mas a bandeira da monarquia é mais gira.
(regiao autonoma de espanha?!?!!??!?!?)
18 de abril de 2006
Monarquia
Não sou monárquico mas gosto muito de histórias de rainhas e princesas, como por exemplo esta da minha adolescência.
Era uma vez um marido que chega a casa e encontra a esposa na cama com o padeiro. Aos gritos, põe o pobre homem na rua e desata a dizer que a mulher é a rainha das putas. A esposa ofendida exige respeito: - rainha não... princesa. Afinal a minha mãezinha ainda é viva.
Destas histórias de descendência fina se faz a monarquia.
Era uma vez um marido que chega a casa e encontra a esposa na cama com o padeiro. Aos gritos, põe o pobre homem na rua e desata a dizer que a mulher é a rainha das putas. A esposa ofendida exige respeito: - rainha não... princesa. Afinal a minha mãezinha ainda é viva.
Destas histórias de descendência fina se faz a monarquia.
A Ibéria
Portugal deveria ser divido em várias regiões & integrar uma república ibérica!
acabava-se com a monarquia espanhola & talvez se acabasse com a ineficácia da justiça portuguesa, da fiscalização portuguesa, talvez desaparecessem de cena a maior parte dos nossos politicos. para quem gosta de desporto, passávamos a ter das melhores equipas europeias no no basket & no futebol (pelo menos). talvez desaparecessem de cena algumas figuras púticas que por cá pululam. podia ser que os ordenados fossem equiparados aos do outro lado da fronteira. assim de repente, só me lembro de vantagens...
Portugal deveria ser divido em várias regiões & integrar uma república ibérica!
acabava-se com a monarquia espanhola & talvez se acabasse com a ineficácia da justiça portuguesa, da fiscalização portuguesa, talvez desaparecessem de cena a maior parte dos nossos politicos. para quem gosta de desporto, passávamos a ter das melhores equipas europeias no no basket & no futebol (pelo menos). talvez desaparecessem de cena algumas figuras púticas que por cá pululam. podia ser que os ordenados fossem equiparados aos do outro lado da fronteira. assim de repente, só me lembro de vantagens...
17 de abril de 2006
La republique c'est moi - and who bloody cares?
É rigorosamente igual ser-se república ou monarquia. Vai dar ao mesmo. A presença ou falta de fibra moral, o resultado de uma endogamia propagadora de monstros ou de uma vitalidade de cruzamento com o novo e o diferente, nada disso depende do modelo político. Isto quer dizer que me estou completamente borrifando para sermos república ou monarquia - porque este buraco tem um problema inultrapassável. Não, não é o facto de estarmos tão longe de tudo que o nosso atavismo sorumbático se deixa minar. Não, também não é o problema de sebastianismos e do deixa andar que amanhã logo se vê. Nem sequer é o compadrismo do pequeno tacho, do jeitinho, da corrupsinha, que nem para corrupção decente temos dentes.
O nosso problema é mesmo o clima. É demasiado bom. Mesmo que o pessoal não faça a ponta de um chavelho vai sobrevivendo. Com pulgas e a protestar, mas não morre.
Tivéssemos nós um clima como a Islândia (bem mais isolada que nós, tanto que nem precisam de apelidos, são todos filhos e filhas do paizinho). A ver se não nos safávamos muito melhor.
E quem sabe se na Islândia há uma república ou uma monarquia? And who bloody cares?
O nosso problema é mesmo o clima. É demasiado bom. Mesmo que o pessoal não faça a ponta de um chavelho vai sobrevivendo. Com pulgas e a protestar, mas não morre.
Tivéssemos nós um clima como a Islândia (bem mais isolada que nós, tanto que nem precisam de apelidos, são todos filhos e filhas do paizinho). A ver se não nos safávamos muito melhor.
E quem sabe se na Islândia há uma república ou uma monarquia? And who bloody cares?
En passant
Não posso ser monárquica, porque não acredito que o mérito ou o bom desempenho se adquiram pelo nascimento. Vejam-se as sucessivas dinastias que governaram em Portugal. Não acredito em tomar chá na infância ou ser de bons leites.
Quanto à República, se calhar sou republicana. Por razões afectivas e racionais.Como sou de esquerda. Idem aspas.
Se acredito no sistema política que temos? Não, não acredito e gostava de ver exterminada 99% da nossa classe política. Talvez enviá-los para o Iraque.
Portugal ser dependente de Espanha? O meu pai defendia-me essa teoria, em nome do bem estar social, económico e cultural. Mas os tempos eram outros. Se conservámos o rectângulo até agora, é continuar a ser a irredutível pontinha ocidental da Europa. Nada lucraríamos com isso.Os catalães, os galegos e os bascos estimariam ver-se livres de Madrid.
Sobre os portugueses(ninguém perguntou mas...): desejava-se uma postura feliz e segura, menos cinzenta, burocrata e trafulha. Evitarmos ser o "Dantas". Sabermos ser de modo mais completo e mais aberto.
Agora fiquei nostálgica com a referência ao filme " As Asas do desejo". Devíamos todos ser anjos. Faltam asas, é certo. E a força da paixão.
(bem regressado Azinho)
Quanto à República, se calhar sou republicana. Por razões afectivas e racionais.Como sou de esquerda. Idem aspas.
Se acredito no sistema política que temos? Não, não acredito e gostava de ver exterminada 99% da nossa classe política. Talvez enviá-los para o Iraque.
Portugal ser dependente de Espanha? O meu pai defendia-me essa teoria, em nome do bem estar social, económico e cultural. Mas os tempos eram outros. Se conservámos o rectângulo até agora, é continuar a ser a irredutível pontinha ocidental da Europa. Nada lucraríamos com isso.Os catalães, os galegos e os bascos estimariam ver-se livres de Madrid.
Sobre os portugueses(ninguém perguntou mas...): desejava-se uma postura feliz e segura, menos cinzenta, burocrata e trafulha. Evitarmos ser o "Dantas". Sabermos ser de modo mais completo e mais aberto.
Agora fiquei nostálgica com a referência ao filme " As Asas do desejo". Devíamos todos ser anjos. Faltam asas, é certo. E a força da paixão.
(bem regressado Azinho)
Berlim, 2006
Amo Berlim com um daqueles amores furiosos que não se explicam nem se justificam a ninguém. Talvez por ser uma cidade renascida das cinzas; talvez por demonstrar uma loucura de viver como em mais nenhum sítio se encontra; talvez pela sua civilização esmagadora. Não importa. Estar em Berlim hoje é estar no centro do mundo.
Foram cinco dias de puro gozo, do maior deslumbramento. Deslumbramento esse ainda maior quando amplificado pelos olhos de uma criança de onze anos, ensinada desde cedo a abrir bem os olhos e os ouvidos.
Nos próximos dias tentarei deixar alguns apontamentos da visita. O primeiro, fotográfico, tem um destinatário: o Kino. Ele sabe porquê e poderá explicar.

