2 de julho de 2011

Evocando Hermann Hesse



No intervalo de uma tarefa exigente, reparo que Hermann Hesse nasceu há precisamente 134 anos. Agrada-me pensar como foi marcante para várias gerações, desde a de uma elite de escritores – a americana beat generation – à do leitor comum que viveu a adolescência nos anos 70.
Muito haveria para dizer sobre Hesse. Corro ao escritório e encontro um antigo exemplar idêntico ao representado na imagem. Livros algo distantes no tempo fazem-nos viajar por diversos motivos. No interior, um antigo bilhete de autocarro (o preço assinalado é o de cinco escudos) e um marcador artesanal, em bonita caligrafia, com um excerto de Bernardo Soares Alguns têm na vida um grande sonho e faltam a esse sonho. Outros não têm na vida nenhum sonho e faltam a esse também. Não conseguindo recordar quem terá copiado a frase em cuidada caligrafia para uma tira de cartolina amarelecida pelo tempo, sorrio ao pensar no despropósito da sua colocação nesta obra literária, dado a mesma ter originado sonhos a extravasar a literatura. Um deles será sem dúvida Close to the edge, criado a partir do romance Siddhartha .

4 comentários:

José Quintela Soares disse...

A ignorância, apesar de atrevida, por vezes tem a sua graça... sempre que recordo Hesse, associo de imediato a um inquérito de rua, que a tv transmitiu há anos, em que se perguntava exactamente quem era HH, e um senhor de ar respeitável respondia prontamente:
"O braço direito de Hitler, um monstro!"
:)

teresa disse...

:)

E já que menciona um episódio bem humorado no campo de tais "atrevimentos", recordo também um antigo concurso televisivo em que se perguntava ao concorrente o primeiro nome de Hitler, tendo sido indicado pelo participante o nome próprio «Heil»...

ABS disse...

E numa mais séria, recordar que o Close to the Edge será provavelmente o melhor álbum de rock progressivo da história. Mas isso ser mim e a minha mania de que os Yes serem a maior banda de rock progressivo da história.

teresa disse...

Concordo plenamente e depois de ter deixado o post, estive a (re)ouvir o Close to the edge, inovador nos sons, com destaque para passagens de órgão, bem como para toda uma tecnologia que então sobressaiu - e ainda hoje surpreende - como inovadora.