Miss Vee, A minha colega, de nome Ulrica (nome de origem húngara, segundo me disse) era descendente, penso que bisneta, deste senhor: Waldemar Albuquerque d' Orey, proprietário da Quinta da Regaleira entre os anos 40 até aos anos 80. Esta família vendeu a quinta a um grupo financeiro japonês e agora é património, como sabes.
Sim, os guias fazem sempre questão de mencionar essa parte da história da mansão. Não sei porquê. Isso e deixar bem claro que não há nem nunca houve qualquer ligação esotérica (!) dos seus antigos donos/criadores... Não me convencem.
E que pena agora o mecanismo da pedra que dá acesso ao poço não funcionar... Lembro-me de, há alguns anitos (antes de ter fechado), ainda funcionar. E agora, da última vez que lá fui já não funciona. Perde-se bastante da entrada.
Miss Vee, Só participei numa única visita guiada e, gosto pessoal, não me senti muito atraída pelo local. Quanto a uma informação do guia - a possibilidade do proprietário não pertencer à maçonaria, embora o desejasse "à força toda" - acredito nessa tese. Apresentar argumentos seria um pouco fastidioso e subjectivo neste espaço. Também não gostei do interior, apesar de se tratar de um edifício sumptuoso, tanta ostentação incomoda-me, mas isso são gostos pessoais e sei que muita gente fica fascinada com o local. As minhas filhas têm lá ido a espectáculos de teatro (e ainda há uma semana a um de jazz) e não sei se com essas funcionalidades o local será mais apelativo... mas sou céptica, apesar de já ter percebido que gostas do espaço.
a minha ligação à quinta da regaleira vem de de 1971/72. eu fazia parte de um grupo (o coro da juventude musical portuguesa de lisboa) e, ao tempo, faziamos todos os anos um 'espectáculo' que juntava a parte vocal com alguma encenação teatral num conjunto homogéneo. nesse ano, creio, o espectáculo era baseado no 'operário em construção' como era necessário um local para discutir o assunto e havia sempre poucos espaços, o francisco d'orey diz-nos que podia ser na casa dele de sintra. e lá fotos todos de comboio, depois a pé... até que o xico saca da chave e abre a quinta da regaleira. ao tempo ainda era habitada. e foi como uma casa habitada que a visitei pela primeira vez e tendo como guia alguém que lá cresceu.
de facto os d'orey nunca foram da maçonaria. mas o carvalho monteiro foi. e foi por isso que criou aquela casa daquele modo
...mas há quem defenda que o Carvalho Monteiro queria ser da maçonaria, nunca tendo sido aceite nas hostes: será verdade? Desconheço, embora tenha ficado com tal convicção, apesar de a arquitectura, poço iniciático, etc. (e porque não a numerologia) para aí apontarem. Quanto à utilização da quinta para eventos, sobretudo os teatrais, actualmente da responsabilidade de uma excelente professora de Filosofia e de Teatro, parece-me ser interessante a funcionalidade dada ao local e as apreciações têm sido muito favoráveis.
aqui a Tareca é d'orey dos daqui, de Sto.Amaro. Ha uns tempos escrevi aqui um post acerca da Regaleira, a proposito do Barracao.. Para quem gosta da maconaria e se quer embrenhar um pouco mais na magia da Regaleira, promovo (eu nao naturalmente, :) a empresa Odisseias) a visita nocturna pelos ponds. O coaxar das ras de madrugada e pelo escuro.. tem um certo je ne sais qua.. E Carlos, esse Chico nao sera por acaso o meu Titô, juiz? louro de olho azul, na casa dos 50?
o francisco d'orey, ou xico como sempre o tratei, deve ter agora uns 70. é dos nomes mais importantes da música vocal em portugal. muitas gerações de músicos e amantes da música aprenderam com ele. o xico mereceria 30 posts. há uns tempos postei aqui um bilhete recomendação para um pequeno concerto em que ele ia voltar a encontrar algumas pessoas com quem tinha trabalhado.. mas não o consigo encontrar agora para colocar o link. mas o francisco d'orey tem sido recorrente aqui não só porque eu trabalhei com ele alguns anos e sou muito amigo dele há muitos mais, mas tambem o noss abs trabalhou com ele alguns anos...
13 comentários:
É a casita de campo do Manuel Milhões.
:)
... e habitação, em finais de 60, de oito irmãos, uma delas minha colega de turma (sempre me perguntei como seria viver num sítio tão austero).
