Endormitada e enregelada, escolho os bróculos vagarosamente, porque quero os mais pequenos.
Ao lado ouço uma voz. Pois é, coitadinha, estás muito engelhada. É do frio. Mas tu estás muio verdinha. Esta sim, é tronchuda e bonita. Que linda que é. Olho para o lado, assim pouco discretamente, e vejo uma senhora a escolher couves coração.E continua na converseta, as respostas das couves não ouço mas imagino. Pára de nos criticar, assassina, vai comer animais, deixa as pobres brassica em paz. Entretanto chega o marido, manda-me um olhar de cumplicidade e lá continuamos as duas nos nossos afazeres. Pensei no entanto uma coisa. Daqui a pouco também começo a falar com legumes. Estou feita.
4 comentários:
... eu já falo com as máquinas para pagar nos estacionamentos e com o computador ... será um princípio?
Se calhar:)
A avó materna falava com as flores e com as plantas e dizia que elas lhe respondiam...
Sim isso também eu. Com couves é que nunca dialoguei, risos.
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