16 de agosto de 2008

Lisboa em 1942- 2



A Gare Marítima de Alcântara a ser construída e o Parque Eduardo VII a ser cultivado pelos funcionários da CML.

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Lisboa em 1942- 1



Obras no Palácio Foz em 1942.
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15 de agosto de 2008

Dizei o vosso alvitre!


Como se chama esta artéria lisboeta?

Na época Rua, agora Avenida 24 de Julho.


Arregalai o olho e dizei


Adivinhai onde esta bela senhora foi fotografada. Já agora sabem como ela se chama?
Eu não:)

Palácio de Queluz!

A ponte do Rio Coina



Assumo a ignorância. Desconhecia o Rio Coina. Fiquei porém intrigada com a história desta ponte que em 1968 causava tantos engulhos. Até que 1972 um navio a abalroou. Conveniente não?
O que é feito dela? Existem imagens? Penso que a pessoa indicada para desvendar este mistério é o Manuel Vilhena.

Clicar na reportagem para aumentar. Só digitalizei a primeira página, porque penso que o essencial está lá.

O apogeu da alcatifa



Nos fim dos anos 60 começou o boom da alcatifa. Era a grande de moda esconder os belíssimos soalhos ou qualquer tipo de chão sob felpudas e industriais alcatifas. Acabava-se com o cheiro a cera nas casas portuguesas.Depois viriam as alergias e os enredos sobre o pó.
As mulheres desta campanha são do melhor que esta época produziu. Lembram-se da senhora mais velha?
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Há sempre um Portugal Desconhecido que espera por si



Lembro-me perfeitamente desta campanha. Ficava sempre com vontade de viajar. E lembro-me desta família logotipo da iniciativa a correr desvairadamente para os transportes públicos.

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Há exigências...



"Que é impossível satisfazer quando é claro o carro em que você pense não seja o Opel Commodore(...)
O seu carro de amanhã terá que ser necessariamente um commodore: 2 portas, 4 portas, coupé, coupé gs..."
Tanta conversa para vender um carro!

Vida Mundial, 1968

O taxista enamorado

Sim...sim. Eu sei.
Não vou demorar muito mais.
Este é o último serviço e é para o Chile. Não! Porque pensas isso? Eu também. Não sejas assim. Eu também quero o mesmo.
Já disse, estou quase a chegar. Tens que acreditar mais em mim. Até já. Não digas essas coisas... Bolas! Vou desligar, vou desligar... Até já. Desligo, ouviste? Beijos. Sim, não te apoquentes. Até já.
Minha senhora, já viu que nesta noite só os sinais verdes estão acesos? Lisboa é tão bonita assim, não acha?
Este é o meu último serviço . Estou ansioso por voltar para casa. Há dias de trabalho muito compridos.
É aqui?
Eu espero até a senhora entrar em casa. O mundo da noite anda perigoso não é? Obrigado, até à próxima.


14 de agosto de 2008

A santa nostalgia

Bem giro este blog: Santa Nostalgia
Vai já para os favoritos!

A Mini-saia



Corria o ano de 1967 e uma artista deslocava-se a Portugal, confraternizando no Monumental com as concorrentes da prova da Mini-Saia.
Como se chama esta senhora?

Adivinhai antes da partida para férias


Onde é?

Cascais, baía

Rosa Negra para Homem



"Porquê uma rosa negra
bordada nesta camisa de homem?
A rosa negra é um símbolo.
A rosa é uma flor requintada.
A rosa negra é a perfeição do requinte.
A rosa negra não está imediatamente
à vista, é uma flor discreta.
Abra negligentemente o casaco
- confirme a opinião que os outros têm de si.

Rosa Negra a camisa com o monograma da distinção.

Um exclusivo Triple Marfel"

Com um texto destes, quem resiste à Rosa negra? Era melhor no entanto que desabotoasse a camisa!

Maravilhosos anos 70!

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Onde foi tirada esta foto?...

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13 de agosto de 2008

Alvitrai


Como se chama a localidade e a rua?

Carcavelos, Av 5 de Outubro

E mais esta....



Adivinhai rapidinho...

Praia do Furadouro, Ovar

E uma adivinha para iniciar a noite...


Onde é e qual o nome do baluarte?
Solução: Baluarte da Gamboa, Peniche: Recolha de limo.

