Concordo, em absoluto, com a teresa. Utilizou a voz como instrumento político, mas facciosamente. E sem qualidade vocal, acrescente-se. Tanto que, passados esses escassos anos de euforia...desapareceu...
("opinião pessoal e subjectiva").
Não digo o nome, porque a pessoa nada me diz. Nunca disse.
Ela não cantava nada, é um facto, mas a canção era gira:" uma gaivota voava, voava... ": é esta não é? Tb não vou dizer o nome já que a T. e o JQS sabem mas não disseram... estou solidária, camaradas!!!
por acaso não acho que a voz fosse tão má assim... sendo que 'voz boa' não é que me agrade muito. a senhora cantava nas acções do seu partido como outros cantava nas dos outros (eu cantava nas do meu...) naquela altura em que a divisão era muito acentuada era quase impossível cantar fora do círculo partidário. a purga da canção era como a purga dos pássaros do sul e outras purgas. se não tivesse sido repetida até à exaustão, provavelmente as pessoas hoje até olhariam para a senhora com um sorriso. quanto ao 'desaparecimento', a senhora voltou a cantar no último espectáculo sobre a mulher e a república.
Quando me referi à sonoridade, cingi-me estritamente à da canção, à melodia (flecte, insiste) e ao poema, simplista e não simples, não à voz da intérprete. Havia uma outra canção de um 'cantautor' que não mais voltou a cantar se bem que publicamente conhecido até aos nossos dias por outros motivos que - partidarismos à parte (passo a redundância)- fazia exasperar o compositor Lopes Graça nos encontros dos 'cantares de Abril' ( acompanhado de alguns acordes de guitarra cuja repetição eu também consigo com o mesmo resultado preocupante e sob risco de partir as cordas)... Foi um marco, é claro, como um determinado hino que acabou por ter letra a acompanhá-lo. E isso deixa a sempre filosófica questão no ar: «o que é a qualidade?» talvez pudéssemos apontar exemplos a reunir consenso, mas o conceito continua discutível, pelo menos a título pessoal não o consigo caracterizar.
Toda a gente sabe quem é e ninguém diz o nome dela que diabo, ele há pior os vira casacas (ou não) tipo Pacheco Pereira foi visto por essa altura a cantar "A cantiga é uma arma" aliás eu também só que não sou adesivo
Eu era puto, tinha 9 anos e gramava bastante, como seria natural gramar qualquer miúdo dessa idade...Já o Fungagá do José Barata Moura odiava bem como todas as músicas para criança do JM Branco. A qualidade é relativa e não é estática quando envolve a experiência pessoal e aboa ou a má memória ;)
a ermelinda duarte faz dobragem de filmes há muitos anos.
quanto ao pacheco pereira, não é crível que tenha cantado que a cantiga era uma arma. ao tempo não navegava exactamente nas mesmas águas. e ao tempo quem estava empenhado politicamente num determinado partido (fosse ele qual fosse) não cantava canções que eram uma espécie de hinos oficiosos de outros. nessa altura a organização do pacheco pereira dizia que se ele ainda não sabia que a cantiga era uma arma é porque o caso era grave...
e para q nada vos falte : http://www.youtube.com/watch?v=9v15fr7Wfek
as vezes na brincadeira ca em casa ainda se canta a versao : um comunista voava , voava de uma janela de um 5 andar, como ele, como ele , ainda ha mais para " amandar "
«A intolerância pode estar baseada no preconceito, podendo levar à discriminação. Formas comuns de intolerância incluem ações discriminatórias de controle social, como racismo, sexismo, homofobia, homofascismo, heterossexismo, etaísmo (discriminação por idade), intolerância religiosa e intolerância política. »
ahhhpois eh Manuel ! apenas o cantamos numa " recordacao " daqueles tempos nada mais ! e como se chamaria aos anos quentes de 74 ? como sa apelida a conturbacao universitaria ? onde um dia a pancada era tal q sai pela janela do pavilhao X no IST ??? isso era o q ? ah pois eh.............e aqui em terras do Canada tudo fica a anos luz ... mas ha coisas q nao esquecemos e olhe pus a versao do tal comunista, mas tb recordo uma q dizia : uma gaivota voava , voava , filha da mae nunca se cansava ... regards
Eu levei 'carga' na cidade universitária em finais de 60, cabeça partida, uma longa espera nas urgências para onde fui levado em braços à saída da faculdade... a mulher de um professor da casa em frente estava grávida e apanhou na confusão da polícia de choque e continuo fiel aos meus princípios de 'bom senso e bom gosto' como já a geração de 70 do século anterior (do Eça, do Ortigão)defendia... e ainda nem se estava no século XX. Para que conste, não tenho (ou tive) algum cartão partidário (o que não é condenação) nem entoei hinos inspirados num qualquer Miguel de Vasconcelos.
