7 de outubro de 2005

Olear a corrente, rematava o meu caro amigo carlos, direito à o.
Que isto não tenha segundas leituras. Mas considero esta uma imagem super poética. Perdoem-me não me recordar da sua contextualização.
O ser humano diverte-se com a sua própria perversidade ou com a desgraça distante dos outros. Muito. Até vou sorrir.
Uma sexta feira e eu estou aqui. Evidentemente sem correntes oleadas. Ou talvez não. As correntes e algemas intrigam-me. Será tipo desculpa ou adiamento de prazer? Mas assim lubrificadas acho que perdem todo e qualquer impacto emocional. Sem dor não há submissão. Ou existe? Já vi pessoas que dizem que sofrem,amores destroçados, choram, não dormem e ainda mais subgéneros que tais. É um status muito conveniente . Afinal têm uma plácida vida.
Gostaria de ser psicanalisada algemada. Verdadeiramente e não em sentido figurado.
Porque de metáforas ando eu farta. E sim está a acabar a campanha eleitoral. Suspiro. Suspeito. Sussurro.
Em quem vou eu votar?
Seguramente anti o olear das algemas: e soltem os prisoneiros, quero lá saber que crimes cometeram.
Os políticos sexuais esses....vamos reconsiderar.

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