5 de janeiro de 2009

Um ano sem stress

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Quando entramos num novo ano, existe sempre uma vontade – mesmo que inconfessada – de modificar algumas atitudes instaladas ao longo do “ano velho”. E é assim que fazemos votos pessoais de deixar de fumar, de passarmos a ser mais metódicos, de optarmos por uma alimentação saudável, de caminharmos diariamente, saindo do transporte duas paragens antes da habitual[...].
Neste sentido, gostaria de partilhar algumas dicas e reflexões propostas neste manual apresentado na imagem. A autora garante que se praticarmos uma das actividades nas próximas três semanas, todos nos sentiremos melhor...

Quando foi a última vez que se sentou a olhar pela janela e a sonhar acordado? Ou passeou lentamente à beira de um regato ou olhou para as nuvens a passar? Temos que arranjar espaço nas nossas vidas para “estar” sem mais.
Algumas dicas da autora:
Compre um frasco de bolas de sabão. Sim, bolas de sabão. São muito baratas. Tenha-o sempre no emprego. Todas as vezes que começar a ficar de mau humor ou quando reparar que alguém precisa de uma ajudinha, sopre bolas de sabão por cima da divisória mais próxima. Em poucos segundos ouvirá sons de surpresa e de prazer.
[…] a maneira mais fácil e mais barata que conheço para tratarmos bem de nós próprios é desligar o telefone, apagar as luzes e entrar numa banheira de água quente.
Cantar sabe bem. É uma maneira fácil e menos consciente de fazer trabalho respiratório. Embora não me importe nada de fazer exercícios respiratórios e eles resultem muito bem, prefiro pôr o “Old Time ‘N’ Roll” de Bob Seger o mais alto possível e acompanhar a música. No fim da canção sinto-me óptima e nem sequer dou por ter estado a fazer trabalho respiratório.
A música barroca é muitas vezes usada para o relaxamento e a concentração porque tem um ritmo semelhante ao das batidas do coração relaxado (cerca de sessenta pulsações por minuto). Se tem problemas durante o sono, ou em adormecer, experimente ouvir uma peça barroca, em vez de Marilyn Manson.

Resta-me desejar - caso sintam tal necessidade - que este novo ano seja utilizado para combater o stress. No caso particular, caso não resulte, vou exilar-me na planície.

Mas eu não fiz mal nenhum...


Já este tema foi glosado pelo Quino na Mafalda. Eu lembro-me de sentir o mesmo quando era pequenita e por isso abstenho-me de crucificar as crianças com beijos de educação. Afinal elas não fizeram mal nenhum. 

4 de janeiro de 2009

E quem é o autor destas curiosas imagens?

Têm respectivamente como título: "o consertador de redes" e "a vendedora de pevides".

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Fonte: Aveiro e Cultura

Acertou a Curiosa quando escreveu: "Penicheiro!!!"

MÚSICAS E CANÇÕES DE NATAL


THE POGUES
IF I SHOULD FALL FROM GRACE WITH GOD
WEA 244493-2
Nos princípios de Dezembro, por aqui, o Carlos dizia que o prémio vitalício para a melhor canção de Natal ia para “FairYtable of New Iork dos “The Pogues” com Kirsty MacColl.
É de facto uma belíssima canção de Natal, da autoria de Shane MacGowan, e que se ouve em todos os dias e em todas as horas.

“It was Christmas Eve babe In the drunk tank An old man said to me,
won't see another one And then he sang a song The Rare Old Mountain Dew I turned my face away And dreamed about you Got on a lucky one Came in eighteen to one I've got a feeling This year's for me and you
So happy Christmas I love you babyI can see a better time When all our dreams come true They've got cars big as bars They've got rivers of gold But the wind goes right through you
It's no place for the old When you first took my hand On a cold Christmas Eve You promised me Broadway was waiting for me You were handsome You were pretty Queen of New York City When the band finished playing They howled out for more Sinatra was swinging, All the drunks they were singing We kissed on a corner Then danced through the night The boys of the NYPD choir Were singing "Galway Bay" And the bells were ringing out For Christmas day You're a bum You're a punk You're an old slut on junk Lying there almost dead on a drip in that bed
You scumbag, you maggot You cheap lousy faggot Happy Christmas your arse I pray God it's our lastI could have been someone So could anyone You took my dreams from me when I first found youI kept them with me babeI put them with my own Can't make it all alone I've built my dreams around you”