Não se falou no essencial. O "somos livres" era uma mera canção inclusa numa revista do teatro Ad-hoc (era um barracão no Martim Moniz). A sue interpretação Foi entregue a um segundo plano, porque a música servia somente para mudar décors enquanto o público a escutava. A intérprete escolhida era evidentemente a Ermelinda Duarte, que era actriz e não cantora, daí que as capacidades canoras não sejam nada especial. O que se passou a seguir foi algo que ninguém esperou. A música entrava no ouvido facilmente e os espectadores saiam a trauteá-la do Ad-hoc. Editá-la e comercializã-la foi uma obrigação. Assim, não é de estranhar que ela não tenha cantado mais nsda, porque simplesmente a Ermelinda não era cantora. Confirma-se o trabalho de Ermelinda Duarte nas dobragens, emprestando ela a voz a muito desenho animado que a miudagem vê hoje em dia
20 comentários:
... associo-a a uma ave marinha e a uma data histórica, embora a sonoridade continue a não ser das mais agradáveis (opinião pessoal e subjectiva):)
Concordo, em absoluto, com a teresa.
Utilizou a voz como instrumento político, mas facciosamente. E sem qualidade vocal, acrescente-se.
Tanto que, passados esses escassos anos de euforia...desapareceu...
("opinião pessoal e subjectiva").
Não digo o nome, porque a pessoa nada me diz. Nunca disse.
Ela não cantava nada, é um facto, mas a canção era gira:" uma gaivota voava, voava... ": é esta não é? Tb não vou dizer o nome já que a T. e o JQS sabem mas não disseram... estou solidária, camaradas!!!
Foi um marco como outro qualquer:)
por acaso não acho que a voz fosse tão má assim... sendo que 'voz boa' não é que me agrade muito.
a senhora cantava nas acções do seu partido como outros cantava nas dos outros (eu cantava nas do meu...) naquela altura em que a divisão era muito acentuada era quase impossível cantar fora do círculo partidário.
a purga da canção era como a purga dos pássaros do sul e outras purgas.
se não tivesse sido repetida até à exaustão, provavelmente as pessoas hoje até olhariam para a senhora com um sorriso.
quanto ao 'desaparecimento', a senhora voltou a cantar no último espectáculo sobre a mulher e a república.
Quando me referi à sonoridade, cingi-me estritamente à da canção, à melodia (flecte, insiste) e ao poema, simplista e não simples, não à voz da intérprete. Havia uma outra canção de um 'cantautor' que não mais voltou a cantar se bem que publicamente conhecido até aos nossos dias por outros motivos que - partidarismos à parte (passo a redundância)- fazia exasperar o compositor Lopes Graça nos encontros dos 'cantares de Abril'
( acompanhado de alguns acordes de guitarra cuja repetição eu também consigo com o mesmo resultado preocupante e sob risco de partir as cordas)...
Foi um marco, é claro, como um determinado hino que acabou por ter letra a acompanhá-lo. E isso deixa a sempre filosófica questão no ar: «o que é a qualidade?» talvez pudéssemos apontar exemplos a reunir consenso, mas o conceito continua discutível, pelo menos a título pessoal não o consigo caracterizar.