Regaleira?
Está certo, Paulo. É a Quinta da Regaleira.
Ai quem me dera ser a tua antiga colega! Deve ser uma coisa espantosa.
Miss Vee,
A minha colega, de nome Ulrica (nome de origem húngara, segundo me disse) era descendente, penso que bisneta, deste senhor:
Waldemar Albuquerque d' Orey, proprietário da Quinta da Regaleira entre os anos 40 até aos anos 80.
Esta família vendeu a quinta a um grupo financeiro japonês e agora é património, como sabes.
Sim, os guias fazem sempre questão de mencionar essa parte da história da mansão. Não sei porquê. Isso e deixar bem claro que não há nem nunca houve qualquer ligação esotérica (!) dos seus antigos donos/criadores... Não me convencem.
E que pena agora o mecanismo da pedra que dá acesso ao poço não funcionar... Lembro-me de, há alguns anitos (antes de ter fechado), ainda funcionar. E agora, da última vez que lá fui já não funciona. Perde-se bastante da entrada.
Miss Vee,
Só participei numa única visita guiada e, gosto pessoal, não me senti muito atraída pelo local.
Quanto a uma informação do guia - a possibilidade do proprietário não pertencer à maçonaria, embora o desejasse "à força toda" - acredito nessa tese. Apresentar argumentos seria um pouco fastidioso e subjectivo neste espaço.
Também não gostei do interior, apesar de se tratar de um edifício sumptuoso, tanta ostentação incomoda-me, mas isso são gostos pessoais e sei que muita gente fica fascinada com o local.
As minhas filhas têm lá ido a espectáculos de teatro (e ainda há uma semana a um de jazz) e não sei se com essas funcionalidades o local será mais apelativo... mas sou céptica, apesar de já ter percebido que gostas do espaço.
a minha ligação à quinta da regaleira vem de de 1971/72.
eu fazia parte de um grupo (o coro da juventude musical portuguesa de lisboa) e, ao tempo, faziamos todos os anos um 'espectáculo' que juntava a parte vocal com alguma encenação teatral num conjunto homogéneo. nesse ano, creio, o espectáculo era baseado no 'operário em construção'
como era necessário um local para discutir o assunto e havia sempre poucos espaços, o francisco d'orey diz-nos que podia ser na casa dele de sintra.
e lá fotos todos de comboio, depois a pé... até que o xico saca da chave e abre a quinta da regaleira.
ao tempo ainda era habitada. e foi como uma casa habitada que a visitei pela primeira vez e tendo como guia alguém que lá cresceu.
de facto os d'orey nunca foram da maçonaria.
mas o carvalho monteiro foi.
e foi por isso que criou aquela casa daquele modo
...mas há quem defenda que o Carvalho Monteiro queria ser da maçonaria, nunca tendo sido aceite nas hostes: será verdade? Desconheço, embora tenha ficado com tal convicção, apesar de a arquitectura, poço iniciático, etc. (e porque não a numerologia) para aí apontarem.
Quanto à utilização da quinta para eventos, sobretudo os teatrais, actualmente da responsabilidade de uma excelente professora de Filosofia e de Teatro, parece-me ser interessante a funcionalidade dada ao local e as apreciações têm sido muito favoráveis.
aqui a Tareca é d'orey dos daqui, de Sto.Amaro. Ha uns tempos escrevi aqui um post acerca da Regaleira, a proposito do Barracao.. Para quem gosta da maconaria e se quer embrenhar um pouco mais na magia da Regaleira, promovo (eu nao naturalmente, :) a empresa Odisseias) a visita nocturna pelos ponds. O coaxar das ras de madrugada e pelo escuro.. tem um certo je ne sais qua.. E Carlos, esse Chico nao sera por acaso o meu Titô, juiz? louro de olho azul, na casa dos 50?
o francisco d'orey, ou xico como sempre o tratei, deve ter agora uns 70.
é dos nomes mais importantes da música vocal em portugal.
muitas gerações de músicos e amantes da música aprenderam com ele.
o xico mereceria 30 posts.
há uns tempos postei aqui um bilhete recomendação para um pequeno concerto em que ele ia voltar a encontrar algumas pessoas com quem tinha trabalhado..
mas não o consigo encontrar agora para colocar o link.
mas o francisco d'orey tem sido recorrente aqui não só porque eu trabalhei com ele alguns anos e sou muito amigo dele há muitos mais, mas tambem o noss abs trabalhou com ele alguns anos...
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