Os “The Pogues” acabaram no dia em que as virgens do conjunto, por causa da bebida, correram com o Shane McGowan Ainda continuaram mas nunca mais foram os mesmos, perderam a chama. O Shane era a grande desbunda. Sem ele “The Pogues” ficaram café sem cafeína, cerveja sem álcool. Foram eles que ficaram a perder o Shane não. Um dia pegou nas suas poesias e levou-as à Editora Faber que mais tarde fez o lançamento do livro “Property" no “Irish Club” de Londres. Nessa noite um tal Sean O’Hogan disse que “ele pode ser um bêbado, mas é o bêbado mais erudito que eu conheci”.Shane McGowan atalhou: “ Nunca escrevo quando estou sóbrio. Nunca o fiz. Nem sabia por onde é que havia de começar.”

Esta é difícil..



Sabeis aonde é?
J. disse...
na graça? E acertou. No Caracol da Graça.

Adivinhai e domingai



Em que bairro é e como se chama esta rua?
Rua do Salvador.

Domingar a adivinhar



Bonita não é? Como se chama?

MCV disse...

Igreja de São Paulo.

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Eu gosto destes padrões floridos das apreciadoras de Planta. Lembro.me tão bem destes anúncios.
E nunca gostei de planta.

O primeiro supermercado


Dizem que era no Saldanha. Eu confesso que não me recordo dele. Mas em contrapartida lembro-me bem dum enorme alfarrabista ali ao pé da Bambi, tipo num pátio junto a um portão. Alguém se recorda deste histórico supermercado de 1961?

Um lugar mágico

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Por vezes, construimos na nossa imaginação um "top" dos locais mais bonitos do planeta. Acontece que se algum dia, bafejados pela fortuna, os conseguimos visitar, nem sempre correspondem os espaços idealizados às nossas expectativas. Ficou-me a ideia quando, há dias, referi a Irlanda como uma região que povoa, por motivos diversos, o meu imaginário (bem como o de outros residentes e comentadores) e alguém respondeu que receava ficar decepcionado caso um dia lá pudesse ir. Recordei ainda quem, após visita à Holanda, referiu ter criado no imaginário o enorme colorido da diversidade das flores, o que acabou por deixar um espaço por preencher após a visita ao país.
Acontece que esta maravilhosa cidade ultrapassou as minhas expectativas: tocada por um sol em tonalidades de ouro, como uma tela de Boticelli, lá estava, recebendo os visitantes de braços abertos e dando uma sensação de viagem no tempo até à época renascentista.
Foi aqui que me vieram à memória palavras de Pessoa e do cantor de palavras Serge Regiani e me ficou a ousadia de discordar um pouco das respectivas mensagens:

Dizem que há mundos lá fora que nem em sonhos eu vi
Mas que importa todo o mundo se meu mundo todo é aqui?

Venise n'est pas là où tu crois
Venise aujourd'hui c'est chez toi
C'est où tu vas, c'est où tu veux
C'est l'endroit où tu es heureux

Adivinhar ao domingo


O que é? Daqui a bocadinho há mais.

Museu do Traje

Disse a Carlota Joaquina e acertou

3 de janeiro de 2009

Para a Swt



Em lembrança do pai dela.
Mais outro anúncio da série Peter Pan.
Selecções Femininas, Maio, 1963

Ai, ai, adivinhai



E que igreja é?
Luís Bonifácio disse...

Igreja da Graça

Identificai


Qual é o edifício?

