26 de agosto de 2012

O parque

Em toda a minha vida fui só ver uma revista ao Parque Mayer. Mas ia lá jantar, comprar livros ao senhor do quiosque e ver o bulício. Ainda outro dia, lendo as cartas de meu pai datadas de 1943, pensava como deveria ter sido buliçoso e divertido este espaço. Agora é uma imensidão triste. Parece que senti de forma especial o silêncio. E os artistas que aqui já não entram.


6 comentários:

-pirata-vermelho- disse...

Por vezes esse ruidoso silêncio faz aquilo parecer povoado de fantasmas; não se acredita que esteja vazio...
e é sempre com estranheza que de lá saio.

Lisboa só existe em ladrilhos residuais; como os azulejos dos prédios velhos, escaqueirados e partidos.

JAB disse...

Imensidão triste,magnífica expressão para o lugar.

Paula disse...

É tão triste passar por lá e ver tudo vazio e a cair...

T disse...

Sim, tive essa sensação de ouvir no silêncio.E decidi voltar a ler as cartas do meu pai que tanto falam da animação no parque Mayer.

T disse...

Triste como tudo, Zé.

T disse...

Sim Paula..:(