A Siegessäule vista do Bundestag (à direita, o Glockenspiel der Welt). Abril de 2006.
Foram cinco dias de puro gozo, do maior deslumbramento. Deslumbramento esse ainda maior quando amplificado pelos olhos de uma criança de onze anos, ensinada desde cedo a abrir bem os olhos e os ouvidos.
Nos próximos dias tentarei deixar alguns apontamentos da visita. O primeiro, fotográfico, tem um destinatário: o Kino. Ele sabe porquê e poderá explicar.

A Siegessäule vista do Bundestag (à direita, o Glockenspiel der Welt). Abril de 2006.
DOIS FILMES
Aconselho este.

Thriller de Spike Lee, elenco de luxo, planos interessantes e... Denzel.
Afinal, Denzel, é Denzel!

Thriller de Spike Lee, elenco de luxo, planos interessantes e... Denzel.
Afinal, Denzel, é Denzel!O outro, confesso que nem o nome fixei, foi uma decisão rápida baseada na ausência de hipóteses. “Permitiu-me” a estreia de abandonar uma sala de cinema, sensivelmente, 15min depois do inicio do filme.
No stress! Que fazem 3 mulheres nesta situação? Lojas! risos
E não só! Valeu um belo jantar de Indiano e um excelente serão à conversa.
No stress! Que fazem 3 mulheres nesta situação? Lojas! risos
E não só! Valeu um belo jantar de Indiano e um excelente serão à conversa.
Quando for grande... quero ser como ele

