Quando sinto, atrás de mim, o vulto teu.
Vade retro, Satanás! gritei-lhe eu,
Pensando em sandes de presunto do teu tio.
E tu voaste, num longo corrupio,
Cruzando a noite escura como breu.
E eu a pensar – mas o que é que hoje lhe deu
Para deitar a assobiar ao desafio?
Se alguém aqui achar que nestas rimas
Algo de errado surge p’ra tormento
Dos mais puristas da língua que é a nossa,
Tenha piedade das nossas tristes sinas.
Nem mesmo o apostrofar mais macilento
Fará que o DQV caia na fossa!
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