Pavilhão dos Desportos

Parque Eduardo VII

Carlota joaquina

ESTAS COISAS QUE SE DIZEM


"Estas coisas que se dizem… Ela repete muitas vezes a frase, e as pessoas no café olham para ela, porque ela não pára de dizer a mesma coisa, como se precisasse de ser desculpada, porque o Natal está à porta e ninguém, no seu perfeito juízo, poderia ter dito o que ela disse.
Nos outros dias também não, claro, mas então no Natal, que todos dizem ser tempo de entendimento e de paz, tempo das crianças. "Desculpa…" - murmura baixinho, "Não era isso que eu queria dizer… Compro-te um chocolate, queres?" A criança abana a cabeça, não quer chocolate, não quer nada, ou quer o que, pelos vistos, parece ser impossível, que o pai vá com ela à festa da escola. Abana a cabeça e não consegue dizer mais nada porque os seus ouvidos ainda estão cheios da frase de há bocado, tão curta mas que não vai sair tão depressa da sua cabeça, nem entende como a mãe foi capaz de a dizer.
As pessoas no café ouvem-na, mesmo sem querer ouvem-na, e ficam a saber que a criança vai tocar piano na festa da escola mas que não tem ninguém para lhe ir bater palmas. A mulher marca muitos números no telemóvel, mas nunca ninguém atende, e já se está a fazer tarde para ela, que tem hora certa de estar no trabalho, ao próximo atraso o patrão manda-a para a rua, já a ameaçou. "Quero o pai", diz a criança, mas o pai não atende o telemóvel, o mais provável é estar fora de Lisboa. "Vai o Fernando contigo", diz a mãe. "O Fernando não é meu pai", murmura a criança.
E é então que a frase se lhe escapa da boca, mal acabara de a dizer e já se arrependera, mas ninguém pode não dizer o que já disse, e ela, sem pensar, a responder "E para o caso que diferença faz?" A criança fica a olhar para ela em silêncio, olhos redondos de um enorme espanto. E as pessoas do café também a olhar, é Natal, e no Natal essas coisas são imperdoáveis . E, de repente, ela sente os olhos de todos em cima de si, e murmura "Estas coisas que se dizem…"
E abana a cabeça, mas já não resolve nada, está dito, está dito, e a criança começa a chorar muito silenciosamente e não há nada mais gritante do que uma criança que chora sem fazer barulho. E de repente ela pega nos sacos de plástico que largara no chão, e arrasta a criança, nem olha para ninguém e diz "Anda lá, vá…" E empurra a porta do café, e lá fora há cânticos de Natal e luzes nas montras e algodão a fingir de neve, e ela tem vontade que tudo acabe depressa, que as pessoas voltem a ser como nos restantes dias do ano, e que não haja festas nas escolas nas horas em que todos estão a trabalhar e desaparecem as duas numa esquina ao fundo da rua. "Estas coisas que se dizem", repete uma mulher, abanando a cabeça e mexendo o café muito devagarinho "estas coisas terríveis que se dizem."

- Alice Vieira in “Jornal de Notícias”

MÚSICAS E CANÇÔES DE NATAL


Com Maddy Prior finalizou-se, ontem, a apresentação de alguns álbuns de Músicas e Canções de Natal. De hoje até ao Dia de Reis abordar-se-ão canções que, não sendo propriamente de Natal, detém um espírito que podemos considerar como sendo de Natal. Como em relação aos álbuns, também algumas irão ficar de fora. A de hoje é o que se desejaria que fosse o nosso mundo: maravilhoso. A realidade é bem diferente.
“What a Wonderful World” é uma canção que já conheceu inúmeras versões. A de que mais gosta, talvez a mais conhecida, é a de Louis Armstrong, o velho Satchmo:
Uma canção da autoria de G.P. Weiss e G. Douglas-

“Eu vejo o verde das árvores
Rosas vermelhas também
Eu vejo-as florescer
Para mim e para ti
E penso comigo mesmo
Que mundo maravilhoso

Eu vejo o azul do céu
E o branco das nuvens
O brilho abençoado do dia
O escurecer diz boa noite
E penso comigo mesmo
Que mundo maravilhoso

As cores do arco-íris tão bonitas no céu
Estão também na face das pessoas que passam
Vejo os amigos apertando as mãos
Dizendo “como vai”
Na verdade estão dizendo “amo-te”
Eu ouço bebes chorando
E vejo-os crescer
Eles aprenderão muito mais do que eu já sei
E eu penso comigo mesmo
Que mundo maravilhoso”.

E mais outra



O que é?
Luís Bonifácio disse...

