10 de dezembro de 2008

Natal

Está a chegar o Natal e eu a ficar deprimida.
Cada vez gosto menos do Natal, das famílias que não se juntam, das ceias de Natal repartidas, das prendas que tenho que comprar e para as quais não tenho ideias nem dinheiro, farta dos Pais Natais por todo o lado, dos Colombos e afins.
Lembro-me cada vez mais do presépio que insistiamos em fazer em Outubro, das consoadas em casa, com os meus avós que já não estão connosco, da roupa nova que levávamos à missa do dia de Natal, o beijo ao Menino, o almoço de roupa velha (sem perú porque no Natal come-se bacalhau e na minha infância não se usavam modernices dessas).
Apareciam pequenos presentes no sapato que se punha no presépio: "Foi o Menino Jesus que trouxe!" e os bonequinhos dos Marretas, as canetas com cheiro de morango e as caixas de bombocas transformavam-se em autênticos tesouros aos meus olhos!
A banda sonora de Natal vinha com o Coro de Santo Amaro de Oeiras, que agora tenho ouvido pouco. As músicas de Natal só falam da porra do Pai Natal que está a chegar à cidade. Suponho que chegará também às aldeias, isso a canção não diz...
A fúria consumista e a obrigação de que todos devem gastar dinheiro no Natal fez-nos esquecer os presépios e o que estamos a comemorar. Já agora, obrigada Gin-Tonic pela passagem da Bíblia, gostei muito de a ver aqui.
Dizem que o Natal é das crianças, se calhar é por isso que à medida que envelheço gosto cada vez menos.

3 comentários:

T disse...

Cada vez mais farta é o termo certo.

teresa disse...

Eu fujo de tudo isso, mesmo a ida ao "shopping" foi mesmo à tangente e porque há quem tenha deixado de conduzir e precise de apoio. Quando a confusão aumentar, ficarei "abrigada". Quanto ao "outro" Natal, tento sempre que não se extinga completamente:)

erre disse...

Aposto que o próximo Natal será diferente!
Duvido que não seja uma alegria contagiante e que a simplicidade do sorriso de uma especial pessoa não mude tudo ;)