicidade em relação à escrita é como o pingue-pongue e o ténis, uma coisa destreina a outra. Tem que se submeter a criatividade à técnica”.
In www.meadiabooks.pt, em Dezembro de 1999

“Nós sempre passámos a vida a adaptar peças, desde Brecht a Beckett. Mas porquê?! Os portugueses também sabem escrever e têm jeito para estas coisas”.
In www.mediabooks.pt, em Dezembro de 1999

“A ideia [do livro “Desculpe Lá Mãe”] foi justamente partilhar a minha experiência com as outras mães. Muitas mães das amigas da minha filha, pura e simplesmente não partilham nada. Hoje em dia até existe uma rivalidade entre mãe e filha. Vivemos numa sociedade em que mães e filhas frequentam os mesmos espaços. Todas estas situações novas criam uma série de problemas e quando levadas ao extremo criam-se até casos complicados. Situações de ciúmes a nível de subconsciente e mães que boicotam os programas das filhas, no fundo por ciúme, pelo facto delas terem uma vida despovoada sexualmente ou afectivamente e as filhas terem sucesso. Então pensei: eu tenho uma excelente relação com a minha filha, sempre ouve diálogo entre nós. Porque não partilhar tudo isto?!”
In www.mediabooks.pt, em Dezembro de 1999

“Invisto muito no ritmo e sou muito preciosa a adjectivar. [Os meus livros] São escritos num fôlego só. Negativamente, acho que são escritos um pouco à pressa e não tenho muito tempo para amadurecer os meus livros. Por outro lado, estou atenta aos hábitos da minha geração. Invisto muito na clareza e na acessibilidade do discurso, porque as pessoas hoje em dia não têm tempo...”
In www.mediabooks.pt, em Dezembro de 1999

“Já recebi postais em casa que se dirigiam à filha do ministro. Eu era contratada por agências porque as pessoas pensavam que era ela e era eu. Entretanto eu tinha umas crónicas no “Semanário” chamadas “A Ferro e Fogo”, e ela faz um programa com o mesmo nome. A confusão foi aumentando de tal forma que se tornou insustentável. A verdade é que descobri que de facto somos aparentadas a nível de bisavôs, ou primos. Mas, ela podia ser minha filha, não percebo a confusão”.
In www.mediabooks.pt, em Dezembro de 1999

“Ouço histórias que acho fantásticas e depois esqueço-me que as pessoas existem e aproveito-as para as minhas crónicas...”
In Executiva, Outubro de 1999

“Não faço a psicanálise dos meus livros, mas acho que aquilo que se escreve é sempre um bocado autobiográfico, seja por experiência pessoal, seja por observação das coisas que se vê, testemunha ou sente”.
In Diário de Notícias, a 24 de Fevereiro de 1998

“[A Mulher] continua a ver o homem como um estrangeiro, como o outro, outro povo, outra raça, outra língua. Eu não conheço os homens. (...) Eles escondem-se, não falam de si próprios, têm uma resistência atávica à especulação psicológica. Nós somos muito mais cultas nos assuntos do amor.”.
In Diário de Notícias, a 24 de Fevereiro de 1998

“Quando somos capazes de nos levantarmos sozinhas, já ninguém nos derruba”.
In Executiva, em Outubro de 1999

“(...)Encontro no sexo um manancial de metáforas sobre a nossa natureza e diverte-me ver os mais sólidos e lúcidos indivíduos arruinarem imagem, carreira e família movidos por impulsos incontroláveis. Mas não só por isso: fui sempre rebelde a esta história dos tabus, por entender que são eles os responsáveis pelas taras mais perversas; toda a gente do mundo nasce pelo mesmo processo, desde o princípio dos tempos, na cama fazem-se sempre as mesmas cinco coisas, com ou sem riscos de fractura, e o que difere de pessoa para pessoa não são as acrobacias físicas, mas as mentais e oníricas. (Lembram-se da Mansfield? O que me interessa na carne é o espírito?) E aí, sim, dependendo da bitola estética de cada um, o sexo pode ser ordinário ou obra-prima”
In Diário de Notícias, a 14 de Fevereiro de 1999

«Se o John le Carré podia dissertar sobre a barba dos homens, por que razão não posso escrever sobre a menstruação e outros assuntos que têm a ver com a nossa vida?»,
In Executiva, em Outubro de 1999

“Nunca confundi talento com tiragens”.
In Executiva, em Outubro de 1999

“Sou uma operária diligente da minha felicidade. (...) A maioria das pessoas que conheço fica à espera que as coisas aconteçam”.
In Executiva, em Outubro de 1999





E o que diz a Margarida? Vamos ver!