Pavilhão Carlos Lopes, antes Pavilhão dos desportos e antes ainda Pavilhão de Portugal na exposição de 1932

Adivinhas do anoitecer


Atentai e dizei o nome
lulu disse...

  Rua Neves Costa, em Carnide.

Não deixe arrefecer



Hoje acordei prolixa, reparo eu agora. E a ao folhear as minhas compras deparo com este maravilhoso anúncio do Lusotermo. Sempre invejei os meus colegas que o transportavam para a escola diligentemente. Eu nunca tive um! Verdade que nessa época desgostava de leite. E mesmo agora...Mas este slogan emocionou-me. E é isto.
Revista Selecções Femininas de 1959

Para o vizinho Politikos


Uma prendinha atrasada de Natal, já que tanto lhe interessam estas temáticas interiores:)
O anúncio desta lingerie Peter Pan é de 1964 e surge nas Selecções Femininas.
Para mim o desenhador, José Soares ao que me parece, desenharia também capas de policiais da época. É que existem muitas similitudes.

E como o mundo é pequeno, a filha do nosso desenhador apareceu no Dias:)


Swt disse...

Olá! T!
Esta embalagem ou o que seja foi desenhada e pintada por papai..José Soares, mas essas capas de policiais... penso que não.

Lembrar a artista enquanto viva

Aqui.

Maria Keil.

Obrigada ao Manuel pela indicação deste link. 

O padrinho


Vi-o na loja com um ar bocado triste e adoptei-o. Já está. Entre outros vícios tenho os dos bonecos de barro.


Hoje na Feira da Ladra encantei-me com estas aplicações magnéticas de Fernando Del Pretti, que recolhe imagens do passado português e as recria como objectos. São lindas e baratas e há para todos os gostos. Impecávemente apresentadas, dão uma rica prenda. A da foto são de entre outros, Jorge Barradas e Stuart de Carvalhais.
São vendidas na Feira da Ladra, junto ao Mercado de Santa Clara, mas também na Rua da Verónica, 24, 2º andar. Mais contactos tlm 917888122 e 210936067 ou email ffcc15@hotmail. com.
É preciso é ter ideias e criar negócios que ainda não existem. Ou seja juntar o prazer ao dever. Ah e disse-me o senhor: Decoro frigoríficos inteiros!

E assim Janeiravam


E lá estavam eles, rodeados dos sinais da desordem urbana. Cantavam as Janeiras em plena Morais Soares.
Isto vi do táxi em que vinha da Feira da Ladra e zás flashei mesmo lá de dentro.

Não sei como aqui vivem... mas é lindo!

Em tempos, ao mostrarmos o bairro de Alfama aos amigos Martin, naturais de Marselha, diz M.Martin: "não sei como aqui vivem ... mas é lindo!".
Suspeitando -com base em depoimentos de alguns nativos - que na localidade não se viverá "à grande e à francesa", deixo umas imagens de um local onde sabe bem descansar, embora alguns o considerem "pasmaceira"... Uma das fotografias foi escolhida para "ajudar", pois a que considero mais interessante poderá parecer, a uma primeira vista, pouco significativa. Conhecem o local? Como curiosidade, acrescento ser de eleição para descanso pelo centenário cineasta português há pouco homenageado...
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Makangsi pergunta: "não será Porto Santo?" - e é mesmo a ilha de Porto Santo!

Um canto cá de casa


É um facto que eles estão sempre a mudar. Multiplica-se a papelada e a desarrumação. Mas atentai no bloco brilante do fundo da pilha. Comprado na Area, ex Habitat, a 1,90. Bela prenda para quem gosta de escrever e de chinesices. Aqui guardo as soluções das adivinhas:)
E é isto.

E atentai aqui

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Onde é esta vila?

à Travessa Rebelo da Silva!

Ora palpitai


Por vezes quando estou a colocar adivinhas, recebo na volta as respostas. Andam à espreita, é? Risos. Adivinhem esta se conseguirem. Já lá bebemos uns copos aqui há uns anos...

lulu disse...

É o Teatro de Carnide, na Azinhaga do Serrado :)

frança 3 portugal 0

eu ja sabia, mas hoje voltei a ler sobre isto...

