14 de dezembro de 2008

Agradecendo à T.

Finalmente hoje consegui ver o VV, há semanas em que nos encontramos mais vezes, o que não tem sido o caso. Agradeço as sementes e espero que ele não se esqueça dos limões da horta, pequenos mas bons para ferver um pouco a casca, adicionando-lhes depois sumo e mel (para resistir às constipações da época).
E como estou ao computador enquanto olho pela janela, vendo a serra carregada de nuvens e as árvores a dançar ao vento, "roubei" umas linhas a Alberto Caeiro (o meu Pessoa preferido quando, na juventude, era o outro, o engenheiro Campos), quem se refugiou na aldeia só poderia mesmo apreciar as sementeiras e este guardador de rebanhos:
[...]
O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...
[...]

5 comentários:

T disse...

Obrigada Teresa:) Adoro limões!

teresa disse...

Depois devolvo aas formas onde vieram os pudins. Boa semana e que os gatos não queimem os bigodes no aquecedor...:)

teresa disse...

Problemas de expressão excrit: as formas de pudim onde vieram as sementes... isto não anda bem (risos)

T disse...

As formas foram mesmo só para as sementes, risos. Era o que havia de caixas plásticas nos chineses. Eu não tenho jeito para doces:) Se não as quiseres oferece ao VV! Risos.

teresa disse...

Ok,
Obrigada:)