Quem o compra sabe o que compra


O Volkswagen Carocha no seu apogeu. No Brasil chamam-lhe Fusca.
Não interessa o diminutivo é dos meus carros favoritos e pronto.

Kart o cigarro que ele fuma



Kart o cigarro que dá quilómetros de prazer!
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Texto enviado pela Lúcia


As coisas antes da imaginação não são o que as coisas são. E depois também não

“[…] Quando for grande, não quero ser médico, engenheiro ou professor.
Não quero trabalhar de manhã à noite, seja no que for.
Quero brincar de manhã à noite, seja com o que for.
Quando for grande, quero ser um brincador.
Ficam, portanto, a saber: não vou para a escola aprender a ser um médico, um engenheiro ou um professor.
Tenho mais em que pensar e muito mais que fazer. Tenho tanto que brincar, como brinca um brincador, muito mais o que sonhar, como sonha um sonhador, e também que imaginar, como imagina um imaginador…
A minha mãe diz que não pode ser, que não é profissão de gente crescida. E depois acrescenta, a suspirar: “É assim a vida.”
Custa tanto a acreditar. Pessoas que são capazes, que um dia também foram raparigas e rapazes, mas já não podem brincar.

A vida é assim? Não para mim. Quando for grande, quero ser um brincador.
Brincar e crescer, crescer e brincar, até a morte vir bater à minha porta.
Depois também, sardanisca verde que continua a rabiar mesmo depois de morta.
Na minha sepultura, vão escrever: ‘Aqui jaz um brincador. Era um homem simples e dedicado, muito dado, que se levantava cedo todas as manhãs para ir brincar com as palavras.’

[…] ‘Por que não experimentas ver as coisas como elas não são?’, propõe, por seu lado, o Brincador ao Rapaz.
‘E como é que faço isso?’, questiona o Rapaz.
‘Basta imaginar. As coisas antes da imaginação não são o que as coisas são. E depois também não.’ “


O Brincador, de Álvaro Magalhães.

Como se chama?


Era tão linda esta actriz portuguesa em 1944.

Quem é?

Atentai e descobri onde é

RoteE descobri esta sucessão de esplanadas recentemente.
Onde é?

Rua dos Bacalhoeiros, junto à Casa dos Bicos

Talvez...



Nos anjos não acertaram, será que acertam com esta ajuda?

Igreja da Conceição a Velha

Onde é?



Bebi lá um belo gin tónico...

Martinho da Arcada

12 de agosto de 2008

O Salão de Chá Luso-Japonês

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A percorrer a rua dos Bacalhoeiros descobri este salão de chá luso-japonês onde se vende o pão de ló Castella de Paulo. E penso que será restaurante também! Reabre a 16 de Agosto, boa altura para ir espreitar.


Do tostão para o milhão


Em 1968, o Montepio oferecia aos seus clientes estes pequenos mealheiros. Um contributo para as crianças aprenderem as virtudes da poupança.
Lembro-me, de em alegre confraria de amigos e convenientemente munidos de uma faca, forçar estas caixas e aliviá-las de algum do seu conteúdo para gastar em pastilhas, cromos e lanches de atum e salsichas (a mania dos 5). Claro que a minha mãe era avisada e guardou-me sempre o dinheiro numa gaveta, nunca aderindo a estes modernismos. Ela sabia do que a casa(eu) gastava e geria estas questões à antiga portuguesa. Claro que nunca se esquecia da gaveta aberta...

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Victor um senhor automóvel



Vauxhall, ou por outra um automóvel que é um senhor!
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Olhai, senhores, esta Lisboa d'outras eras





Este bairro que respira e vive neste Agosto imprevisto de temperaturas, em que Lisboa se esvazia. Pequenas lojas buliçosas outras com reflexos surpreendentes. Aguardando o próximo eléctrico de sacos cheios de compras. Torvelinhos de gente azafamada. Apetece ficar numa esplanada e ver esta correnteza.
Apetece Lisboa e trautear este fado.
Qual é este bairro?



Bairro da Graça

Que horas são?


Adivinhai onde está este belo relógio e para que serve este edifício agora.

Cinema Royal, actualmente o Pingo Doce da Graça.

