no começo do século 17, nápoles fazia parte do reino de nápoles, governado por vice-reis nomeados pelo rei de espanha, então sob a dinastia dos habsburgos, aqueles de queixada proeminente. .
caravaggio, que tinha uma especial apetência para arranjar inimigos, refugiu-se por dois períodos no território então governado por filipe III de espanha (o 2° deste lado da fronteira).
o domínio espanhol sobre nápoles tinha o ambiente artístico onde a pintura de caravaggio, cheia de religiosidade exacerbada, era particularmente bem recebida.
foi durante um desses períodos, em 1607, que o caravaggio pintou, para a igreja do pio monte dela misericórdia, as "sete obras de misericórdia".
no quadro estão representadas as sete obras de misericórdia corporal da tradição cristã, todas integradas numa única e complexa cena:
dar de comer a quem tem fome (uma mulher dá o peito para alimentar um necessitado, ao meio do lado direito).
dar de beber a quem tem sede (ao meio, do lado esquerdo, logo abaixo da figura alada).
dar abrigo aos peregrinos, ou estrangeiros, e acolhimento a quem não tem onde ficar (ou meio, do lado esquerdo).
vestir os nus (uma figura oferece roupa a outra, ao fundo no lado esquerdo).
visitar os doentes (ao meio, no fundo).
visitar os presos (ao fundo do lado direito).
enterrar os mortos (ao centro, logo abaixo da figura alada).
o mais impressionante é como o caravaggio conseguiu condensar todas estas acções num único espaço urbano ncoturno, usando luz e sombra para guiar o olhar e dar unidade à narrativa.

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