
A tertúlia foi algo que se perdeu e é irrecuperável. Pelo menos nas grandes cidades. Para trocar ideias temos aqui esta caixinha e os amigos do costume, blogues e quejandos. Mas eu acho este tema um fascínio. E tenho pena de não ter espreitado ou participado numa destas actividades prazenteiras (Só me lembro de algumas, na Ex-Opinião em que tudo se engalfinhava e era giro).
Porque do prazer se trata, na troca de ideias acalorada mas que se diluí no brandy ou café fraco no caso, aqui apresentam-se os protagonistas duma tertúlia na Veneza, na Avenida. O grupo de Ferreira de Castro. A fonte é a Revista Eva de Março de 1955.
2 comentários:
Ainda apanhou algumas tertúlias. Apanhou, é como quem diz, sentava-se numa mesa, à parte, a ver os intervenientes a falar, a rir, a... conspirar. E o tremendo gozo que isso lhe dava... Volta e meia fazia o percurso das tertúlias. A mais interessante era a das segundas-feiras na cave do "Café Martinho", ali ao pé da Estação do Rorrio e do Teatro D. Maria II: José Gomes Ferreira, Augusto Abelaira, Manuel Mendes, Manuel Azevedo e outros. No "Monte Carlo" o Carlos de Oliveira e o Augusto Abelaira, noutra mesa o João César Monteiro, o Jorge Silva Melo, a Fiama. A "Universidade do Tremoço", que era o "Ribadouro" onde pontificava Fernando Lopes, Baptista-Bastos, para não falar da do "Vává" entregue aos homens do Novo Cinema Português. O "Vává" o "Ribadouro" ainda existem o resto foi devorado pelos bancos.
Esta é linda e eu até já a (re)publiquei. A tertúlia da Veneza -- a quem também chamavam a tertúlia dos anarquistas.
Um abraço, T e obrigado.
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