A máquina de lavar que seca



Tudo para facilitar a vida da dona de casa, diziam. A imagem é a de uma futura banhista!
Que prodígios pode operar um electrodoméstico! Melhor do que a Lídia Jorge.
1958
Nota: A imagem de cima aumenta , a de baixo não.

O Nylon




Em 1958 vendiam-se assim e o nylon era a coqueluche da lingerie. Desenho trapalhão e divertido. dava dinheiro para ver o catálogo anunciado. E ainda se diz calças. Não é calcinha, não é cueca, não é tanga, não é shortie. Assunto resolvido.

Manuel Vásquez Montalbán

Gosto deste cheiro a barro, que sei lá porquê, me inunda a casa quando chove. O ar fica límpido, fazer o café e a torrada de pão de girassol tornam-se tarefas imperiosas e o livro de Montalbán devora-me o tempo.
Escrita avassaladora esta, que nos transporta e nos faz esquecer tudo o mais. Com as devidas excepções claro. Reparo que resisti muito tempo à leitura desta última obra de um dos meus escritores de coração. Esperou com paciência a sua vez em cima da mesa de cabeceira .Talvez não lhe quisesse fazer o luto. Mas ele próprio o faz ao longo destes dois volumes, numa longa viagem de despedida. Viria a ficar-se pouco tempo depois, num aeroporto qualquer e de uma morte ao Deus dará, de coração falhado. Era muito novo para ter morrido assim. Há homens de que intuímos a falta que fazem. Despede-se a fazer-me sorrir com Bouvard e Pécuchet, os nomes de guerra de Carvalho e de Biscuter, emprestados a Flaubert. Desconfio que vou agarrar o molho de livros de Montalbán e lê-los de fio a pavio. E comprar aqueles que com generosidade insensata emprestei e que não me devolveram. É que quero começar com o meu primeiro amor " O Assassinato no Comité Central" e apaixonar-me de novo pelo detective galego que queimava os seus livros com um ritual elaborado e fazia paella, entre tiradas filosóficas, como ninguém.

11 de agosto de 2008

Turismo cá dentro



E não muito longe da angelical presença, encontrei esta loja de produtos portugueses, desde a conserva ao vinho generoso. Diz o letreiro que se Chama Silva e Feijó e foi fundada em 1919. Maravilha não é?


Mistério...

Onde rezam estes anjos?

10 de agosto de 2008

Os dias voam - Rabat

Rabat está para Casablanca como Pretória para Johannesburg. Nada a fazer, as capitais políticas são sempre mais aborrecidas que as económicas (um dos participantes na regata, australiano, diz-me que o mesmo se passa com Camberra e Sidney).

Não conheço Rabat: conheço-lhe o centro, sujo, pobre, barulhento e sem passado; a velha Medina, na qual nos ofereceram uma magnífica recepção num espantoso Ryad dos anos 20 e onde gosto de passear, quando tenho tempo, ao fim do dia; e a Kasbah des Oudayas, uma cidadela fortificada do séc. XI onde ainda se podem ver, em muitas casas, brazões portugueses. Conheço também a simpatia e a hospitalidade dos r'batis, a sua generosidade sem limites.

Mas não conheço Rabat: não sei, ao contrário de Marselha ou Algeciras, o que pensam (e como) os que lá vivem; não sei o que há por trás dos sorrisos e da simpatia. Não gostaria de lá viver, mas isso não é um critério - se fosse, não gostaria de outra cidade que não Lisboa, ou de uma parte de Lisboa.

Marrocos de hoje parece-se muito com Portugal de há 30 anos. Por vezes parece-me que dentro de outros 30 parecer-se-á com o Portugal de então.

Quando querem fazer-nos uma homenagem, convidam-nos para o TGI Friday's.

Cada vez que chego de Marrocos corro para o Snob beber uma cerveja. Noutro dia ocorreu-me que é a melhor parte da viagem. É uma injustiça, mais uma.

Dentro de 10 dias estarei em Salvador: uma cidade à qual tentei resistir, tão inutilmente quanto tentei gostar de Rabat.

É pela palavra que as cidades, como as pessoas, seduzem, e se deixam seduzir.

