14 de abril de 2012

Cimento armado

Sempre adorei lavar a roupa num tanque. Coisas de miúda. A sabonária fazia-me feliz, enquanto esfregava vigorosamente  a roupinha das bonecas. Em 1934 elogiavam este artefacto e chamavam-lhe lava-roupas. Custava cinquenta escudos e representava providência e economia. Agora deitam-nos fora e representam lixo. Cheira-me que virá um dia que irei adoptar um.

3 comentários:

Luísa disse...

Lá em casa há um desde... sempre. Lembro-me de a minha mãe lavar os cobertores com os pés (literalmente) dentro de um tanque semelhante, pois eram pesados demais para o fazer com as mãos.

Até que finalmente houve dinheiro para uma máquina de lavar. Depois que a tecnologia chegou lá a casa a minha mãe começou a usá-lo com menos freuência, mas ainda hoje adora chapinar por lá. Ao ponto de o levar atrás dela quando mudou para a casa nova. Apesar das críticas de toda a gente, arranjou lá um canto para ele, colocou-lhe torneira de água quente (antes era só água fria, mas a idade não perdoa e as mãos dela já não aguentam certas temperaturas).

Eu acho que ela descarrega o stress quando esfrega a roupa com vigor e só tenho pena de não poder fazer o mesmo que ela, poi é baixo demais para mim e destrói-me as costas!!

Carlos Caria disse...

É verdade a " Loja Sol " , - hoje loja de electrodomésticos - , vendia na época, os então modernos lava-roupa. Tenho visto e fotografado alguns exemplares que pela sua aparência nunca foram usados e estão disponiveis em qualquer grande superfície abandonada de Lisboa.
Abraço amizade

João Augusto Aldeia disse...

Em Sesimbra chamavam-lhe um "pio"