Não é meu hábito escrever sobre coisas que passam na televisão. Acho que fazê-lo é também fazer o frete à maldita caixa.
Mas desta vez tenho de conceder que não consigo ficar de bem comigo se não falar do Greg House.
House é um médico que detesta médicos quase da mesma forma que detesta doentes. Não usa bata, mas usa um cinismo arrasador. É dependente de analgésicos por causa de um “problema” que tem numa perna. Usa uma bengala.
Para este personagem o doente não é importante. O importante é descobrir a causa da doença e, se possível, encontrar a solução. Entretém-se a “moer” a cabeça à sua equipa de médicos (daquele tipo que ele não gosta), a violar regras, a insultar doentes e colegas.
Gregory House é o meu herói. Faz o que quer, como quer, e ainda lhe pagam para isso. Tem um único amigo, a quem permite um tratamento diferente, um amor pedido algures quando ficou coxo e uma jovem na sua equipa que acha que o pode “salvar” tornando-o mais humano.
É o meu herói. Partilho com ele o “ódio” aos médicos (não ao exercício da medicina, apenas ao estereótipo de médico), o gosto de exercer o cinismo, a arrogância perante a “normalidade”, a quase ausência de amigos e o ar ligeiramente sofrido que faz com que por vezes alguém se aproxime e acredite que é capaz de me tornar mais humano.
Só me faltam 15 cm de altura, olhos azuis, ser coxo (mas isso arranja-se), depender de analgésicos (também se pode arranjar), saber tocar piano e ser pago para existir e encher de genialidade os corredores do hospital. No fundo só me falta mesmo ser genial. Significa isto que a principal diferença é que enquanto o House é coxo, eu sou completamente inválido.
Não percam. Na FOX. Novos episódios esta semana.
há dias fodidos...
o manel não gostava de viajar.

cada vez que saía começava a contar os dias para o regresso.
não mudava a hora para o local de estadia.
o manel era um 'bicho' caseiro.
o mais caseiro que havia.
mas o manel foi a pessoa com a qual mais vezes viajei.
tínhamos preferências distintas.
com ele andei por colónia ou mainz, por milão ou florença, por paris, ou nova iorque, por barcelona ou antuérpia, por nice ou grenoble, por dusseldorf ou frankfurt, por armonk ou south hakensack.
por estrada, reclamava de eu não parar o carro.
ele que gostava de cerveja e as paragens em viagem lhe eram mais que necessárias para a injestão e digestão da dita
'não precisas de parar. eu faço mesmo aqui', dizia depois de eu ter andado uns 200 quilómetros depois dele dizer que queria parar.
achava que o chelsea hotel que lhe reservei era uma espécie de hotel chunga de gente estranha. eu convencido que estava a fazer uma grande coisa a reservar-lhe um local cheio de história, e ele a dizer que trocava, de bom grado, pelo meu ramada.
no começo de abril de 2001 estavamos em bona.
eu achei-o tenso e ele sempre a dizer que estava óptimo.
sempre mais preocupado comigo do que com ele.
eu a procurar gozar os dias no eixo bona-colónia e ele ansioso pelo regresso a casa.
cervejas á beira reno.
o prazer de estar juntos novamente.
uns dias depois, o telefonema.
mesmo na urgência do amadora-sintra, a preocupação dele era o meu filho que tinha tido um acidente uns dias antes.
e não ele, com um avc.
o manel era muito, mas mesmo muito boa pessoa.
há dias fodidos.
um abraço enorme de saudades, manel

cada vez que saía começava a contar os dias para o regresso.
não mudava a hora para o local de estadia.
o manel era um 'bicho' caseiro.
o mais caseiro que havia.
mas o manel foi a pessoa com a qual mais vezes viajei.
tínhamos preferências distintas.
com ele andei por colónia ou mainz, por milão ou florença, por paris, ou nova iorque, por barcelona ou antuérpia, por nice ou grenoble, por dusseldorf ou frankfurt, por armonk ou south hakensack.
por estrada, reclamava de eu não parar o carro.
ele que gostava de cerveja e as paragens em viagem lhe eram mais que necessárias para a injestão e digestão da dita
'não precisas de parar. eu faço mesmo aqui', dizia depois de eu ter andado uns 200 quilómetros depois dele dizer que queria parar.
achava que o chelsea hotel que lhe reservei era uma espécie de hotel chunga de gente estranha. eu convencido que estava a fazer uma grande coisa a reservar-lhe um local cheio de história, e ele a dizer que trocava, de bom grado, pelo meu ramada.
no começo de abril de 2001 estavamos em bona.
eu achei-o tenso e ele sempre a dizer que estava óptimo.
sempre mais preocupado comigo do que com ele.
eu a procurar gozar os dias no eixo bona-colónia e ele ansioso pelo regresso a casa.
cervejas á beira reno.
o prazer de estar juntos novamente.
uns dias depois, o telefonema.
mesmo na urgência do amadora-sintra, a preocupação dele era o meu filho que tinha tido um acidente uns dias antes.
e não ele, com um avc.
o manel era muito, mas mesmo muito boa pessoa.
há dias fodidos.
um abraço enorme de saudades, manel
Dame Muriel Spark