O que diz...

«ele (...) continua sem atender o telefone em casa dela, onde vivem desde sempre, num ritual de cerimónia vetusto e bizarro que misteriosamente agrada aos dois»;
por Mariana em Sei Lá

«(...) aquilo que sonhamos e aquilo que a realidade nos dá não é nem nunca pode ser COINCIDENTE, que o amor raramente se sente da mesma maneira e quase nunca ao mesmo tempo (...)».
In, Não há Coincidências

«Acordo todas as manhãs com este zumbido e a certeza que não vais voltar. Cansada de me convencer que, apesar e acima do teu individualismo estava a tal inevitabilidade a que nos submetemos e chamamos amor, pensei que, com todo o amor que sentia por ti te iria suavizar e de alguma forma fazer parte do teu equilíbrio, tornando-me subtilmente indispensável. Helàs.
Nunca pensei enganar-me tanto. Mas só agora percebo que o teu amor por mim não foi uma inevitabilidade mas uma escolha. Alguém que te chamou a atenção e que um dia decidiste que querias atravessar, com a intuição certeira de um animal selvagem que procura refúgio temporário quando está cansado. Sei que não vinhas a fugir de nada, nem à procura de coisa nenhuma. Mas acho que, quando eras pequeno, te arrancaram uma parte de ti, e desde então ficaste incompleto e perdeste, quem sabe talvez para sempre, a capacidade de adormecer nos braços de alguém sem que penses no perigo de ficar na armadilha do carinho para todo o sempre.»
In, Alma de Pássaro

«Eu sou doidinha por marmelada. Deve ter a ver com as recordações de infância quando no fim do Verão depois de 3 meses a fio na quinta dos meus avós, a cozinha se enchia de panelões gigantes e os netos se sentavam à volta da mesa de pedra a descascar marmelos generosos e sensuais. O tamanho dos panelões era impressionante e eu imaginava sempre o um batalhão de Joões Ratões perdidos lá dentro, à roda sem parar, empurrados para a direita pelo movimento regular e sincopado da enorme colher de pau à medida que a fruta amolecia e cozia sob o lume brando e paciente».
In www.clix.pt

"A minha mãe é a pessoa mais sensata e equilibrada que conheço".
In revista VIP, 2/5/2001

"O que me faz voar, sonhar, imaginar, o que me dá força é o coração".
In revista VIP, 1/8/2001

"Tinha um lema que era: aquilo que não nos mata torna-nos mais fortes. Agora tenho outro: quanto mais se dá mais se tem. Com o anos suavizei, fiquei menos combativa adoro dar".
Idem

Imaginação

A imaginação é, talvez, a última grande aquisição evolutiva do homo sapiens.
Foi essa extraordinária capacidade que nos fez passar a ser algo mais que macacos espertos. Nascemos com essa habilidade única de imaginar tudo aquilo que quisermos; de imaginar como seria, se fosse assim; de imaginar como seria, se não fosse assim; de imaginar aquilo que ainda ninguém imaginou.
Imaginem, se não soubéssemos imaginar!

Crónicas da Inês (+1)

Por ela, fiquei a saber que está em curso a emancipação masculina, centrada essencialmente na luta de um lugar de relevo na área dos afectos. Fiquei também a saber que nós, homens desvalidos, temos conseguido importantes vitórias nos últimos anos, em especial uma: o reconhecimento da “paternidade”.
Mas os nossos filhos continuam a sofrer... os nossos rapazes continuam a ser castrados e segregados. Nunca poderão brincar com um Nenuco, ou um barco-piscina da Barbie!
Vá lá, ainda faltam dois dias.... é facil, é só voltar às lojas e pedir para trocar aqueles estúpidos Action-Men ou B-Bladders.

PP: estava a pensar nas censoras do nosso blog... eh, eh! Já li dois livros da Margarida, “Não há Coincidências” e “Alma de Pássaro”. Não fiquei nada impressionado, mas também não me senti burro!

nota: este post é a sério!

21 de dezembro de 2003

Domingos, ricos domingos

Está a ser um bom Domingo:)
Agora vou fazer o almoço e descansar :)
O meu bairro começa a parecer-se com uma cidade de província.
E eu estou aqui parada e em vez de escrever, penso noutra coisa.
E vai uma boa máxima:)
" L´habitude , qui flétrit certaines impressions, en rend d´autres infiniment plus vives"
Diderot