18 de maio de 2010

1975

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Quem é?

20 comentários:

teresa disse...

... associo-a a uma ave marinha e a uma data histórica, embora a sonoridade continue a não ser das mais agradáveis (opinião pessoal e subjectiva):)

José Quintela Soares disse...

Concordo, em absoluto, com a teresa.
Utilizou a voz como instrumento político, mas facciosamente. E sem qualidade vocal, acrescente-se.
Tanto que, passados esses escassos anos de euforia...desapareceu...

("opinião pessoal e subjectiva").

Não digo o nome, porque a pessoa nada me diz. Nunca disse.

Felicidade disse...

Ela não cantava nada, é um facto, mas a canção era gira:" uma gaivota voava, voava... ": é esta não é? Tb não vou dizer o nome já que a T. e o JQS sabem mas não disseram... estou solidária, camaradas!!!

T disse...

Foi um marco como outro qualquer:)

carlos disse...

por acaso não acho que a voz fosse tão má assim... sendo que 'voz boa' não é que me agrade muito.
a senhora cantava nas acções do seu partido como outros cantava nas dos outros (eu cantava nas do meu...) naquela altura em que a divisão era muito acentuada era quase impossível cantar fora do círculo partidário.
a purga da canção era como a purga dos pássaros do sul e outras purgas.
se não tivesse sido repetida até à exaustão, provavelmente as pessoas hoje até olhariam para a senhora com um sorriso.
quanto ao 'desaparecimento', a senhora voltou a cantar no último espectáculo sobre a mulher e a república.

teresa disse...

Quando me referi à sonoridade, cingi-me estritamente à da canção, à melodia (flecte, insiste) e ao poema, simplista e não simples, não à voz da intérprete. Havia uma outra canção de um 'cantautor' que não mais voltou a cantar se bem que publicamente conhecido até aos nossos dias por outros motivos que - partidarismos à parte (passo a redundância)- fazia exasperar o compositor Lopes Graça nos encontros dos 'cantares de Abril'
( acompanhado de alguns acordes de guitarra cuja repetição eu também consigo com o mesmo resultado preocupante e sob risco de partir as cordas)...
Foi um marco, é claro, como um determinado hino que acabou por ter letra a acompanhá-lo. E isso deixa a sempre filosófica questão no ar: «o que é a qualidade?» talvez pudéssemos apontar exemplos a reunir consenso, mas o conceito continua discutível, pelo menos a título pessoal não o consigo caracterizar.

Luís Maia disse...

Toda a gente sabe quem é e ninguém diz o nome dela que diabo, ele há pior os vira casacas (ou não) tipo Pacheco Pereira foi visto por essa altura a cantar "A cantiga é uma arma" aliás eu também só que não sou adesivo

António P. disse...

Pronto, como não há prémio, digo eu :
- Ermelinda Duarte
Caso haja prémio segue o meu NIB :)

Mario Clipper disse...

Eu era puto, tinha 9 anos e gramava bastante, como seria natural gramar qualquer miúdo dessa idade...Já o Fungagá do José Barata Moura odiava bem como todas as músicas para criança do JM Branco. A qualidade é relativa e não é estática quando envolve a experiência pessoal e aboa ou a má memória ;)

Luís Bonifácio disse...

Já somos dois caro Mário.
Eu na minha inocência dos 8 anos achava que o homem se chamava barata porque elas viviam nas suas barbas.

Já agora

What happen to Ermelinda Duarte?

carlos disse...

a ermelinda duarte faz dobragem de filmes há muitos anos.

quanto ao pacheco pereira, não é crível que tenha cantado que a cantiga era uma arma.
ao tempo não navegava exactamente nas mesmas águas.
e ao tempo quem estava empenhado politicamente num determinado partido (fosse ele qual fosse) não cantava canções que eram uma espécie de hinos oficiosos de outros.
nessa altura a organização do pacheco pereira dizia que se ele ainda não sabia que a cantiga era uma arma é porque o caso era grave...

Paula disse...

e para q nada vos falte :
http://www.youtube.com/watch?v=9v15fr7Wfek

as vezes na brincadeira ca em casa ainda se canta a versao : um comunista voava , voava de uma janela de um 5 andar, como ele, como ele , ainda ha mais para " amandar "

ehehehe
beijitos

Unknown disse...

«A intolerância pode estar baseada no preconceito, podendo levar à discriminação. Formas comuns de intolerância incluem ações discriminatórias de controle social, como racismo, sexismo, homofobia, homofascismo, heterossexismo, etaísmo (discriminação por idade), intolerância religiosa e intolerância política. »

T disse...

Tudo isto por causa da Ermelinda:) A seguir vai outro pior:)

Paula disse...

ahhhpois eh Manuel !
apenas o cantamos numa " recordacao " daqueles tempos nada mais !
e como se chamaria aos anos quentes de 74 ?
como sa apelida a conturbacao universitaria ? onde um dia a pancada era tal q sai pela janela do pavilhao X no IST ???
isso era o q ?
ah pois eh.............e aqui em terras do Canada tudo fica a anos luz ... mas ha coisas q nao esquecemos e olhe pus a versao do tal comunista, mas tb recordo uma q dizia : uma gaivota voava , voava , filha da mae nunca se cansava ...
regards

Luís Maia disse...

Tá bem pronto concedo Pacheco Pereira cantava o "Alerta"

Unknown disse...

Eu levei 'carga' na cidade universitária em finais de 60, cabeça partida, uma longa espera nas urgências para onde fui levado em braços à saída da faculdade... a mulher de um professor da casa em frente estava grávida e apanhou na confusão da polícia de choque e continuo fiel aos meus princípios de 'bom senso e bom gosto' como já a geração de 70 do século anterior (do Eça, do Ortigão)defendia... e ainda nem se estava no século XX.
Para que conste, não tenho (ou tive) algum cartão partidário (o que não é condenação) nem entoei hinos inspirados num qualquer Miguel de Vasconcelos.

MCA disse...

Eu era pequenina e gostava :-)

MCA disse...

Lá em casa também se cantava essa versão do comunista a voar. Mas eu era pequenina e preferia a versão da gaivota e da papoila :-)

Luís S Howell disse...

Não se falou no essencial.
O "somos livres" era uma mera canção inclusa numa revista do teatro Ad-hoc (era um barracão no Martim Moniz). A sue interpretação Foi entregue a um segundo plano, porque a música servia somente para mudar décors enquanto o público a escutava.
A intérprete escolhida era evidentemente a Ermelinda Duarte, que era actriz e não cantora, daí que as capacidades canoras não sejam nada especial.
O que se passou a seguir foi algo que ninguém esperou. A música entrava no ouvido facilmente e os espectadores saiam a trauteá-la do Ad-hoc.
Editá-la e comercializã-la foi uma obrigação.
Assim, não é de estranhar que ela não tenha cantado mais nsda, porque simplesmente a Ermelinda não era cantora.
Confirma-se o trabalho de Ermelinda Duarte nas dobragens, emprestando ela a voz a muito desenho animado que a miudagem vê hoje em dia