Num dia em que toda a imprensa portuguesa fala da morte do muito jovem actor dos "Morangos com Açúcar", passou despercebida a morte de Muriel Spark, de 88 anos de idade. Esta escritora escocesa, que decidiu mudar-se para a Toscânia e aí viver a vida, é sobretudo conhecida pelo seu livro, "Miss Jean Brodie na Flor da Idade", editado nos anos 60. Tinha algumas particularidades, como nunca usar uma caneta já usada por alguém e escrever à mão em cadernos de argolas:) Mas tudo é perdoável a Dame Muriel Spark, feita cidadã honorária da cidadezinha italiana onde morava. Eu só li dois livros dela: adorei o Miss Jean, achei de uma causticidade envolvente e estimulante, mas o "A far cry from Kesington " não lhe fica nada atrás. Estão os dois traduzidos pela Presença. Gosto muito desta foto dela. Excêntrica e cheia de classe.
Et voilá Dame Muriel Spark herself.
Que goze bem no céu, como na terra...(ela era católica e bem convicta de o ser)

E...de "um Grito de Longe", cito o início e leiam o resto, que vale muito a pena:
"Havia sempre tanto barulho durante o dia, que à noite costumava ficar acordada a escutar o silêncio. Depois acabava por adormecer, satisfeita, cheia dessa ausência de sons, mas enquanto estava acordada, gozava a experiência da escuridão, do pensamento , da memória, das doces expectativas. Ouvia o silêncio. Foi nesses dias de princípios de anos 50 deste século que formei o hábito da insónia. A insónia não é uma coisa má em si. Uma pessoa pode ficar deitada à noite sem dormir, a pensar; a qualidade da insónia depende inteiramente daquilo que decidirmos pensar. Será que uma pessoa pode decidir pensar? Pode sim. (...)"
16 de abril de 2006
Modos de azul.
Azul modo celeste: A Lua.

Azul modo com vontade de andar pelos telhados: O Vicente.

A mesma janela, em possibilidades e momentos diversos.

Azul modo com vontade de andar pelos telhados: O Vicente.

A mesma janela, em possibilidades e momentos diversos.
15 de abril de 2006
A moldureira de Verona

A rever fotos de férias, reencontro a loja de molduras de Verona. Passámos lá uma manhã enquanto o A tagarelava em italiano com a moldureira, combinando formatos e cores .
No meio daquele estão uns desenhos que estive mesmo para comprar!Agora estou arrependida de não o ter feito, claro está.
E aquela Nossa Senhora é um must!! :)
No meio daquele estão uns desenhos que estive mesmo para comprar!Agora estou arrependida de não o ter feito, claro está.
Meio de Páscoa
Grande carga de água....E rica preguiça senhores esvoaçadores, todos nas terras.
Voltou a estar frioso...
Voltou a estar frioso...
14 de abril de 2006
Black Dahlia
James Ellroy ressuscitou esta história, no seu livro " A Dália Negra"de 1987. Decerto tentava libertar-se de um dos seus pesadelos : o assassínio da mãe, quando ele tinha apenas dez anos. Os paralelismos entre a morte das duas são evidentes. Penso que foi exactamente esse drama, que o levou a escrever sobre crimes, duma forma muito peculiar e sei também que transmite uma certa malaise de vivre, que nos fica a remoer. Quem sofreu, sabe tocar os outros de modo diferente. Ellroy escreveu um livro sobre a mãe, mas esse é um outro assunto.
Voltando a Elizabeth Short, a quem chamaram Black Dahlia:
Em 1947 encontram num descampado de Los Angeles o corpo de uma jovem de 23 anos, cortado ao meio e brutalmente mutilado. A vítima era uma actriz principiante, que se distinguia por um belo cabelo negro. (nessa altura passava nos cinemas um filme chamado "Blue Dahlia" e por isso a analogia)

