Ando a ler um livro escrito no século dezoito e traduzido no século vinte e um. Desagrada-me um bocadinho aparecerem-me frases como por exemplo "que fantástico", "que máximo". Não seria possível traduzir no século vinte e um utilizando as expressões coloquiais portuguesas do século dezoito equivalentes ou mais ou menos equivalentes às expressões coloquiais estrangeiras desse século?
O livro parece bem traduzido. Pelo menos, surgem muitas palavras que já não se usam e que só costumo lê-las, por exemplo, em livros do Eça de Queirós. Mas também precisamente pelo uso destas palavras mais antigas é que aquelas expressões coloquiais extremamente contemporâneas me parecem anacrónicas.
Tenho ainda a acrescentar que o livro que leio é já uma terceira edição e que tem muitas gralhas. Por exemplo, aparece por vezes a mesma palavra repetida.
Acho que fiz um erro em comprar uma tradução contemporânea de um livro do século dezoito. Devia ter comprado uma tradução o mais antiga possível e, já agora, devia ser em segunda mão.
Será que as edições dos livros andam a perder qualidade? Dantes eu não notava tantas gralhas nos livros. Em nenhum dos meus livros comprados em segunda mão na feira de Odivelas se encontravam tantas gralhas!
Vintage é cada vez mais a melhor opção.
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