9 de dezembro de 2008

Memórias do Monte da Lua

Image and video hosting by TinyPic

A Quinta e o Palácio Valenças
Nasci em Sintra, num dia de verão. Na casa onde nasci passei depois quase todas as férias até ao meu casamento. Hoje, olho com melancolia aquilo que ainda chamam o Palácio Valenças, o parque Valenças, e tento desligar-me da plenitude da infância, da mocidade[...]
Crianças a rir; geladas fontes de sabor intraduzível; véus de névoas e sóis de um outro mundo,janelas altas de onde os olhos possuíam a distância, natural e amena; orquídeas bravas junto à rua de musgo, debruada de castanheiros...
A quinta, que era a quinta do Douche no meu tempo, não está muito diferente. Tornou-se, é claro, mais funcional como agora se diz. A Câmara Municipal de Sintra, sua actual proprietária,ofereceu-a a todas as crianaças que a desejem; não é já, e ainda bem, o privilégio de uns poucos meninos que os muros e as grades separavam duma parte animada da vida, mas a quem ofereciam em troca um universo verde, que tanto podia ser de brincadeira e de vozearia, como de silêncio e descoberta, escadinhas misteriosas, grutas onde viviam lendas...

Maria da Graça Athayde, Uma Vida Qualquer, 1981.

7 comentários:

Anónimo disse...

Boa Tarde

Onde devo encontrar este livro ?

Gostava muito de o ler .

Obrigada

Carlota Joaquina

teresa disse...

Indicação bibliiográfica:

Maria da Graça Athayde, Uma Vida Qualquer,Ed. Pax, Braga, 1981.

Penso que a obra já não se encontrará à venda, podendo ser consultada em bibliotecas, sugiro a consulta na PORBASE. O excerto foi retirado da revista anual Vária Escrita, 2000, publicação do Palácio Valenças, Sintra. (pode igualmente pesquisar a editora Pax, entrando em contacto com a mesma)

Unknown disse...

Esta biblioteca deixou-me muitas saudades.

Anónimo disse...

Muito obrigada .

Carlota Joaquina

teresa disse...

Esta era a biblioteca dos meus primeiros tempos de liceu. Como os jovens sempre foram irreverentes, quando estudávamos na sala camiliana onde se encontravam expostos diversos bustos de Camilo, não saíamos sem deixar o escritor de chapelinhos de papel (à Napoleão) na cabeça, ou a fumar hipotéticos cigarros (rolinhos de papel) que lhe colocávamos na boca. Hoje, quando as antigas bibliotecárias ainda me saudam nas ruas de Sintra, tenho a impressão de corar...

AnaMar (pseudónimo) disse...

Se quiserem visitar...Património Mundial...


http://www.parquesdesintra.pt/

http://www.cm-sintra.pt/Itinerarios.aspx?ID=6

Abreijos

teresa disse...

Obrigada, AnaMar:)