Toda a gente sabe quem é e ninguém diz o nome dela que diabo, ele há pior os vira casacas (ou não) tipo Pacheco Pereira foi visto por essa altura a cantar "A cantiga é uma arma" aliás eu também só que não sou adesivo
Pronto, como não há prémio, digo eu :
- Ermelinda Duarte
Caso haja prémio segue o meu NIB :)
Eu era puto, tinha 9 anos e gramava bastante, como seria natural gramar qualquer miúdo dessa idade...Já o Fungagá do José Barata Moura odiava bem como todas as músicas para criança do JM Branco. A qualidade é relativa e não é estática quando envolve a experiência pessoal e aboa ou a má memória ;)
Já somos dois caro Mário.
Eu na minha inocência dos 8 anos achava que o homem se chamava barata porque elas viviam nas suas barbas.
Já agora
What happen to Ermelinda Duarte?
a ermelinda duarte faz dobragem de filmes há muitos anos.
quanto ao pacheco pereira, não é crível que tenha cantado que a cantiga era uma arma.
ao tempo não navegava exactamente nas mesmas águas.
e ao tempo quem estava empenhado politicamente num determinado partido (fosse ele qual fosse) não cantava canções que eram uma espécie de hinos oficiosos de outros.
nessa altura a organização do pacheco pereira dizia que se ele ainda não sabia que a cantiga era uma arma é porque o caso era grave...
e para q nada vos falte :
http://www.youtube.com/watch?v=9v15fr7Wfek
as vezes na brincadeira ca em casa ainda se canta a versao : um comunista voava , voava de uma janela de um 5 andar, como ele, como ele , ainda ha mais para " amandar "
ehehehe
beijitos
«A intolerância pode estar baseada no preconceito, podendo levar à discriminação. Formas comuns de intolerância incluem ações discriminatórias de controle social, como racismo, sexismo, homofobia, homofascismo, heterossexismo, etaísmo (discriminação por idade), intolerância religiosa e intolerância política. »
Tudo isto por causa da Ermelinda:) A seguir vai outro pior:)
ahhhpois eh Manuel !
apenas o cantamos numa " recordacao " daqueles tempos nada mais !
e como se chamaria aos anos quentes de 74 ?
como sa apelida a conturbacao universitaria ? onde um dia a pancada era tal q sai pela janela do pavilhao X no IST ???
isso era o q ?
ah pois eh.............e aqui em terras do Canada tudo fica a anos luz ... mas ha coisas q nao esquecemos e olhe pus a versao do tal comunista, mas tb recordo uma q dizia : uma gaivota voava , voava , filha da mae nunca se cansava ...
regards
Tá bem pronto concedo Pacheco Pereira cantava o "Alerta"
Eu levei 'carga' na cidade universitária em finais de 60, cabeça partida, uma longa espera nas urgências para onde fui levado em braços à saída da faculdade... a mulher de um professor da casa em frente estava grávida e apanhou na confusão da polícia de choque e continuo fiel aos meus princípios de 'bom senso e bom gosto' como já a geração de 70 do século anterior (do Eça, do Ortigão)defendia... e ainda nem se estava no século XX.
Para que conste, não tenho (ou tive) algum cartão partidário (o que não é condenação) nem entoei hinos inspirados num qualquer Miguel de Vasconcelos.
Eu era pequenina e gostava :-)
Lá em casa também se cantava essa versão do comunista a voar. Mas eu era pequenina e preferia a versão da gaivota e da papoila :-)
Não se falou no essencial.
O "somos livres" era uma mera canção inclusa numa revista do teatro Ad-hoc (era um barracão no Martim Moniz). A sue interpretação Foi entregue a um segundo plano, porque a música servia somente para mudar décors enquanto o público a escutava.
A intérprete escolhida era evidentemente a Ermelinda Duarte, que era actriz e não cantora, daí que as capacidades canoras não sejam nada especial.
O que se passou a seguir foi algo que ninguém esperou. A música entrava no ouvido facilmente e os espectadores saiam a trauteá-la do Ad-hoc.
Editá-la e comercializã-la foi uma obrigação.
Assim, não é de estranhar que ela não tenha cantado mais nsda, porque simplesmente a Ermelinda não era cantora.
Confirma-se o trabalho de Ermelinda Duarte nas dobragens, emprestando ela a voz a muito desenho animado que a miudagem vê hoje em dia
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