A todos os sócios-escribas a Dias

Estou a tentar diminuir a quantidade de etiquetas, para que possam ter visibilidade no blog e a utilidade que lhes cabe, e também a tentar rever as inúmeras palavras-chave que formulámos.
As que vão ser escolhidas serão muito generalistas: Literatura, Cinema, Lisboa, Música e assim por diante. Isto implica uma redução drástica e sobretudo que,a partir de agora, se etiquete segundo este critério. Por isso pedia que tivessem esta questão em conta quando elegerem etiquetas. Basta mencionar as palavras indexadoras mais específicas no texto que escreverem, que serão automaticamente "apanhadas" pelo Google.
Outro aspecto, o das imagens. Alinhem à esquerda por favor, para o blog manter o grafismo, ou parece uma manta de retalhos estranha. Dos formatos já falámos.
Reduzi já algumas fotos enormes de forma automática no Image.
E é isto.

O prodígio da laminite



A beleza deste moderno ambiente de trabalho até me provoca alergia.
Corria o ano de 1969.

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Lisboa na segunda metade do século XVIII

Serve a presente para informar a todos os potenciais interessados que desenterrei e disponibilizei uma pequena colecção de mapas de Lisboa que, tanto quanto sei, não se encontrava ainda online.
Os scans foram feitos por mim, sem grande cuidado nem qualquer aparelho especial, e o livro de onde os tirei já era uma cópia de má qualidade do original, mas dá para ver tudo :)
Aparentemente faltam tres freguesias neste livro que Francisco Santana recolhe e indexa a partir de um original da Torre do Tombo, que data de 1770.
O texto introdutório parece querer indicar que não constavam do original.

Apontai o vosso navegador para http://lisboa.betatechnologies.info/freg e mirai a lista de imagens.
Para vossa conveniência, aqui segue a lista de uma forma melhor legendada:

Anjos
Santa Catarina
São Cristóvão
Conceição
Encarnação
Lapa
São Lourenço
Madalena
Santa Joana (Zona onde hoje é o Marquês)
São Martinho
Mercês
São Nicolau
Pena
Mãe dos Homens e Vale Pereiro (Zona onde hoje é o Rato)
Sacramento
Santo André
Santiago
Santos
Santa Cruz do Castelo

Santa Engrácia
Santo Estêvão
Santa Isabel
Senhor Jesus da Boa Morte(Hoje Santo Condestável/Prazeres/Campo de Ourique)
São João da Praça
São Jorge
São José
São Julião
Santa Marinha
São Martinho
São Miguel
São Julião
Socorro
São Paulo
São Pedro(Alcântara)
São Tomé
São Vicente

Isto está tal e qual saiu do scanner... mais tarde actualizarei ou eventualmente até colarei os mapas uns aos outros, para dar uma visão mais completa de Lisboa :)

Duas adivinhas algo difíceis

Queira o leitor aceitar o desafio e descobrir onde foram tiradas as seguintes fotos... eu dou uma pista... uma é na margem sul, outra é perto de Elvas :)


A pescadinha congelada



Este anúncio de 1968 é muito esclaredor. Pretendia-se aumentar o consumo da pescada congelada, atribuindo vales de $50 descontáveis na compra de peixe.
Além disso criavam o Grande Sorteio da Menina Pescadinha. Outros tempos, mas prémios ainda fantásticos. Eu quero um transistor!

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Para a casamenteira de Agosto, a nossa jotinha!





Conselhos de adereços e roupas de noiva, muito fashion.

Modas e Bordados de Abril de 1968

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Deslumbrar


E depois de ler o post do nosso amigo Bic, Diário da República, só me ocorreu esta descoberta dum prédio ao virar de uma esquina, num bairro qualquer...

Solução: Bairro do Arco do Cego

9 de agosto de 2008

Prazenteiros



Espreitam a vida da rua, lá no alto do seu andar.
Em que rua?
Na rua dos Bacalhoeiros!

Brilha ao sol...



Que prédio é este?
Pista..foi um Prémio.

Valmor e de risco de Pardal Monteiro.
Avenida Cinco de Outubro

Antes e depois



E este é o perfeito paradigma do antes e do depois.
Onde é?
Bairro do Arco do Cego, Rua Desidério Beça

Entardeceres

Fim de tarde maravilhoso. Lisboa deserta parece uma aldeia. Eu vou andando a pé e fotografando.
Namorados e senhoras acantonaram-se num jardim. Uns acariciam-se, outras comentam a vida dos outros.
Este bairro é um encanto. Alguém tem ideia de qual é?

Bairro do Arco do Cego