A extrema violência com que foi morta, atraíu a atenção dos media e do público, até porque o seu autor desafiou a polícia "Catch me, if you can". Outras características deste crime foram a total ausência de provas incriminatórias e o número de pessoas que reclamaram a autoria deste crime (cerca de 50)
Quase sessenta anos depois, ninguém sabe ao certo quem matou Beth Short e porquê. E fundamentalmente ignoramos a razão de tanto ódio do seu assassino. Ela era apenas mais uma rapariga bonita em Los Angeles, uma mulher criança como lhe chama Ellroy. Um pouco tola, desejosa de ser amada, morta antes de ter crescido.
Por tudo isto este tornou-se um crime de culto, que ainda motiva muitos a tentar descobrir quem foi o verdadeiro culpado.Encontrarão na net imensos sites sobre este caso, assim como já se escreveram inúmeros livros sobre o assunto.
Voltando a Elizabeth Short, a quem chamaram Black Dahlia:
Em 1947 encontram num descampado de Los Angeles o corpo de uma jovem de 23 anos, cortado ao meio e brutalmente mutilado. A vítima era uma actriz principiante, que se distinguia por um belo cabelo negro. (nessa altura passava nos cinemas um filme chamado "Blue Dahlia" e por isso a analogia)

A extrema violência com que foi morta, atraíu a atenção dos media e do público, até porque o seu autor desafiou a polícia "Catch me, if you can". Outras características deste crime foram a total ausência de provas incriminatórias e o número de pessoas que reclamaram a autoria deste crime (cerca de 50)
Quase sessenta anos depois, ninguém sabe ao certo quem matou Beth Short e porquê. E fundamentalmente ignoramos a razão de tanto ódio do seu assassino. Ela era apenas mais uma rapariga bonita em Los Angeles, uma mulher criança como lhe chama Ellroy. Um pouco tola, desejosa de ser amada, morta antes de ter crescido.
Por tudo isto este tornou-se um crime de culto, que ainda motiva muitos a tentar descobrir quem foi o verdadeiro culpado.Encontrarão na net imensos sites sobre este caso, assim como já se escreveram inúmeros livros sobre o assunto.
Li um dos últimos, de Steve Hodel, que após a morte do seu pai, descobriu provas concludentes de que foi ele o assassino. Esta teoria é validada pelo próprio Ellroy e por Michael Connelly (um dos melhores escritores policiais da actualidade).
Hodel dedica o seu livro a todas as vítimas, mortas ou vivas. E talvez este caso possa fazer questionar-nos sobre a ausência de limites da maldade humana. Ou não. Eu acredito que ela existe. E que é exercida quotidianamente sobre vítimas inocentes e muitas vezes anónimas.
Diz-me o tempo que gastas a ler jornais e dir-te-ei quanto pecador és !
O delegado do Papa para a cerimónia apresentou um longo elenco de perguntas a que os fiéis devem responder, em exame de consciência, antes de se aproximarem do sacramento da penitência. Entre elas, coloca-se a questão relativa à forma como se passa o tempo, comparando-se o investimento nos media (televisão, internet e jornais) com o tempo despendido a “meditar e a ler a Sagrada Escritura”.
Segundo a Santa Sé, passar muito tempo a ler jornais, a ver televisão ou a navegar na internet diminui a dedicação à fé cristã. Daí a justificação dada para o facto de estas actividades passarem a ser consideradas como “novos pecados”.
In "Correio da Manhã"
Segundo a Santa Sé, passar muito tempo a ler jornais, a ver televisão ou a navegar na internet diminui a dedicação à fé cristã. Daí a justificação dada para o facto de estas actividades passarem a ser consideradas como “novos pecados”.
In "Correio da Manhã"
13 de abril de 2006
Desonestidade e Ganância: o Mercado de Quartos de Lisboa em Março/Abril de 2006 (1)
Encontrar um quarto para arrendar em Lisboa nos meses de Março/Abril é muito difícil: estamos a meio do segundo semestre lectivo, a maior parte dos estudantes já só sairá em Julho, está tudo ocupado. Nada que se compare aos meses de Julho e Agosto, em que há uma grande oferta porque a maior parte dos estudantes sai de Lisboa. Setembro é o mês em que o mercado abre, isto é, quando os estudantes universitários chegam a Lisboa. Em Fevereiro há uma outra ligeira abertura, quando alguns dos Erasmos vão embora no final do primeiro semestre.
