24 de junho de 2008

Os caixeiros nas Caldas da Rainha


Quando os caixeiros de Lisboa vão conhecer os caixeiros das Caldas da Rainha dá nisto....

Adoro os chapéus de palhinha!

Clicar na imagem para aumentar.

Ilustração Portuguesa, 1912

A vida mais bela...

A Marca quase equivalia à Máquina de Costura. Mas a Singer era muito mais. Que belos electrodomésticos.
Anúncio de 1963

Os frascos de Nescafé

Como vivemos sem frascos de Nescafé?
Em 1963 eram a grande sensação. É ver o ar feliz deste casal!

Arrelampai os olhos e alvitrai

Adivinha 6
(autoria de Luís Bonifácio)

No momento da foto estava em construção. Umas décadas mais tarde e por força de um desenvolvimento tecnológico foi alterada para a forma característica que apresenta hoje em dia





23 de junho de 2008

O Fumo do meu Cigarro de Augusto de Castro

"Dormir ou, melhor, passar a noite num hotel em Portugal é uma das mais aflitivas e tremendas coisas que conheço.
O português é uma das criaturas mais malcriadas do mundo. Não sei se fica bem ou mal confessá-lo, mas é um prazer dizê-lo. Ora o hotel é como a casa de jogo, o melhor lugar para se observar e aferir a delicadeza alheia.
O hotel é a prosmicuidade na intimidade. O homem ali surge tal qual é, porque é ali que ressona e digere; é ali que acorda mal humorado e se deita com azia; é ali que tem de aturar o próximo em paredes meias; é ali que rabuja com os criados e tem muitas vezes sem resultado apreciável, de atravessar em pijama os corredores.
Ora todas estas funções, só atenuáveis pela verdadeira educação que resulta do carácter e do sentimento, são incompatíveis com a simples e artificial educação do preconceito, que é aquela que resulta do colarinho engomado, da bota do polimento, do cartão de visita e do manual do Félix Pereira. No hotel, dentro do seu quarto, apenas isolado por uma estreita porta mal fechada, o homem é um ser sem colarinho, sem polimento, sem cartões e sem Félix Pereira. É o homem em bruto e em Portugal, pode dizer-se que é o bruto em homem"

Este belíssimo e sarcástico texto é de Augusto de Castro, jornalista e diplomata, senhor que me foi apresentado hoje pelo meu amigo CP. Este é um pedaço do conto " O hóspede do 24". Se encontrarem algum exemplar deste livro, cheio de pequenas maravilhas como esta e que se chama "Fumo do meu Cigarro" é comprar com muito gosto. Eu vou já pôr-me em campo para o encontrar a ele e a mais irmãos que o acompanhem.

Ecos da Semana

Pois é. A vida é um contínuo acto de troca.
Um dia o Z e a S ofereceram-me este livro, que reúne as pranchas do Botelho caricaturista e humorista.Entre 1928 e 1950, Carlos Botelho publicou esta série ,"Ecos da Semana", no conhecido Jornal Sempre Fixe. E por aí perpassa tudo o que houve de interessantes na sociedade portuguesa desses anos. Muitas vezes interveio o lápis azul,pois então. É que as mulheres de Botelho tem todas um quê de languidez e erotismo. E as críticas sociais e políticas não faltavam.
Ele despede-se dos seus leitores assim e vou reproduzir o o texto da sua última prancha:
Há 22 anos e meio que desenhei os primeiros Ecos da Semana. Ainda os meus filhos eram uns miúdos. ...E já lá vão 1177 páginas que os meus leitores me aturaram- em que o meu Piu me salvou de várias enrascadas... em que abri uma tenaz campanha contra o convencional parece mal (desculpas aos ofendidos)... em que me atirei contra o hábito do escarra cospe (cuspam à vontade)...e m que censurei a D. Encrenca que se atravessa no trânsito e na vida de toda a gente...em que critiquei as damas que copiavam às cegas as roupas das refugiadas...em que fiz coisas com piada e outras sem piada nenhuma...mas agora achei que era boa altura de me retirar das lides e fazer as minhas despedidas aos milhares de leitores incógnitos(...)
aos meus netos Pedro Gabriel e Manuel ofereço esta minha última página"
Sem dúvida que o vou mostrar aqui mais vezes. Mas hoje mostro-vos o estudo que fez das banhistas de 1937. Simplesmente notável. Clicar para ampliar e rir com as imagens.
É que rir faz bem...
Adivinha 5 (Autoria de Luís Bonifácio)

Adivinha 4 (autoria de Luís Bonifácio)


Os primeiros edifícios da fotografia já não existem, mas o edificio grande, ainda existe, foi recentemente restaurado e é um marco cultural importante da cidade. Tem o nome de um homem de letras do século XVI.


Solução: é o Teatro Sá de Miranda em Viana do Castelo tirado das traseiras. (Esta custou-me a identificar. Foi por mero acidente que reconheci).
L. B.


