"Os sonhos, como obstinadas e vagarosas marés, baralham as memórias; levam e trazem nomes e objectos, deixam restos de frases ou ramos, arrastam pedras ou rostos na vazante. Francisco compreende finalmente que está sozinho no mundo; e que este acolhimento, esta aparente cumplicidade com pessoas quase desconhecidas, mais decididamente inscrevem no seu corpo a solidão e o abandono. É esse o efeito das cartas abertas em cima das mesas: confrontam-nos com os sonhos e os medos, exigem respostas de nós a nós mesmos"
Há blogues que se deixam ler duma forma tão prazeirenta que entorpece o corpo e faz-nos ajeitar para reler de seguida.
É ler o que o José Carlos Barros escreve aqui.
Deslizar e entrar pela Casa de Cacela adentro.
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