Ter o Vasco Pulido Valente a escrever num blog foi das coisas que mais felicidade me trouxe recentemente aos meus dias que voam. Já o leio há muito, muito tempo no papel e gosto muito das opiniões dele e da forma como as apresenta, ou seja, como as escreve. Gosto de ele ser de direita (espero que dizer isto não seja um disparate muito gigantesco), gosto de ele ser pessimista sem anestésicos: ele diz a realidade tal como ela é, sem qualquer complacência nem misericórdia. Sem cumplicidade. A maldade e a mediocridade - ei-la. Não conheço ninguém que escreva de uma maneira tão pessimista e tão livre de "correctidão". Ser pessimista é uma das formas mais interessantes de ser do contra. E ser do contra tem sempre charme. E por estranho que seja (tenho de investigar isto) ser do contra sendo inteligente parece ou brilha mais a inteligência do que ser inteligente dentro da maioria (pois, o colectivo nunca brilha mais que o indivíduo). Estar naquela dicotomia do Vergílio Ferreira do escritor maldito/escritor marginal - é talvez o melhor estatuto para quem se dedica ao trabalho de dar opinião e construir opiniões.
VPV: maldito ou marginal?
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