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se eu vos disser (ou talvez vocês ja saibam) que durante anos as notas dos alunos do liceu francês foram inflacionadas de 2 a 3 valores para poderem entar nas universidades portuguesas o que é que vocês pensam?

As meninas

São duas meninas, vistas pelo traço de duas artistas portuguesas. Uma felizmente ainda é viva, a outra cedo morreu tragicamente.
Adivinham quem são as duas artistas?

teresa disse...
Como ainda não houve quem tentasse responder a esta adivinha da T, seguem os meus palpites:
artista portuguesa ainda viva - Maria Keil;artista que morreu tragicamente - Ofélia Marques.

Atentai



E dizei o nome desta rua.

O caro Julio Amorim disse...e ACERTOU em cheio!

Haha Dona T ! Nestas escadinhas, lá para a década de 60, fazíamos "skiskate" com umas longas tábuas de madeira com um pouco de cera por baixo e, acreditem, que a velocidade atingida dava para aleijar.
Isto é o elo entre a Rua dos Arneiros e a Cláudio Nunes !
E baixar estas escadas para quem vivia na rua de cima....era sempre arriscado

Puhh...já estava na altura de adivinhar alguma coisa ;-))
03 Janeiro, 2009 10:59
Julio Amorim disse...

Rua Frei António Brandão...

Mais ainda


Adivinhais o nome da rua?

Julio Amorim disse...

Rua dos Arneiros...e a casa onde passei a minha infância, está ali no lado direito...ou seja o número 47.

E acertou!

E...




Um edifício numa avenida já muito descaracterizada. Como se chama?

J. disse...

olha a fabrica simoes ali a espreitar! ;)

av. gomes pereira ;)

Toca a adivinhar


Que igreja é esta?

teresa disse...
Trata-se da igreja de S. Lourenço em Carnide:)
E acertou!

2 de janeiro de 2009

ISTO ANDA TUDO LIGADO



Há cinco anos, corriam as primeiras horas de um novo ano, quando o poeta e jornalista
Eduardo Guerra Carneiro, envolvido por uma imensa amargura, cansado de muita coisa, cansado de estar por aqui, se mandou da janela para o pátio da casa onde vivia em Lisboa. A notícia quase foi isso.
Baptista-Bastos, recornando o amigo e camarada de profissão, titulou um artigo no “Público” : “O poeta que se atirou para o céu”
Eduardo Guerra Carneiro deixou passar o Natal, sabe-se lá porquê, para se suicidar.
“Era previsivel”, disseram os amigos que lhe eram chegados. Pareceia ser esse o caminho por ele traçado, depois de uma filha assim o ter deixado.
A pouco e pouco foi dizendo “escrevo com medo de ser tarde”.
Marilyn Monroe, actriz que ele muito venerava e amava, também ela um dia deixou escrito, ou num dia qualquer, com alguém desabafou: “É Natal! Quem tenho? Ninguém! Para que preciso de viver?"
Sempre gostou muito de Eduardo Guerra Carneiro. Ao longo destes cinco anos em que nos deixou, aos seus livros tem recorrido e pena tem que tão poucos o conheçam: “vivia dos cafés e das conversas, de uma poesia lírica feita na continuação do mesmo gesto imparável de viver, vivia de um desarrumada ligação entre a vida e letras, letras e tinta, rotativas e provas. E a sua morte escolhida prolonga a sua arte, ele tantas vezes abandonado a si mesmo, indefeso, estóico, solitário, libertário e tímido, rapaz para sempere de província apostrofando a desordem da cidade”, escreveu Jorge Sila Melo.
Em 1970 publicou um livro a que chamou “Isto Anda Tudo Ligado”. E deste título se passou a fazer remate para conversas e prosas. Sim, isto anda tudo ligado, como dizia o poeta.

Foi então que o barulho das luzes começou a sentir-se.
Foi então que o barulho das luzes começou a crescer.
Foi então que o barulho das luzes começou a entusiasmar.
Qual a cor das luzes do futuro?

No seu livro “O Revólver do Repórter” deixou escrito:“Abro as janelas para o rio, meto o papel na máquina, acendo um cigarro e penso: “Que grande solidão!”