Adivinha 3 (autoria de Luís Bonifácio)

A Igreja ainda existe e está em bom estado e de lá disfruta-se uma excelente vista sobre a povoação e seu castelo

Esfregai os olhos e tentai adivinhar

Adivinha 2 (autoria de Luís Bonifácio)

Dos anos 70 aos anos 70


A foto deve datar da década de 70 do século XIX e retrata um Convento que entretanto foi demolido, dando lugar a um mercado e mais tarde a uma obra de arquitectura que por acoso é a que melhor representa o estilo arquitectónico dominante nos anos 70 do século XX




Uma foto do mesmo convento, agora sob outra perspectiva, que torna mais fácil a identificação da localidade.


E mais duas fotos do presente, ainda por identificar:


Enviada pelo Luís Bonifácio

Transcrevo o e-mail recebido:

"Carissimos
O prometido é devido
Aqui vão as adivinhas.
Luís Bonifácio "


Adivinha 1

Há dois anos atrás ainda estava de pé, embora num estado de adiantada ruína.

Muito obrigada em nome de todos os viciados nas adivinhas, caro Luis Bonifácio:)

pezinhos de coentrada para um são joão saboroso

matéria prima:

2 quilos de pezinhos de porco salgados (se forem frescos, salgue-os durante dois dias)
2 molhos (generosos) de coentros
3 folhas de louro
1 cabeça de alhos
1 dl de vinagre
1 dl de azeite
1 colher de sopa de farinha

o desenrolar da coisa:

normalmente os pezinhos já estão limpos e 'depilados'. ainda assim convém chamuscar e raspar bem antes de de cozer.
cozem-se em água abundante com uma cebola espetada com dois cravinhos de cabeça.

depois de bem cozidos deixa-se arrefecer no caldo em que cozeram.
quando estivem suficientemente frios para o fazer, desosse-os.

esmague os alhos e o louro com um pouco de sal e deite, juntamente com o azeite num tacho (quantidade de azeite deve cobrir todo o fundo, devendo, por isso ajustar a quantidade ao tamanho do tacho).
em alternative, pode fazer-se o refogado com banha em quantidade que dê para cobrir o fundo ao tacho depois de derretida.
logo que começar a alourar, junte os coentros cortados grosseiramente.
retirar do lume a juntar a farinha previamente dissolvida no vinagre.
voltar a colocar os pézinhos no molho e adicionar um pouco do caldo onde cozeram até obter a quantidade e consistência desejada.
voltar a levar ao lume para que o molho fique espesso.
comer bem quente sobre fatias de pão frito.

o palato agradecerá.

onde comprar os pezinhos?
em barcelos a 0,03€ o quilo (frescos ou salgados) !!!!!!!


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Como se chama esta igreja?

Admirai e alvitrai



O que é?

22 de junho de 2008

O Restaurante Floresta do Ginjal

Graças ao Manuel:



Li num blog que virou local de danças de salão! Podia ter pior fim! Até que é adequado!
Fotografia de Manuel Vilhena


Adivinhai e debitai.

Tentai-vos a adivinhar

Passei aqui umas belas férias.
De que localidade falo?
E está a passar uma carrinha. Reconhecem-na?
Resposta: Coja

Talvez por cheirar a mar




Era uma viagem de não sei quantas horas de camioneta ou de carro. Lembro-me de lá chegar, deixar as malas na praia, eu e a minha irmã corrermos para a água, sensação tão grande de liberdade e de prazer, lembro-me da minha irmã a despachar-me e a chegarmos molhadas e cheias de areia a casa da minha avó. Ainda não havia complexo e o mar estendia-se à nossa volta, acolhedor e saudoso. Sines era a família do meu pai presente. A minha avó Lúcia sempre pronta a jogar à bisca, fazendo uma certa batota,subornando-me para ir à cozinha buscar-lhe um bocadinho de chouriço proibido, malditas dietas. Sines era as voltinhas com o meu pai, as conversas com os pescadores, o toque de esplanada, do marisco, caramujo e búzios, as conversas de que eu nada percebia mais entretida a apanhar as "caricas das garrafas". Sines era São Torpes, Porto Covo, um deslizar por ali num carocha do meu Tio Ilídio. Sines era a gaiatada toda, uns família outros amigos, era estar sempre bem. Sines era o meu Tio Zé, com os olhos da cor do mar e aquele ar de lisboeta trocista e a minha Tia Susana com aquele arrastado e cantante sotaque alentejano, olhar penetrante e cujo humor mordaz me surpreendia. Sines é um lugar de afectos e de recordações. Sines é estar outra vez de mão dada com o meu pai.
Não passo por Sines que não tenha saudades do que era Sines antes de estar assim.
Para o Manuel e para a Teresa M.

Clicar nos postais para ampliar

Relembrai




O que era e onde era?
Resposta: Ponte Velha de Algés