24 de outubro de 2009

Naturalmente

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Ainda não tinha encontrado o whisky do cavalinho branco, White Horse. O meu  pai beberricava.-o sem pressa, depois do jantar, enquanto fazia uma paciência daquelas impossíveis de concretizar e fumava um High-Life. Eu entretinha-me a tentar ajudar com as cartas e a fazer uma colecção dos cavalinhos brancos que a garrafa trazia como penduricalho.
Ainda hoje há cheiros que me trazem à memória o meu pai. Penso que para sempre.

5 comentários:

Anónimo disse...

Adoro lê-la.

César Ramos disse...

(...) foi a homenagem mais bela e sentida, que alguma vez li, ou ouvi!
(...)

erre disse...

É curioso como a nossa memória pode estar tão associada a sons e cheiros.

Belo texto e como te percebo…

T disse...

As saudades nunca deixam de fazer parte de nós. Eu sei.

Anónimo disse...

Como eu a compreendo e respeito o seu sentimento T. As imagens, sons e cheiros evocam sempre alguma coisa...A mim, não raras vezes....Mário