MÚSICAS E CANÇÕES DE NATAL


MADDY PRIOR
BALLADS & CANDLES
PARK RECORDS 54

Blacksmith – Blood and Gold – Boar’s Head – A Virgin Most Pure – All In The Morning – Sing, Sing All The Earth – Doffing Mistress – Betsy Bell _Hind Horn – Singing The Travels – Long Shadows – The King – Rose – Mother and Child – Alex – My Husband’s Got No Courage In Him - Blackleg Miner – Padstow May Song

Esta é uma outra maneira de olhar as canções de Natal. Tem pouco a ver com os “standards” que há muito conhecemos e que por aqui foram sendo apresentados nas mais diversas versões.
Este é, pois, um outro Natal: sem renas, sininhos, aquilo que faz o imaginário natalício. Algumas das canções são interpretadas acapella pelas vozes de Mary Prior. June Tabor, Rose Kemp e isso transforma-se num deslumbramento.
Guardou este disco para o fim dos álbuns de Músicas e Canções de Natal. Amanhã se falará de outras abordagens.

e de alguidar o procuraram


Muito adequado à chuva que nos ensopa, este anúncio. É reciclar no alguidar e zás. Como eu gosto do Tide! E poupando 2o,25 cêntimos!


A cinta Pompadour



Torna-nos cisnes. Valha-me a Santa. Eu prefiro ser uma pata.

As esperanças para 1959



Quantos deles lembramos ainda? Há 50 anos eram prometedores. Agora já se revelaram ou desapareceram.
O tempo voa.
Clicar para ampliar.

Para a Rosarinho: ainda a capela circular

A capela situa-se em Janas, nome [...] de fortes raízes pagãs [...] é provável que constitua a reminiscência de um culto astral a Janus ou Juno.
A romaria a S. Mamede assumiu sempre uma importância na economia agro-pastoril da serra de Sintra e da várzea, com o habitual cortejo de fazer o gado dar três voltas à capela redonda no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio. Este rito de propiciação das colheitas e da fecundidade do gado reveste-se de contornos pagãos[...]
Fonte: http://www.3pontos.com/
Imagem do Deus Janus (com as suas duas caras)
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Imagem da Deusa Juno
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Que capela é esta tão original?

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Antes de apresentar algumas pistas, vou salientar o facto de a festa da região, que dura por alguns dias de Agosto, se tratar de um verdadeiro acontecimento concelhio, a julgar pela enorme afluência. Não será difícil descobrirem de que capela se trata.

Trata-se de um curioso templo rural, de planta circular e com alpendre. Aqui se realiza, uma festa em honra de [...] da qual faz parte uma rara bênção do gado, herança de cultos e rituais muito mais antigos que os cristãos.
Sabemos que, antes da actual capela, existiu um outro templo, cujos indícios materiais e conceptuais apontam para o período romano.
A actual configuração data provavelmente de finais do século XVI.
O carácter erudito da sua estrutura central, circular e formada por colunas italianizantes fez com que alguns autores sugerissem tratar-se de uma obra devida ao génio de Francisco d'Ollanda, que sabemos ter andado por estas paragens.


Acertaram MCV e Rosarinho ao terem referido a capela de S. Mamede em Janas.

1 de janeiro de 2009

Espreitai e adivinhai



Quem adivinha onde é?
Paulo disse...

Miradouro de Santa Luzia!

A senhora que lê




Quando me enterrarem, deixem-me um livrinho se faz favor. E já agora uma almofada!
Onde está esta senhora?

Solução: Na Capela de Santo Ildefonso pode-se ver o sarcófago do século XIV de Lopo Fernandes Pacheco, companheiro de armas de D. Afonso IV, e da sua esposa Maria Vilalobos.O túmulo está esculpido com a figura barbuda do nobre, de espada na mão, e da esposa, com um livro de orações e os cães sentados a seus pés (aqui)

O que se aprende com os pescadores!

