
um dia o pascoal foi ao vale da cal contar as suas 23 colmeias.
contava, recontava e voltava a contar e não lhes dava conto.
como não dava conto das colmeias decidiu contar as abelhas.
tantas abelhas contou e recontou que lhe faltava uma.
saiu à cata dela pela serra e encontrou-a nas pedras d’hera com 7 lobos de volta dela a comer-lhe os bocados.
agarrou no cajado e atirou-o aos lobos que fugiram e deixaram os restos da abelha mais morta que viva no meio do mato.
o pascoal apanhou os restos da abelha e espremeu-os tão bem que deitaram 7 canadas de mel.
como não tinha onde colocar o mel, tirou 2 piolhos das costas e, com a pele dos piolhos, fez dois odres para guardar o mel.
o pascoal tentou colocar os odres de mel às costas mas, cansado da busca pela abelha, não lhes pode com o peso.
olhou em volta para ver o que lhe podia acudir, apanhou uma carriça e colocou-lhe os odres com as 7 canadas de mel em cima para os transportar para fajão.
quando sentiu a carga em cima, a carriça vou para cima dum carvalho.
o pascoal, ao mel a voar no lombo da carriça, atirou-lhe com uma machada que desapareceu no mato.
sem mel nem machada, o pascoal deitou fogo ao mato.
a carriça voou com o mel.
ardeu o mato, o carvalho e a machada e o pascoal ficou com o cabo.
4 comentários:
Bonitos contos os de Fajão, que tanto poderiam ser passados em qualquer lado, onde a natureza ainda tem parte de si intacta.
Tanto perca, prejuizo ou desperdicio,onde tanta falta faz.
Bom Ano de 2011
Mais um belo conto do Juiz:)
estes contos são mais relativos ao pascoal..
o juiz tem um acervo particular
:)
Lindo, mesmo.
Mas a ver se me lembro de quando lá voltar, não provar o mel. Que essa de ter ficado em odres de piolhos das costas, jazuze:-))
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