7 de julho de 2006

aborto: sim? ou não? (essa não é questão)

infelizmente a questão da interupção voluntária da gravidez é normalmente colocada nestes termos:
concorda com o aborto? (ou ivg, tanto faz)

a questão é que, no meu ponto de vista, a questão não deve ser assim colocada.
a questão é saber se as mulheres que a ele recorrem (quer concordem ou não com o que estão a fazer) devem ir presas por causa disso.
a questão é saber se por eu achar que é contra a minha consciência fazer, acho que quem o fizer deve ir preso.
a questão é, mesmo que eu ache que a solução é a prevenção e o planeamento, se eu acho que quem recorra a um aborto deve pagar criminalmente por isso.

o resto... é perfumaria.
as magnas questões filosóficas sobre a altura em que começa a vida; o 'poder' que as mães têm sobre o feto que transportam e outras questões igualmente determinantes para o futuro da humanidade, podem ser muito importantes para o futuro da humanidade... mas pouco para o caso em apreço.

esta questão da criminalização do aborto faz-me lembrar a da criminalização da prostituição.
o salazar no começo dos anos 60 (63, acho) também anunciou que tinha acabado com a prostituição.
achava o merceeiro de santa comba que fechando os prostíbulos acabava com a prostituição.
a única coisa que conseguiu foi que saisse para rua.

o que eu acho, e para simplificar a coisa, é que deve ser discriminalizado.
já!!!!

depois podem discutir a teoria

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