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Quando aqui postei aquele desafio (chato, mesmo) sobre os azulejos e a vila piscatória, referi um prato típico entre as gentes mais tradicionais da localidade, os pescadores. Relativamente ao mesmo - que me perdoem os mais sensíveis - seguem algumas indicações. A imagem é a do peixe - tipo de cação - utilizado para a confecção da iguaria. Com ajuda, será mais fácil adivinharem de que prato se trata, bem como a vila de que é oriundo. Sendo assim, esqueçamos o azulejo "de pernas para o ar", apesar de o mesmo se encontrar em posição bem superior e central...

Estranho é que numa conhecida praia do litoral português, muito rica em peixes e mariscos nobres, […], um parente do cação […] que dele se distingue por ter as barbatanas peitorais mais pequenas e apresentar, quer no dorso quer nos lados, pintas escuras, seja altamente considerado pelos pescadores locais.
Com a agravante da […] não ser consumida fresca, mas apenas depois de ser submetida a uma cura que dura uma semana, fazendo-a adquirir um aroma muito intenso e característico […]
De forma menos chocante, digamos que […] liberta, antes da cozedura, um intenso cheiro a amoníaco.
Depois de apanhada […] é amanhada e embrulha-se numa saca de serapilheira. Ao fim de três dias, tempera-se com um pouco de sal e volta-se a embrulhar durante mais quatro ou cinco dias, ao fim dos quais se junta mais um pouco de sal. Completada a semana de cura, que deve ser feita em local escuro ou mesmo enterrada […] liberta o tal cheiro a amoníaco.
Depois, em água abundante, coze-se […], que nesta operação perde o cheiro […]. Serve-se com batatas cozidas, tudo temperado com azeite e vinagre. O resultado é um prato simples, em que o peixe tem um aspecto acinzentado e um cheiro levemente amoniacal, de sabor muito intenso e textura macia.
[…] só é preparado sob encomenda e em muito poucos lugares com porta aberta, daí que se deva reservar algum tempo para essa tarefa " sugerem que […] seja acompanhada por um vinho tinto novo, muito encorpado e taninoso.
Parece horrível […]? Parece. Mas e a caça "faisandée"? E os queijos a que os bolores azuis dão odores e sabores saponáceos, como os apreciadíssimos "Roquefort" e "Stilton"? E também não há quem garanta, ante o delícadíssimo paladar e a untuosidade celestial do caviar de esturjão, que, tratando-se de ovas, preferem as de pescada? Como escreveu, com génio, o poeta português Fernando Pessoa, quando provou a Coca-Cola, "a princípio estranha-se, depois entranha-se".
Daí que não se deva desistir à primeira. […] mais do que um petisco com o seu quê de inusitado, pode ser encarada como uma lição contra o preconceito. Ou um hino à diferença. Aí está!
Há na […] uma confraria da […], que assumiu o encargo de preservar e divulgar este prato estranho e raro.


O prato é designado por "Caneja de Infundície" e faz parte da gastronomia típica dos pescadores da Ericeira. (a caneja é o tal tipo de cação)

Abri a janela e deixai a ressaca voar


Mirai as fotos e preparai-vos para a primeira adivinha de 2009!


MCV disse...

Albufeira
E acertou o palermoíde!

MÚSICAS E CANÇÔES DE NATAL


NEW YEAR'S CONCERT 1990
SONY SK 45808

Em 1990 a Orquestra Filarmónica de Viena foi dirigida por Zubin Mehta.

Há muitos anos que, pela televisão, assiste no dia 1 de Janeiro ao “Concerto de Ano Novo”, transmitido do “Muskverein”, em Viena, para todo o mundo. Realiza-se desde 1939 e, salvo algumas variantes, a Orquestra Filarmónica de Viena, apresenta sempre o mesmo reportório: valsas, marchas e polkas dos Strauss.
Habituou-se a esse ritual com o pai, e sempre se deliciou com aquela atmosfera de “glamour”, a sala decorada com lindíssimos arranjos de flores.
Pensa sempre que ainda um dia há-de lá estar ali sentado – mais um sonho a juntar a todos os outros que ultimamente, por aqui, tem referido. E até sabe que a reserva de bilhetes terá de ser feita com um ano de antecedêcia. Por isso amanhã, a partir do meio-dia, estarão abertas, no site da Orquestra, as reservas para o concerto de 2010.