4 de julho de 2006

O rio

Estava eu, posto em sossego, em frente ao rio
Quando sinto, atrás de mim, o vulto teu.
Sai daí, João António, que me fazes frio
E roubas o calor que o sol me prometeu

Escusas de sorrir assim tão docemente
Enquanto me mostras sandes de torresmos
Já há muito que me defini sexualmente
Meus gostos serão para sempre os mesmos

Estou eu, em desasossego, frente ao rio
Desejando teleportar-me dali para fora
Junto a um maricolas em enorme desvario

Vai João António vai, segue o teu caminho
Aqui, em vão, vais perdendo a tua hora
Pois jamais será teu o meu belo rabinho

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