O mercado caracteriza-se essencialmente por isto: desonestidade e ganância. É esta a minha conclusão retirada logo nos primeiros telefonemas e visitas que fiz enquanto procurava um quarto em Lisboa. Nos próximos posts vou narrar algumas das peripécias que me levaram esta conclusão.
O mercado caracteriza-se essencialmente por isto: desonestidade e ganância. É esta a minha conclusão retirada logo nos primeiros telefonemas e visitas que fiz enquanto procurava um quarto em Lisboa. Nos próximos posts vou narrar algumas das peripécias que me levaram esta conclusão.
Moro em Lisboa
Alfacinha de gema, nascido em Lisboa de pais lisboetas, foi a 3 de Abril de 2006 que passei pela primeira vez na vida a morar em Lisboa. Foi nessa noite que pela primeira vez dormi e acordei numa cama em Lisboa (já tinha dormido de outros modos em Lisboa…). Estou mesmo muito feliz, em especial com a localização da minha casa. A referência é simples: sair no metro da Avenida, átrio Norte, e ir até à Louis Vuitton. Depois são só 20 segundos a pé.
Eu já vivia em Lisboa há muito tempo; só que não dormia nem tomava banho cá. Nem cozinhava em Lisboa. Mas a minha vida, o estudo e o trabalho, os entretenimentos, as amizades, os passares-de-tempo, os relacionamentos vários eram todos cá. Agora, a juntar a esta vida lisboeta, uma morada.
Estou a viver com alguns co-residentes. Uma é brasileira, o outro é brasileiro, um outro é espanhol e há-de chegar ainda mais alguém, pois um dos quartos ainda está vago.
A casa é antiga mas alguns dos interiores têm sido remodelados. A casa-de-banho tem um pormaior soberbo: uma gigantesca janela atrás da sanita e inalcansável pelos olhares exteriores.
O meu quarto tem varanda e depois de o organizar ficou um brinquinho.
Na prática tenho duas ruas: a da frente e a de trás, cada qual com os seus pontos de interesse, ainda por experimentar (nem todos). Alguma perturbação com a boite dois ou três edifícios a seguir à minha casa, grande contentamento por ter a rua da Cinemateca logo ao cimo. E os amigos a morarem na proximidade : )
A minha casa tem sótão. O sótão já me deu ideia para um tipo de festa inventado por mim e que será registado na Sociedade Portuguesa de Autores para que não possam fazer download da minha ideia: a tent-party. A festa-tenda consistirá no seguinte: eu forneço velinhas aromáticas, bebida e sound-system e cada convidado deverá trazer um tapete e duas almofadas. Depois é a party num ambiente em modo deitado/sentado à yogi com tecto baixo.
A minha vontade era a de comprar o meu andar em Lisboa.
Eu já vivia em Lisboa há muito tempo; só que não dormia nem tomava banho cá. Nem cozinhava em Lisboa. Mas a minha vida, o estudo e o trabalho, os entretenimentos, as amizades, os passares-de-tempo, os relacionamentos vários eram todos cá. Agora, a juntar a esta vida lisboeta, uma morada.
Estou a viver com alguns co-residentes. Uma é brasileira, o outro é brasileiro, um outro é espanhol e há-de chegar ainda mais alguém, pois um dos quartos ainda está vago.
A casa é antiga mas alguns dos interiores têm sido remodelados. A casa-de-banho tem um pormaior soberbo: uma gigantesca janela atrás da sanita e inalcansável pelos olhares exteriores.
O meu quarto tem varanda e depois de o organizar ficou um brinquinho.
Na prática tenho duas ruas: a da frente e a de trás, cada qual com os seus pontos de interesse, ainda por experimentar (nem todos). Alguma perturbação com a boite dois ou três edifícios a seguir à minha casa, grande contentamento por ter a rua da Cinemateca logo ao cimo. E os amigos a morarem na proximidade : )
A minha casa tem sótão. O sótão já me deu ideia para um tipo de festa inventado por mim e que será registado na Sociedade Portuguesa de Autores para que não possam fazer download da minha ideia: a tent-party. A festa-tenda consistirá no seguinte: eu forneço velinhas aromáticas, bebida e sound-system e cada convidado deverá trazer um tapete e duas almofadas. Depois é a party num ambiente em modo deitado/sentado à yogi com tecto baixo.
A minha vontade era a de comprar o meu andar em Lisboa.
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